sábado, fevereiro 27, 2010

OS PINOS DERREADOS

Entendeu a nossa autarquia semear nas ruas da nossa cidade recentemente recuperadas, florestas de pinos metálicos.
O resultado visual destas florestas é no mínimo desajeitado para esses locais. Como se não bastasse esse facto é ainda possível vermos que o resultado dessa florestação deu origem a uma nova geração de pinos: os pinos retorcidos, entortados ou mal amados pelos condutores de veículos, que passam por essas
ruas.
A fotografia aqui deixada foi tirada na rua dos Prazeres e mostra a falta de jeito de alguns condutores, que possivelmente seriam óptimos jogadores do jogo da malha, mas que na prática do estacionamento são autênticos desastrados. Se a florestação inicial dos pinos deixa muito a desejar, a nova categoria de pinos "retorcidos" consegue superar os seus antecessores, dando às nossas ruas o aspecto de que por ali terá passado um carro de assalto, que levou tudo o que lhe apareceu pela frente.
Aos infelizes autores da florestação “Pinoca” só posso dar os meus sentidos pesamos pela infeliz florestação.
Aos infelizes condutores da malha, perdão, de automóveis só posso pedir um estágio na escola de condução mais próxima.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Museu Francisco Tavares Proenca Júnior - IV

Tal como prometi, aqui ficam mais algumas páginas da história do nosso museu, (1910/1961).

UM PEQUENO COMENTÁRIO
SOBRE OS PRIMEIROS ANOS DO NOSSO MUSEU

(Continuação)
Tal como disse anteriormente, o Museu regressou ao Convento de Santo António dos Capuchos em 1916, e lá e se manteve até 1926.
Durante esse tempo, algumas coisas importantes aconteceram que vale a pena recordar aqui: Manuel Paiva Pessoa manteve-se à frente do Museu até finais de 1928. Em virtude da morte de Tavares Proença Júnior, a Comissão Executiva da Câmara Municipal aprova a mudança de nome, deixando o mesmo de se chamar Museu Municipal de Castelo Branco, para se começar a chamar: Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.
O professor Leite de Vasconcelos visita pela primeira vez o museu. É também durante esse tempo, que se discute com muito empenho na nossa cidade para onde devem ir alguns dos pertences do antigo Paço Episcopal. Paiva Pessoa acaba por ter um papel muito importante na devesa dos interesses na nossa cidade, e esses bens acabam por ficar no nosso Museu.
De significante, nada mais consegui encontrar sobre esses treze anos.
Tentei encontrar na imprensa regional da nossa cidade, noticias sobre a actividade do Museu nesses tempos, porém, o mais que consegui encontrar foram pequenas notícias sobre doações ao Museu.
Não nos enganemos porém, sobre o dia-a-dia do Museu nesses tempos. O horário de abertura era aos domingos da 11.00 às 18.00, o que deixa adivinhar, que a actividade do museu deveria ser pouca ou quase nenhuma.
A título de curiosidade, posso dizer que o jornal, “Acção Regional” publicava em 1926, que o museu nem pessoal tinha para limpar as suas instalações!.. Perante este tipo de notícias, dá para ver, que as dificuldades deveriam ser mais que muitas.
Em finais de década de 20, começou finalmente a discutir-se a necessidade de novas instalações para o museu.
(Continua)

Notícias sobre o museu, publicadas em antigos jornais da nossa cidade nessa época.

O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

EXPOSIÇÃO - VII

ANTÓNIO ANDRADE FERNANDES

7 – OLIVEIRA SÍMBOLO DE SABEDORIA

(Realizado no ano de 2008)

Materiais utilizados: Fotografia, manta de trapos, madeira, latas de refrigerantes, sementes, fios, tinta acrílica e óleo. A fotografia foi captada pela objectiva do meu amigo Veríssimo, nas oliveiras milenares existentes na Nossa Senhora da Alagada, em Vila Velha de Ródão.

O Albicastrense

Clube de futebol "Os Blenenses Albicastrenses"

No dia 27 de Janeiro de 1935, apresentou-se pela primeira vez aos albicastrenses, a equipa de futebol "Os Belenenses Albicastrenses”, equipa que era uma filial, do homónimo de Lisboa.
A sua sede situava-se no cais do largo do Espírito Santo e os seus atletas envergavam equipamentos iguais aos dos jogadores de “Os Belenenses”.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O Albicastrense

domingo, fevereiro 21, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXVIII

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
Na acta da sessão de 9 de Janeiro de 1788, logo de entrada, lê-se o seguinte:
E sendo também juntos a Nobreza e Povo desta cidade que por pregoes vieram a este Auto nelle foi proposto hum requerimento que os Rellegiosos do Convento de Nossa Senhora da Graça deste Cidade fizeram a Sua Magestade pello seu Dezembargo do Paço em que pedem Provizam de Confirmaçam à licença que esta Câmara lhe havia dado para poderem fazer no citio da Carapalha limite desta cidade huma tapada cujo requerimento veyo a informar ao Doutro Provedor desta Comarca ouvindo esta Câmara Nobreza e Povo que he o motivo porque foy nesta Câmara apresentado o requerimento o qual lido e proposto a todos que estavão juntos e sendo presentes os Procuradores do Povo António Ignacio Cardoso Frazam e o Dr. José de Andrade Themudo se sengiram à resposta que tinham dado sobre este assumpto e a ella se reportavam: A Nobreza e Povo assignarão e declarão que convinham pellas rezoens seguintes: que o tapume que pertendem os supp.es he nos coutos desta cidade os quaes sam sempre vedados com prohibiçam de se poderem vender nem dar para pastegens, e se alguma vez se tem vendido ou dado he por abusos e infracção do Alvará que prohibe a dita venda e por esta rezam nam há prohibiçao expressa de se tapar dentro nos mesmos coutos alem de que a terra que perdendem tapar os supplicantes no estado em que se acha he pouco frutífera e só pode produzir com mais utellidade sendo tapada não cauzando no mais prejuízo algum ao publico pois que hua estrada que passa pella terra dos subllicantes estes se obrigam a mudalla para terra sua onde fica igualmente cómoda a tratável e com esta condiçam he que convêm no tapume pretendido.
Comentário do autor: Seguem-se as palavras sacramentais do encarregado das actas e logo a seguir nada menos de trinta e seis assinaturas de vereadores, procuradores do povo, nobreza e povo. Parecia pois, caso arrumado o da tapada que queriam fazer os religiosos do convento da Graça. Pois não era assim ainda. Depois das assinaturas aludidas há ainda isto:
Acta: "E logo sendo presente os abaixo assignados disserão que para affeito de darem seu voto e responderam pertendião se lhe mandasse dar certidam desta determinação e do requerimento dos r.dos Religiosos para o que se assignam neste seu requerimento".

Comentário do autor: E vem logo as assinaturas dos três pechosos membros da Nobreza (ou Povo?) seguintes: Manuel Roiz Beja, Manuel Nunes Themudo e Manuel Nunes Sanches. Tardes piaram. Tarde e mal, porque eram apenas três contra trinta e seis. E a tapada dos religiosos do convento da Graça qual seria? Cremos que era a que hoje é propriedade da casa Morão, mas havemos de ver se apuramos à certa qual seja. Se conseguirmos apurar, depois diremos.
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

DO BAÚ DO PASSADO, PRÓ BOLG.


José Barradas disse...
Penso que era bom para a historiografia da maravilhosa cidade de Castelo a divulgação de fotos antigas, mas não só, também a divulgação de usos e costumes que deram nome a essa cidade. Recordo a existência de uma cultura Castrense. Venham lá mais dicas...!!
Já agora amigo Veríssimo, podemos também falar de pessoas, as quais deram ênfase a essa cidade. As casas e as ruas são bonitas. Mas foram as pessoas que as construíram, e que atraíram outras pessoas para essa cidade. Portanto, nem só o Gavetas fez história.
Indo ao encontro da segunda sugestão do amigo Barradas, o blog “o albicastrense” irá dar a conhecer albicastrenses, que no seu tempo tiveram um papel importante na defesa dos seus semelhantes, ou da nossa cidade mas que depois da sua morte, caíram no baú do esquecimento colectivo.
A esta nova secção de postes darei o título de: “Baú do passado”.

PS.
Este secção de postes está à disposição dos visitantes do blog, para aqui poderem divulgar os seus ”Albicastrenses do Passado”.
Para começar aqui fica o primeiro poste.

“DO BAÚ DO PASSADO, PRÓ BLOG”
Tomás Rodrigues Marques
(18??-1943)
No dia 15 de Fevereiro de 1943, faleceu Tomás Rodrigues Marques, que foi um dos fundadores do Centro Artístico Albicastrense, tendo trabalhado, denodadamente, para organizar a Secção de Previdência desta instituição, que tão benéficos e frutuosos serviços proporcionaram, aos seus associados. Com forte intuição artística, nomeadamente para a Arte de Talma, estava sempre na primeira linha para apoiar a organização de récitas e entremezes, com o intuito de angariar fundos para ajudar os mais necessitados e instituições de índole social e benemerente, para beneficiar os mais desprotegidos. Conhecido pelo seu proverbial sentido filantrópico e elevado altruísmo, a ele recorriam, amiudadamente, para ensaiar peças teatrais, o que nunca recusava e do que se desempenhava sempre, com superior competência e não menor sentido artístico, o que envolvia grande dose de paciência. Na Quinta da Granja existe uma rua com o seu nome.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

BORDADO DE CASTELO BRANCO


BASTIADORES PARA BORDADOS
DE
CASTELO BRANCO

Alguns visitantes do blog mostraram curiosidade sobre a forma como é feito o bordado de Castelo Branco, (pedindo inclusivo) se podia mostrar aqui alguma imagem referente a esse acto.
Para satisfazer esses pedidos, aqui fica a imagem de um pequeno bastidor, onde se fazem os chamados “painéis” do bordado de Castelo Branco e duas outras fotos, de como é colocado o linho nesses bastidores.

PS. Qualquer informação, (ou interesse) sobre este tipo de bastidores, pode ser pedida neste blog.
O Albicastrense

sábado, fevereiro 13, 2010

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Museu Francisco Tavares Proenca Júnior - III


CENTENÁRIO DO MUSEU
DE FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR
Tal como prometi, aqui ficam mais três páginas da história do nosso museu,(191O/1961).
UM PEQUENO COMENTÁRIO
SOBRE OS PRIMEIROS ANOS DO NOSSO MUSEU

O início do Museu Municipal de Castelo Branco não foi nada fácil, como se pode ver nestas paginas. As primeiras instalações que o acolheram, (Capela do Convento de Santo António dos Capuchos, durante os primeiros dois anos; Escola Primária Conde Ferreira, (situada no largo do Castelo), durante três anos; e regressa novamente ao Convento de Santo António dos Capuchos até 1926), não eram mais que pequenos cubículos, sem quais queres condições para o hospedar condignamente.
Os motivos que terão levado a que esta ave rara, (o museu), fosse gerado e depois colocado em ninhos, (locais) sem quais queres condições para poder crescer, poderão ter sido muitos! Porém, existe um que em meu entender poderá ter sido fundamental, para que durante tantos anos o nosso museu parecesse que andava, mas na prática estava mais estático que um caracol.
O seu fundador!.. Francisco Tavares Proença Júnior, era oriundo de uma família monárquica e com o derrube da monarquia em 1910, (altura da fundação do Museu), ele viu-se na obrigação moral de defender as ideias monárquicas do seu pai.
Tal, levou-o a fugir de Castelo Branco para Espanha, de onde prometeu regressar com um pequeno bando, para tomar Castelo Branco de assalto, (o que nunca aconteceu). A juntar a essas ideias sonhadoras da época! Adoece e vai para a Suíça, onde morre a 24 de Setembro de 1916, (La Rosiaz).
A ausência do fundador, terá sido em meu entender a maior dificuldade que o Museu Municipal de Castelo Branco terá encontrado para se afirmar nos primeiros tempos.
Sem Tavares Proença para acompanhar os seus primeiros passos, o museu acaba por crescer coxo, pois tinha sido ele o grande impulsionador da sua criação. Tentei encontrar em antigos jornais da nossa cidade, notícias referentes aos primeiros tempos do Museu Municipal de Castelo Branco.
As primeiras notícias que encontrei, são do ano de 1916, (seis anos após a sua abertura) e dizem respeito à oferta de objectos ao nosso museu, e à sua reabertura no Convento de Santo António dos Capuchos, nesse mesmo ano.
(Continua)
Notícias publicadas no jornal, “Notícias da Beira” – (1914-1921).

O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - 55

Bigodes e Companhia parafraseiam a entrevista dada por Mário Cabarrão ao jornal “ reconquista”.

O Albicastrense

sábado, fevereiro 06, 2010

CEGONHAS COM TV....



Ninhos com TV, são a mais recente inovação na área das novas tecnologias "ninhológicas".
Se por ventura estiverem empenhados em adquirir este novo tipo de apartamento, contacte-me em: ninhoblog@tashaver.com
Agora mais a sério... fotografias de: Veríssimo Bispo – 2010.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Placas toponímicas da minha cidade - II


SINAL VERMELHO
Comentário… Luís Filipe disse…
Eu estive a ler o seu comentário relativo as placas em chapa de ferro, e gostaria de lhe informar que essas placas dão problemas porque a empresa que as fez quis imitar as chapas esmaltadas, só por dizer que se esqueceu é que não pode utilizar vinil ou autocolantes porque com o Sol e chuva as letras começam a sair todas. Se for chapa esmaltada eu garanto-lhe que dura mais de 40 anos e não sai nenhuma letra porque essas placas são cozidas a 850ºC no forno. Pode ver no site www.placasesmaltadas.com. É pena estes pára-quedistas que andarem a enganar as juntas de freguesias e câmaras municipais com materiais de plástico e vinil.
Volto hoje a um tema que já aqui abordei em Outubro de 2008, mas que até à presente data nenhuma resolução teve.
Os motivos por que volto a este tema são dois.
Em primeiro lugar: O comentário com que abri este posts.
Em segundo lugar: A míngua de dados nas nossas placas toponímicas.

Primeiro ponto: confirma-se a falta de qualidade das placas e o mau gosto pelas mesmas. A declaração do Senhor Luís Filipe não deixa dúvidas!.. A nossa autarquia anda a comprar gato por lebre.
Segundo ponto: Os dados colocados nas placas toponímicas da nossa cidade são insuficientes, como exemplo dou a placa da rua José Olaia Lopes Montoya, (rua que dá acesso à urbanização dr. Beirão).
A placa diz o seguinte; Rua José Olaia Lopes Montoya.
Tentei saber quem diabo foi este homem, e após alguma procura encontrei um tal José Olaia Morão Lopes Montoya, que terá sido nomeado (após o derrube da monarquia em 1910) para fazer parte de um grupo de cidadãos, que iria substituir os monárquicos caídos em desgraça no comando da nossa autarquia.
Será este o homem que a placa homenageia?
Não terão os albicastrenses o direito de saber, em que área e em que tempos este ilustre desenvolveu as suas actividades?
À comissão toponímica da nossa autarquia, gostaria de lembrar o seguinte: Qualquer ilustre, (seja ele qual for) nasceu em determinada data, teve um nome, desenvolveu uma actividade que o projectou, e por fim morreu. Se a nossa autarquia resolve homenagear este ou aquele cidadão, o mínimo que se lhe pode pedir, é que essa homenagem seja feita com a maior dignidade possível, e não que se pegue o nome de sicrano ou beltrano e se ponha pura e simplesmente numa placa sem mais nenhuma indicação.
Ou será que a única coisa que interessa das pessoas que foram homenageadas são os seus nomes, e tudo o resto é para esquecer?

PS. Os dados acrescentados na placa de, José Olaia Morão Lopes Montoya, são apenas para exemplificar, pois de concreto nada consegui descobrir sobre este ilustre.
O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

ACONTECIMENTOS QUE FORAM NOTÍCIA

No dia 13 de Fevereiro de 1933, esteve em Castelo Branco, a caminho do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, o padre Francisco Rodrigues da Cruz o tão venerado padre Cruz. De recordar que bastou que se soubesse que o padre Cruz estava em Castelo Branco e que ia pregar, para a Sé se encher de fiéis, ávidos de escutaram as suas ternas palavras, tão fluentes e comovedoras que calavam bem fundo no íntimo de todos os crentes que o ouviam. Voltou a celebrar missa, na nossa cidade, no dia 28 de Março de 1943.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era Nova ”.  Transitou para o Jorna...