sábado, abril 28, 2007

CASA DO ARCO DO BISPO

PEQUENA NOTA

(GALERIA CLEMENTE MOURO)

Pequeno extracto de uma noticia publicada no jornal “A Reconquista" na sua edição desta semana.

A Casa do Arco do Bispo contínua, mas dentro dela passa a ter a galeria com o nome do ex-autarca (Clemente Mouro). A Junta de Freguesia de Castelo Branco contorna desta maneira a polémica das últimas semanas.
É caso para dizer, tudo está bem quando acaba bem. Que desta polémica os respectivos dirigentes da Junta de Freguesia de Castelo Branco tirem os devidos ensinamentos para o futuro, são os desejos deste albicastrense.

O Albicastrense

quinta-feira, abril 26, 2007

UMA VELHA FOTOGRAFIA DA TERRA ALBICASTRENSE


FOTOGRAFIA ANTIGA
DE
CASTELO BRANCO
A Fotografia aqui apresentada resulta da junção de duas fotos que encontrei separadamente e em tempos diferentes.
As duas fotografias foram tiradas durante a construção desta casa, (conhecida como casa Zarita) e onde anteriormente existia uma pequena Capela com o
nome de Nossa Senhora da Conceição, como é possível aliás ver-se na fotografia nº 1.
As fotografias em causa terão sido tiradas na década de 30, não fazendo ideia de quem foi o autor das mesmas.
É caso para dizer que ontem como hoje, mas felizmente com algumas excepções, os nossos autarcas são uma máquina na defesa do nosso património arquitectónico.
Gostaria de aqui agradecer mais uma vez a todos os fotógrafos responsáveis por estas belas fotografias. Sem elas a nossa história seria hoje bem mais difícil de contar.
O Albicastrense

sábado, abril 21, 2007

25 DE ABRIL EM CARTAZ E FOTOGRAFIA

Na casa do arco do Bispo, (agora também conhecida como galeria Clemente Moura), está patente ao publico uma exposição, que tem por titulo (25 de Abril em cartaz). Esta exposição tem como complemento um conjunto de fotografias da autoria do “velho” fotografo albicastrense José Pedro Barata, tiradas alguns dias após o revolução, numa manifestação realizada frente à Câmara Municipal de Castelo Branco.
Fui ver esta exposição e desde já quero aqui deixar o meu bem-haja ao “Mestre Barata” pelos bons momentos que tive ao ver as suas fotografias.
Não estou em qualquer fotografia, uma vez que estava em Angola a cumprir o serviço militar, para onde fui em Setembro de 73 e de onde vim em Março de 1975, no
entanto foi muito bom poder ver 32 an
os depois, estas belas imagens.
As imag
ens captadas pelo Mestre Barata em 1974, fazem hoje parte da nossa história local e atrever-me-ia a dizer que não haverá muitas fotografias sobre estes acontecimentos espalhadas pela cidade. Deste modo faço já um apelo á Junta de Freguesia para adquirir os direitos destas fotografias, impedindo deste modo que após a morte do seu autor (o que espero que seja daqui a muitos anos) eles possam evaporar-se.
Aproveitando e
sta oportunidade gostaria de opinar sobre a mudança de nome da Casa do Arco do Bispo para Galeria Clemente Moura, a polémica está instalada e deixem-me dizer que desnecessariamente. Se a ideia era homenagear alguém pelo seu trabalho em benefício da comunidade, esta controvérsia é desprestigiante para o homenageado.
Sempre aqui afirmei que às instituições, ruas ou praças da nossa cidade deverão se
r dados nomes, de albicastrenses que pelo seu trabalho e dedicação em prole da comunidade assim o merecem.

Penso no entanto que a medida tomada não foi a mais acertada, seria preferível manter o nome de Casa do Bispo tendo em conta o seu passado histórico e dar á Galeria o nome de Clemente Moura.
Não conheço suficientemente bem Clemente Moura, nem o seu trabalho enquanto presidente da Junta de Freguesia, para poder ajuizar da justiça da medida tomada, mas quero crer que a medida agora tomada o foi pelo seu trabalho e dedicação à nossa cidade… e não se trata de um prémio partidário por serviços prestados.
De futura a Junta de Freguesia devera procurar consensos nestas questões, em vez de impor decisões que não beneficiam ninguém, e deixam mal o homenageado?

O Albicastrense


sexta-feira, abril 20, 2007

LÁPIDE FUNERÁRIA DE UM SOLDADO BRITÂNICO

Ao visitar este fim-de-semana a feira de coleccionismo que se realiza no parque da praça municipal de Castelo Branco, encontrei numa das bancas este pequeno livro publicado pelo Museu Francisco Tavares Proença Júnior nos anos 80, da autoria de Luís Pinto Garcia. Este reencontro com o meu passado recente, fez-me procurar entre os meus livros em casa a existência deste pequeno exemplar, para poder colocar aqui a história que se segue. O livro tem como título em parte “Uma lápide funerária de um soldado britânico” e conta-nos a história do aparecimento de uma lápide funerária, assim como a tradução do Inglês para o Português do que nela está gravado.

EPITÀFIO

Tomás Stewart, militar do Regimento 31 do Exército Inglês que morreu próximo de Castelo Branco no dia 19 de Agosto de 1810, com a idade de 20 anos.

A originalidade desta lápide é o facto de ela ser de xisto e não de granito como todas as outras, com a espessura de 5 centímetros e um comprimento e largura, de 2,6 metros por 1 metro.
A lápide esteve exposta no r/c no Museu de Castelo Branco entre 1974 e 96, altura em que foi retirada do local onde estava visível e colocada encostada a um contentor no exterior do museu em
virtude das obras feitas no edifico.
Os acident
es sucedem um dia aconteceu… um dos carros da obra dá-lhe um toque e partiu-a! Porém não é sobre este acidente que aqui quero falar, o que agora gostaria de perguntar aos responsáveis pelo seu restauro, (IPM e Conimbriga) é o seguinte:
Dez anos após este lamentável acidente, a lápide continua fora da instituição a que pertence o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, será assim tão difícil o seu restauro!? Ou será que ganhou raízes noutro local qualquer? Para quando o seu regresso ao museu? Meus senhores, gostaria de lembrar nesta altura o refrão de uma velha canção: “10 anos é muito tempo”.
Aos responsáveis do IPM, Museu e Conimbriga lanço aqui um apelo, meus senhores, como é costume dizer–se, esta é uma triste história, mas por vezes também as tristes historias podem ter finais felizes. O regresso da lápide devidamente restaurada ao seu local de origem será o f
inal feliz, deste triste episódio.

O Albicastrense

Ps. No blog, “Por terras do rei Wamba” do nosso amigo Joaquim Batista pode ler mais informações sobre esta lápide.

sábado, abril 14, 2007

RUA DA AMOREIRINHA

A RESIDÊNCIA
DE UMA
“VELHA SENHORA"

Na Rua da Amoreirinha, também conhecida pelos mais velhos como rua dos Latoeiros, (em virtude de ali terem existido várias oficinas de Latoeiros), tem como seu mais velho residente, uma velha e ilustre Senhora Amoreira.
O l
ocal onde esta velha “Senhora” tem raízes, bem podia ser um pequeno local de convívio, e de encontro de bichos-da-seda, porém o espaço assim como o estado da velha “Senhora” é de total abandono e desprezo, por parte da nossa comunidade e da autarquia albicastrense.
A desleixamento do proprietário, e o não quer saber da nossa autarquia tornaram aquele pequeno local numa autêntica latrina pública.
Que o dono não queira saber do local… eu até posso compreender, agora que a nossa autarquia lave as mãos como Pilatos e consinta que aquele pequeno local, (que bem podia ser um pequeno espaço publico com um ou dois bancos para encontros de bichos-da-seda), e a velha Senhora estejam naquela situação é que não consigo entender.
Aqui fica mais um recado para o Presidente da nossa autarquia - Senhor presidente o espaço é privado… mas a velha “senhora” é património de todos nós, cabe-nos a nós albicastrenses e à nossa autarquia protege-la da incúria e do desleixo de senhorios mal formados.
Tendo eu conhecido os últimos moradores daquele espaço, (o saudoso Pedras e sua família, já falecidos), quase que me apetece dizer, que nas suas sepulturas andaram às voltas de revolta, pelo abandono da sua Velha Amoreirinha.

PS. Nem só pelas grandes obras, deve o nosso presidente aparecer nos telejornais do país, também estas pequenas acções são importantes para a nossa cidade e merecedoras da sua atenção.

O Albicastrense

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quinta-feira, abril 05, 2007

OS NOSSOS TESOUROS


O CHAFARIZ DE SÃO MARCOS

Construído no século XVI, tem as armas de D. Manuel I, ladeadas pela Cruz de Cristo e pela esfera armilar. Está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 95/78, DR 210 de 12 Setembro 1978.
É caso para dizer: “Pois, pois… lá que ele está classificado como imóvel de interesse Público é um facto, o pior é passar por lá e ver o mau estado em que ele se encontra…”
Custa-me a compreender a falta de sensibilidade por parte dos nossos responsáveis autárquicos na
manutenção destes pequenos “Tesouros” da nossa cidade.
O largo de S
ão Marcos, apresenta hoje uma cara lavada, (fruto da recuperação de algumas casas no local) pena é que o seu mais conhecido e velho habitante – o Chafariz de São Marcos, se encontre desamparado e desprotegido por quem tem a obrigação e o dever de zelar por ele.
Para o presidente na nossa autarquia aqui fica um apelo: Senhor presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, limpar e reparar o granito, pintar as paredes laterais do Chafariz e limpar o tanque é tudo o
que o nosso pequeno “tesouro” necessita.
O Albicastrense

quarta-feira, abril 04, 2007

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XX

JOÃO ROIZ DE CASTELO-BRANCO 
(Célebre poeta português do século - XV)
Nasceu em Castelo Branco por meados do século XV e nesta vila faleceu em 1515. Conhecem-se os nomes dos pais: Rui Gonçalves de Castelo Branco e Guiomar Vaz de Castelo Branco. Fidalgo da casa de D. Manuel I, militou pelo norte de África e regressando a Portugal, não consegue obter do Paço, cabal satisfação às suas pretensões. Desiludido com a mesquinhez duma vivência palaciana, regrada por dependências que lhe tolhiam a liberdade do espírito, regressa a Castelo Branco em 1512.
Fez parte da corte do rei D. Afonso V, tendo ocupado o cargo de contador, na Guarda. Celebrizou-se pela cantiga “Senhora, partem tão tristes”, de carácter amoroso, conservam-se algumas composições suas no cancioneiro geral de Garcia de Resende.
A sua obra estendeu-se também a outros temas, como a presença portuguesa no norte de África ou questões morais relacionadas com o desprezo pela vida na corte, mais tarde retomado por Sá de Miranda. É notável a perfeição formal e a riqueza estilística de que deu provas noutros poemas também reunidos no Cancioneiro Geral.
João Rodrigues de Castelo Branco, como era seu nome encontra-se sepultado na capela-mor da Igreja de Santa Maria do Castelo, de Castelo Branco, em campa armoriada da família da esposa.

Cantiga partindo-se....

Senhora, partem tão tristes
Meus olhos, por vós, meu bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
Tão doentes da partida,
Tão cansados, tão chorosos,
Da morte mais desejosos
Cem mil vezes que da vida.

Partem tão tristes os tristes,
Tão fora de esperar bem,
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

PS. Dados históricos retirados do livro: "Autores nascidos no distrito de Castelo Branco" da Autoria de António Forte Salvado.

Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era Nova ”.  Transitou para o Jorna...