terça-feira, novembro 28, 2006

PEDIDO DE AJUDA

RESTAURO
DE
COLCHAS E PAINÉIS DE CASTELO BRANCO


Pediu-me uma pessoa amiga que está desempregada, se podia colocar neste blog, um pequeno anúncio relativo ao restauro de têxteis, nomeadamente colchas de Castelo Branco, painéis e paramentos.
Sempre aqui afirmei que o meu lema é sempre por Castelo Branco.
Sendo o bordado de Castelo Branco o único tesouro local, e que o mesmo se debate com falta de pessoas devidamente qualificadas na área do restauro, não podia ficar insensível ao pedido de uma pessoa que tem precisamente essas qualificações.
A resposta só poderia ser a publicação deste pequeno anúncio.

A situação aqui descrita, não pode no entanto deixar de ter a seguinte pergunta:
Que país andamos “nós”, os portugueses, a construir?
Então damos formação aos nossos jovens, gastamos rios de dinheiro na sua formação profissional e depois mandamo-los para os “centros de desemprego”, (a quem só um louco poderia chamar centros de emprego), e onde nunca se arranja trabalho a ninguém e se ganham teias de aranha á espera não se sabe bem do quê.
É caso para dizer, que raio fizeram os nossos governantes, por este país, ao longo dos últimos vinte anos?


RESTAURO DE TEXTEIS
Pessoa devidamente qualificada,
executa trabalhos de conservação
de têxteis.
Nomeadamente colchas de
Castelo Branco, painéis e paramentos.

Contactar 966335138

O Albicastrense

segunda-feira, novembro 27, 2006

EXPOSIÇÃO




Até 22 de Janeiro de 2007.
Se ainda não visitou, a exposiçao retrospectiva do pintor Barata Moura, no Museu Tavares Proença, não perca!! Dê corda aos sapatos e vá até lá.
Aqui fica o belíssimo texto, da autoria do Dr. António Forte Salvado, sobre o pintor Barata Moura.A não perder esta exposição!!
EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA
DO
PINTOR BARATA MOURA
Nascido em Castelo Novo em 1910, migrante para Lisboa aos 17 anos onde estudou e se fez homem (primeiro na Escola de Artes Aplicadas, depois na Escola António Arroio) o pintor Barata Moura levou no seu coração a límpida luminosidade dos céus da Gardunha, o cheiro acre e adocicado das plantas que pontuam os cantos da Beira, as casas e os caminhos marcados pelos passos da gente humilde e, ainda, os castelos e os pelourinhos das vilas da raia.
A rota dos anos e os ares da cidade não desvaneceram os laços de profundo afecto que ligavam o Artista aos víveres modestos das gentes da região onda nascera.
E, por uma subtil mas consistente alquimia, foi esta realidade vivencial da sua infância e da sua adolescência que Barata Moura soube transpor para a sua pintura. Daí que “ pintor da Beira” lhe tenham chamado, acrescentando-se à expressão uma outra não menos convincente: “pintor do povo”.
A este homem-artista, de ilimitada generosidade, de alma aberta, fraterna e solidária, muito deve o Museu de Francisco Tavares Proença Júnior. O conjunto de quadros que pintou e que tem o rio Tejo, da nascente à Foz, como elo temático e, também a colecção de telas da sua autoria representando os Castelos e os Pelourinhos da Beira constituíram, um e outra tornados exposições itinerantes, poderoso meio de divulgação de valores patrimoniais da nossa região, formalizando, em época e em tempo em que a palavra de ordem consistia em aproximar o povo da cultura, significativo instrumento didáctico.
Como pintor (e pensamos no multifacetado repertório da sua actividade), o seu apego às raízes e a sua criação próxima das fontes implicaram absoluta identificação com conteúdos e formas que, no universo da realidade visual que era o seu, se revelaram de total e permanente constância no decurso de uma longa vida de artista. Pintor de proximidade e consciência de que a sua arte era uma arte de fixação (o olhar do pintor incidia sempre, e sem provocações imediatas, na captação de imagens da natureza dotadas de significação em cenários físicos e humanos), Barata Moura objectivou sem distorções ou idealizações, toda uma ruralidade em mutação ace
lerada.
Por outro lado, releve-se que a filiação realista/naturalista que suporta o dilatado desenvolvimento da sua obra traduz hoje uma passada atitude mais conservadora ou um consciente desapego relativamente a outros caminhos estético-pictorios correntes no Portugal do século XX. Atitude aliás muito peculiar que tem a ver, ao fim e ao cabo, com a função social do acto de pintar.
A simplicidade (quantas vezes aparente) dos ciclos naturais da vida, conseguiu o Pintor testemunhá-la mediante a utilização de uma paleta forte e exuberante em contraste, quantas vezes, com os elementos humanos na mesma, tornada composição, representados.
Pintura que afinal se individualiza ainda pelo não raro teor de denúncia que a enforma e que podemos apreender em variadas telas.
Não se trata, pois e tão somente, de um pintor de” líricas” paisagens, copiador fiel de uma natureza estática, mas antes de um, artista que foi capaz de captar, interpretando-as, a tristeza e a solidão, pertinentes evidências num mundo rural, em gentes e espaço em acentuada desagregação.
O Albicastrense

sexta-feira, novembro 24, 2006

MANIAS DE UM ALBICASTRENSE

Caro Batista em resposta à tua provocação, quero desde já dizer-te que a “mano mania”? É a minha especialidade!!!
E como gostei da ideia aqui vão cinco das minhas.

1- Maluco por filmes de Cowboys  (neste momento mais de 250)
2- Sou por Castelo Branco e sempre por Castelo Branco.
3- Falar  demais  quando  por  vezes  devia  ficar  calado.
4- Politicamente  não consigo  aturar  a  malta  de direita.
5-  Estar   sempre   no  contra,   em  relação  aos  nossos governantes.
Quanto ao testemunho “Vitimas” aqui é que a porca troce o rabo, pois conheço poucos autores de Blogs, vou deixar esta parte sem vitimar ninguém.

PS. Aproveitando esta ideia maluca, gostaria de aqui colocar a minha maior mania actual. Trata-se, como já disse anteriormente, de filmes antigos de cowbois, onde pretendo chegar aos 500.
É hoje bastante difícil encontrar este género de filmes. Os lançamentos de Westerns dos anos 60 são raros, por isso lançava aqui um desafio e ao mesmo tempo um pedido a todos aqueles que possam ter filmes deste género em casa. O filme que tem em casa está a ocupar lugar e não lhe liga patavina, comprou-o por acidente, é um traste a mais na sua estante, já está dentro de uma caixa com destino ao sótão?
Está á espera do quê? Envio-me pois este mano-dependente agradece-lhe desde já.
Até pode enviar a cópia do filme, pois muitos dos filmes que tenho foram gravados quando foram exibidos na TV.
Aproveito igualmente a oportunidade para fazer o pedido a portugueses emigrantes nos estados unidos, que costumam visitar esta página. Uma vez que grande parte destes filmes foram feitos nesse pais, sendo John Ford e John Wayne dois dos seus principais mentores.
Ao meu amigo Joaquim Batista e a todos os que queiram perfilhar esta ideia, peço que no seu blog, ”Por terras do rei Wamba” uns dos mais visitados do nosso distrito, dê pernas a esta minha ideia.
Se quiser enviar-me algum filme peça a morada através desta página. Desde já o meu Bem-haja
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 22, 2006

BAIRRO DO LEONARDO - II

BAIRRO LEONARDO

Para o Stalker.

Aqui ficam duas fotografias do interior do bairro Leonardo, porém não deixe de fazer a “expedição”, a simplicidade do bairro e os seus cem anos de história bem
merecem a sua visita.

O Albicastrense

HOMENS DA MINHA TERRA

ERNESTO PINTO LOBO

Decorreu há alguns dias no Cine-Teatro Avenida de Castelo Branco a apresentação do livro de Carlos Salvado, sobre os cinquenta anos de existência da Orquestra Típica Albicastrense.
Na apresentação do livro o seu autor recorda, Ernesto Pinto Lobo, dizendo a certa altura “este livro surge na sequência de uma ideia do antigo presidente, tendo inclusivo feito alguns tópicos e apontamentos do mesmo”.
Não conheço pessoalmente o autor do livro, porém numa altura em que o mais importante é sempre trepar por cima de tudo e todos, gostaria de aqui realçar este gesto de homenagem a um homem bom.
Ao ler esta notícia no jornal “A Reconquista” não pude deixar de pensar no Stôr. Lobo, pois era desta forma que eu costumava chamar-lhe, cada vez que o encontrava no café “Retiro do Relógio” ali na rua S. Sebastião. A pergunta dele era quase sempre a mesma: “Então oh Bispo, como é que vai o Museu?”. A resposta também não variava muito: “Bem stôr!
Gostaria de aqui contar um pequeno episódio sobre este homem; Quando em 1989 o então director do museu, do Dr. António Forte Salvado, foi de uma forma vergonhosa e cobarde, afastado do cargo de director do museu, resolveram alguns trabalhadores do museu, fazer uma reunião com algumas “personalidades” cá do burgo, na sede da Orquestra Típica Albicastrense, no sentido de obter apoio para evitar a sua saída do cargo, “Sabem quantas foram as personalidades que compareceram ao encontro?

Apenas duas ou três! E uma dessas pessoas era precisamente o Dr. Pinto Lobo, um dos poucos que teve a coragem de dar a cara.Numa Homenagem póstuma feita pela Câmara Municipal de Castelo Branco a Ernesto Pinto Lobo, foi-lhe a atribuída a medalha de ouro de Mérito Cultural. Joaquim Morão disse nessa altura. "Um homem preponderante pelo seu trabalho, cultura e dedicação. Esteve sempre empenhado na construção da cidade de Castelo Branco. Devemos, por isso, honrar o seu nome, recordando-o hoje e sempre". 

- Senhor presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, indo ao encontro das suas palavras, para quando o nome do Dr. Ernesto Pinto Lobo numa das ruas da nossa cidade?


Perpetuar o nome dos albicastrenses mais ilustres, nas ruas da nossa cidade, é um dever e ao mesmo tempo uma obrigação por parte da nossa autarquia, e já agora deixe que lhe diga senhor presidente, entre um qualquer nome Chinês, Moçambicano ou Brasileiro, os albicastrenses preferem sem qualquer dúvida os nomes dos seus concidadãos nas nossas ruas.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 15, 2006

MEMÓRIAS DA MINHA CIDADE


BAIRRO LEONARDO

No dia 21 de Outubro de 1940, faleceu em Castelo Branco, o conceituado industrial Leonardo José de Sousa de 68 anos de idade. De origem bastante modesta, singrou na vida, a pulso. Iniciou a sua actividade comercial, instalando uma taberna na cidade. Posteriormente, ligou-se á indústria corticeira. Em 1907, numa altura de grande a recessão económica e os operários albicastrenses atravessavam uma enorme crise laboral, Leonardo de Sousa tomou a iniciativa de construir a expensas suas, dezenas de casas de habitação, para depois arrendar a preços módicos, a trabalhadores que laborassem na sua fabrica. Foi deste modo que surgiu o tão conhecido e popular Bairro do Leonardo, nome este que se estendeu a toda aquela zona citadina, em tácita memória e expressiva homenagem, de todos os albicastrenses, a Leonardo de Sousa, o qual permanece na lembrança de todos os naturais de Castelo Branco. Há mesmo quem considere Leonardo de Sousa, como sendo o pioneiro do desenvolvimento e renovação urbanística, que cinco décadas mais tarde se veio a verificar em Castelo Branco.
De notar que em 1940, residiam em Castelo Branco, 12.763 habitantes.

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

segunda-feira, novembro 13, 2006

Museus fora da rede nacional

Museus regionais fora
Da
Rede Portuguesa de Museus

Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura afirmou durante o debate do Orçamento
de Estado para 2007, na Assembleia da Republica, ser intenção do governo remeter para as Câmaras Municipais a gestão dos museus nacionais que têm uma linha marcadamente regional.
Ouvido pela Agência Lusa Joaquim Morão o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco (Socialista) disse desconhecer as afirmações de Isabel Pires de Lima.
Joaquim Morão, afirmou ainda defender a continuação do Museu Francisco Tavares Proença na rede Portuguesa de Museus, adiantando “só estamos disponíveis mediante condições que não sejam prejudiciais para a Câmara”
O Presidente da Câmara, assegurou ainda que a autarquia iria estar atenta a futuros desenvolvimentos sobre o assunto.
O Presidente da Câmara da Guarda (Socialista) pronunciou-se igualmente sobre o assunto tendo afirmado aceitar a gestão do Museu da cidade, desde que a medida seja acompanhada por “transferências financeiras” tendo acrescentado ainda que por “principio não achava mal, acho até muito bem”, afirmou o autarca há agência Lusa.
O engraçado neste problema, (se for possível dar alguma graça a este assunto), não é o governo querer entregar às referidas autarquias a gestão dos Museus em causa, (pois deste governo os Portugueses bem podem esperar sentados algo de bom), mas antes as reacções dos Presidentes das Câmaras sobre o assunto em causa.
Qual é a parte do bolo que nos vai calhar?

É caso para aqui lembrar uma velha canção: ”money, money, money”…
Meus senhores não seriam mais lógico perguntar-se desde logo, será que as referidas instituições, assim como as populações locais, ficam melhor servidas com a integração dos Museus nas suas autarquias?
Ou será que as medidas do governo (PS) a que pertencem são mais importantes que os interesses das populações que juraram defender?
O silêncio sobre o assunto é total, a discussão entre os responsáveis culturais do burgo é silenciosa, podendo até dizer-se que o silêncio é de ouro. Atrever-me-ia a dizer que depois das medidas tomadas e aplicadas pelo MC iremos com certeza protestar silenciosamente.
Como já aqui afirmei por diversas vezes, trabalhei no Museu Francisco Tavares Proença Júnior ao longo de 27 anos, e durante esse tempo assisti a muita “merda” vinda de Lisboa e dos seus mentores culturais. Durante esses mesmos anos existi igualmente ao trabalho cultural desenvolvido pelas várias vereações da nossa autarquia, podendo expressar que também aqui, a cultura é filha bastarda do orçamento.
Gostaria no entanto de aqui ressalvar algum trabalho feito pela actual vereação da Câmara Municipal de Castelo, que considero positiva.
Perante tal cenário qual a resposta dos albicastrenses quanto ao futuro do seu museu? Comente e dê a sua opinião!
O Albicastrense


quarta-feira, novembro 08, 2006

FOTOGRAFIAS DE CASTELO BRANCO

VENDO FOTOGRAFIAS

DE

CASTELO BRANCO

(RECENTES OU ANTIGAS)

Imagens de Castelo Branco, de 1900 a 2003 a cores ou preto e branco.
Para colocar em Cafés, Restaurantes ou casas particulares
Imprimidas em papel fotográfico ou tela

Seja bairrista e coloque no seu estabelecimento imagens antigas da nossa cidade.


quinta-feira, novembro 02, 2006

O NOSSO VELHO RELÓGIO

O RELÓGIO DA TORRE DE CASTELO BRANCO

O velho relógio instalado numa das torres que integravam o sistema de defesa da velha urbe, tem constituído um dos elementos mais marcantes da estrutura da vida da cidade de Castelo Branco ao longo dos tempos. O seu funcionamento e respectiva manutenção são da responsabilidade da Câmara Municipal de Castelo Branco há quase duzentos anos.
Porém desde há algum tempo o tempo parou por ali, e hoje o referido cujo, encontra-se ferido de “morte”, pois nada nos diz acerca do tempo.
As obras necessárias para a sua reparação começaram no entanto. Parece que o tempo de reforma do dito cujo, se aproxima, pois não se vislumbram melhoras na sua recuperação. São recaídas e mais recaídas! Serão sintomas de agonia de que os médicos “relojoeiros” não dão conta?
O diagnóstico parece reservado e sem fim a vista:
“Enterre-se o defunto!” - proclama-se em alta voz.
Agora mais a sério, que raio se passa com o velho relógio?
Será desleixo, falta de cuidadosa assistência ou não há relojoeiro que consiga pô-lo a trabalhar convenientemente?
Será necessário a vinda de algum relojoeiro Suíço, para o seu restauro, meus senhores?

O Albicastrense