sexta-feira, março 30, 2012

Sport Benfica e Castelo Branco


88º Aniversário  
do
 Sport Benfica e Castelo Branco

No fórum de Castelo Branco, está patente uma pequena exposição referente aos 88 anos de existência, do Spor Benfica e Castelo Branco.
Visitei-a e confesso que o passado deste popular clube albicastrense, merecia um pouco mais.
Faço votos para que a celebração do 90ª aniversário, (em 2014) seja mais bem pensada, é o mínimo que se pode desejar.
Para que assim seja, aqui fica uma dica a quem hoje dirige os destinos do clube.
Nos velhos jornais da cidade, existe muita documentação sobre o Spor Benfica e Castelo Branco que pode ser fotocopiada ou fotografada, de forma a fazer parte dessa possível e futura exposição.
Para o demonstrar, aqui fica um exemplo. O jornal "reconquista" publicou em 1946 a notícia que serve de cabeçalho a este post.
O Albicastrense

quarta-feira, março 28, 2012

VELHOS CHAFARIZES DA MINHA TERRA


As imagens postadas neste poust, são demonstrativas do desafortunado estado em que se encontram os velhos chafarizes albicastrenses.
Quando em 2010, resolveram os responsáveis autarcas da minha terra recuperar o velho Chafariz da Granja, pensou este albicastrense, que finalmente os velhos chafarizes da sua terra iam ser requalificados.
Puro engano! Pois a requalificação ficou-se pelo chafariz de Granja. Dois anos passados, nada de nada aconteceu em relação aos restantes chafarizes, com o agravante de terem passados dois anos e eles se terem degradado ainda mais.
As perguntas que gostaria de fazer aos responsáveis pela autarquia albicastrense, só podem ser as que se seguem:

- Não merecerão os velhos chafarizes da terra albicastrense, serem todos requalificados?
- É a terra albicastrense tão rica em monumentos, para se poder dar ao luxo de ver, os poucos que ainda restam na desgostosa situação em que encontram?
- Ou será que os velhos chafarizes albicastrenses, são um obstáculo ao desenvolvimento e modernização da sua terra!...

Confesso que os meus pobres e velhos neurónios, se recusam a entender e a aceitar que os responsáveis políticos pela autarquia albicastrense, gastem cerca de seis milhões de euros na construção de um Centro de Arte Contemporânea, e deixem ao abandono os nossos belos chafarizes.
Meus senhores, o prolongamento do atual estado dos velhos chafarizes albicastrenses, é uma afronta à memoria dos nossos antepassados e ao mesmo tempo, um insulto aos albicastrenses do presente.

O Albicastrense 

domingo, março 25, 2012

ACONTECIMENTOS DE OUTROS TEMPOS



 Foi assim no dia 14 de Janeiro de 1911, hoje não será muito diferente, ou será?

Transferência de juiz

Decreto de 14 de Janeiro

Colloca no tribunal da relação de Loanda um juiz da relação de Lisboa

"O Governo provisório da República Portugueza, tendo conhecimento de que o Juíz da Relação de Lisboa, (…), collocado n'este tribunal em 11 de Janeiro de 1905, assignou vencido o accodão da mesma relação de 4 de janeiro do corrente anno, fundamentando o seu voto na incompetencia dos tribunaes communs para julgar os delictos attribuídos ao arguido ex-ministro (…), significando esse voto um propositado menosprezo pelos princípios, estabelecidos pela Republica Portugueza, de responsabilidade e igualdade de todos os cidadãos perante a lei e os tribunaes, além de constituir uma evidente desobediênnardocia á doutrina do decreto com força de lei de 21 de Dezembro de 1910, que, pelo mesmo motivo, collocou na Relação de Goa quatro collegas seus: há por bem, pelos Ministros da Justiça e da Marinha e Colónias declarar, para valer como lei, que o referido Juiz, (…), deixa de pertencer ao Tribunal da Relação de Lisboa, e é collocado no Tribunal da Relação de Loanda, na vaga resultante da passagem do Bacharel Bernardo Botelho para a magistratura da metrópole, applicando-se a esta collocação o disposto na segunda parte do artigo 1.º e nos artigos 2.º e 5.º do referido decreto de 21 de Dezembro de 1910.

Os Ministros da Justiça e da Marinha e Colónias o façam imprimir, publicar e correr. Paços do Governo da Republica, 14 de Janeiro de 1911.
Os Ministros da Justiça e da Marinha e Colónias, 

Afonso Costa _ Amaro de Azevedo Gomes, (no Diar. Do Gov. n.º 12, de 16 de Janeiro, rectificado no n.º 14, de 18 do mesmo mez).

Dados recolhidos por: José Zêzere Barradas

O Albicastrense

sexta-feira, março 23, 2012

UMA BOA NOTÍCIA


No início deste mês, publiquei neste blog um poust onde relatava as péssimas condições em que a Delegação Distrital de Cruz Vermelha, está instalada em Castelo Branco.
Esta semana, o jornal reconquista dá a conhecer aos albicastrenses, que a sua autarquia resolveu adquirir o antigo edifício da empresa Lúcio Ribeiro & Costa (no largo de S. João), para ali instalar a referida delegação.
Se acreditasse em milagres, diria que um “querubim” depois de ler o que aqui escrevi, resolveu apontar uma varinha mágica para a cabeça de alguém que todos nós conhecemos, e lhe ter dito: “olha para aquela desgraça”.
Como não acredito em milagres e muito menos em varinhas de condão, considero tratar-se apenas uma boa coincidência, coincidência que felizmente vai resolver de uma vez por todas este triste assunto.
Aos responsáveis pela autarquia da minha terra, este albicastrense só pode mesmo dizer: Bom trabalho meus amigos! Os albicastrense podem começar a orgulhar-se, das futuras instalações da Cruz Vermelha na sua terra.

O Albicastrense


terça-feira, março 20, 2012

DIÁSPORA


Foi hoje inaugurada pelas 16 horas, na Praça Postiguinho de Valadares, o monumento Diáspora, dedicado a todos os albicastrenses que foram vitimas de perseguição e da intolerância dos homens. A estátua, é um homem em fragmentos, a ideia foi mesmo essa. É impossível reconstituir aquilo que de mais sagrado há e que foi destruído: a vida.
Esta estátua significa o seu regresso, em bocados. A figura “carrega” a razão da saída destes conterrâneos seculares: a procura do conhecimento (o triângulo), o pensar diferente, o olhar para as estrelas. Não tem um olhar amável ou meigo.
Do catálogo editado pela autarquia albicastrense relativo a este acontecimento, aqui ficam algumas páginas. À autarquia da minha terra, assim como a todos aqueles que colaboraram nesta bela iniciativa, este albicastrense só pode mesmo dizer: muito bem-haja, por todo o vosso esforço nesta tão bela iniciativa. Esta deslumbrante estátua, é da autoria do escultor Espanhol: MACHACO.
                                              O Albicastrense


segunda-feira, março 19, 2012

domingo, março 18, 2012

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LVII



A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade
(Continuação)
A sessão seguinte realizou-se em 25 de Janeiro. A respectiva acta começa assim:
Foy apresentado pello Procurador do Conselho hum requerimento no qual pretendia que se lhe mandasse lavrar hum termo por meyo do qual ficava desobrigado de abonar o fiador José Esteves Povos do rendeyro da renda do verde desta cidade e alem Ponsul.
Lá teria as suas razoes. Não lhe merecia confiança o fiador que o rendeiro apresentara para o verde da cidade e de alem Ponsul, e por isso queria livrar da água do seu capote.
Mas a Câmara observou-lhe que o fiador tinha sido abonado por todos, incluindo-se nestes todos o próprio procurador, que agora aparecia a querer fugir às responsabilidades que assumira, o que não podia ser, porque isso “estava dependente de huma via ordinária”.
E então a acta consta assim:
O que sendo ouvido pelo Procurador o Conselho que elle cedia do presente requerimento e estava pronto a abonar como abonava o referido fiador”.
Estava o caso arrumado, não é assim? Pois, senhores, depois disto é a Câmara e os restantes membros da Câmara, que de saem com esta.
E outro sim determinarão que visto o mesmo rendeyro não ter dado fiança à renda do alem Ponsul fosse notificado para dentro de vinte e quatro horas o apresentar na forma de ley, aliás se procederia contra ele na forma da mesma”.
Parecia primeiro que o homem tinha apresentado fiador idóneo para garantir a renda do “verde da cidade e de alem Ponsul” e por isso a Câmara fazia sentir ao procurador do conselho que o seu requerimento era tolice, visto que o fiador tinha sido aprovado por todos. O procurador encolhe-se, dá o dito por não dito e logo a seguir é a Câmara toda que diz que com relação à renda do verde de “alem Ponsul” o rendeiro não apresentara fiador e por isso ou apresentava dentro do prazo de vinte e quatro horas ou se precedia contra ele “na forma da Ley”.
Deve ser uma trapalhada do escrivão, Aranha. Nesta sessão ainda aparece o seguinte:
Nesta vereação se determinou; “que fosse notificado o Thezoureyro do Conselho para se lhe tomar contas do anno passado, para no primeiro dia da vereação se lhe tomar conta”.
Era assim mesmo. Notificava-se o tesoureiro para dar conta do “anno passado” e havia de aparecer com elas direitinho logo na sessão seguinte.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quinta-feira, março 15, 2012

COLCHAS DE CASTELO BRANCO


SIMBOLOGIA - II

São conhecidos e corretamente empregados os símbolos, que aparecem nas colchas de Castelo Branco.

OS CRAVOS
O cravo é a flor rica da planta vivaz, ramosa, resistente, fecunda, de florescência frequente, colorida, erecta; tem por isso na simbologia popular emblema de virilidade. A rosa é feminina, o cravo é masculino.
O cravo mais ou menos estilizado, em vasos e albarradas de fantasias e de estilo dominante na arte corrente, ou hasteado e esparso, ou entrelaçado, disposto em faixas emoldurantes, tem sempre consigo a intenção simbólica do amor viril. 
As colchas de Castelo Branco contêm decoração integralmente simbólica: cravos, romãs, alcachofras, “enleios” ou “abraços”, galos, etc. 
De todos estes símbolos, o mais figurado em toda a extensão da peça, comemorativa e representativa, é o cravo, a forma de pétalas alongadas, de unha comprida, bordo denteado profundamente, espalmado e divergentes, ficou tradicional na feitura popular.
O cravo assinala por excelência o sentimento do amor do homem, preiteado nas artes femininas.
Na simbologia popular a cor do cravo não é indiferente. O cravo das colchas aparece predominantemente vermelho; significa provocação, violência, casamento, flor ensanguentada. O branco trás heráldica de pureza, inocência, idealidade.
(Luís Chaves)
O Albicastrense

terça-feira, março 13, 2012

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XXIII


O passatempo “Velhas imagens da minha terra”, tem para identificar desta vez, uma imagem captada na década de 30 do passado século.
Esta imagem, mostra-nos a recuperação da uma velha rua de Castelo Branco, rua que nesse tempo tinha por nome: Rua da Pequeixada.
Resta acrescentar, que esta zona foi em tempos chamada de “Chiadinho” albicastrense, derivado ao muito comércio que por ali existia.
Infelizmente, esta pobre zona está nos dias de hoje praticamente às moscas.
Esta é com certeza uma das imagens mais fáceis de identificar, pois na placa toponímica onde está afixado o atual nome, tem por baixo o nome da velha rua albicastrense .
A pergunta como sempre é a seguinte: Como se chama atualmente esta rua?

PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.

O Albicastrense

domingo, março 11, 2012

OS POSTS DOS VISITANTES - I


Antigo Colégio de São Fiel

Por intermédio de um amigo tive contacto com uma obra que considero grandiosa, pois trata-se da proclamação da Republica Portuguesa de 5 de Outubro de 1910.
Esta colectânea "collecção da Legislação", foi promulgada pelo Ministro da Justiça (ao tempo) durante o governo provisório da Republica. Esta obra foi coordenada por Barbosa de Magalhães e Pedro de Castro.
Trata-se de uma colectânea bastante antiga (1912), e foi impressa na empresa LUSITANA EDITORA, em Lisboa. Depois de algumas horas de dedicação a esta magnifica obra, deparei-me com algo que me tocou no coração, pois foram muitas as vezes que passei por S. Fiel, quer por ocasião das festas quer para visitar amigos residentes na Soalheira.
Trata-se de um Decreto de 25 de Novembro de 1910, o qual nomeia uma comissão encarregada de estudar o destino a dar aos livros e coleções de estudo do extinto colégio de São Fiel.
Efetivamente, também eu gostava de saber qual o destino desses livros, pois serão de extrema riqueza.

Collegio de S. Fiel
Decreto de 25 de Novembro de 1910
Nomeia uma commissão encarregada de estudar o destino a dar aos livros e collecções de estudo do extincto collegio de S.Fiel

Attendendo ao que lhe representou o Governador do districto de Castello Branco, o governador provisório da Republica Portugueza, pelo Ministro da Justiça: há por bem encarregar os bacharéis José Gomes Preto, advogado, Gastão Rodolfo Correia Mendes, professor do lyceu, Alfredo Alves de Mota, medico municipal, e os cidadãos Francisco Xavier Pereira, professor da escola de habilitação para o magistério primário, e Arthur Marques de Carvalho, veterinário, para, constituídos em commissão, estudarem o destino a dar aos livros e collecções de estudo do extincto collegio de S. Fiel.
Dado nos paços do Governo da Republica, em 25 de Novembro de 1910. _
(O ministro da Justiça, Affonso Costa (No Diar do Gov. n.º 47, de 29 de Novembro).

Dados recolhidos por José Zêzere Barradas.

O Albicastrense

quinta-feira, março 08, 2012

REVISTA ESTUDOS DE CASTELO BRANCO - IX


MOVIMENTOS POPULARES

EM
CASTELO BRANCO NO SÉCULO XVI

O nono “poust” sobre a revista “Estudos de Castelo Branco”, faz parte do artigo publicado por Fernando de Portugal na referida revista, trabalho que tem como título: “Cinco notas para a história de Castelo Branco”.



O Albicastrense

segunda-feira, março 05, 2012

DELEGAÇÃO DISTRITAL DE CASTELO BRANCO DA CRUZ VERMELHA


A Delegação Distrital da Cruz Vermelha de Castelo Branco está instalada no antigo e muito belo edifício do século XVI, (Domus Municipalis), situado na Praça Velha, edifício que também já deu guarida à Biblioteca Municipal Jaime Lopes Dias.
Desloquei-me na passada semana a estas instalações com um irmão meu, para ele ali fazer determinado acto médico. O atendimento por parte de quem ali trabalha não podia ser melhor, contudo, confesso que fiquei bastante triste com o que por ali observei.
O espaço é bastante reduzido e sem condições para as funções para as quais está destinado, e como se isso não bastasse, existem “seres humanos” que nos fins-de-semana (e não só), aproveitam a entrada da delegação (que está instalada na cave do referido edifício), para ali fazerem as suas necessidades fisiológicas.
Uns autênticos porcos! É o mínimo que se pode dizer destes seres ditos humanos, mas que de humanos parecem ter muito pouco. Além da pobreza do espaço e da sua falta de condições, a entrada não permite a entrada de uma maca, a entrada de uma cadeira de rodas e de muitas outras condições necessárias para um bom funcionamento da referida delegação.
Como é de conhecimento geral, este magnifico edifício pertence à autarquia albicastrense, autarquia que cedeu à Cruz vermelha (há já muitos anos) a cave para que ali pudessem funcionar os seus serviços, contudo “talvez” no início o espaço fosse suficiente para as funções a que se proponha, no entanto para os dias de hoje é uma dor de alma ver uma instituição como a Cruz Vermelha, prestar actos médicos num espaço que muito deixa a desejar e que ao mesmo tempo muito nos envergonha a todos.
Como albicastrense que entende ser importante ter na sua terra uma Delegação Distrital da Cruz Vermelha, que não envergonhe nem a cidade nem os albicastrenses, só aqui posso afirmar que a continuação desta situação é complemente inadmissível, e exigir aos responsáveis pela autarquia da minha cidade, para que muito brevemente ponham termo a esta tão triste situação.
Situação que pode passar por colocar a respectiva delegação numa das muitas casas recuperadas pela autarquia e entretanto ao abandonado, ou então, recuperar duma vez por todas a velha “Domus Municipali” de forma a que a Delegação Distrital de Castelo Branco da Cruz Vermelha, tenha as condições que merece e os albicastrenses desejam.
O Albicastrense

quinta-feira, março 01, 2012

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LVI


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Apareceu coisa que se visse na sessão imediata que se realizou no dia 18 de janeiro. Ora façam o favor de ler.

Nesta vereação foram convocados a Nobreza e Povo do lugar de Cafede termo desta Cidade para efeito de responderem a hum requerimento de João Pereyra Sanches Goullão e seus Irmãos do Lugar de Alcains deste mesmo termo que fizerão a Sua Magestade para lhes conceder carta para avezinharem no mesmo Lugar de Cafede em rezão de terem nelle huma grande Caza de fazendas que herdarão de seu Irmão Bernardino José e pellos mais motivos declarados no mesmo requerimento que em Precatória deregio a esta Camara o Corregedor desta Comarca a quem veyo a Informar:
O qual requerimento sendo lido aos referidos Homens da Nobreza e Povo de Cafede todos uniformemente responderão que elles convinhão no mesmo requerimento e que serão contentes que Sua Magestade conceda a carta de vizinhança pedida que será util ao seu Povo em rezão de lhe ajudar a pagar os Tributos e fertilizar a Terra com a venda nelles dos frutos cultivados e recebidos e de como assim o disserão assinarão este que eu Jozé Correia da Silva Aranha o escrevi”.

E lá aparecem as assinaturas da Nobreza e Povo de Cafede, que são em número de dezasseis, mas desta são de cruz nada menos de treze.
Até são de cruz as assinaturas dos juizes, do procurador do concelho e do procurador do povo. A Câmara, depois de ouvir todas aquelas gentes e de ver que as suas respostas estavam ali autenticadas com tantas assinaturas, concordou também, disse que sim, que convinha que fosse deferido o requerimento do sr. João Pereyra Sanches Goulão e mais dos seus ricos irmão para, “avezinharem no mesmo Lugar de Cafede”.

Como daqui se conclui, nesses tempos não ia cada um morar para onde queria. Tinham a sua residência numa povoação; para mudarem para outra era necessário que obtivessem de Sua Majestade carta de vizinhança e esta não era concedida sem sobre o caso se pronunciarem a Nobreza o Povo e a Câmara.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

RUAS DA ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO

AS MINHAS IMAGENS  ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE  O  Albicastrense