sábado, junho 30, 2007

CASTELO BRANCO - NO TEMPO

Largo da Devesa


Fotografia do início do séc. XX de autor desconhecido.
Restaurada por Veríssimo Bispo/2007

O Albicastrense

sexta-feira, junho 29, 2007

A BIBLIOETCA MUNICIPAL

Biblioteca Municipal
De

Castelo Branco

A nova Biblioteca Municipal de Castelo Branco abriu finalmente as suas portas, dezoito meses após a data prevista...
Desloquei-me hoje ao novo espaço cultural albicastrense para ver “in loco” a nova menina dos olhos do nosso presidente, e dos albicastrenses (entre os quais eu próprio).
O local foi bem escolhido… O edifício construído poderá ser prático e até funcional, no entanto tal virtude não lhe retira o estatuto de um dos edifícios mais feios da nossa cidade.
Quanto á sua funcionalidade é ainda cedo para se fazer uma primeira avaliação, no entanto quero desde já dizer que fiquei impressionado com a grandeza do espaço, podendo dizer-se que o par
to foi difícil, mas terá valido a pena.
Infelizmente existe quase sempre um senão, e ele já foi apontado em praticamente todos os meios de comunicação da nossa cidade, os acessos…
O presi
dente pede calma e diz estar a estudar a melhor solução para o local.
Aqui começam as minhas inquietações, mais granito!
Senhor presidente não engendre nenhuma solução granítica, pois já nos chegam as existentes, e os jardins são sempre uma grande solução.
Nesta blog sempre que foi necessário criticar os responsáveis autárquicos, essa critica foi feita, e assim continuará a ser.
Contudo hoje gostaria de deixar neste post uma mensagem de agradecimento aos autarcas (na sua totalidade) pelo bom trabalho ali feito.

O Albicastrense

quinta-feira, junho 28, 2007

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


RUAS DA MINHA CIDADE

RUA  J. A. MORÃO
“UM ILUSTRO ALBICASTRENSE”
Sobre esta rua penso não haver grande necessidade de explicações, quanto à sua localização em Castelo Branco, pois ela será sem qualquer dúvida uma das mais conhecidas na nossa cidade.

QUEM FOI J.A.MORÃO –?
José António Morão, nasceu em Castelo Branco, a três de Setembro de 1786.
Tirou o bacharelato em Matemática e Filosofia, pela Universidade de Coimbra, e em 1812 veio a completar a licenciatura em Medicina.
José António Morão, iniciou a sua actividade profissional em Almada, regressando a Castelo Branco no início de 1830.
Desenvolveu uma acção decisiva na renovação e reestruturação do Hospital que estava sob administração da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco. Após a vitória do liberalismo, foi eleito deputado da Nação, pelo distrito de Castelo Branco em 1834 e vocal do primeiro Conselho Distrital, em 1836.
Em 1848 desempenhou, interinamente, o cargo de Governador Civil do Distrito de Castelo Branco. Foi um dinâmico Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, Procurador da Junta Geral do Distrito de Castelo Branco e médico do partido municipal da mesma cidade.
Morreu a 1 de Agosto de 1864. Autor e tradutor de imensas peças de teatro e de outras obras literárias, foi uma pessoa deveras preocupada com o desenvolvimento cultural e social de toda a região da Beira Baixa. Neste contexto, fundou em 1836, a “Sociedade Civilizadora” e levou ao “Publico municipal” de Castelo Branco, uma proficiente leitura e consulta dos 3200 volumes da sua biblioteca, que deixou à disposição de todos, na sua residência, situada na rua do Pina, em Castelo Branco.
O Albicastrense

terça-feira, junho 26, 2007

0s Fonsecas de Castelo Branco – II

ROQUE MARTINS DA COSTA

(Fr. Roque do Espírito Santo)

“O Maior entre os Albicastrenses”

Nasceu em Castelo Branco no ano de 1520, filho primogénito de Dr. Francisco Martins da Costa e de D. Francisca de Goya. O cronista da Ordem dos Trinitários aponta-lhe desde a infância sucessos extraordinários, baseados no testemunho do arcipreste de Castelo Branco e outros.
Destinara-se a cursar Direito Civil, alias, pouco do seu agrado, na Universidade de Salamanca, onde permaneceu alguns anos.
Voltando à sua terra natal e sendo o Pai nomeado procurador pela vila de Castelo Branco às cortes de Almeirim, convocadas por D. João III em 1544, acompanhou seu pai na viagem a Santarém.
Aproveitou então as ocupações do pai, para visitar esta vila onde se prendeu do Convento da SS. Trindade, segundo um cronista “por particular impulso do Espírito Santo” de quem tomou o sobrenome.
Com arreigada vocação religiosa, obteve as necessárias licenças dos prelados e professou neste convento, no mesmo ano de 1544, recebendo o hábito do provincial Frei. António Raposo, o ultimo prelado claustral, antes da reforma, ele próprio havia de ser provincial e suceder-lhe no governo da Ordem. Grande latinista, ensinou gramática no convento e, com tal proficiência, que não deve estranhar-se a sua escolha para dirigir o colégio universitário de Coimbra. O seu nome figura à cabeça dos fundadores deste colégio, para guarida dos monges estudantes de letras sagradas, na universidade; e governaria este colégio durante 10 anos.
Foi eleito provincial e exerceu considerável influência na reforma da ordem, em que colaborou pessoalmente, escrevendo o “ papel acerca
da reforma que El-Rei D. João III intentava fazer na sua religião trinitaria”. Reedificou o convento de Sintra e à medida que crescia em humildade e penitencia, alastrava a fama de suas obras e virtudes. Sendo provincial e comissário geral dos cativos, habitava uma pobre cela, apenas tinha dois hábitos de pano branco, dois escapulários de linho a servirem de camisas. Castigava-se com severidade e ásperas penitências, votando toda a existência ao sacrifício e à santidade.
A primeira jornada que lhe foi confiada foi resgatar 300 cativos, em Argel. Embarcou para Ceuta com André Fogaça na nau do resgato, em 1557, sendo a jornada coroada do melhor sucesso. Da volta no ano seguinte, havia já falecido em Portugal o rei D. João III, mas subira a tão alto grau de prestigio que a simples indicação do seu nome como que aliciava as circunstancias propicias ao êxito de novas missões, alem desta redenção foi responsável entre 1559 e 1578 “ Alcácer Quibir inclusivo”, por muitas outras, tendo percorrido meio mundo nesta sua missão de resgatar prisioneiros Portugueses.
Foi responsável por cartas diplomáticas do Cardeal D. Henrique, para os governadores de antigos territórios Portugueses no oriente. Foi nomeado visitador geral, com poder e autoridade, pela provisão régia de 29 de Março de 1570, subscrita pelo Cardeal - Infante.
Voltava a África com cartas de D. Sebastião para fazer “hum resgate muito copioso”. No regresso do resgate de 1574, velejara por Gibraltar até desembarcar no Alentejo.
Sucedeu, nas proximidades de Serpa, esgotar-se a água do poço de S. António – O Velho, achando-se muitos repatriados na mais extrema necessidade; e foi então, segundo a lenda, que de pronto se encheu o poço de água cristalina e fresca.
Remeteu avisos ao Rei D. Sebastião sobre o valor das tropas Marroquinas e as dificuldades de quem não dispõe dos meios necessários para alcançar o fim que pretende.
Com perfeita lucidez e previsão, escreveu ao Rei: “Advirto a Vossa Alteza que o Xerife tem muita gente, está muito poderoso, e tem grande tesouro, e a gente de pé, e de cavalo para a guerra não tem conto. Estão na sua terra farta de mantimentos, armas e cavalos, que são os nervos da guerra. Os seus soldados gastão pouco, e na guerra eles lhe dá tudo livre. Nós temos poucos cavalos, pouca gente poucos mantimentos, e dinheiro para se continuar com esta guerra da África, porque as necessidades do Reino são muitas, e a gente pouco exercitada.”
A todas as insistências de Frei Egídio e Diogo de Palma para que D. Sebastião desistir da batalha de Alcácer Quibir, D. Sebastião respondia: “Dali a dias se havia de ver com o Maluco”
Foi confessor régio de D. Catarina e de D. Sebastião, quando as ocupações lho permitiam, foi quatro vezes aleito provincial, a ultima das quais em 1586.
Governou a província Portuguesa dos Trinitários durante 12 anos. Entre as causas da sua morte parece não serem estranhos alguns desgostos com o governador do reino. Cardeal Alberto; Originados de enredos, que lhe disseram, de ser parcial do Infante D. António Prior do Crato, pretendente à Coroa.
Perturbado por não ser ouvido e aceite a esclarecer a situação, renunciou ao cargo de vigário geral. Viveu ainda seis meses, mas cansado já de anos e, muito mais, de penosos trabalhos, veio a falecer num sábado, a 15 de Maio de 1590.

Na sua morte, segundo o processo de beatificação, foi por todos aclamado com o nome de Santo e estando o seu corpo amortalhado na capela-mor, lhe foram beijar os pés.
Se a vila de Castelo Branco não tivesse tantos varões notáveis, bastava para glória a reputação sua, a ver produzida este venerável Padre.
Ficou sepultado no solo da capela-mor da Trindade em Lisboa.

Com o seguinte epitáfio

O venerável padre Fr. Roque do Espírito Santo, esplendor da religião.
Consolador de cativos, ilustre pelo saber, depois de ter suportado muitos trabalhos
a favor daqueles de que resgatou para cima de três mil, tendo rejeitado honras de mitras do reino, veio a falecer em paz a 15 de Outubro de 1590, com grande prejuízo dos cativos e da religião e com grande saudade de todos.

Aqui jaz neste túmulo.

Nenhuma virtude, em suma, lhe foi estranha, incluindo-se a do mais acendrado patriotismo. Ao passo que os irmãos comodamente serviram os réis Filipes.
Fr. Roque seria acusado de parcial do pretendente português, o malogrado D. António, Prior do Crato,

Ps. O Museu Francisco Tavares Proença tem na sua reserva um quadro que retrata, Frei Roque e seu irmão Frei Egídio.
O seu estado é lastimoso, mas sobre esta tela, falarei depois da apresentação dos quatros irmãos neste blog.

O Albicastrense

segunda-feira, junho 25, 2007

RUA DO ARCO DO BISPO

ZONA HISTÓRICA
De
CASTELO BRANCO

“A Zona da nossa tristeza”

Na minha mais recente visita à zona histórica da nossa cidade observei situações de tal forma deprimentes, que decidi escrever alguns neste post, sobre a triste situação daquela zona, que de histórica só resta o nome.
Comecei com a casa abandonada na praça Camões, segue-se o arraial de fios na rua do Arco do Bispo.
Esta rua começa junto à Capela de Santo António e finda no largo Camões, porém mesmo à entrada do arco do Bispo é possível assistirmos a um espectáculo digno de uma qualquer cidade dum pais subdesenvolvido.
A fotografia aqui apresentada mostra-nos essa encenação de fios que passam de um lado da rua para o outro, como se de um arraial de fios se tratasse, em tempo de romaria.
Os fios encontram-se como se pode ver na foto, a cerca de três metros do chão, havendo um que puxa os outros e que depois á atado a um puxador de uma das portas ali existentes (nem Steven Spielberg se lembraria de tal enredo para o seu próximo filme).
Não sei de quem é a responsabilidade desta triste situação! Ainda mais quando ela acontece perto de um dos mais bonitos monumentos da nossa cidade (Arco do Bispo). O que sei é que ao passar por aquele local pergunto a mim mesmo… que raio de “gente” temos nós Albicastrenses a gerir a nossa cidade?

É caso para dizer tenham vergonha na cara, meus senhores
.

O Albicastrense

quarta-feira, junho 20, 2007

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


RUAS DA MINHA CIDADE
Se perguntar-mos a um qualquer albicastrense onde fica esta rua, a resposta será na sua maioria: “Não sei!”, porém se perguntarmos pela antiga rua do Corredoura (aos mais velhos) a resposta poderá ser um pouco diferente.
A rua em causa é a que passa entre o Jardim do Paço e o Parque da cidade.

FREI BARTOLOMEU DA COSTA
(1520/30? – 160
5)
Fundador do Hospital de Convalescentes
De
Castelo Branco
A data do seu nascimento é desconhecida, (poderá ter acontecido entre 1520 e 1530), tendo falecido em 1605.
Sobre a sua vida o pouco que consegui saber, diz respeito apenas ao seu testamento.

Foi um grande benfeitor da Santa Casa de Misericórdia de Castelo Branco, tendo deixado em testamento todos os bens que possuía, com o objectivo de ser construído em Castelo Branco um “Hospital de Convalescentes”.
O referido Hospital viria a fiar instalado na Rua d’ Ega, que era a sua própria residência e que ficou conhecida como” A Casa do Tesouro Santo”.
Os bens que Frei Bartolomeu da Costa legou, eram constituídos por cinco casas de habitação, duas vinhas, seis terrenos de oliveiras, 92 terras de semeadora e um padrão de juros, de rendimento anual, no valor de 240 mil réis, que eram pagos pelo Almoxarife de Castelo Branco.
O Albicastrense

segunda-feira, junho 18, 2007

Monumentos da Minha Cidade


ANTIGO PAÇO EPISCOPAL

DE
CASTELO BRANCO

411 ANOS DE HISTÓRIA

1596 – D. Nuno de Noronha, bispo da Guarda, manda fazer em Castelo Branco um paço para residência de Inverno dos prelados da Guarda.
No frontão do portal de entrada do Paço, e sobre as armas daquele Bispo, uma lapide comemora o facto:
D. Nuno de Noronha filho de Dom Sancho de Noronha Conde de Odemira, Bispo que foi de Viseu sendo da Guarda mandou fazer estes passos que se comessarão em Maio de 1596 a se acabarão ano de 1598.
Este primeiro edifício compreendia somente a “Parte que tem janelas rasgadas sobre o parque, sem o peristilo nem o salão da entrada e corpo correspondente

1711- D. João de Mendonça é provido no bispado da Guarda.
Durante o seu episcopado, leva a efeito a construção dos magníficos jardins do Paço de C. Branco. Falece em 1736, em Castelo Branco;
1771
– Criação da Diocese da Castelo Branco.

D Frei José de Jesus Maria Caetano, e nomeado 1º Bispo da nova diocese, procede, durante o seu episcopado (1771-1782), a algumas obras de adaptação no Paço;
1782­
­ – D. Frei Vicente Ferrer da Rocha é o novo bispo de C. Branco. A ele se
devem as grandes obras de ampliação do palácio: a edificação do corpo virado ao norte e do peristilo da porta nobre a do salão;
1807
– A primeira Invasão francesa atinge Castelo Branco.
Junot com o seu estado-maior e o general Loison ocupam parte do Palácio Episcopal;
1814
– Morre D. Vicente Ferrer da Rocha;
1818
– D. Frei. Patrício da Silva é eleito bispo de C. Branco.
Porém é promovido ao arcebispado de Évora, não chega a tomar posse;
1819
– D. Joaquim José de Miranda Coutinho, novo bispo de C. Branco.
Sob o seu episcopado, o palácio não sofre alterações. Morre em 1831;
1833
– O Príncipe D. Carlos, pretendente ao trono de Espanha encontra-se
hospedado no Paço;
1835
– Estando a diocese Sede Vacante, no Paço instala-se a partir desta data, o Governo Civil, a repartição de Fazenda, a Tipografia da Junta Geral do Distrit
o, servindo ainda o mesmo Paço de residência dos Governadores Civis. Começa a degradação do rico recheio do Paço;
1880 – É determinada a extinção do Diocese de Castelo Branco;
1910 – O Estado apropria-se do Palácio;
1911
– Instalam-se no edifício a Escola Normal do Magistério Primário (Extinta e
1921). O Liceu de Nuno Álvares ( nele se manterá até 1946);
1955
– Começa a funcionar no Paço a Escola Industrial e Comercial de C. Branco. Aqui permanece até 1962;

1964 – A Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais inicia as obras de adaptação a Museu;
1971
– O Museu de Francisco Tavares Proença Júnior é inaugurado no antigo Paço Episcopal de Castelo Branco.

PS. Os dados deste post, foram retirados do antigo Roteiro do Museu. F.T.P.J editado em 1980.

O Albicastrense

domingo, junho 17, 2007

A Minha Cidade


(Candeeiro a petróleo de 1900)

CURIOSIDADES ALBICASTRENSES
A vinte e sete de Junho de 1850, as entidades albicastrenses solicitaram ao Ministério do Reino, a cedência de 50 candeeiros, a fim de serem instalados na rede de iluminação da cidade de Castelo Branco.
De recordar que estes candeeiros eram alimentados a azeite e nos dias de luar, nomeadamente da lua cheia, não eram acesos.
A inauguração da iluminação só veio a ter lugar no ano de 1860.

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. 
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista”

O Albicastrense

sexta-feira, junho 15, 2007

Famílias da Minha Terra

OS FONSECAS DE CASTELO BRANCO

Todos nós temos em casa alguns livros, bem arrumadinhos que porém muitas vezes nunca lemos, umas vezes por falta de tempo… outras por falta de interesse e outra ainda por não estarmos virados para esse lado.
Com este pequeno livro de José Lopes Dias, editado pelo Museu Francisco Tavares Proença Júnior em 1976, (na altura em que António Forte Salvado era seu Director), passou-se precisamente isso. O pacato livro ficou aproximadamente 20 anos aguardando a oportunidade de ser lido, numa estante de minha casa.
Neste livro José Lopes Dias conta-nos a história (fascinante) dos Fonsecas da antiga vila de Castelo Branco, que durante a segunda metade do séc. XVI e a primeira metade do séc. XVII, foram uma geração de relevo no domínio das letras eruditas e no desempenho de importantes actividades públicas em Castelo Branco e Portugal.

OS FONSECAS

Francisco Martins da Costa, Doutor em direito pela universidade de Paris, casado em primeiras núpcias, com D. Francisca de Goya e em segundas, com D. Perpétua da Fonseca. Destes dois casamentos resultaram seis filhos, destes, quatro tiveram um papel relevante na sociedade Portuguesa da altura.

ROQUE MARTINS DA COSTA
(Frei Roque do Espírito Santo - Da ordem dos Trinitários)

INEZ DE GOYA

Dr. DIOGO DA FONSECA
(Corregedor do Crime da Corte)

Frei BARTOLOMEU DA FONSECA
(Inquisidor geral do Santo Oficio)

Frei EGIDIO DA FONSECA OU DA APRESENTAÇAO
(Da ordem de Santo Agostinho)

CATARINA DA FONSECA

Para quem gostar de história e quiser saber em pormenor, quem foram estes ilustres albicastrenses, basta dirigirem-se ao Museu Tavares Proença onde o livro, (talvez), se encontre á venda.
Para aqueles que não quiserem ir ao museu comprar o livro, podem neste blog ficar a saber quem foram estes albicastrenses e que fizeram eles de relevante no Portugal de então, pois irei aqui falar de quatro deles pouco a pouco.

O Albicastrense

quarta-feira, junho 13, 2007

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


RUAS DA MINHA CIDADE
Situada na zona da Senhora da Piedade, esta rua têm o seu início perto da Capela e termina junto no largo dos três globos.
Quem foi Francisco Rafeiro?
Nasceu em Castelo Branco no dia 21 de Fevereiro de 1661, filho do boticário António Vaz Mendes e de D. Branca Rafeiro.
Frequentou a Universidade de Coimbra, onde se matriculou em Medicina a 1 de Janeiro de 1681 tendo concluído o seu curso a 26 de Junho de 1687.
Passou ao exercício da clínica médica na terra natal e ali falecendo, solteiro, a 26 de Janeiro de 1738.
Seguindo a inspiração e o exemplo de outros albicastrenses ilustres, Francisco Rafeiro deixou o seu nome ligado a diversas acções de benemerência. Assim: legou à Misericórdia de Castelo Branco todos os bens de raiz; instituiu ainda um legado de 100000 réis para dote de casamento de 5 órfãs; doou as suas casas «novas e nobres», sitas na Rua do Postiguinho de Valadares, para vivenda dos párocos de S. Miguel; custeou a magnífica obra de azulejo, levada a cabo na antiga ermida de S. Gregório (actualmente, capela de Nossa Senhora da Piedade). Por tal motivo, no pavimento da referida capela e defronte da porta travessa, foi gravado em azulejo o seguinte letreiro: - Esta obra de azulejo e / Pavimentose fez com o /dinheiro do doutor Francisco Rafeiro já defunto p/edese um P. Nosso Ave-maria pela sua alma/1739.
O Albicastrense

terça-feira, junho 12, 2007

Praça Camões

(A Casa Abandonada)

O edifício que podemos ver nesta fotografia encontra-se situado na Praça Camões (Antiga Praça Velha) e faz paredes-meias com o Arco do Bispo, e é propriedade de um particular.
O edifício encontra-se abandonado à algum tempo, e a sua deterioração é de tal ordem que algumas das portas tiveram que ser seladas com tijolos para evitar possíveis acidentes, ou a entrada de pessoas indesejáveis.
Sendo eu um leigo no que diz respeito aos deveres e direitos de um senhorio sobre o seu património, interrogo-me muitas vezes sobre este tipo de situações, e do papel que a nossa autarquia deveria ter nestes casos.
Encontrando-se este edifício na zona histórica da cidade, encostado a um dos edifícios mais bonitos da nossa cidade, (a Casa do Bispo), não terá a nossa autarquia a obrigação e o dever de fazer com que o seu proprietário o recupere?
Como disse anteriormente sou um herdo nesta matéria, porém como albicastrense que sou e sendo descendente da uma família que reside em castelo Branco á mais de 350 anos, sinto-me no direito e na obrigação de exigir aos nossos autarcas a resolução desta vergonhosa situação.
Senhores autarcas, a manutenção desta indigna situação é acima de tudo uma falta de respeito para com todos os albicastrenses e para com a sua cidade, a resolução deste triste caso é indispensável. Dizer-se á boca cheia que Castelo Branco é hoje uma cidade nova e depois consentir em situações de total degradação na nossa zona histórica é no mínimo de uma grande hipocrisia.

Senhores Autarcas das duas, uma:

Ou a câmara obriga o senhorio o recuperar o edifício, ou a Autarquia expropria-o e faz as obras necessárias, colocando de seguida o edifício ao serviço da comunidade, em parceria com a Casa do Bispo.

O Albicastrense

quinta-feira, junho 07, 2007

Ruas da Zona Histórica de Castelo Branco



Aviso

As fotografias aqui apresentadas não são um testemunho real, da actual situação da zona histórica da cidade de Castelo Branco.

São apenas detalhes captados por uma objectiva que se recusa a captar a realidade das ruas da zona histórica da nossa cidade.

Que bom seria podermos através de um qualquer estratagema, (como o Photoshop) apagar ou reconstruir casas em completa ruína, nas Ruas da Zona Medieval de Castelo Branco.

O Albicastrense

domingo, junho 03, 2007

Sempre por Castelo Branco

20 MIL VISITAS

Quando da abertura deste blog em Setembro de 2006, pensei que este passatempo seria apenas uma experiência de alguns messes e que rapidamente sairia de cena.
As pretensões iniciais deste blog eram:
“Bem Vindos a um Blog livre, de opiniões sobre Castelo Branco, sejam elas boas ou más. Estejam a vontade para falar. O Blog é de todos e para todos os Albicastrenses!!!”
Vinte messes depois, verifico que o mesmo teve durante esse tempo aproximadamente 20 mil visitas, serão muitas? Serão poucas? Não sei! Só sei que das 135 Postagens que aqui coloquei durante esse tempo, resultaram em mais de 450 comentários, por parte de quem visita esta página, acrescentando que muitos dos posts que aqui coloquei, me deram um cozo das caraças, assim como algumas reacções a esses posts.
As aspirações de quem escreve estas simples paginas, são apenas as constantes no cabeçalho deste blog e tudo fará para que assim continue, um abraço a todos aqueles que se interessem por Castelo Branco do albicastrense.
Igualmente o meu Bem-haja aos Blogs amigos, (que me dispenso de mencionar os seus nomes, para não esquecer nenhum), pelo apoio moral tão necessário muitas das vezes.

PS – Aos albicastrenses emigrados por esse mundo fora, que costumam visitar este sítio, igualmente um grande abraço e a promessa de que as fotografias da nossa cidade continuaram a ser aqui apresentadas, sempre que isso seja possível.

O Albicastrense

sábado, junho 02, 2007

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


RUA DADRA

Dadra: (Antigo território Português na Índia)

Na toponímia albicastrense é relativamente fácil percebermos o significado de certos nomes das nossas ruas. A Rua da Figueira, da Amoreirinha ou Avenida 1º de Maio, são exemplos desse facto. No entanto com a rua que aqui trago hoje, passa-se precisamente o contrario, e muita gente certamente ao passar por lá e ao olhar para o seu nome, terá perguntado a si próprio, o porquê deste nome, uma vez que ele pouca ou nada nos diz.
A rua Dad
ra começa junto à Capela do Espírito Santo, passa ao lado da praça, desaguando na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, por detrás do liceu.
Entre 1779 e 1954, pertenceu ao Império Português, tendo sido a primeira colónia do Império a ser ocupada pela União Indiana. Fazia parte do antigo distrito de Damão. Dadra assim como Damão, é um enclave no estado do Gujarat e Nagar-Aveli fica na fronteira entre este e Maharashtra. Em 1992, desapareceram todas as sequelas entre a Índia, (independente desde 1947) e Portugal, que se recusara, desde Fevereiro de 1950 até ao 25 de Abril de 1974, a admitir que tinha perdido, de facto e de direito, as suas antigas províncias ultramarinas.
Desta forma foi encerrado o contencioso sobre estes territórios e procedia-se aos funerais dos militares portugueses mortos durante a invasão pela Índia.
Salazar disse na altura da invasão, que só aceitaria o regresso dos soldados e marinheiros Portugueses, vitoriosos ou mortos.
PS – (Grande artista este… Não foi este que recentemente foi eleito o melhor português de sempre, pelo canal televisivo pago por todos nós?) É caso para dizer que cada povo tem aquilo que merece!
O Albicastrense

sexta-feira, junho 01, 2007

Obras na minha cidade

Tristezas da minha cidade

A Câmara Municipal de Castelo Branco, adquiriu e restaurou em 2006 um velho casarão situado na rua de Santa Maria, (perto da sede do Centro Artístico Albicastrense), e que na década de 50/60 serviu de sede à antiga mocidade Portuguesa (de triste memória).
Até aqui diria tudo bem! Pois uma das críticas feitas pelos albicastrenses aos nossos poderes autárquicos, é precisamente a falta de investimento na recuperação de casas degradadas na zona histórica da nossa cidade.
Pois bem… A obra foi feita e o espaço foi renovado, esperava-se o passo seguinte, que seria qual a ocupação a dar ao referido casarão por parte da nossa autarquia.
Que aconteceu? Nicles! Pois o espaço está às aranhas! Literalmente às aranhas! Com as respectivas teias e tudo! Gasta-se uma carrada de centenas de milhares de euros na recuperação do edifício e depois não se sabe qual o uso a dar-lhe?
Senhor presidente não quero acreditar que ainda não saiba qual o uso a dar ao referido edifício… Porém não demore muito a decidir sobre o futuro do mesmo, pois corre o risco de ter que fazer novas obras, se alongar muito a mudança.

(PS) Se não houver ideias sobre a ocupação a dar a este edifício, aqui fica uma: Que tal ceder o espaço a uma possível associação, (a criar), de recuperação da zona histórica da cidade?

O Albicastrense