sexta-feira, novembro 28, 2008

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XI

JOÃO EVANGELISTA DE ABREU
Nasceu em Castelo Branco em 1828, filho de Manuel Mendes de Abreu médico cirurgião municipal.
Assentou praça como voluntário em 1845 no regimento de cavalaria nº 8. Em 1846 matriculou-se na Universidade de Coimbra. A Revoluçao de Maria da Fonte
em 1846, fez com que interrompesse os seus estudos, e com alguns dos seus colegas apresentou-se à junta militar do Porto que lhe deu o posto de alferes. Com a derrota do seu partido, beneficiou de uma amnistia em Abril de 1847. Voltou de novo a Coimbra, onde recebeu o grau de bacharel formado em matemática, sendo então despachado alferes aluno, concluiu o curso de engenharia e foi despachado alferes efectivo.
Em 1856, foi despachado lente substituto da Escola do Exercito, neste mesmo ano foi escolhido pelo governo da altura,(do Duque de Loulé), para ir para Paris completar o curso de engenharia e aí se tornou distinto de aulas.
Voltando a Portugal precedido de grande e bem merecida reputação, foi encarregado de várias obras, infelizmente a morte surpreendeu-o quando ele contava apenas 41 anos de idade.
Faleceu em Lisboa a 3 de Fevereiro de 1869, com as faculdade intelectuais alteradas.

Ps. Os dados referentes a este ilustre albicastrense, foram retirados do livro de António Roxo; Monografia de Castelo Branco. António Roxo refere-se a João Evangelista de Abreu como; “O Célebre Engenheiro“, no entanto tentei encontrar dados sobre este albicastrense, e não encontrei rigorosamente nada.
Se alguém dispor de dados pessoais, ou obras de relevo desenvolvidas por este engenheiro albicastrense, pode deixá-los na secção de comentários para que todos nós possamos ficar mais conhecedores da vida deste nosso conterrâneo.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 27, 2008

Castelo Branco - 2008


Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

Imagens da minha cidade

O Albicastrense

segunda-feira, novembro 24, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (XV)



A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS

A 27 de Novembro de 1285, estiveram em Castelo Branco, suas majestades o rei D. Dinis e sua esposa a Rainha D. Isabel de Aragão.
Os régios visitantes saíram no dia seguinte. Porém, o monarca achando que a vila não se desenvolvia e que o casario estava deveras espartilhado pelas muralhas, com ruas muito apertadas e vielas estreitas, ordenou que se construíssem novas muralhas, a fim de haver mais espaço para melhor se urbanizar e para se poderem abrir ruas mais amplas, onde melhor se transitasse e mais confortavelmente se merendasse.
Neste sentido o perímetro das muralhas que estava a asfixiar a urbe, passou a ter o triplo do seu comprimento.

PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis
Recolha Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

LARGO MELVIN JONES



O largo Melvin Jones, conhecido pela grande maioria dos albicastrenses como largo do hospital Amato Lusitano, foi recentemente remodelado.
Não vou aqui contestar a necessidade desta remodelação, nem o novo aspecto do largo Melvin Jones, pois se o fizesse teria que ser bastante desagradável para com os autores deste “lindo” trabalho.
Porém não posso deixar de colocar aqui algumas questões, em relação a esta reforma. O velho largo foi arquitectado na década de setenta ou oitenta, (se a memória não me atraiçoa), vinte a trinta anos depois, entendeu a nossa autarquia reformulá-lo! Tudo bem… (ou será tudo mal !?). A sensação com que fiquei ao passar por este local, foi a de que por vezes mais vale ficar quieto, ou então olhar ao nosso redor e verificar se não existem outras prioridades neste mesmo lugar.
O problema é que mesmo ali ao lado, existe um espaço de terreno, (que não sei a quem pertence) com meia dúzia de oliveiras que serve de parque de estacionamento, a quem visita os seus familiares no nosso hospital e cujo estado é bastante deplorável.
Este aterro que todos nós conhecemos e que seguramente já nos serviu de parque de estacionamento, está à muitos e muitos anos naquele mesmo lugar, e não foi seguramente ali colocado depois da requalificação do largo Melvin Jones. Curiosamente quando se esperaria por parte da nossa autarquia, uma resolução para esta desgraçada situação!!
Eis… que surge a milagrosa ideia, de remodelar o largo do hospital e deixar o calamitoso espaço abandonado por tudo e por todos na mesma desgraceira!
Mas que raio!! Até podiam reformular, modificar, mudar, ou pura e simplesmente fazer um novo largo, mas requalificar o largo e fechar os olhos perante a situação deplorável que existe ao redor deste largo, não lembraria nem ao diabo!
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 20, 2008

Castelo Branco na História - XLII


Continuação.
Em 1911 foram instalados no Paço Episcopal a Escola Normal do Magistério Primário e o Liceu Nuno Alvares. O primeiro destes estabelecimentos de ensino funcionou até à sua extinção, em 1921, no corpo do edifício construído no século XVIII e que forma um ângulo recto com o corpo principal. Neste corpo esteve instalado o Liceu até ao ano de 1946, ocupando todo o edifício após e extinção da Escola Normal.
Esteve o edifício devoluto durante 9 anos e no ano lectivo de 1955-1956 começou a funcionar a Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco e ali ficou até 1962. De novo devoluta até 1971, altura em que é sujeito a obras para li se instalar o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, instituição que ainda hoje, ali se encontra. O jardim anexo ao palácio actualmente Jardim do Paço, foi fundado pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça e delineado no gosto italiano do século XVIII. Ao mesmo Bispo se deve a construção da Cascata de Moisés a dos aquedutos de distribuição de agua nos lagos e repuxos. Ao cimo da cascata, uma estatua de Moisés tem a data de 1726.
Sobre a entrada da galeria subterrânea, onde se encontram as torneiras dos jogos de agua, existe uma imagem de S. João Batista com uma inscrição latina na base e cuja tradução é a seguinte: Das mulheres não nasceu maior homem que S. João Batista ao qual pregador do deserto, João entre todos o mais humilde, dedicou este retiro no ano do Senhor de 1726.
Foi também da iniciativa do mesmo bispo o arranjo da quinta ajardinada cuja porta férrea tem no seu frontão uma inscrição latina que significa: Ano do Senhor de 1718.
D. João de Mendonça; nasceu em Estremoz em 1 de Junho de 1673. Foi o sexto filho do Conselheiro de Estado D. Lourenço de Mendonça, terceiro conde de Vale de Reis, regedor das justiças e deputado da Junta dos Três Estados, e de D. Maria de Mendonça, filha de Manuel de Sousa de Silva e de D. Joana de Mendonça. Estudou Humanidades no colégio de Santo António de Lisboa e Direito Canónico na Universidade de Coimbra. Em 15 de Junho de 1694 foi provido, pelo Cabido da Guarda no cargo de arcediago daquela diocese. Em 28 de Dezembro do mesmo ano tomou posse do Canonicato e do lugar de tesoureiro - mor da arquidiocese de Évora.
Doutorou-se em Cânones, na Universidade de Coimbra, em 17 de Julho de 1698. Foi nomeado em Novembro do mesmo ano, condutário com privilegio de lente e depois de1700 ascendeu a lente da Universidade, regendo varias cadeiras. Em 1704 foi deputado extraordinário do Santo Oficio e em 1709 o Rei D. João V nomeou-o Sumilher de Cortina. Foi promovido a bispo da Guarda em 1711, desempenhando este cargo durante 23 anos com inteira justiça, segundo os seus biógrafos. Vivia com grande pompa e residiu frequentes vezes no Paço de Castelo Branco, onde veio a falecer em 2 de Agosto de 1736.
Continua.

PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos

O Albicastrense

terça-feira, novembro 18, 2008

A Velha Muralha Albicastrense




Após algum marasmo, as obras de recuperação da velha muralha albicastrense, avançam a bom ritmo.
Estas obras, são um passo importante na recuperação física do que resta da velha senhora, porém, a este restabelecimento deveria seguir-se o seu reconhecimento histórico.
Aos responsáveis pela nossa autarquia, lançava aqui o seguinte desafio; Senhor presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, a recuperação da velha muralha é fundamental… mas explicar aos albicastrenses de hoje e aqueles que nos visitam, a nossa historia é tão ou mais importante.
A afixação na praça Postiguinho de Valadares de um painel didáctico onde fossem colocadas as imagens sobre a nossa muralha, que Duarte d’Armas desenhou e publicou no seu; “Livro das Fortalezas - 1505“, seria em meu entender, a melhor homenagem que os albicastrenses de hoje poderiam fazer aos de ontem, assim como às próximas gerações.
O mesmo painel poderia ainda conter dados históricos sobre a fundação da velha vila albicastrense, e alguns nomes ligados a essa fundação.
O Albicastrense

segunda-feira, novembro 17, 2008

Bigodes e Companhia


“CONVERSAS DA CHACHA”
Bigodes e Companhia comentadores das mais variadas situações anedóticas, passadas na nossa cidade, resolveram tornar públicas as suas prosas sobre a cidade de Castelo Branco.
Esta dupla insensata, vai começar a comentar aqui (!?) E em exclusivo absoluto tudo o se passou, o que se está a passar, (e imagine-se) o que se vai passar futuramente na nossa cidade.
A esta doidice, resolveram os nossos lascivos amigos chamar: “Conversas da Chacha”
Para melhor percebermos estes nossos amigos, penso ser interessante conhecê-los melhor, para assim ajuizarmos melhor estes loucos e as suas conversas maradas.

Histórico do Bigodes: Tem entre 50 e 60 anos, (nunca diz a idade), como habilitações literárias tem a antiga 4º classe, presentemente está reformado do sector do comércio, ramo onde trabalhou toda a sua vida.
Possuidor de um temperamento forte gosta de mandar, e tem a mania que tem que ter opinião sobre tudo e sobre todos.
Bigodes tem uma teoria muito própria sobre a nossa cidade e o seu passado histórico. O passado é isso mesmo, passado… logo se fôr necessário mandar abaixo, arrasar, ou destruir seja o que quer que seja!!! Força… pois o progresso não se compadece de lamúrias históricas.
Quando confrontado sobre este ou aquele assunto sobre a cidade albicastrense, alega quase sempre que os “homens sabem o que fazem” pois foram eleitos para tomar decisões e como tal nada tenho a dizer.
Politicamente é aquilo a que chamamos um camaleão, vota sempre no candidato que maior hipótese tem de ganhar, para poder dizer no fim que votou no candidato vencedor.
Bigodes será aquilo a que eu chamo; “O protótipo do albicastrense abundante“.
Histórico do Companhia: Tem 61 anos de idade, como habilitações literárias tem a antiga 4º classe, presentemente está reformado do sector da industria, ramo onde trabalhou durante 40 anos.
Manhoso, brincalhão e amigo do seu amigo, podendo dizer-se que daria de bom gosto a camisa a um amigo que dela tivesse necessidade.
Companhia é o inverso do Bigodes; está sempre contra tudo e contra todos!!! defendendo a cidade onde nasceu com unhas e dentes, verbalizando que mandar abaixo, nem que seja uma pequena casa antiga em ruínas, é apagar parte do nosso passado histórico, (onde ouvi eu já esta conversa).
Sempre critico em relação ao poder instalado, diz muitas vezes que os políticos são todos iguais, só muda o cheiro.
Politicamente é um homem de “causas e de coisas”, sempre pela esquerda, e sempre contra a direita. Eleitor militante, cujos votos poucas ou nenhumas vezes elegeram quem quer que fosse.
Companhia será aquilo a que eu chamo; “O albicastrense em vias de exterminação“.
Apresentados de uma forma muito abreviada estes nossos patrícios albicastrenses, resta dizer, que embora tenham personalidades diferentes e opiniões opostas, normalmente tendem a sanar essas divergências com um branquinho traçado na tasca do Daniel, ou uma jeropiga no café do Jorge.
Passemos à primeira conversa da Chacha deste dois amigos que embora tenham feitios diferentes e opostos são inseparáveis.
-- Companhia, deixa que te diga que a nossa cidade está a ficar um primor.
-- Lá está este a dar graxa ao chefe.
-- Chefe… mas qual chefe!?
-- Não te exaltes… senão ainda te dá uma coisa má.
-- Qual coisa má qual carapuça! Eu sou é asnático por tentar meter alguma coisa de útil nessa tua cabeça esvaziada.
-- Bom, vamos por partes… onde é que a nossa cidade está um primor?
-- Tu já reparaste bem!!! na nova Avenida 1º de Maio?
-- O que é que tem a nova avenida, (como tu lhe chamas), que a velha avenida não tivesse?
-- Lá estás tu a desconversar. -- A velha avenida estava uma desgraceira homem!!!
-- Tens razão… estava uma autêntica pobreza, mas quem foi o culpado pelo abandono a que a desgraceira foi fadada nos últimos anos?
-- Já cá faltava mais essa… Só falta dizeres que o nosso “primeiro“, foi culpado pelo tufão que arrasou a nossa cidade em 1954..
-- Olha!… vi a exposição fotográfica que se encontra na casa do arco do bispo sobre essa calamidade, e já tinha pensado para com os meus botões… quem seria o magano responsável por essa desgraça.
-- Bom já vi que hoje não se pode falar contigo… no entanto, o que tens tu a dizer do novo largo do hospital?
-- Tu não me desafies homem!? -- Então o “primeiro” arrasa o largo para construir um novo largo, e depois deixa os anexos em redor ao largo numa desgraceira total!?
-- Agora quem não te percebe sou eu. -- De que raio estás tu a falar Companhia?
-- Pois, pois, agora já não te convêm… estou a falar do barranco com algumas oliveiras, que serve de parque de estacionamento aos visitantes dos doentes do nosso hospital. -- Esse sim precisava de ser arranjado, pois a situação é vergonhosa.
-- Companhia, falando de oliveiras já apanhaste a azeitona das tuas oliveiras?
-- Olha para este espertalhão, quando o palratório não lhe agrada muda de poiso.
-- Nem poiso nem meio poiso, apenas estou preocupado com as tuas oliveiras.
-- Quem te conheça que te compre… -- Podes contar com o garrafãozinho de azeite do costume, pois o teu amigo Companhia tem muita satisfação em oferecer-te esta bela preciosidade da nossa região.
Bigodes e Companhia

sábado, novembro 15, 2008

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - VI


A rubrica Efemérides Municipais, começou por ser publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova” transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937 e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro.
António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto foi escrito neste blogo, tal como foi publicado em 1937.
O comentário do autor está aqui, na sua totalidade.
(Continuação):
Comentário do autor: Já se disse que dos livros das actas da Câmara não consta absolutamente nada do que se passou entre 26 de Maio e 28 de Junho. Manuel da Fonseca Coutinho esteve realmente preso em sua casa durante todo esse tempo? Saiu de casa e foi metido na cadeia? Não se deu nada disse, porque ele, vendo-se ameaçado de prisão, achou melhor aceitar o convite (receber o escripto, como rezava a acta) e resignou-se a levar uma vara do palio na procissão do Corpo de Deus? Nada disse se sabe. O que se sabe apenas é que do conflito resultou qualquer embrulhada, que deu em resultado a interrupção das sessões da Câmara durante um mês e dias, e que a acta da sessão de 28 de Julho nos traz a surpresa de… O melhor é transcrever o que a acta diz. Logo de entrada lemos nele que o juiz de fora.
Acta de 1655. mostrou hua carta desua magestade pasada no dsembargo dopaso pera efeito de sedar juramento a Manoel dafonseca que para servir devereador cujo treslado he o seguinte” Dom João por graça de deus Rey deportugal e dos algarves de quem e da lem mar em africa Senhor deguine faso saber aos lesenseados domingos Cajado Repelo juiz de fora da vila de Castelo Branco que vi avosa carta e os embarrgos que com ela me Remetestes com que veio o L. do thomas de Carvalho da silva vreador nessa vila pêra não aver de Servir outro sim devreador Manoel dafonseca Coutinho que foi nomeado na pauta evisto o que consta dos dittos em bargos e dapitição que sobre isso me fés oditto Manoel dafonseca e Resposta que tudo deu oprocurador de minha Casa aquem se deu vista hei por bem c, me pras que oditto Manoel dafonseca sirva oditto cargo de vreador em que foi eleito oqual fareis logo chamar a Camara e lhe dareis juramento na forma da provisão da eleisão Comprio asim el Rey nososenhor omandou pelos doutores pantalião Rodrigues Pacheco Bispo eleito delvas e Fernão de mattos de Carvalhosa ambos do seu conselho e seus desembargadores dopaso Joao pimenta a fés em Lisboa adezanove de Junho de mil eseis sentos esincoenta esinco Antonio Rodrigues defigueredo asobscrevi pantalião Rodrigues Pacheco Fernão de matos Carvalhosa
Comentário do autor: O escrivao diz em seguida que (não dizia mais a ditta carta). Nem era preciso que dissesse mais para o licenciado Tomaz de Carvalho da Silva, que foi (quem veio com os embargos), ficar de todo desapontado. Contudo ainda quis teimar na mesma, pois veremos que, como se le na acta,
Acta de 1655. por ele foi ditto erequerido que ele tinha embargos que oferecer logo pera efeito de senão dar juramento ao ditto Manoel dafonseca Coutinho pelas Rezoes que tinha apontado edenovo apontava e Requereo ao ditto juis de fora lhe não deseposa do ditto cargo por quanto osembargos que oferecia continhuão em parte materia nova.
Comentário do autor: E acrescenta que havia de juntar (papeis), com os quais provaria que Manuel da Fonseca Coutinho não podia ser vereador, por diante dos olhos de El Rei as razoes que tinha para os seus embargos, etc. O juiz de fora, porem, ao se deixou convencer, antes, alegando que (o agravo nos termos presentes tinha efeito devolutivo e não suspensivo), insistiu em dar juramente e posse a Manuel da Fonseca Coutinho e assim o fez. Quais fossem os fundamentos dos embargos que o licenciado Tomás de Carvalho da Silva apunha á entrada de Fonseca Coutinho para vereador, não os pudemos apurar; mas por certo não era por não ser da (calidade que ordenava o Regimento), porque Manuel da Fonseca Coutinho era de família fidalga, ascendente dos Viscondes de Portalegre, como os seus apelidos claramente mostram. Fosse, porém como fosse, o certo é que as coisas na Câmara não ficaram bem compostas; os vereadores ficaram mal uns com os outros e era de recear que surgissem conflitos. Por isso, logo dois dias depois, em 30 de Julho, houve nova sessão da Câmara “ doutor António freire da Fonseca Corregedor deste Comarca”, o qual;
Acta de 1655. “mostrou hua carta desua magestade da junta dos três estados… pela qual lhe ordenava viese a esta camera e nela por pases”.
Comentário do autor: Mas logo se viu que por pases na Câmara não era tão fácil como sua majestade suponha. Na mesma carta mandava-se eleger o “ tisoureiro geral das desimias” e a escolha devia ser feita entre os seguintes nomes: “ francisco mouzinho, francisco de mesquita, Manuel Barata e Manuel da Costa de alvarenga”. Mas os vereadores eram pechosos , nem toda a gente lhes servia para mexer nos dinheiros públicos; por isso Continua
Acta de 1655. Elogo pelos dittos offiçiais foi ditto que a francisco de mesquita não abonavão por não ter fazenda para ser tizoureiro geral de desimas e aver pouquo tempo que veio pêra esta terra e ser casado de pouco eque inda os bens que posuia erão desua sagra e de hu cunhado clérigo dos quais hera a mayor parte dafazenda e que Manuel Barata hera incapas de o ser assim por não ser da calidade que declara o Regimento de sua magestade ejunatamente porque lhenão sentião fazenda de Raiz mais que huas casas com e ajuntamente ser Barbeiro ejuntamente ser almoxarife das armas desua magestade e da mesma sorte Manuel da Costa dealvarenga por não ser da calidade que ordena o Regimento eser administrador das terças eter muitos contratos por onde onão abonavão alem de que foi tizoureiro das desimas o triano ante sedente deste de que não tinha acabado dedar contas.
Comentário do autor: Parecia não haver dúvidas de que o lugar de ”tizoureito geral das desimas” ia ser nomeado Francisco Mousinho; mas o Corregedor não quis ficar atrás dos vereadores em lançar favas pretas contra os da lista e tratou de por fora de combate também Francisco Mousinho, alegando que Gaspar Mousinho Magro tinha sido; “escuso do cargo de que se trata por Resão se ter sido escrivão das desimas pasado” que, se assim tinha acontecido com Gaspar Mousinho Magro, maior razão havia para;
Acta de 1655. Ser escuso Francisco Mousinho porquanto hera notário que tinha sito escrivão sete anos asaber quatro da desima desta villa e três dsepois diso da Receita geral no triano ante sedente deste e que neste triano pasado e ainda neste presente ano lansou muitos termos no livro que ajustarão com ele superintendente … que se sua magestade fora sabedor não é de crer que Mandaria que ele fose porposto pera tizoureiro geral por ter Rezões dobradas se escusa de Gaspar Mousinho Seu irmão pelo que lhe porpunha que elles dittos officiais não votassem noditto Francisco Mousinho porquanto tinha notorias Rezões de escusa eque portestava de que todas as perdas e danos que afazenda de sua magestado tivesse nadilasão da cobransa ser por quonta dos offisiais que nele votarão.
Comentário do autor: Mas os vereadores nem por isso se assustaram de mais com a ameaça. Manuel da Fonseca Coutinho votou em Francisco Mousinho, porque o seu nome vinha na carta; “que ele ditto corregedor tinha apresentado e por ser o ditto francisco Mouzinho hu homem muito abonado e deszocupado e bem endendido e grna contador” O procurador do concelho, António Martins Ruivo, também votou em Francisco Mousinho, alegando as mesmas razoes aduzidas pelo vereador Fonseca Coutinho. O licenciado Tomás de Carvalho da Silva conformou-se com a opinião do corregedor, como era natural. Bastava Manuel da Fonseca Coutinho ter votado num sentido para ele votar em sentido contrário. Os dois eram o que pode dizer-se o cão e o gato.O juiz de fora foi também da opinião do corregedor, o que se compreende muito bem. Não queria desagradar ao seu superior hierárquico, o corregedor da comarca. Havia dois votos a favor e dois contra. O corregedor desempatou e Francisco Mousinho não ficou tesoureiro geral. Apareceu depois nomeado tesoureiro geral Miguel Achicli Boino, mas só para o resto do ano, devendo proceder-se á eleição para o cargo no ano seguinte.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 13, 2008

A minha Cidade


Jardins de Pedra
“ Podemos ficar parados no tempo.
Podemos ficar além do tempo.
Podemos ficar à frente do tempo.
Podemos ficar atrasados no tempo.
Mas não podemos ficar sem tempo....
O tempo não espera por ninguém”



(Francis Ford Coppola)

O jornal Povo da Beira, publica esta semana um artigo de opinião da autoria de Carlos Vale, com o titulo; “Jardins de Pedra”.
Ao seu autor, o albicastrense só pode dar os parabéns por este excelente trabalho de opinião, e dizer-lhe que este é um dos tais escritos que qualquer albicastrense que se preze de o ser, não poderá deixar de ler.
Terminaria este breve apontamento com o ultimo parágrafo, deste artigo de opinião;
“Porque o tempo não espera por ninguém” e como este, ainda é o nosso tempo, claro que não o vamos desperdiçar, vamos é aproveita-lo até á ultima gota…
Um abraço ao Carlos Vale deste albicastrense, e o meu bem-haja por este belo artigo.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 11, 2008

Tiras Humorísticas

O Regresso dos Cometas Negros
O Albicastrense

Costa Camelo




Raul Costa Camelo
(1924 - 2008)
Raul da Costa Camelo faleceu hoje, (06 - 11 - 08) em Paris, onde residia há 50 anos.
Palavras frias estas, que nos apregoam a morte de um grande homem da pintura Portuguesa do século XX.

Conheci Costa Camelo, quando da sua primeira exposição no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em finais da década de 70, (ou início da década de 80), e embora tenham passado cerca de 30 anos, ainda hoje guardo boas recordações dessa primeira exposição no nosso museu.
Raul Costa Camelo, nasceu a 22 de Abril de 1924, na Covilhã, originário de velha família albicastrense. Viveu a sua infância em Castelo Branco, cidade onde fez o curso secundário.
Frequência da Faculdade de Letras de Lisboa e Academia Real de Belas Artes de Antuérpia. Viveu e trabalhou em Paris entre 1950 e 2008. Nomeado com o Grau de Cavaleiro das Artes e das Letras pelo Governo Francês em 1987 e condecorado pelo Governo Português em 1984 como “Oficial da Ordem do Infante D. Henriques o Navegador". A sua 1ª Exposição acontece em 1949, na 'V Exposição de Belas Artes, na cidade de Lisboa. Tem no seu currículo, múltiplas exposições no estrangeiro e Portugal.
A galeria Municipal Artur Bual, na Amadora projectava realizar no inicio de 2009, uma grande exposição de Costa Camelo.
O director desta galeria afirmou que; “Costa Camelo, foi uma das grandes personalidades portuguesas do século XX“. Eduardo Nascimento afirmou à Lusa que “Costa Camelo foi muito incompreendido» e que a exposição que projectava inaugurar a 22 de Janeiro visava «explicar a Portugal quem foi o Costa Camelo».
«Dadas as circunstâncias e temos de ter em conta a sensibilidade, a ver vamos, relativamente à exposição que já estava agendada», sublinhou. «As pessoas adoravam os seus quadros e está representado nas mais importantes colecções de arte», acrescentou.
Referindo-se à sua pintura, definiu-a como «um abstraccionismo surdo». Amigo de Costa Camelo, Eduardo Nascimento afirmou que este era «espantosamente sábio da nossa cultura». «Uma personalidade fascinante», sublinhou.
Extractos duma entrevistam dada pelo pintor ao JL/ jornal de letras, Artes e ideias, em Setembro de 87.
O meu objectivo, ao longo dos anos, primeiro em Lisboa, depois em Antuérpia e, finalmente em Paris, foi encontrar uma “escrita”, uma “caligrafia” pessoal que me permitisse não necessariamente “ imitar ” a natureza mas ”ser” Natureza. Sempre admirei e invejei a soberana liberdade dos compositores musicais, dos quais ninguém esperou que descrevessem o “ Rapto das Sabinas” ou a “Chegada de Maria a Paris”… Embora o pudesse ter feito se lhes desse para isso… Ao contrario da Musica, a Pintura está cheia de impurezas, de ambiguidades. Dá-se o nome genérico de Pintura a coisas que não têm nada que ver umas com as outras. Quanto ao meu objectivo, foi “apenas” a conquista de uma liberdade semelhante à que os músicos sempre tiveram. Creio que já era esse o objectivo de um Kupka, antes da Primeira Guerra Mundial. Não sei bem o que é a “Arte Moderna”, não sei bem o que é “abstracto” nem o que é ”figurativo”.
Costa Camelo pode ter desaparecido, contudo a sua pintura continuará entre nós… para todo o sempre.
O Albicastrense

domingo, novembro 09, 2008

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE



Na toponímica da cidade de Castelo Branco, existem ruas cujos nomes são para a grande maioria dos albicastrense, nomes que pouco ou nada lhes dizem. Nomes, cujo o tempo e a incúria dos homens se encarregou de nos fazer esquecer. O nome que aqui trago hoje, foi dado a esta rua na década de 50, (século XX), após um elaborado estudo, feito por uma comissão criada pela autarquia albicastrense para esse efeito. A rua Jesuíta Manuel Dias situa-se entre a Sé e o Conservatório, o seu inicio começa no largo da Sé e vai morrer na rua das Damas.
Jesuíta Manuel Dias
(1574-1659)
Nasceu em Castelo Branco no ano de 1574, e morreu na China a 4 de Março de 1659, (onde desenvolveu a actividade de missionário católico). Em 1592 foi para novisiatet e em 1601 foi enviado para Goa, onde completou o seu ensino.
Em 1605 foi para Macau, onde passou seis anos ensinando teologia. Entre 1612 e 1621 andou entre Índia, Macau, e China, tendo neste ultimo pais fundado uma missão. Em 1621, viaja para Pequim, e fica a residir no Paul Xu Guangqis com outros líderes da altura. Em 1622 é convidado a assistir o imperador, na área militar e na reforma das forças armadas, e na construção de artilharia. Durante um treino com canhões, um deles explodiu e morreram vários soldados chineses e instrutores Português. Tal acidente deu origem a que tivesse que fugir de Pequim. Em 1623 Manuel Dias, na companhia de Li Zhizao, construí um globo geográfico Ricci, com inovações introduzidas por um mapa feito por si. Este globo foi o primeiro deste tipo no Oriente, desde que foi enviado um modelo cegonha hanen Khubilai (Qubilai), em 1267 de Maragha. Manuel Dias foi nomeado vise provincial dos jesuítas na China, e desempenhou este cargo durante dois períodos, (1626-1636 e 1645-1654). Em 1623 foi expulso de Nanquim e de seguida, começou a ter problemas no Song Jiang, e teve que fugir. Segundo Xu Guangqi voltou a ter problemas em Xangai, e voltou para Song Jiang, mas mudou-se para Hangzhou. Ali construiu em 1627 uma igreja, com apoio financeiro de Tingyun Yang, onde também criou um seminário.
Anos mais tarde, fundou duas novas missões em
Ningbo, Nanchang (1634) e Fuzhou (1638), e a partir daí começou a ser perseguido, foi contra ele passado um mandado de captura, o que obrigou a voltar para Ningbo. Em 1640 publica Qingshi jin utgav Shu uma tradução parcial da imitação Christi, e em 1642 Shengjing zhijie, com explicações do evangelho para domingos e feriados. Em 1648, estava em Yanpingfu (Fujian), mais tarde voltou para Hangzhou. Quando morreu foi enterrado fora dos muros da cidade de Dafangjing, onde também foram enterrados outros jesuítas.
Dados recolhidos em wikipedia
O Albicastrense

sexta-feira, novembro 07, 2008

Portados Quinhentistas



Rua dos Oleiros

No seguimento do que tenho feito, aqui ficam mais seis portados quinhentistas da zona histórica da cidade de Castelo Branco. Desta vez são todos referentes à rua dos Oleiros. O objectivo deste post, é mostrar a quem visita este blog, a diversidade de portas que estes portados têm que gramar.
São portas de ferro, são portas de alumínio, são portas de alumínio com vidro e até portas de madeira revestidas a chapa de ferro!
Se houvesse dúvidas quanto ao pouco respeito que os albicastrenses têm demonstrado ao longo dos tempos para com estes portados, bastava olhar para estas fotografias e ver esta autêntica calamidade. Durante muitos e muitos anos, mandamo-los abaixo sem dó nem piedade, depois pintamo-los para parecerem mais modernos, seguidamente consentimos que os esbofeteassem de cimento, “ pois o granito estava fora de moda “, por fim viramos a cara quando lhes aplicaram estas portas tão jeitosas.
Pobres portados quinhentistas que tão maus defensores tens nesta cidade
.

Bigodes e Companhia


No seguimento das entrevistas malucas da dupla Bigodes e Companhia, resolveu esta dupla associar-se a este post com uma entrevista aos portados da rua dos Oleiros.

Bigodes:
-- Amigo Companhia, vamos ajudar o albicastrense neste post sobre os Portados Quinhentistas, pois os pobres bem o merecem.

Companhia.
-- Tens razão Bigodes… como poderemos nós ajudá-lo neste post!!!

Bigodes:
-- Olha… vamos falar com os portados da rua dos Oleiros, pois lá existem alguns bem bonitos, e saber o que eles pensam sobre toda esta problemática questão.

“Já na rua dos Oleiros, os nossos amigos dirigem-se a um dos portados, (agora com porta de alumínio e vidro) e colocam-lhe as perspicazes perguntas “.

-- D. Portado Quinhentista, nós gostaríamos de lhe fazer algumas perguntas.
-- Não posso crer! A dupla da patetice esta de volta e quer falar com este velho portado…

-- D. Portado Quinhentista, estamos embasbacados ao saber que um portado com tantos anos de história já ouviu falar de nós… se nos permite, passemos adiante e diga-nos; -- Como é ser-se Portado Quinhentista?
-- Como é ser-se Portado Quinhentista!? -- Não têm uma pergunta mais fácil? -- Amigos Bigodes e Companhia, vocês nem imaginam as perversidades que os albicastrenses nos têm feito ao longo dos 500 anos da nossa existência!

-- Ora conte D. Portado… não se encolha e aproveite esta ocasião para aliviar.
-- Amigos Bigodes e Companhia deixem que vos diga o seguinte; -- Vocês sabiam que Castelo Branco é a cidade portuguesa com maior número de portados quinhentistas, e que há quem nos considere a mais genuína expressão do património arquitectónico do séc. XVI. ? -- Em 1979 um querido amigo nosso, (Cónego Anacleto Pires Martins), fez um inventário de toda a nossa família, e constatou que na cidade existíamos mais de 320 portados.

-- Ena pá!!! Nós não sabíamos que existiam tantos portados quinhentistas na cidade de Castelo Branco.
-- Pois… pois… mas isto foi em 1979, porque depois disso já expiraram alguns amigos nossos.

-- D. Portado Quinhentista conta-nos mais sobre a história dos portados?
-- Meus amigos, dos 320 portados existentes nessa altura, apenas trinta são caracterizados com lintéis ornados de traça manuelina.

-- Só trinta!? de traça manuelina?
-- Sim… pois os albicastrense foram eliminando-nos pouco a pouco, ao ponto de hoje, (2008) já nem trinta devem existir.

-- D. Portado Quinhentista só existiam portados dentro do recinto amuralhado da cidade, ou também fora desse recinto?
-- Claro que existiam portados fora do recinto amuralhado… havia portados no L. de S. João, na Ruivo Godinho, S. Sebastião, Arrabalde dos Oleiros, Arrabalde dos Açougues e noutras ruas da nossa cidade.

-- D. Portado Quinhentista que nos diz das “belas portas” que os albicastrenses foram agasalhando dentro dos vossos portados?
-- Agasalhando dentro de nós!? Meus amigos, se não vos conhecesse diria que estavam a mangar comigo. -- Primeiro, mandaram-nos abaixo, depois borraram-nos para parecermos mais modernos, depois chaparam-nos de cimento porque se envergonhavam do nosso granito, por fim colocam-nos portas de todos os tipos e feitios. -- Amigo Bigodes e Companhia, vocês albicastrenses são tão apaixonados pelos vossos portados quinhentistas, que só descansarão quando não existir mais nenhum de nós.

-- D. Portado Quinhentista, em primeiro lugar o nosso bem-haja por esta aula, de seguida tem a palavra para a terminar a lição.
-- Nós portados, somos o símbolo de uma época e de um estilo, no entanto temos sido espezinhados em Castelo Branco, aos albicastrenses, pedia mais generosidade para com os seus Portados Quinhentistas, e acima de tudo mais respeito por um património com 500 anos de história.

Bigodes e Companhia

terça-feira, novembro 04, 2008

" Caligrafias: um espaço, um limliar "




No Salão Nobre do Museu Francisco Tavares Proença Júnior pode ver-se a exposição “ Caligrafias: um espaço, um limiar “, comissariada por Maria João Fernandes.
A exposição é um projecto onde se relaciona a palavra com a imagem, desta exposição fazem parte algumas obras da colecção de pintura contemporânea do museu. A esta exposição une a publicação dos livros “ Caligrafias a Nascente dos Nomes ” de Maria João Fernandes e “ Duplo Esplendor ” de Gonçalo Salvado.
A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Fevereiro de 2009.

O Albicastrense

sábado, novembro 01, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (XIV)




A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS

A dois de Novembro de 1926, a edilidade albicastrense, concedeu a José Inácio Robalo, licença para abrir uma botica em Castelo Branco.
Foi a primeira farmácia a funcionar na cidade. Hoje Castelo Branco tem oito farmácias ao seu serviço.
A doze de Novembro de 1801, tomou posse do cargo de parteira municipal da cidade de Castelo Branco, Maria do Carmo.
O acto de posse, que se revestiu de uma certa solenidade, teve lugar nos Paços do Concelho.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis
Foram publicados no Jornal ”A Reconquista”
O Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era Nova ”.  Transitou para o Jorna...