sexta-feira, dezembro 29, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXIV

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
A sessão seguinte realizou-se em 10 de Março de 1807.

Deliberou a Câmara “arrematar a guarda de Boiada” e deferiu vários requerimentos, dos quais apenas se cita um. Os outros não se diz de quem eram nem de que assuntos tratavam.
O único que se cita era do carcereiro José Pedro de Sequeira, “que requeria o seu ordenado com o acrescimento que ultimamente foi feito, e aprovado pelo Doutor Provedor sindicante segundo consta do respetivo livro, folhas 131 e 133, e sem atenção ao abatimento”.
A Camara, com vontade ou sem ela, engoliu neste ponto a sua resolução adotada em sessão de 8 de Fevereiro e deliberou que “se lhe continuasse todo o ordenado como estava estabelecido, e aprovado pelo dito Doutor sindicante”.

Vem agora a sessão de 5 de Abril de 1807.

Nesta Câmara, diz a acta, “Se vio o requerimento do Meirinho Fernando José da Silva em que pedia a revogação do Acordão na parte que lhe tirou trinta mil reis que há muitos anos cobrava bens do Conselho, e atendendo ao exposto no mesmo requerimento Acordarão revogar nesta parte somente o dito Acordão, e que o Suplicante continue a cobrar como dantes os ditos trinta mil réis: a exemplo do Carcereiro a quem pelo Acordão se mandou continuar o pagamento de tudo o que dantes recebia sem embargo do mesmo acórdão, folhas sessenta e quatro e verso”.
Ou comem todos ou haja moralidade. Em sessão de 8 de Fevereiro, os vereadores, tinham resolvido que “se não pagasse mandado algum de crescente para cobranças sem que mostrem Provisão Regia”, ameaçando o escrivão com pena de suspensão, se passassem algum mandado com o tal “crescente”.
Veio, porem o carcereiro requerer que se lhe pagasse o que dentes se lhe pagava, encolheram-se e deram o dito por não dito.
Vem agora o meirinho fazer pedido idêntico e do mesmo modo os valentes vereadores se encolheram. Mas o procurador do concelho é que não esteve lá para ir na corrente sem protesto, pois a seguir se lê na acta o seguinte:
E logo pelo Procurador do Concelho disse que elle assinara o Acordão supra por ser convencido em votos assim como o tinham sido no de folha 64, em que então não fizera protesto algum servindo-lhe agora de guia para o fazer o Provimento lançado pello Meritíssimo Doutor Procurador da Comarca em o Livro do Concelho folha 258 e para que lhe não recaia as penas ali estabelecidas requereo a mim Escrivão lhe tomasse este protesto enquanto  os recorrentes não exibissem a Provizão de que o provimento faz menção”.
Aguentassem os vereadores as responsabilidades do pagamento dos aumentos do ordenado sem previa apresentação da provisão régia, que ele, procurador do concelho, não queria meter-se nestes trabalhos.
 (Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
O que acabaram de ler é uma transcrição do que
 foi publicado na época.
O Albicastrense

domingo, dezembro 24, 2017

JARDIM DO PAÇO - "PORMENORES"

A NOSSA MAIOR PÉROLA

Para último poste de 2017, só podia postar neste blogue,  uma
publicação com  imagens de pormenores da maior
 pérola da terra albicastrense.

         
         
        
O Albicastrense

quinta-feira, dezembro 21, 2017

terça-feira, dezembro 19, 2017

MEMORIAS DO BLOGUE - "Albicastrenses Ilustres" (8)

FREI MANUEL DA ROCHA
(1676-1744)
Se existem, ou existiram albicastrenses a quem possamos designar de ilustres ao longo da nossa história, Frei Manuel da Rocha é um desses casos. 
Este homem, é um dos maís ilustres albicastrenses e dos maiores Portugueses da sua época, no entanto, é hoje um ilustre desconhecido para a grande maioria dos albicastrenses, independentemente de ter o seu nome numa das novas ruas da nossa cidade.
Nasceu em Castelo Branco em 1676. Em 1693 entra no convento de Alcobaça, professando no ano seguinte. Estuda nos conventos da sua ordem as disciplinas da escolástica que, depois ensinou.
A fama granjeada no Mosteiro de Salzedas como professor de filosofia e no colégio de Coimbra como mestre de teologia deve ter contribuído para a sua nomeação, em 1726, para lente de teologia na Universidade de Coimbra. 

Foi membro da Academia Real da Historia Portuguesa, criada por D. João V. Pertencia assim ao número dos cinquenta académicos que formaram de inicio esta agremiação que tão importante papel desempenhou na cultura portuguesa do século XVIII. Em 1731 foi eleito Geral da sua ordem, cargo que acumularia com o de lente da Universidade de Coimbra.
Em 1740, e por morte do cronista – mor do reino Frei Manual dos Santos, sucede a este no cargo historiográfico. Foi com a publicação do 
Portugal Renascido que Manuel da Rocha se guindou a lugar cimeiro na historiografia portuguesa. 
O livro pretendia ser (segundo as palavras do autor) um “tratado histórico, crítico e cronológico” sobre os “ sucessos de Portugal durante o século X”. Alem de Portugal Renascido Frei Manuel da Rocha deixou-nos um grande número de outras obras importantes. Morreu em Coimbra no ano de 1744, com 68 anos de idade. 
Duzentos e setenta e três anos após a sua morte, aqui fica um pequeno apontamento da vida deste grande Português nascido em, Castelo Branco no ano de 1676. 

PS. Recolha de dados; "Autores nascidos no distrito de Castelo Branco, do Século XV a 1908", autoria de António Forte Salvado.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 18, 2017

IMAGENS - BARROCAL


                     

                           

            
                  
   


IMAGENS
de
              V/Bispo  
               
  
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, dezembro 11, 2017

A RUA DA MINHA ESCOLA – (IX)

(ESCOLA DO BONFIM)
                             O que sabemos nós da rua da nossa escola primária?
  
(Rua do Bonfim)
                                                      
Chamou-se Quelha do Vale Cabreiro, até à Revolução de Abril de 1974, passando a partir dessa data a denominar-se de Rua do Bonfim. Segundo alguns populares mais idosos, que ainda moram na rua, Quelha do Vale Cabreiro, deve-se à sua estreiteza e por ser de terra batida e por na sua extremidade (para lá do caminho de ferro) morar um pastor que tinha duas filhas, a quem chamavam “as cabreiras”.
Depois da Revolução, populares deram-lhe o nome de Rua do Bonfim, que condiz bem com o nome do bairro, Bairro da Boa Esperança.
A Rua do Bonfim começa num cruzamento com a Rua da Sr. De Mércoles e termina no início da Quinta do Carqueja. 

PS. Ernesto Pinto Lobo, era na altura o responsável pelo Departamento Cultural da Câmara Municipal. A imagem publicada neste poste, foi retirado do referido livro.
                                         O Albicastrense

EXPOSIÇÃO FOTOGRAFICA

  

UMA APAIXONANTE  EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA. 

Para quem trabalhou na Metalúrgica ou goste de fotografia, a exposição que está patente ao público no museu Francisco Tavares Proença Júnior, é sem qualquer dúvida de visita obrigatória.


Como antigo trabalhador da Metalúrgica nos finais da década de 60 do passado século, e como eterno enfeitiçado pela fotografia, visitei-a e confesso que fiquei encantado com as imagens captadas por António Duarte Costa.
             O Albicastrense

sábado, dezembro 09, 2017

O NOSSO BARROCAL

A MINHA OPINIÃO SOBRE O BARROCAL 
O Barrocal é para mim, e para muitos albicastrenses, um local de memórias e afectos, pois muitos de nós andaram por lá nas passeatas e em busca de tesouros extraordinários.
Para este albicastrense que também tem memórias e afectos no Barrocal, todavia, não são essas as razões que me colocam a favor ou contra o projecto que a nossa autarquia está a realizar no “nosso” Barrocal.
Barrocal é para mim uma espécie de parque Jurássico, pois considero as pedras, os dinossáurios e o espaço em que elas se dispersam, o seu território.
Como as pedras e o lugar não se podem defender sozinhas, (contrariamente aos dinossáurios), este albicastrense resolveu participar na passada quarta-feira, numa reunião realizada na nossa autarquia, para saber mais sobre o tão apregoado projeto para o “nosso” Barrocal.
A reunião foi pedida por um pequeno grupo de albicastrenses, (pessoas de diversas áreas), e contou com a presença do nosso presidente e com os responsáveis pelo projecto.
Confesso que fui para esta reunião com muitas dúvidas sobre o projecto, duvidas que após quatro horas de explicações e muitas perguntas não terão desaparecido na sua totalidade, mas que em parte terão sido bastante minimizadas pelos autores do projeto e pelo nosso presidente.
Não vou entrar em detalhes técnicos sobre os esclarecimentos dados na referida reunião, pois não tenho arcabouço para tal, contudo, sempre posso adiantar que este velho albicastrense não saiu totalmente convencido, mas posso adiantar, que saí de lá mais esclarecido sobre o que se pretende introduzir no “nosso” Barrocal.
Tal como disse anteriormente, continuo com algumas reservas, todavia, depois das explicações dadas e da abertura do nosso presidente para possíveis alterações ao projecto, este albicastrense só pode afirmar que a partir de hoje ele merece a minha confiança.
Ao presidente da nossa autarquia e aos autores do projecto, o meu bem-haja por terem aceitado discutir o Barrocal.
Terminava esta minha simples convicção, afirmando  o seguinte. Podemos estar ou não de acordo com o projecto para o Barrocal, o que não podemos é deixar que um sítio de importância geológica e ambiental, um monumento natural local com valores intrínsecos, um espaço público que é património da cidade continue como está.                                    

PS. As obras que actualmente estão a decorrer no Barrocal,
 referem-se à primeira fase do projecto.
O Albicastrense

terça-feira, dezembro 05, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXXIII

UMA INTERESSANTE ACTA CAMARÁRIA DE 1807

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Temos agora a sessão de 22 de fevereiro de 1807.

“Determinarão que na mesma Postura, a pena de cinco tostões incorresse qualquer pessoa, que metesse, e passasse com Bestas, ou Bois tanto soltos, como presos, pelo passeio lajeado na rua da Corredoura, e toda aquella pessoa, que chegar, ou aleniar carro no mesmo lajeado seria imcoimado, e condenado em dois tostões, e na mesma incorreria  qualquer que quebrasse os marcos de pedra postos em goarda do mesmo passeio, e lajeado além de pagarem o damno, que prejuízo fizeram, e que todas estas penas, e coimas poderão dar, e promover o rendeiro do verde, oficiais de justiça, ou qualquer do Povo perante as Justiças.
Determinarão mais que todas estas Posturas se fizessem públicas por Editais debaixo de pregão.
Nesta mesma determinação, que se puzesse em o dito passeio da Corredoura os Marcos de pedra que já lhe faltam pelo modo que lhe mais conveniente, e como do visto ser despeza módica, que tudo fiscalizaria o Procurador.
Nesta mesma requereo o Procurador, que em atenção à imundícia, que continuadamente se acha pela rua do Relógio e sendo huma das principais desta cidade por cauza do despejo amiudado, que para a mesma rua corre de algumas casas da cidade em prejuízo da saúde publica, e comodidade  dos passageiros, e viandantes requeria, que esta Camara desse a providencia, que parecesse justa afim de evitar o damno.
Em deferimento do mesmo requerimento determinarão, que os Almotacéis fizessem nothificar as pessoas cujos despejos vem para a dita rua do Relógio para que se abstenham de o fazer de pena de cinco tostões por cada vez que o fizerem o contrário.

A rua do Corredoura é a que hoje se chama de Bartolomeu da Costa. O passeio lageado lá está ainda. O que não tem são os marcos de pedra a que n ata se alude.
(Continua)

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais
O que acabaram de ler é uma transcrição do que foi publicado por António Rodrigues Cardoso. A acta está publicada como escrita em 1803.
 O Albicastrense

quinta-feira, novembro 30, 2017

OS NOVOS FARDAMENTOS DOS TRABALHADORES DO MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR

   UMA FARDA QUE ENVERGONHA QUEM A VESTE

Não envergonhes os outros e não serás envergonhado por eles.
(Textos Judaicos)

Antes de escrever esta publicação, os meus velhos neurónios "matutaram" sobre se deveria levar este assunto a sério ou, pelo contrário, deveria de "galhofar" com a situação. Após alguma efervescência “neuronial”, resolvi deliciar-me com a coisa. 
Em 2016 publiquei aqui sobre o uniforme que certas pessoas, (ou pessoa), tinham intenção que os trabalhadores da nossa biblioteca utilizassem. Volto hoje ao tema porque o mau gosto expandiu-se para o nosso museu, correndo o risco de nos abarcar a todos. 
Estive no museu e confesso, que quase me deu o "badagaio" perante o novo fardamento dos guardas do museu. Então não é que, quando entrei no museu, cheguei a cogitar que estava a ser recebido por uma dupla de arrumadores de carros?
Tal como disse no passado, só tenho que me repetir: “Quem forjou este tipo de fardamento, deveria ser obrigado a usá-lo todos os dias, para dar o exemplo”. 
Como tenho por costume guardar velhas imagens, fui ao meu arquivo e procurei imagens de tempos passados.
As duas imagens aqui publicadas, mostram o antes e o depois, ou seja, o vestuário que os guardas usavam antes da passagem do nosso museu para a nossa autarquia, e o novo. 
Como é costume dizer-se, as imagens valem mais do que mil palavras, por isso vou deixar para quem me visita, que diga o que pensa do  (fantástico)  vestuário imposto aos guardas do nosso museu.
Atenção: se for ao nosso museu tenha cuidado, pois corre o risco de sair de lá com um fardamento igual ao dos guardas. 
Haja paciência para tanta falta de gosto, é o mínimo que me acorre perante este triste assunto.                                         
                                                O Albicastrense 

segunda-feira, novembro 27, 2017

GRUPO TIPICO “O CANCIONEIRO DE CASTELO BRANCO”.

MUSEU ETNOGRÁFICO
 DO
 CONCELHO DE CASTELO BRANCO 
O Grupo Típico “O Cancioneiro” de Castelo Branco assinalou na passada quinta-feira, 13 anos de existência.
A cerimónia oficial decorreu no passado sábado, dia 25 de Novembro, nas novas instalações, uma grande aspiração da associação. A nova sede do Grupo “O Cancioneiro”, fica situada na Rua Domingos José Robalo (perto do centro de saúde de S. Tiago).
Visitei as novas instalações e confesso que fiquei de queixo caído perante a grande riqueza cultural que ali absorvei.
As imagens aqui postadas, foram captadas por mim na nova sede, espero que possam servir de incentivo a quem ler este poste e  vá visita-la.
 O Albicastrense

A BEM DA VERDADE

Li hoje no facebook, uma notícia que me deixou com os poucos cabelos que ainda tenho em completo alvoroço. Dizia a notícia, que tinham ...