quinta-feira, março 31, 2011

OPINIÃO - 3

O QUINTAL DOS MARRECOS
O quintal dos marrecos é comandado há mais de três décadas, pelos marrecos rosa e laranja, (cores pouco vulgares nos marrecos). Nas ultimas duas décadas, as coisas degradaram-se no referido quintal, em virtude da incompetência dos marrecos-mor, que durante esse tempo ocuparam o poleiro no quintal. Os lideres dos marrecos-mor da ambas as cores, acotovelam-se agora no quintal do burgo, em declarações sobre as culpas a atribuir a cada uma das partes, e tentam mandar para cima um do outro, a lama que lhes emporcalha as penas. Os marrecos “povão”, (classe abafada pelos marrecos-mor), sempre divididos e manobrados pelos sabichões dos marrecos-mor, vão entrando na onda, e discutem entre si sobre quem mais emporcalhou o quintal habitacional dos marrecos, para depois decidirem sobre qual das duas cores, vai continuar a dar-lhes mais do mesmo.
O desgraçado quintal dos marrecos, (espaço ocupado por eles há mais de nove séculos), sujeito a este mais do mesmo há mais de trinta anos, “parece” que vai continuar nesta onda de rosa ou laranja, por mais alguns desgraçados anos. Aos marrecos “povão”, (classe a que este marreco pertence), só posso lembrar, que no nosso quintal não existem apenas duas cores de marrecos. Assim como o arco-íris tem o vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, também o nosso quintal não se esgota nas cores dos marrecos que o levaram ao actual lamaçal.
A continuidade da actual cor de marrecos no poleiro do nosso quintal, ou a alternância pela cor dos que que lhes antecederam, não será a confirmação de uma espécie de daltonismo, (discromatopsia ou discromopsia), que impede os marrecos de ir além daquilo que lhes põem à frente dos olhos? Ou será que os marrecos do meu quintal, foram todos vacinados à nascença, contra as restantes cores do arco íris!...
Termino lembrando aos marrecos “povão” do meu quintal, assim como a alguns dos nossos marrecos-mor que defendem a entrada de um tal: “FIM” (Fundo Internacional “Merréquial”) no nosso quintal, que esse mesmo fundo vez aprovar no quintal de um tal Grego, uma redução nas rações (reformas) dos marrecos “povão” em 10%, assim como a anulação da ração extra data na décima terceira e décima quarta estação do ano. Entre muitas outras medidas que colocaram os marrecos Gregos, não de penas sujas, mas completamente depenados.
ULTIMA HORA...
No quintal dos marrecos Islandeses, (segundo notícia publicada no jornal “i” desta semana), as coisas parecem estar a mudar, os marrecos “povão” deste quintal, revoltaram-se e correram com os marrecos-mor que governavam o quintal Islandês!...

PS. O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco". Divulgue-o junto dos seus amigos.

O Albicastrense

terça-feira, março 29, 2011

REFLEXÕES - V


PROPAGANDA DE EMIGRAÇÃO
Tenho tido a oportunidade de apreciar algumas cidades e locais existentes por esse mundo fora, através dos documentários emitidos por um canal televisivo português. Estes documentários são transmitidos por volta da hora das refeições, momento em que é quase certo os televisores estarem ligados, e tem como “objectivo” dar a conhecer aos telespectadores a existência de portugueses que saíram de Portugal e foram trabalhar noutros países, alguns deles bastante longínquos. No dia 12 de Março, a TV1 transmitiu um desses documentários, fazendo entrevistas a vários portugueses que se encontram a trabalhar em Israel. Israel é um país lindíssimo no qual eu próprio já residi, e com o qual me identifico bastante. Já foram transmitidos documentários sobre cidadãos portugueses em Itália, Inglaterra, e noutras partes do mundo. Sem dúvida que estas transmissões televisivas são interessantes, mas, quando recordo que no tempo do Estado Novo se fazia propaganda de guerra, como forma de mais facilmente cativar vontades, para alistar recursos ao exercito e outras forças militarizadas, dou comigo a pesar duas vezes. Se bem me lembro a RTP emitiu um documentário de arquivo (talvez dos fins dos anos 60, inicio dos anos 70) onde mostrava militares a mergulhar em maravilhosas piscinas lá para o lado das Áfricas, e depois reforçava o luctor!… Aliste-se. Ora, no meu entender, os documentários que actualmente são transmitidos tem conotações subjectivas que o destinatário não se apercebe. Estes documentários tem como objectivo motivar os cidadãos portugueses a sair do País, pois aqui não há nada para fazer. Pergunto? Seremos obrigados a abandonar o País onde nascemos? e ir viver em condições muitas vezes deploráveis, em nada próximas daquilo que nos é mostrado nestes maravilhosos documentários? Meus caros leitores, sair do País como eu fiz quando tinha 25 anos de idade não é “pêra” doce, não é o mar de rosas que os canais televisivos nos querem fazer crer. Então agora os portugueses são diplomaticamente convidados a abandonar o País onde nasceram?. Então os outros países é que são bons?. Então, Portugal não pode ser um País bom, com tanto terreno, tanto mar, tanto sol, tanto vento, tanto de tudo e mais alguma coisa? Mas porquê?. Portugal não é bom porque está a ser transformado num “terreno infértil”, numa porção de terreno onde os habitantes na sua maioria não tem educação, onde a população é velha (poucos são os jovens), onde tudo ou quase tudo o que é comprado nos super-mercados vem do estrangeiro (até um simples par de meias), mas porquê? Se bem verificarmos são as grandes superfícies comerciais que criam postos de trabalho, mas estas grandes superfícies comerciais, mais não são, que empresas para escoar produtos produzidos no estrangeiro, isto é, nada ou quase nada produzimos, somos meros espectadores, somos meros consumidores que coisas que os outros produzem, por isso se justifica os 700 mil desempregados. A palavra mais conhecida dos últimos tempos é a palavra «crise», crise política. Mas esta crise, por um lado é politica, pois está em causa a luta pelo “poleiro”, por outro lado é uma crise de miséria encoberta, é a crise de cidadãos deseducados, é a crise dos cidadãos aos quais não lhes foi desenvolvida a dimensão empreendedora, é a crise da ruína deste País com uma história de mais de 800 anos. É crise das pessoas que estão sem trabalho, é a crise de um conjunto de doenças de origem político-social que aos poucos se vai instalando em cada um de nós; em suma, é o caos. Eu continuo a bater na mesma tecla! A crise deve-se ao facto de pouco ou nada produzirmos para o consumo interno. Ora se nós não somos capazes de produzir para nós, andam por ai ideólogos a falar em exportação. Pôrra! Basta que se produza para o mercado interno e o desemprego baixa consideravelmente. Até parece que exportar 10.000 pares de sapatos é a salvação de uma empresa? Então não será melhor acabar com a compra de sapatos aos estrangeiros, e haver 30 fábricas de sapatos nacionais a produzirem só que sejam dois milhões de sapatos para o mercado interno? Já pensaram quantos postos de trabalho directos e indirectos seriam criados em 30 fábricas de sapatos do tipo pequenas e médias empresas? Pôrra! Será que ninguém vê que somos dez milhões de consumidores?. Não entendo! porque se compra aos estrangeiros? Se orientarmos a nossa produção para o mercado interno, o desemprego acaba meus senhores. A crise reside no desemprego, reside neste descalabro. Parem com as importações! Fechem as fronteiras, ou estaremos perdidos! Teremos apenas duas classes sociais; de um lado os policias, e de outro os “ladrões”, que roubam para comer. Fomente-se o colectivismo e não o individualismo.
José Zêzere Barradas Sociólogo
Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules.
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade. Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses. Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?
O Albicastrense

segunda-feira, março 28, 2011

DO BAÚ PARA O BLOGUE

CENTO E DEZOITO ANOS DEPOIS

No dia 22 de Março de 1893, foi alvitrado a venda do edifício do Teatro da cidade de Castelo Branco, que se situava no Largo da Sé, sugerindo-se a construção de um outro no Largo de Santo António, o que veio a suceder, sendo inaugurado a nova sala de espectáculos em 1896. Todavia, este último edifício foi demolido em 1959. Porém, o primeiro teatro ainda hoje se mantém de pé e ao serviço da cultura dos albicastrenses, pois funciona ali o Conservatório Regional de Musica. Esta construção já serviu de Teatro, Paços de Concelho, Palácio de Justiça, Repartição do Registo Civil, Museu, sede dos Escuteiros e dos deficientes das Forças Armadas e sede do Orfeão de Castelo Branco. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal “Reconquista

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sexta-feira, março 25, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - XIV

Se existem imagens que nos deixam alguma nostalgia, esta será com certeza um desses casos.
O circo chega à cidade, bem poderia ser o título desta imagem. Ela foi captada na década de trinta do passado século. O local onde onde ela foi capturada, tinha nessa altura o nome de: "Largo do Comércio", hoje tem um nome bem diferente.
Descobrir este local não será difícil, pois ainda hoje existem no local, algumas das casas que é possível ver-se na fotografia.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas, dois ou três dias depois para que todos possam tentar adivinhar o local.




Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules.
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade.
Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?

O Albicastrense

EXPOSIÇÃO - XVIII

Título : PINTAR E RASGAR A MANTA"

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quarta-feira, março 23, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XLIV


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)Sessão do dia 18 de Agosto:
Mais determinarão que visto a grande necessidade que há de se concertar a arraya no citio da Ponte do Payo Longo pello prejuizo que os gados cuazam à folha do feijam e podem cauzar à folha do pam no anno próximo segundo tendo este mesmo concerto alem de muito necessário sido requerido pellos lavradores desta cidade que feito hua rellação de todos os lavradores que tivessem carro fossem notificados para que no termo de quinze dias puzessem dez carradas de pedra cada hum no dito citio ficando obrigados a repetir em sendo necessário ou hum dias cada hum. E outro sim se determinou que medidas as Braças de parede que nescessita de ser concertada se puzesse em prassa para se a rematarem”.
Este transporte de pedra para o sitio em que era preciso emprega-la em serviço do município, obrigatoriamente e “a seco” era qualquer coisa como a finta braçal que veio depois, que hoje existe ainda com o nome de imposto de trabalho ou coisa parecida, com a diferença de que hoje a paga a dinheiro. Ainda nesta sessão houve mais alguma coisa, que a acta diz assim:
Mais determinarão se puzesse em pregão na praça a Guarda da folha dos milhos e feijoes para se a rematar na forma do antigo custume”.
A Câmara obrigava os lavradores “que tivessem carro” a levar-lhe de graça a pedra para o sitio em que dela precisava, mas em paga punha-lhe guardas na folha do milho e dos feijões. Mas ainda os vereadores se não focaram por aqui. A acta desta sessão de 18 de Agosto reza assim:
Tão bem determinou nesta vereação que de cada caza hua pessoa fosse obrigada a limpar as fontes a saber, o Tanque da Graça, Pequeixada, Fonte da Devesa, Fonte do Tostão, e nova com pena de hum tostão aplicado para a mesma limpeza, hindo pessoa capaz de trabalhar que retirarão o entulho para longe”.
E por aqui se ficaram nesta sessão. Vamos lá, que nem sempre os vereadores trabalharam com tão boa vontade.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado nos jornais citados no início deste post.
"Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules".
É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade.
Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.
Eu serei um dos quarenta!... E você ?
Este texto será a partir de hoje, inserido em todos os posts que aqui forem colocados, até ao dia da acção “simbólica” na praça do nosso Município.
PS. O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco". Divulgue-o junto dos seus amigos.
O Albicastrense

segunda-feira, março 21, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXVI

A dupla muito insuperável de comentaristas deste blog, “Bigodes & Companhia” (como não podia deixar de ser) comenta as declarações dos responsáveis pelo corte dos cedros na Sra. De Mércules.
No dia da poesia, nada melhor que um poema de Luis Vaz de Camões.
Árvore, cujo pomo, belo e brando
.
Árvore, cujo pomo, belo e brando,
natureza de leite e sangue pinta,
onde a pureza, de vergonha tinta,
está virgíneas faces imitando;
.
nunca da ira e do vento, que arrancando
os troncos vão, o teu injúria sinta;
nem por malícia de ar te seja extinta
a cor, que está teu fruito debuxando.
.
Que pois me emprestas doce e idóneo abrigo
a meu contentamento, e favoreces
com teu suave cheiro minha glória,
.
se não te celebrar como mereces,
cantando-te, sequer farei contigo
doce, nos casos tristes, a memória.
PS. O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco". Divulgue-o junto dos seus amigos
O Albicastrense

sexta-feira, março 18, 2011

SENHORA DE MÉRCULES - VII


SÃO SÓ VELHOS CEDROS SENHORES, APENAS CEDROS.

O jornal reconquista publicou esta semana, o artigo que pode ler de seguida:

Depois da resposta de Joaquim Morão ao e-mail enviado por Maria de Jesus à nossa autarquia, onde ele diz: “que lamenta profundamente o abate das árvores, já que consideramos não existir necessidade de tal decisão, porque não termos conhecimento de qualquer obra ou intervenção que se pretendesse fazer e exigisse tal medida”.
Seguem-se as justificações dos responsáveis pelo corte dos cedros, no jornal “Reconquista” (como não podia deixar de ser).
Não vou aqui comentar as desculpas esfarrapadas e infelizes, dadas pelos responsáveis pelo acto que designei de “barbárie”, se o fizesse teria que ser bastante desagradável para com eles, e não é esse o meu propósito.
No entanto sempre aqui posso contar, que um semana antes estive na senhora de Mércules, local onde fui espectador de um grande acidente de viação, na escadaria onde estavam os cedros, um autocarro que vinha a descer, bateu de frente com outro que ia a subir! Nem vos digo os estragos causados por tal acidente... pois, podia causar arrepios às almas mais sensíveis.
Dois ou três dias depois voltei ao local, ao subir a escadaria dos cedros, tive que lutar ferozmente contra um data de bicharada que infestava o sítio, pois o lixo atraia-os e eles faziam do mesmo a sua casa predileta.
Como não existem dois sem três, voltei ao local do crime um dia antes do corte dos cedros, nem vos conto o que por ali vi! As raízes danadas dos cedros, saiam de baixo da terra e infiltravam-se, (salve seja) no velho muro centenário que tinham ao seu lado, uma autêntica vergonha.

Agora mais a sério! As explicações dadas pelo nosso presidente e pelos responsáveis pelo local, não são fruto da bondade de quem quer que seja. Antes pelo contrário, estas desculpas (umas mais esfarrapadas que outras) só acontecem, porque estes senhores se sentiram pressionados pelo interesse que muitos albicastrenses têm demonstrado por este caso.
Este assunto não irá morrer nas declarações feitas por estes senhores, (pelo menos no que a mim diz respeito). As explicações são de tal maneira infelizes, que se tivesse dúvidas das minhas razões, elas estariam agora muito mais fortalecidas. Aos albicastrenses que aqui vêm visitar-me, só posso prometer que irei continuar a lutar para que situações como esta não voltem a acontecer na minha terra. Se nada de mais esclarecedor acontecer, no dia anunciado lá estarei na praça do Município, para demonstrar o meu descontentamento.
Seja um dos quarenta albicastrenses a estar presente nesse dia.
O Albicastrense

quarta-feira, março 16, 2011

SENHORA DE MÉRCULES - VI

Oito dias após a publicação do segundo post, (8/3/2011) sobre o corte de árvores na Sra. de Mércules, este blog teve cerca de 2500 visitas. Duas mil e quinhentas visitas em oito dias, é praticamente o dobro de visitantes que até então este blog tinha. A pergunta que aqui poderei colocar a min mesmo, só pode ser uma:
Será este número, fruto da curiosidade de uns tantos?

Ou quererá ele dizer, que os albicastrenses estão a sentir algum interesse por esta causa simbólica?


Sempre que um homem pensa, o mundo pula e avança” escreveu António Gedeão, num dos mais lindos poemas da nossa história.
Eu recuso-me a acreditar que na terra de Amato Lusitano e, onde este ano se comemora os quinhentos anos do seu nascimento, não haja 40 albicastrenses, dispostos a pensar em dar um pulo à praça do município, para “protestarem silenciosamente durante algum tempo”, contra o deixa andar, o não querer saber, ou o “isto não me diz respeito”.
Será que os albicastrenses estão dispostos a defender o pouco que resta? Ou iremos continuar a assistir na primeira fila à destruição da parte restante? A pergunta é minha! A resposta cabe a cada um de nós.

PS. O grupo do João no Facebook, continua à sua espera: "
Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco".
O Albicastrense

sábado, março 12, 2011

COMENTÁRIOS - SENHORA DE MÉRCULES - V

O JOÃO DISSE....
Infelizmente não poderei estar presente na referida data, mas criei no Facebook o grupo "Eu sou contra o corte de 40 árvores na Sra. de Mércules, em Castelo Branco", que podem aceder e unir-se livremente. Embora este tipo de coisas quase nunca resulte em nada, podemos ter uma noção de qual o número de pessoas que não concordam com esta barbárie.
PS. A acção proposta por min até pode não dar em nada, (tal como diz o João) no entanto, ela já serviu para que o João criasse no Facebook um grupo para ajudar nesta iniciativa.
Se o João se sentiu motivado para a criação deste grupo, independentemente de acreditar pouco ou nada na iniciativa proposta por min, não será isto um sinal de que é possível reunir na praça do Município no feriado da nossa terra, 40 albicastrenses “armados” de T-Shirt? Tal como digo na parte superior direita deste blog: eu quero acrediatar.....
O Albicastrense

sexta-feira, março 11, 2011

SENHORA DE MÉRCULES - IV


É costume dizer-se, que o caminho faz-se caminhando. Quatro dias após a publicação do segundo post sobre a Sra. de Mércules, o blog “Castelo Branco – O Albicastrense” teve mais de mil visitas, (número de visitas bastante superior até essa data). Posso pois dizer que o caminho que vai levar os quarenta albicastrenses à Praça do Município, está a ser bem pavimentada. Tal como disse aquando da publicação do primeiro post, irei continuar a martelar neste tema até ao dia proposto para a realização do acto simbólico. Porém, ciente das minhas limitações literárias, tenho que reconhecer que não vai ser fácil manter esta forja acesa, forja que vai necessitar alguns posts, para que o lume não abrande a acabe por morrer.
Por este motivo apelo, (mais uma vez) , a todos aqueles que aqui vêem visitar-me, que divulguem esta ideia a todos os seus amigos, pois só assim poderemos ter os tais, QUARENTA ALBICASTRENSES necessários para a realização deste acto “simbólico”.
Mais uma vez quero dizer que esta acção não é contra sicrano ou beltrano, mas antes, pela defesa de uma espécie que parece estar em vias de extinção, (pelo menos dentro da nossa cidade), perante o desinteresse dos albicastrenses por esse facto. Perante este facto, só posso perguntar:

Seremos nós mais cegos que aqueles que o são efectivamente?
Ou seremos simplesmente seres desinteressados, pelo que se passa na nossa terra?

O Albicastrense

quarta-feira, março 09, 2011

SENHORA DE MÉRCULES - III


A MINHA T-SHIRT ESTÁ PRONTA....
Cerca de 48 horas após a publicação do segundo poste sobre a Sra. de Mércules, constatei que este este blogue teve 512 visitas.
Ou seja! Dois dias depois de ter proclamado neste blogue a minha “doidice”, mais de 500 pessoas tomaram conhecimento da dita cuja. “Doidice" que irei diariamente, (ser for necessário) continuar a dilatar neste blogue, para que de uma vez por todas este tipo de situações não volte a acontecer na minha terra.
Aos futuros visitantes e aos que já cá estiveram, só posso esgrimir que os 40 albicastrenses propostos para esta iniciativa simbólica, são uma gota de água, que pode regar muitas e muitas árvores, impedindo desta forma que elas possam continuar a ser vitimas, de incêndios provocados não por mãos incendiárias, mas por incúria de todos nós.
Para muitos este assunto não merecerá a importância que lhe estou a dar, até pode ser que assim seja, porém, é preciso não esquecer que o alarme para estes pequenos fogos, serve muitas vezes de motivação para evitar grandes incêndios. Este passo poderá ser o primeiro, para que de futuro os albicastrenses olhem para a sua terra, não com a indiferença com que o costumam fazer, mas antes com o carinho e o amor que ela bem merece.
O Albicastrense

segunda-feira, março 07, 2011

SENHORA DE MÉRCULES - II

Os albicastrenses são como todos nós sabemos, pessoas que raramente demonstram interesse em participar na discussão de assuntos referentes à sua terra. Em sessenta anos de vida, não consigo recordar-me de uma única vez, em que nos tenhamos insurgido contra qualquer atropelo cometido contra a nossa terra.
Como não sou fatalista e acredito ser possível remar contra marés já antes navegadas por outros, vou fazer aqui um desafio a 40 albicastrenses, (tantos, quanto os coutos das árvores cortadas, que contei na Sra. de Mércules).
Todos nós sabemos que os responsáveis por esta barbárie, não serão responsabilizados por este atropelo, e nem sequer serão repreendidos por este desgostoso acto.
O desafio consiste em reunir 40 albicastrenses frente à Câmara Municipal, no dia do feriado da nossa terra (que é como todos sabemos, dedicado à Sra. de Mércules) pelas 10.000 horas, com uma t-shirt vestida como a que o Companhia tem.
Este acto simbólico, servirá para alertar consciências e demonstrar que na nossa terra, não se pode continuar a fazer, o que cada um entende em claro prejuízo de todos os restantes.
Alguns irão dizer que sou um sonhador e que ninguém ira aparecer! Até pode ser que assim seja... porém, deixem-me sonhar com a prespectiva de que no dia 10 de Maio estarão na Praça do Município, os tais 40 albicastrenses, (igualmente sonhadores como eu), desejosos por impedir que situações como as da Sra. de Mércules, não voltem a acontecer.
Amigo visitante, se é albicastrense (independentemente da sua idade ou sexo) e gosta de defender a sua terra e impedir situações futuras como esta, convido outros albicastrenses a participar nesta iniciativa, só assim poderemos combater e impedir situações futuras como esta. Este poste ficará no blogue até ao dia do feriado da Sra. de Mércules, divulgue-o junto dos seus amigos.
PS. Se quiser ser um dos 39 albicastrense a participar nesta iniciativa, (o quarenta serei eu...) e quiser levar uma T-Shert com as imagens do “o antes e do depois”, deve dirigir-se à loja: "DESIGN AND PRINT STUDIO" situada no Centro Comercial Alegro, que faz este tipo de trabalhos e onde irei deixar as fotografias para fazerem a impressão.

O Albicastrense

sexta-feira, março 04, 2011

CORTE DA ÀRVORES NA SRA. DE MÉRCULES



O blogue “Castelo Branco - Cidade” do meu amigo Francisco Costa, publicou no dia 28 do mês de Fevereiro, o poste que vai ler a seguir:
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QUEM?
PORQUÊ?
COM QUE OBJECTIVOS?
Pelos vistos, em Castelo Branco, as árvores são consideradas seres vivos perigosos e quando a gente se distrai lá vem mais um abate. Hoje fui surpreendido por um amigo que em contou ter assistido ao derrube de algumas dezenas de árvores, incluindo azinheiras, no santuário da Sra. De Mércules. Perguntou aos autores da “proeza” quem tinha autorizado semelhante acto e responderam-lhe que “não tinha nada com isso”.
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Alertados pelo poste do Costa e por alguns visitantes deste blogue, “Bigodes & Companhia” repórteres do improviso e do desenrasca, deslocaram-se ao local para saber o que levou alguns seres “racionais” a cometerem esta barbárie.
Após uma vistoria ao local, verificamos que foram cortadas todas as árvores, que se encontravam na pequena subida que dá aceso à capela da Sra. De Mércules. Quarenta árvores foram abatidas sem dó nem piedade, “consta” que estas quase centenárias árvores, estariam a minar o velho muro que se encontrava ao lado delas. Tentámos confirmar perante seres racionais ali existentes, esta teoria, porém, como os únicos seres que ali encontrámos foram seres irracionais, não resistimos à tentação de lhes perguntar se nos podiam inteirar do diz que diz. As respostas como podem ver nas fotografias tiradas quando da entrevista, são simples e objectivas: “não sabemos de nada!..”.
Falamos de seguida com a Sra. de Mércules (não temos imagem dessa entrevista, pois ela não permitiu) que nos disse que os responsáveis por esta barbárie, jamais entrarão no reino das árvores e que tudo faria para lhes arranjar um “cantinho” no reino dos desertos escaldantes.
A dupla “Bigodes & Companhia” partiu para esta entrevista com as mãos cheias de nada, regressou com elas vazias, porém, de uma coisa a esta dupla tem a certeza: a barbárie cometida com o derrube das 40 árvores, empobrece ainda mais um local que há muito deixou de ser um local de convívio e de prestação de culto à Sr. De Mércules, para se transformar numa feira rasca e sem qualquer interesse para a nossa terra.
Para terminar este poste, a dupla apela aos responsáveis pela nossa autarquia, a atribuição da condecoração da burrice, aos responsáveis por este “lindo trabalho


Bigodes & Companhia

quinta-feira, março 03, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXV


BIGODES & COMPANHIA
Comentam a entrevista concedia pelo novo líder da JSD de Castelo Branco, (Jean Barroca) ao jornal, “Povo da Beira”.
O Albicastrense

terça-feira, março 01, 2011

IMAGENS DO PASSADO E DO PRESENTE - I

A partir de hoje irei aqui postar um novo tipo de postes, postes a que dei o nome de: "Imagens do passado e do presente".
Esta novo tipo de postes, consiste em colocar duas imagens do mesmo local de Castelo Branco, porém, de tempos bem diferentes (ou seja), no caso de hoje, a fotografia um foi captada na década de 40 do século passado, a dois foi tirada por mim em 2011.
A ideia é por os albicastrenses, a ver velhas imagens da sua terra e ao mesmo tempo, pô-los a matutar sobre as mudanças ocorridas nesse local. As comparações entre as duas imagens serão inevitáveis, no entanto, esse não é o propósito que me leva a fazer este tipo de postes. O que me leva a fazer este tipo de postes é provocar uma espécie de contenda sobre o que deve ser a “modernização” de uma qualquer cidade.
E ao mesmo tempo, saber se uma qualquer “modernização” por mais espectacular ou arrojada que seja, deve contar com a participação e concordância dos seus habitantes, ou se pelo contrário, deixamos nas mãos daqueles que elegemos para comandar a nossa terra, (como no caso da nossa cidade) o poder de decidir sobre o que deve e tem que ser feito nessa área.
É costume dizer-se que uma imagem vale por mil palavras, as imagens são da minha responsabilidade, as palavras ficam para os albicastrenses e para quem achar que tem alguma coisa para dizer.
O Albicastrense

RUAS DA ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO

AS MINHAS IMAGENS  ZONA HISTÓRICA DA TERRA ALBICASTRENSE  O  Albicastrense