terça-feira, março 30, 2010

DO BAÚ DO PASSADO, PRÓ BOLG.

GASPAR MOUZINHO MAGRO
(325 Anos Depois)
No dia 29 de Março de 1685, faleceu Gaspar Mouzinho Magro, que nasceu em Castelo Branco em 1611, e que fez da sua vida um rosário de benemerência. No seu testamento, datado de 29 de Agosto de 1648, fez doação das suas 39 propriedades, à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, a fim do rendimento destas terras vir a ser distribuído, em dotes, às raparigas casadoras pobres, que tivessem boa reputação e usassem de bons costumes, e que fossem residentes na freguesia de Santa Maria do Castelo. Este desejo ainda era observado nos primeiros anos do século XX.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O albicastrense

TIRAS HUMORÍSTICAS - 60

Bigodes e Companhia brincam com as declarações de Luís Garra ao jornal. “Povo da Beira” da semana passado.
O Albicastrense

DO BAÚ DO PASSADO, PRÓ BOLG.

JÚLIO CORREIA DA SILVA
JULINHO
A imprensa desportiva do nosso país, anunciou na semana passada, a morte do antigo jogador de futebol Júlio Correia da Silva, mais conhecido por “Julinho”.
Este antigo internacional português, e antiga glória do Sport Lisboa e Benfica, terminou a sua carreira em Castelo Branco, no Benfica local.
Quando da sua abalada da nossa cidade em 1958, resolveram alguns albicastrenses homenageá-lo. O antigo jornal ”Beira Baixa”, na sua edição de 6 de Julho de 1958, noticiou o acontecimento. Em homenagem ao falecido futebolista, e aos albicastrenses que em 1958 o homenagearam, aqui fica a noticia do acontecimento.
O Albicastrense

sábado, março 27, 2010

IMPIEDADES NA MINHA CIDADE

Já aqui disse por várias vezes, que ao longo dos tempos, aconteceram no burgo albicastrense, “impiedades” muito estranhas!.. E que por mais voltas que lhe possamos dar, a pergunta será sempre a mesma.
Como foi possível que alguém tenha permitido esta barbaridade!
Ou… como é, que ninguém se opôs a esta desgraça!

Como albicastrense que sempre aqui viveu, (com excepção do tempo em que estive na vida militar) e descendente de muitos outros albicastrenses, não posso deixar de me interrogar sobre as tais, “impiedades”.
Procurei no “Dicionário Nacional Geográfico Humanóide”, a designação correcta para este desapego intemporal pela nossa história local. Após alguma pesquisa, encontrei a tão proclamada designação:

Albicastruenses, (1) “Seres submissos e obedientes”.
A pequena reinação com que comecei este posts, tem como objectivo contar aqui, mais uma das muitas desgraças de que a minha cidade, tem sido vítima ao longo dos tempos.
UM PEQUENO RESUMO HISTÓRICO
Entre as muitas maletas de que a minha cidade foi vítima ao longo dos tempos, existem algumas dignas de figurarem no Guinness da estupidez.
- Em finais do século XVIII, decidiram os responsáveis da cidade, derrubar grande parte da velha muralha. Os albicastrenses, submissos e obedientes ficaram no seu canto e até compraram parte da pedra, para construírem as suas próprias casas.
- Na década de 50 do século XX, resolveram outros responsáveis mandar abaixo o velho Teatro do Largo de Santo António, para se construir no local, um edifício para uso militar.
- Ainda nesta década, resolveram os mesmos responsáveis mandar abaixo o Solar da Família Fevereiro, situado no Largo da Devesa para construir o mamarracho que lá existe.
- Na década de setenta, resolveram outros responsáveis arrasar o velho Hotel de Turismo de Castelo Branco.

Após o relato de algumas das calinadas do passado da nossa cidade, passemos aos dias de hoje, e àquilo que me levou a escrever este posts.
No inicio da década de noventa, entenderam os responsáveis pelo burgo albicastrenses, (Finais do reinado de Vila Franca) autorizar a construção de habitações na encosta do Castelo. A vereação que lhe sucedeu na casa grande, alinhou pela mesma bitola.
Os albicastrenses como sempre!.. Ficaram serenamente sentados, muito acomodados, a olhar para o dia de ontem.
Hoje constatamos, que ali nasceu não meia dúzia de casas como inicialmente se argumentava, mas uma resma de casas que transformaram aquela que era uma bonita encosta, num aglomerado de casas. Que haja gente, para quem a defesa da sua cidade venha depois dos interesses de uns tantos, é normal! Agora que a grande maioria dos habitantes dessa mesma terra, ficassem cegos, surdos e mudos, perante mais esta monstruosidade, é de gritar aos céus.
A questão a perguntar só pode ser uma!.. Tendo a nossa cidade, espaços mais que suficientes para se expandir, como foi possível, que alguém tenha decidido por todos nós, a destruição da encosta do castelo e que os albicastrenses, virassem a cara para o outro lado como se nada fosse com eles?
Responda quem souber e quiser, que este albicastrense até confessa, que em certas ocasiões, tem inveja de algumas pessoas que se amarram a portões, para impedir que certos senhores retalhem, vendam, ou destruam aquilo que é de todos em benefício de uns tantos.
(1) Palavra inexistente.



O Albicastrense

quinta-feira, março 25, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXIX


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade
.
A Câmara, a seguir, descansou durante quase dois messes, pois que só torna a reunir-se em sessão no dia 27 de Fevereiro. Nesta sessão aparece um tal João António a requerer que se lhe adjudique o fornecimento da vaca “a trinta e sinco reis todo o anno, de chipato e carneyro a trinta todo o anno, cabra a vinte reis todo o anno” A Câmara, porem, correu com o homem, jogando-lhe à cabeça as seguintes arrochadas:
Acta de 1788: “Sendo proposto o mesmo requerimento na prezença dos procuradores do Povo determinou que a arematação que já se achava feita a António Rodrigues subsistisse porque tendo estes a arematado anno antecedente as mesmas carnes a experiencia mostrou se devião conservar por serem de muita verdade dando o pezo a seu dono por darem carne com muita abundância e prontidão e da milhor como havia tam boa serventia em beneficio de todo o Povo tanto na bondade como na abundância e pelo contraio o referido João António nos muitos annos que servia sempre foy com grande incomodo deste Povo porque alem de não dar carne preciza sobre que ouve muitas queixas como tão bem a respeito do pezo foy constante por fatos que se averiguarão ao certo que elle ocultamente metia nos asougues carnes mortas e corruptas do que resultou haver muitas moléstias clamando o Povo e os mesmos médicos que os referidos males heram causados pellas ditas carnes e má qualidade dellas á vista do que desprezarão o mesmo requerimento e mandarão subsistisse a aremataçao já feita”.
Comentário do autor: Ora apanha lá essa, João António. Para que não tornes a roubar o povo no peso e lhe não voltes a fornecer “carnes mortas e corruptas”, o teu requerimento não foi sequer indeferido, porque os vereadores o desprezaram. Foi muito bem feito.
Nesta mesma sessão adoptaram-se ainda outras resoluções de secundária importância, mas no fim dela aparece isto: Alegava-se que assim se procedia, porque a Câmara tinha sido ouvida e concordara com a tal derrama e por isso… A Câmara não esteve pelos ajustes. Deu volta aos livres e não encontrou coisa que com isso se parecesse; mas, ainda que tivesse encontrado isso ou coisa perecida, não estava disposta a consentir que sobre o povo caísse o raio da finta de dois contos e quinhentos. Apelaria para Sua Majestade e tinha a certeza de que seria atendida, porque a Soberana atenderia a que já não pouco o que os Povos desta comarca estavam a pagar para vários trabalhos de utilidade publica
Estavam a pagar uma finta para a ponte do rio Alva. Estavam a pagar, por provisão de 14 de Maia de 1785, uma taxa avultada para as pontes da Ocreza e do Alvito. Era já bastante, não era de justiça que se lhe exigisse mais. A tal calçada do Mondego e respectiva ponte, não havia duvida, eram de interesse para todo o reino, mas também as pontes da Ocreza e do Alvito o eram e as gentes da Guarda não pagavam nada para eles.
Tinha razão Câmara. Ou pagavam todos para tudo, ou… a Guarda que tivesse paciência, que se arranjasse como pudesse.
Em sessão de 5 de Março apareceram queixas várias a respeito dos estragos que causavam no pão das folhas os touros que nelas andavam à solta.
Determinou-se que, por pregões, se fizesse constar aos donos dos touros que sem demora os retirassem do pão das folhas. Se assim o não fizessem, os bichos seriam levados, da primeira vez, para o curral do concelho; depois, se rescindissem, pagariam seus donos os prejuízos causados.
Nesta mesma sessão foi posto às ordens do corregedor da comarca a quantia de cem mil réis para as obras da Corredoura, que é como se sabe, a Rua Bartolomeu da Costa. Com os cem mil réis e “ o dinheiro das condenações” fez-se toda a despesa daquela obra, que hoje custaria uns bons pares de contos.
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

quarta-feira, março 24, 2010

AGENDA CULTURAL

Sessão de História
Na
Biblioteca Municipal de Castelo Branco

Segundo o jornal “Povo da beira”, os escritores Deana Barroqueiro, João Inês Vaz e Paulo Loução vão estar presentes na Sessão “Heróis e Enigmas da Beira Interior”, no auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco, dia 26 de Março, às 18h30.
Nesta sessão, serão apresentadas as obras destes escritores por autores locais ligados à história da região de Castelo Branco.
Segundo indicação do editor, o livro “O Espião de D. João II”, de Deana Barraqueiro será apresentado por Adelaide Salvado; a obra “Lusitanos no Tempo de Viriato”, de João Inês Vaz, por Pedro Salvado; e “Grandes Enigmas da Historia de Portugal” volumes I e II, obra colectiva com coordenação de Paulo Loução, será apresentada por Pires Nunes.
Aos interessados por este tipo de leitura, “exige-se” a sua comparência na nossa Biblioteca.

O Albicastrense

segunda-feira, março 22, 2010

FAZ HOJE ANOS

250 ANOS DEPOIS
22 – 03 – 1760 / 22 – 03 - 2010
No dia 22 de Março de 1760, el-rei D. José, autorizou a realização, em Castelo Branco, de um mercado mensal, de acordo com o que lhe fora solicitado pelos juízos do Povo da Vila de Castelo Branco, que nessa altura contava com um agregado populacional de dois mil vizinhos.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias. A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O Albicastrense

EXPOSIÇÃO - VIII



ANTÓNIO ANDRADE FERNANDES
8 – OLIVEIRA SÍMBOLO DE GLÓRIA

Realizado no ano de 2008
Materiais utilizados: Fotografia, manta de trapos, madeira, latas de refrigerantes, sementes, fios, tinta acrílica e óleo.
A fotografia foi captada pela objectiva do meu amigo Veríssimo, junto a uma oliveira centenária, nas proximidades do Castelo do Rei Wamba, em Vila Velha de Ródão.
O Albicastrense

sexta-feira, março 19, 2010

PÉROLAS...


VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE
No dia, em que Castelo Branco comemora os seus 239 anos (20 de Março), aqui ficam duas fotografias de outros tempos. Se numa facilmente conseguimos fazer a sua localização na actual cidade, a outra, será com certeza bem mais difícil.
Aproveito esta ocasião, para colocar aos visitantes do blogue, “O Albicastrense” a seguinte questão.
Uma das fotografias mostra-nos a antiga Capela de S. João, situada no largo com o mesmo nome.

Quanto à outra! Onde se pode ver actualmente na nossa cidade, este local?
Fico aguardar a boa observância dos visitantes do blogue, para a descoberta do local.
O Albicastrense

quinta-feira, março 18, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - 59

Bigodes e Companhia, decidiram colaborar com o albicastrense na difícil tarefa, de levar os albicastrenses a visitar a exposição de Nadir Afonso.
O Albicastrense

segunda-feira, março 15, 2010

DO BAU DO PASSADO, PRÓ BLOG.


ALBICASTRENSES QUE O TEMPO ESQUECEU

Francisco da Silva Garrido

No dia 9 de Março de 1918, o primeiro cabo de Regimento de Infantaria, Francisco da Silva Garrido natural de Castelo Branco, num “raid” militar em Nemchelle, na I Guerra Mundial, revelou-se como um destemido guerreiro e um verdadeiro herói, batendo-se com pundonor galhardia e excepcional valentia, aprisionando um soltado alemão e salvando da morte certa, com risco da própria vida, o seu comandante de pelotão, o alferes Luís de Sousa Gonzaga.
Em Outubro de 1941, Francisco Garrido, já bastante doente e combalido por causa dos gazes de mostarda que respirou durante a guerra, ofereceu ao Museu Francisco Tavares Proença Júnior, todas as condecorações com que fora galardoado. Porem, lamentavelmente, estas insígnias desapareceram do Museu, juntamente com uma preciosa colecção de valiosas moedas antigas (algumas romanas), durante um assalte perpetrado em Maio de 1968 encontrando-se ainda hoje por descobrir o autor deste vândalo esbulho ao património do Museu. Na mesma batalha (Nemchelle), também se cobriu de glória o destemido soldado de Infantaria, Manuel Levita, natural de Fernão Calvo, povoação que era uma anexa da freguesia das Sarnadas e desde 1927 passou a pertencer á freguesia de Santo André das Tojeiras.
PS. A recolha dos dados históricos é de José Dias.
A compilação é de Gil Reis e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O Albicastrense

domingo, março 14, 2010

Museu Francisco Tavares Proenca Júnior - V

Tal como prometi, aqui ficam mais três páginas da história do nosso museu, (1910/1961).

UM PEQUENO COMENTÁRIO
SOBRE OS PRIMEIROS ANOS DO NOSSO MUSEU

(Continuação)

Após alguns anos de permanência no convento de Santo António, o museu muda de poiso e instala-se no edifício, que hoje conhece-mos por Conservatório Regional.
A permanência do museu neste espaço, será sol de pouca dura, três anos depois muda-se para as dependências da Repartição das Obras Publicas, (Edifício do Governo Civil) onde vai ficar até ao início da década de setenta do século XX.
Sobre os anos de permanência do museu no edifício do Conservatório, pouco ou nada se sabe. Com a mudança para o edifício do Governo Civil, pode dizer-se, que começava uma nova etapa da sua história, pois ele irá manter-se neste local aproximadamente 40 anos. Mas também é neste período de tempo, que o museu vai sofrer a sua pior adversidade. Se a morte de Tavares Proença, contribuiu para que o museu andasse ao deus dará nos primeiros anos da sua existência, os roubos de que foi vítima durante a sua estadia nas instalações do Governo Civil, mutilaram profundamente o seu espólio numismático.
Em 1930, (já no edifício do Governo Civil), é aprovado pela nossa autarquia, o primeiro regulamento de funcionamento do museu. É igualmente nomeado nessa altura para Director Conservador; António Elias Garcia, que se irá manter no cargo até 1959. Com novas instalações e com António Elias Garcia no cargo de Director Conservador, pouco ou nada irá mudar. Para o comprovar, aqui ficam algumas palavras de Elias Garcia referente a esse período:

Apertado em, praticamente, duas salas, durante mais te trinta anos, viu-se passar a oportunidade de se instalar na Velha Domus Municipalis, hipótese que fora encarada superiormente, como deixa ver a letra dos citados decretos nº 16578 e 17927, pois com espanto de toda a gente e com o máximo desrespeito pelo que estava determinado, os antigos paços concelhios, eram ocupados, após o seu restauro, por outras repartições”.

Apertado no seu espaço físico, e desprezado pelos responsáveis políticos da nossa cidade durante quase 40 anos, o dia-a-dia do museu era de continuidade em relação ao seu passado.
Perante este espaço tão apertado, começa a alvitrar-se a ideia de nova mudança, ou da construção de um edifício de raiz para nele se instalar o museu. Sobre essa ideia e sobre os seus resultados, falaremos no próximo posts.
(Continua)

Notícias sobre o museu, publicadas em antigos jornais da nossa cidade.



O Albicastrense

sexta-feira, março 12, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - 58

Bigodes e Companhia comentam notícia publicada no jornal “Reconquista”, sobre a 10ª Assembleia da Organização Concelhia de Castelo Branco do PCP, que se realizou no passado sábado na nossa cidade.
O Albicastrense

quarta-feira, março 10, 2010

ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO




RECUPERAÇÃO
DA
ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO
Já aqui denunciei mil e uma vezes, a situação catastrófica urbanística, a que uns tantos deixaram cair a zona histórica da nossa cidade. As velhas ruas do castelo estão ainda hoje cheias de casas abandonadas e a cair de podre, (como é costume dizer-se), independentemente de algum bom trabalho desenvolvido, pela nossa autarquia nos últimos anos.
Também já aqui disse por várias vezes, que um dos meus passatempos preferidos, é deambular pela nossa zona histórica, zona onde muitos dos meus antepassados viveram e morreram ao longo de mais trezentos anos. Curiosamente ao passear por esta zona, sinto que algo me prende àquelas velhas ruas, ao ponto de imaginar que um qualquer antepassado meu, poderá estar a observar-me “lá de cima”, nestas minhas caminhadas.
Vem esta conversa a propósito da minha última visita, à zona do Castelo onde tirei as fotografias que aqui podem ver. As fotografias foram tiradas no dia 9 de Março e mostram-nos a recuperação de algumas velhas casas.
Uma na rua dos Peleteiros, outra na rua do Arco do Bispo, uma terceira na rua de Santa Maria, e o anúncio para breve de uma outra na Praça Camões. Três das casas, estão a ser recuperadas pela nossa autarquia e uma pelo respectivo proprietário. Se juntarmos a estas recuperações, outras que sei estarem a decorrer, “talvez” possamos afirmar, (tal como já aqui disse noutras ocasiões), que começa a ver-se uma pequena luz ao fundo do túnel.
Assim como aqui denunciei situações que considerei menos ajustadas para a minha cidade, também devo enaltecer o bom trabalho realizado pela nossa autarquia, ao longo dos últimos anos nesta zona da nossa cidade.
Apenas um senão! O devagar devagarinho dos trabalhos de recuperação desta pobre zona, irá seguramente fazer com que, grande parte dos albicastrenses de hoje, já estejam na quinta das tabuletas quando por ali existir alguma dignidade histórica e urbanística.
O Albicastrense

segunda-feira, março 08, 2010

NADIR AFONSO



EXPOSIÇÃO
MUSEU DE FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR
(2 a 30 de Março)
No Museu Tavares Proença Júnior, está patente ao público a exposição de pintura de Nadir Afonso.
Visitei esta exposição e lançava aqui um desafio, a todo os visitantes do blog ”O Albicastrense”. O desafio consiste em visitar esta exposição e depois dizerem aos visitantes do blog que não vão ter a oportunidade de a visitar, o que sentiram perante estes belíssimos quadros.
Desta forma, talvez possamos transmitir a quem não possa visitá-la, alguma da magia que senti no ar quando a visitei.
Terminava afirmando, que dificilmente os albicastrenses terão a oportunidade, de voltar a ver nos próximos anos uma exposição desta qualidade.
Ps. - Não visitar esta exposição, (desculpem-me a falta de imaginação), é quase como ir a Roma e não ver o Papa.
O albicastrense

domingo, março 07, 2010

IMAGENS.....





CASTELO BRANCO - "PORMENORES"

As imagens que aqui ficam mais não são que uma chamada de atenção, aos pequenos pormenores da minha cidade.
O Albicastrense

quarta-feira, março 03, 2010

Castelo Branco na História e na Arte - LXVI

MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO
QUARTEL NA DEVESA
No lado poente da praça da Devesa junto da antiga Calçada de S. Gregório à qual foi dado o nome posteriormente de Nossa Senhora da Senhora da Piedade, existiu primitivamente um barracão que havia sido construído para alojamento das tropas que eventualmente passassem pela cidade, por não poderem ser utilizadas para esse fim, devido ao seu estado de ruína, as acomodações que havia na antiga cidadela.
O corpo do exército francês que invadiu o nosso país em 1807 incendiou o barracão e quando o Príncipe Regente D. João VI determinou em 1808, que se transferisse o Regimento de Cavalaria nº 11 de Almeida para Castelo Branco essa ordem não foi cumprida por não ser possível aquartelar tropas na cidade. È o que se depreende do seguinte trecho de um ofício da Câmara Municipal de Castelo Branco para o general de Viseu em resposta ao pedido, que ele havia formulado, de preparação de um quartel para alojamento daquela unidade militar:
“… Não é possível ajuntar uma soma de dinheiro igual à necessária da despesa, por ser necessário fazer quase tudo de novo, pois que aquelas casas, onde o regimento da legião se aquartelou, umas têm tomado nova forma e outra se acham arruinadas e as manjedouras delas ou queimadas ou de tal sorte arruinadas que de nada servem. O mesmo aconteceu ao quartel que aqui se achava, o qual foi quase todo reduzido a cinzas pelo despotismo francês.”
Em 1813, segundo afirma Cristóvão Aires na sua Historia da Cavalaria, efectuou-se a reconstrução do barracão primitivo por determinação do general inglês Beresford que então comandava o Exercito Português.
Tendo porém, resolvido o governo, em 1814 colocar na cidade os Regimentos de Cavalaria nº 8 e 11, não foi possível alojar simultaneamente as duas unidades militares, pelo que ficou instalada somente a segunda, no barracão da Devesa, desde o dia 6 de Agosto daquele ano ate 25 de Maio de 1828. Nesta data marchou para Coimbra para de reunir às tropas liberais que se rebelaram contra o Infante D. Miguel por ele se ter feito aclamar rei de Portugal. Após a guerra civil, a Câmara Municipal e o Povo de Castelo Branco, comprometeu-se a promover a construção de dois barracões para alojamento de tropas, impetraram a D. Pedro IV, em Agosto de 1834, a colocação definitiva do Regimento de Cavalaria nº 3, que estava sendo organizado na cidade. Prometeu D. Pedro, em 29 de do mesmo mês colocar em Castelo Branco uma unidade militar quando fossem fixadas as sedes dos regimentos do Exercito.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951. Autor; Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

terça-feira, março 02, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - 57

A Comissão Politica de Secção de Castelo Branco do PSD quer que a Câmara Municipal de Castelo Branco devolva os 5% da colecta do IRS aos munícipes.
Bigodes e Companhia sempre atentos a estas "boas" propostas para as nossas algibeiras, divertem-se a comenta-las
.
O Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “ A Era Nova ”.  Transitou para o Jorna...