terça-feira, dezembro 28, 2010

O PERDIGOTO

Para terminar o ano de 2010, nada melhor que publicar aqui um poste sobre um pequeno jornal publicado pelo Agrupamento de Escolas Castelo Branco, “O Perdigoto”.
O número quarenta deste pequeno jornal, veio parar-me às mãos por mero acidente, acidente que agradeço e que espero que se repita cada vez que sair um novo exemplar deste bonito jornal.
Li este pequeno jornal, (que já não é assim tão pequeno) de fio a pavio e quero agradecer desde já, a todas as pessoas empenhadas neste belíssimo projecto e desejar-lhes força e saúde para continuarem por muitos e muitos anos, a darem-nos novos exemplares.
Desta ultima edição, realçava (correndo o risco de ser injusto para com outros trabalhos ali publicados) a entrevista feita a Maria Adelaide Neto Salvado.
É costume dizer-se que santos da casa não fazem milagres, neste caso é caso para dizer, que não sendo a Dr. Adelaide Salvado natural de Castelo Branco mas sim de Vila Franca de Xira, tem feito pela nossa terra (que adoptou como sua), os “milagres” que muitos dos que aqui nasceram, jamais se preocuparam em realizar.
Não vou aqui fazer o elogio do trabalho que a Dr. Adelaide Salvado realizou ao longo dos anos em que escolheu a nossa terra como sua, pois, as minhas palavras seriam sempre muito pobrezinhas perante o trabalho desenvolvido por ela, ao longo dos anos em que escolheu a nossa terra como a sua terra do coração.
No entanto, espero que a nossa autarquia se lembre um dia, dos que não tendo nascido nesta nossa terra e a ela se têm dedicado como se ela fosse a sua terra, os reconheça como filhos desta nossa querida e amada terra e lhes dê o devido valor.
A todas as pessoas responsáveis pelo jornal “O Perdigoto”, mais uma vez o meu bem-haja pelo excelente trabalho que fazem há catorze anos.

O Albicastrense

domingo, dezembro 26, 2010

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE – LXXIII

Durante longos séculos a população de Castelo Branco suportou resignadamente a carência de água necessária para o abastecimento público. O povo utilizava, nos seus usos domésticos e para dessedentar-se, a água das fontes e poços existentes nos prédios rústicos das cercanias, mercê da generosidade ou comparecência dos seus proprietários. Entre estes poços e fontes contavam-se os das Quintas da Polida, das Pedras, das Laranjeiras, de Montalvão, da Cubeira, da Carapalha, do Jardim e do Ribeiro das Hortas. Varias fontes e poços públicos construídos pelo Município, forneciam quase sempre, água impropria para consumo, já por ser extraída por meio de recipientes pouco higiénicos, já por ser proveniente de nascentes sujeitas a inquinações por estarem situadas sob arruamentos.
FONTES E POÇOS PÚBLICOS - ( I )
As fontes públicas mais antigas de que há notícia são as da Feiteira, do Penedo, do Torneiro, o Chafariz da Graça e da Defesa que tem actualmente a designação de Chafariz de S. Marcos.
Em em sessão de 7 de Abril de 1655 determinou a Câmara Municipal, que todo aquele que na Fonte da Feiteira ou na do Penedo lançasse pedra ou molhasse palha pagaria dois mil reis da cadeia e qualquer pessoa poderia acoimar com uma testemunha.
As fontes da Feiteira e do Penedo desapareceram, tendo-se tornado difícil saber hoje, a sua localização. Na mesma sessão da Câmara também se deliberou o seguinte: “Toda a pessoa de qualquer qualidade que seja que na Fonte do Torneiro lançar gato ou cão ou raposa ou outro qualquer bicho pagará quatro mil réis da cadeia e toda a pessoa que tirar algum bordo da dita fonte pagará seis mil réis da cadeia e lançando pau ou pedra pequena pagará quinhentos réis e, sendo filho-família, o que fizer alguma das coisas sobre ditas pagará seu pai por ele a condenação”.
A Fonte do Torneiro, também desaparecida, estava adjacente ao muro de vedação da Quinta da Carapalha em cujas imediações está actualmente a Estação do Caminho de Ferro. Em sessão de 18 de Agosto de 1790 determinou a Câmara Municipal que se obrigasse uma pessoa de cada casa a limpar as fontes da Graça, da Pequeixada, da Devesa, do Tostão e da Fonte Nova “com pena de um tostão aplicado para a mesma limpeza, indo pessoas capazes de trabalhar que retirarão o entulho para longe”. Verifica-se, pois, que no fim do século XVIII havia, além das fontes citadas, mais a da Pàqueixada, da Devesa e a do Tostão e já existia também a Fonte Nova.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época. Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1952.
Autor: Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

quarta-feira, dezembro 22, 2010

terça-feira, dezembro 21, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXI


BIGODES & COMPANHIA
Os vários jornais da nossa cidade, abordaram na sua ultima edição o estranho caso da acta manipulada, (acta referente à ultima assembleia extraordinária da Junta de Freguesia da nossa cidade). A dupla “Bigodes & Companhia” sempre bem informados sobre tudo o que se passa na nossa cidade, brincam com esta situação manhosa.
O Albicastrense

domingo, dezembro 19, 2010

OS NOSSOS ARTISTAS



Para adoçar os olhos nesta época tão difícil aos visitantes deste blogue, nada mais apropriado que mostrar aqui algumas bonitas imagens da nossa cidade.
Falta acrescentar que estes postais fazem parte de uma bonita colecção de oito e, que foram editados na década de oitenta, pela “falecida” papelaria Semedo. Sendo autor dos desenhos António Russinho.
ALGUMAS NOTAS SOBRE ANTÓNIO RUSSINHO
(Pintor e animador cultural albicastrense)
Nasceu em Castelo Branco em data que não consegui descortinar. Estudou em Lisboa onde conviveu com homens ligados à cultura do seu tempo. Criou com Norberto Correia, a "Grei Lusitana", que reúne colegas de várias Faculdades e que desenvolve um programa de actividades culturais. Na nossa cidade cria o Círculo de Educação e Cultura e ensinou em várias escolas da cidade. Em 1952 cria aquilo que viria a ser a menina bonita dos seus olhos, a "Pró Arte". Instituição que ao longo de trinta anos, terá realizado na nossa cidade, mais de 150 concertos.
Foi colaborador de vários jornais da nossa região e vereador da Câmara Municipal da nossa cidade. Em 1985, António Russinho realizou no Liceu de Castelo Branco uma exposição que tinha como tema "As 4 Estações do Ano", (guaches) e "Castelo Branco - cidade" (lápis).
António Russinho foi galardoado em 1 de Outubro de 1989, com a medalha de Mérito Cultural. Na casa onde viveu na praça Camões, está hoje instalado o Arquivo Distrital. Morreu na década de 90 do século XX (data que desconheço). António Russinho tem hoje na Quinta Pires Marques, uma rua com o seu nome.
O Albicastrense

sexta-feira, dezembro 17, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XLI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
A sessão imediata realizou-se em 29 de Maio. Não se passou nela nada que interesse. A seguinte realizou-se quase um mês depois: em 21 de Julho de 1790. Tratou-se nela de um assunto que deu que entender pelos anos fora. À Câmara foi presente o seguinte requerimento:
Acta de 1790: “ Dizem o Ex. mo. Provedor da Misericórdia e mais irmãos, o Preclarissimo Senhor de Paucas, o mestre de Campos, Joaquim Jozé Caldeyra, o Capitão mor, e Jozé Pessoa Tavares, Alexandre Jozé Pederozo e outros, que sendo Senhores e Possuidores de varios Montes alem do Ponsul no destrito de Malpica os quais san encabessados e os suplicantes senhores dos Pastos não só pela posse de mais de duzentos annos mais ainda pellas Posturas antequissimas e modernas deste Senado, pella sprovizoens de S. Mag. que prohibe o ingreço de quais quer gado no referidos Montes; porem não obstante estes justeficados titullos os moradores daquele lugar de Malpica pressuadidos por alguns apiritos de entriga requererão a S. Mag. De em Abril do anno proximo passado lhe mandasse por baldios e communs aqueles Montes cujo requerimento lhe foi escuzo pela Meza do Dez. do Paço depois das informaçoes competentes como mostra a certidão inciuza; porem logo depois que fizerão o referido requerimento tem praticado e continuamente praticado os mayores dispotismos metendo Gados nos referidos Montes destorcando e ainda cortando pelo pé os arvoredos de sobro e azinho, varejando e apanhando a bollota e conduzindo-a para sua caza pressuadidos talvez de que o mencionado e requerimento se tinha deferido a seu favor, e como tudo isto cede em grave prejuizo do publico e dos supp. es para se evitar mayores dezordens: portanto – Pedem ao Senado da Camara seja servido declarar que se não pode innovar couza alguma a respeito dos referidos Montes; que as posturas da Camara a este respeito se achão em seu rigor passandosse aos juizos daquele Lugar para assim o terem entendido e cohibirem todo o excesso indo ingirido na mesma ordem a certidão por onde consta o escuzado requerimento dos suplicados. E. R. M.
Comentário do autor: Este requerimento ia acompanhado de uma certidão, passada pelo Desembargador do Paço a requerimento do capitão mor Joaquim Caldeira Frazão (e parte dos moradores da cidade de Castelo Branco), da qual constava o requerimento dos moradores de Malpica e que no requerimento acima se alude era do teor seguinte:
Acta de 1790: Senhora - Dizem os moradores do lugar de Malpica termo da Cidade de Castelo Branco que sendo o seu lugar cituado em terras das ordens e o lemite delle todo de pastos baldios de que os ditos moradores tinhão Provizão de Provilegio que se lhes perdeu e de que tambem há provizoens nos livros antigos da Camara daquela cidade como manifestou a alguns dos suplicantes Francisco da Silva Torres Juiz de Fora que foy fa dita cidade ha trinta e sinco annos cujas Provizones os Augustos Reys antecessores de V. Magestade mandarão qoe os Menistros da dita cidade fizessem concervar os ditos baldios para a pastagem dos Gados dos lavradores daquele districto por não haver nelle outros campos coutados mais que as Granjas de Sua Alteza como consta da Torre do Tombo da ordem de Christo da vila de Thomar cujo documento aprezentarão ao Menistro que Vossa Magestade mandou informar o que não obstante os donos das terras do dito limite tem feito Montes de Pastos privados como coutadas sem outra licença mais do que seu dispotismo e como tudo isto he em grave perjuizo dos suplicantes e das suas lavouras e Gados porque não vivem de outra cousa mais que das suas creaçoens que se não podem crear senão naqueles baldios que são as unicas pastagens dos ditos Gados nem conservaremos sem elles as slavouras que não só redundão em prejuizo da subsistencia dos suplicantes mas ainda de V. Magestade por falta dos dizimos e outonos de tal modo que está havendo quasi de continuo immenças bulhas e pancadas e dellas resultado muitas mortes como he bem notorio naquela Comarca. Pede a Vossa Magestade lhe fassa mercê por sua innapta piedade reformar o Prevelegio da concervaçam daqueles baldios fazendo por tudo no prestimo estado e que os Menistros daquela Cidade exactamente o facam executar. E Receberá Mercê.
(Continua)
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
Albicastrense

terça-feira, dezembro 14, 2010

O CASO CAMARATE


COMISSÕES PARLAMENTARES
Na passagem do trigésimo aniversario da morte de Sá Carneiro, a quase totalidade da nossa imprensa, resolveu ir ao armário da nossa história e limpar ao pó ao esqueleto de dito cujo.
Alguns artistas do PSD e do CDS que desenvolvem o seu “trabalho” na Assembleia da Republica, (que me desculpem os verdadeiros artistas por esta comparação), aproveitaram de imediato esta oportunidade para se porem em bicos de pés e comunicar ao pais, (via TV) que irão propor na assembleia de republica a criação de mais uma comissão parlamentar, (será a nona para o caso Camarate) para (segundo eles), completar o trabalho da oitava comissão que segundo os proponentes, nunca terá chegado a conclusões definitivas, sobre o que se terá passado no acidente em que morreu Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa (entre outros).
Como este albicastrense, independentemente da crise em vivemos, ainda não perdeu o sentido de humor e continua na esperança de melhores dias para os portugueses, propõe a tão brilhantes artistas de tão importantes partidos, que (já que estão com a mão na massa), se recue no tempo e se nomeie igualmente outra comissão parlamentar para tentar saber onde pára D. Sebastião, pois ele está desaparecido deste a batalha de Alcácer-Quibir, (4 de Agosto de 1578) e como o corpo nunca foi encontrado pode ser que ande por ai desnorteado sem saber quem é, e para onde deve ir. Aproveitando a embalagem, propunha igualmente a criação de uma segunda comissão parlamentar: esta para saber quem foram os malandros responsáveis pela queda de Salazar da cadeira, pois soa por ai, que as paredes do forte de Santo António, no Estoril, (local onde o velho ditador, caiu da cadeira) murmuram sons onde é possível perceber-se que o velho não caiu da cadeira, mas que uns “malvados” comunas fartos de ser perseguidos, torturados, presos e até mortos, terão serrado a perna esquerda da cadeira (aquela que fica ao lado da perna direita) para que o dito cujo, caísse quando praticasse a tortura do sono na D. Maria.
Esquecendo agora a chalaça e voltando à referida comissão parlamentar. É caso para dizer, que estes nossos deputados, são uns verdadeiros artistas! Artistas... que estão no bem-bom graças a nós e, em vez de se preocuparem com os mais de 750.000 portugueses que não têm trabalho, ou com os portugueses que já andam pela sopa dos pobres e pelos caixotes do lixo dos hipermercados.
Preocupam-se antes, em gastar uma pipa da “nossa” massa em cenários cinematográficos de segunda classe, onde um “suposto” atirador maluco deita abaixo uma avioneta, um “suposto” bombista chanfrado coloca uma granada numa avioneta, ou ainda, uns “supostos” malvados terroristas que não se sabe a que lado pertencem, resolveram acabar com um homem que até então pouco tinha feito de relevante pelo nosso pais.
E ainda dizem que os nossos deputados (perdão) artistas, são artistas menores! Estes nossos artistas são uns verdadeiros artistas... Haja paciência para toda esta loucura.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 13, 2010

SINAL VERMELHO



A ESCADARIA ABANDONADA
Existem situações que por mais volta que lhes dê, não consigo compreende-las, está neste caso a escadaria que as fotografias aqui mostram. Quando das alterações no velho parque da nossa cidade, foi construída uma escadaria para permitir a passagem dos visitantes, do jardim do paço para o parque da cidade ou vice-versa.
Passados todos estes anos a escadaria continua sem serventia! Que raio se terá passado para que esta ideia que até era uma boa ideia, tenha ficado pelo caminho? Então gasta-se alguns milhares de euros nesta escadaria e acessos, para depois colocar uma corrente a proibir a passagem?
Responda quem quiser ou souber, pois este albicastrense fica com os miolos em efervescência, perante este tipo de situações.
O Albicastrense

sábado, dezembro 11, 2010

HOJE FAZIA ANOS

(86 ANOS DEPOIS)

No dia 11 de Dezembro de 1924 apareceu à luz do dia, o jornal “Acção Regionalista”. Trazia no cabeçalho como director e seu editor; Manuel Pires Bento. Da lista de redactores constava; José Lopes Dias.
Era propriedade do “Grupo de Acção Regionalista”. Em 20 de Janeiro de 1927, no número 108, auto suspendeu-se por entrar em contencioso com a Comissão de Censura Distrital.
O número 109 apareceu em 15 de Dezembro de 1927, com o seguinte estatuto redactorial: “Servir o país, de um modo geral, e em especial para defender e promover os interesses da Beira Baixa e do Distrito de Castelo Branco”. A sede da administração, situava-se na rua Almirante Reis número 30 em Castelo Branco. Era composto e impresso na tipografia pessoa do Fundão. A partir do número 145, passou a ser composto e impresso na tipografia Portela Feijão. Terminou em 1931, mantendo-se sempre fiel às ideias regionalistas.
Sete anos foi o período de tempo que este jornal aguentou, porém, pelo que pude ver na nossa biblioteca (em antigos exemplares) portou-se bastante bem e terá sido um dos bons jornais do seu tempo.

PS. A recolha dos dados históricos; Jornal ” Reconquista”.
O Albicastrense

quinta-feira, dezembro 09, 2010

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XVIII

RUI VASQUES DE CASTELO BRANCO
(13??-13??)
Também designado por Rui Vasques de Refoios, foi vassalo de D. João I, que o armou cavaleiro em Aljubarrota (1385).
Casou duas vezes, da primeira nada se sabe, do seu segundo casamento com Leonor Álvares nasceu, Mem Rodrigues de Refoios, que viria a ser conhecido como; “senhor de Serzedas”.
Esteve também nas Cortes de Coimbra em 1385, seguindo sempre o partido de D. João, Mestre de Aviz, a quem prestou valiosos serviços, em recompensa dos quais teve de préstimo os direitos reais da Covilhã e, depois, por se achar no cerco de Chaves lhe deu aquele rei todas as vinhas, casas e herdades que possuía naquela vila, de juro e herdade, para ele e seus descendentes, por carta passada em Santarém a 23 de Agosto de 1423. Teve também a alcaidaria-mor e o senhorio de Almeida, que trocou em 1407 pelas vilas de Sarzedas e Sobreira Formosa. Ainda o mesmo rei lhe confirmou em 2 de Abril de 1393 a posse de Santa Eulália em Castelo Branco.
No início deste século resolveu a nossa autarquia doar a seu nome, a uma rua situada na urbanização da quinta da Carapalha.
O Albicastrense

segunda-feira, dezembro 06, 2010

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - X


IMAGEM DOS FINAIS DO SÉCULO XIX
A imagem que aqui deixo para ser identificada pelos visitantes do bloque “Castelo Branco O Albicastrense” tem perto de cento e vinte anos, pois terá sido captada por volta de 1900.
O desafio desta vez não será um grande desafio! Pois, existem nesta imagem vestígios que ainda hoje podem ser vistos no local.
Entendi porém, que seria interessante testar os albicastrenses mais jovens, mostrando-lhes como era esta velha rua por volta de 1900 e ao mesmo tempo, dar a conhecer-lhes esta bonita e velhíssima imagem.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que a perspicácia de todos possa ser posta à prova.
O Albicastrense

sexta-feira, dezembro 03, 2010

UMA VELHA CASA


Esta velha casa, que vive há muitos e muitos anos em união de facto com o Passadiço, padece algum tempo de doença grave! Doença que se agravou nos últimos anos, em virtude de um desaguisado com o seu último inquilino, (Museu Académico).
A coisa parece ter sido grave! Pois, a velha casa abandalhou-se e nem o velho companheiro de sempre, (o Passadiço) a consegue já reconfortar.
O seu estado de abandono e desmazelo, é hoje uma tristeza! Tristeza que bem poderia ser evitada, se o respectivo senhorio, (a nossa autarquia) não desprezasse quem a serviu ao longo de tantos anos. Anos em que ela nunca negou apoio, ao seu velho companheiro, pois ela foi sempre uma parede amiga, para ele se amparar.
O mesmo não aconteceu com o respectivo senhorio, que perante a extinção do museu académico, a deixou ao abandono e nunca mais lhe deu outro inquilino, de maneira a que ala pudesse servir os albicastrenses e a sua cidade.
Muitos argumentarão que se trata apenas de mais uma velha casa em ruínas! Pode ser que assim seja... no entanto, esta velha casa tem a particularidade de ser a fiel amiga que ao longo de mais de 200 anos, se mantém paredes-meias com um dos mais bonitos monumentos da nossa cidade. Não será este motivo mais que suficiente, para que os responsáveis pela nossa autarquia possam olhar para esta velha casa com outros olhos e fizessem dela um local de apoio aos visitantes do jardim do paço, do museu e do parque da cidade?
Esse apoio poderia ainda traduzir-se na venda de livros, postais e toda a documentação existente sobre aquela zona histórica da nossa cidade.
A sugestão aqui fica para os responsáveis da nossa autarquia. Deixar esta velha casa na situação em que está, parece-me a pior das soluções que se pode tomar para resolver este abandono.

PS. Bigodes & Companhia associaram-se a este poste com a tira que se segue.
O Albicastrense

quarta-feira, dezembro 01, 2010

OBRAS NO PARQUE DA CIDADE



PARQUE DA CIDADE
É costume dizer-se que só os burros não mudam de opinião, ora como o nosso presidente de burro nada tem, (antes pelo contrário), “parece” que deu a mão à palmatória e resolveu realizar pequenas alterações, (muito pequenas mesmo) no parque da nossa cidade. Alterações que não seriam necessárias, se quando do manda abaixo do velho parque ele sentisse o que ligava o velho parque aos albicastrenses.
O velho parque foi-se! Em seu lugar... apareceu um parque igual a tantos outros.
Parque que os albicastrenses não vêem como um descendente do velho parque, mas antes, como um “intruso” que ocupou o parque das suas infâncias. Voltando às obras que estão a decorrer, “parece” que elas se resumem a colocar entre o tanque que foi construído e o pequeno lago que já ali existia, pequenos espaços relvados.
Ou será que nos pequenos espaços em que estão a ser retiradas as pedras, irão nascer pequenas hortas? Não sei ao certo o que ali está a ser feito! Segundo parece... os albicastrenses também só o irão saber após o término das obras. Porém, seja a relva ou as pequenas hortas, ou ainda outra coisa qualquer, estou convicto que dará aquele espaço o que lhe tem faltado; UM POUCO MAIS DE VIDA.
PS. Como sei que este blogue tem aderentes na nossa autarquia, lançava aqui um desafio ao nosso presidente. Senhor presidente já que está com a mão na massa, que tal voltar a colocar no parque da cidade um novo coreto? Não o que lá estava! Pois esse deu-lhe um fanico e ficou feito em cacos. Os albicastrenses com certeza adorariam voltar a ver numa das suas salas de visita, este tão ilustre representante das festas e romarias do nosso Portugal.
O Albicastrense

segunda-feira, novembro 29, 2010

CASTELO BRANCO


A MINHA CIDADE - 2010
O Albicastrense

JORNAIS DA MINHA TERRA


UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS (III)
(Continuação)
Em 1904 apareceu aquele que viria a ser um dos dinossauros da imprensa da nossa região, “Noticias da Beira”. O primeiro numero sai em 29 de Maio de 1904 e o último em 1926, ao todo saíram 831 números deste jornal.
A pesar de algumas vezes “suspenso”, manteve-se durante vinte e dois anos. Foi seu primeiro director António Trindade Cardoso e Silva que o imprimia na Rua dos Peleteiros. Consta que o dono da tipografia, Artur Silva, não tinha trabalho e resolveu, então formar um grupo com Pedro Bispo e António Trindade, do qual nasceu o referido semanário. Porém surgiram desentendimentos entre o director e o editor, e o jornal passou a ser impresso em Portalegre, a administração mudou para a Rua de S. Sebastião. Ao fim de sete anos toma o subtítulo de “Semanário Republicano” e começou a ser impresso na Tipografia Cristiano e Silva, na Praça da Republica em Castelo Branco.
Em 1914 era seu director Francisco Xavier Pereira. Em 1918 esteve suspenso. E em 1919, reaparece tendo como director Martinho Lopes Tavares Cardoso, era impresso na tipografia Batista em Castelo Branco.
Em 1922 era seu director o Dr. Adolfo de Lemos Viana; tinha a administração na Rua da Ferradura, e era impresso na tipografia J. Trigueiros, na Praça da Republica, em Castelo Branco. Neste semanário se encontra um interessante folhetim de António Roxo ; “O Pimentel” sobre a vida política social de Castelo Branco na segunda metade do século XIX.
Nota:
curiosamente este jornal apregoou no eu primeiro numero que era livre e despido de preconceitos e sem qualquer ligação interna a qualquer “coterie" politica ou mercantil. No entanto passou a sua existência a dançar o tango quer com o partido Renegador ou com o partido Republicano. Terminou tal como disse no inicio, com a saída do numero 831, que tinha como artigo de fundo: “A Rivérada”.
Em 1905 vem a lume outro periódico “O Jornal” tinha como subtítulo; “Semanário Regenerador”. Era dirigido por Vicente Sanches, tendo como editor e administrador Francisco Alves Mateus. Dizia-se defensor dos ideais do Partido Regenerador na Beira-Baixa. Terminou com a saída do número 52 em Outubro de 1910.
A “Gazeta da Beira” iniciou a sua publicação em 1906 e tinha como seu director, António Rodrigues Cardoso. Era impresso na Tipografia Trindade; passou depois a sua impressão para a Rua dos Ferreiros, e a redacção para a Rua do Pina. Dizia-se essencialmente politico, pois vai fazer politica partidária e cujos princípios podem resumir-se assim... “Justiça a todos, favor dos nossos”. Finou-se com o número 207, em Outubro de 1910.
Em 1911 nasceu “A Beira Baixa”. Era um semanário democrático que tinha como director fundador, José Pinto da Silva Faia. O primeiro número saiu em 9-4-1911. Tinha redacção em Proença-a-Nova. Desiludido com o novo regime republicano do qual fora adepto convicto, João Pinto da Silva Faia deixou a direcção do jornal e preferiu o isolamento. Foi substituído no cargo por; António Trindade Cardoso e mais tarde por; Carlos Martins.
Dizia-se defensor dos interesses da província e muito especialmente do distrito e como republicano prestava todo o seu concurso à formidável obra da regeneração social do novo regime. Terminou com a saída do número 30 em Dezembro de 1912. Muitos dos que abandonaram este jornal, iriam depois aparecer no jornal, “O Futuro da Beira”.
Em 1911 aparece outro jornal, desta vez tem por titulo: “O Futuro da Beira” e tinha por subtítulo; “Pelo povo e para o povo”. Prometia defender os interesses da província, pugnar pelas classes produtoras e pela difusão dos modernos processos de explorar as riquezas naturais e dizia ser órgão da liga do fomento da beira Baixa.
Tinha por director; Carlos Martins, como editor; Eugénio Cardoso.
Nota:
para quem prometia defender a província fez muito pouco, pois terminou com a saída do numero 6, a 28 de Janeiro de 1912.
Ainda em 1911 dá à luz o semanário “A Pátria Nova”, jornal de orientação republicano. Tem como director; António Lobato Carriço e como editor; Lobato Carriço. O primeiro número sai a 23 de Novembro de 1911 e tinha sede administrativa na Praça da Republica e era impresso na tipografia Silva.
Dizia: “Estar sempre, absolutamente e incondicionalmente ao lado da Pátria", pugnando pela sua defesa e prestigio das instituições Republicanas.
A partir de 1912 foi seu director Carlos Ascensão e passa a ser impresso na tipografia Progresso, no Largo da Sé.
Tornou-se então do órgão do partido evolucionista em Castelo Branco, era seu director o coronel Francisco Nunes da Silva. Em 1913 era seu director Manuel Pires Bento e chefe de redacção, José Ribeiro Cardoso.
Nota: O último número, (175) saiu em 14-5-1915. Uma semana depois apareceu uma folha suplemento, onde se faz a declaração de que estava suspense. E não é, que se finou mesmo!
(Continua)
PS. Os dados constantes nos postes: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e actuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
O Albicastrense

sábado, novembro 27, 2010

EXPOSIÇÃO - XV




ANTÓNIO ANDRADE FERNANDES
"GABRIEL"
De todos os trabalhos pictóricos que já realizei até hoje, o quadro intitulado “Gabriel” que vos apresento este mês de Novembro, é aquele que representa a página mais dolorosa de toda a minha vida. Tratou – se da morte do meu irmão, que tinha a idade de 40 anos e que faleceu há cinco anos. Era e acredito que ainda seja o meu maior amigo. Não queria acrescentar mais sobre o trabalho deste mês, mas como homenagem a esse meu irmão aqui vos deixo um Requiem que um amigo anónimo me ofereceu.
REQUIEM POR GABRIEL
Enquanto a grande nau da vida sulca as águas no mar dos afectos
os passageiros, vão confiantes de que, o comandante ou o piloto
sabem a rota. Seja ela através de consulta às estrelas, ou por
qualquer outro meio usado em navegação emocional
Quando a tripulação sabe da qualidade do piloto
a viagem é serena e tranquila e todos os medos
vêem do lado de fora, por vezes com a fúria das
grandes ondas, por vezes com a sagacidade do vento salgado.
( lágrimas )
Também pode acontecer o barco atracar e partir dos vários cais
que delimitam a linha da vida, sem que, ninguém redija o diário de bordo.
Quando o conhecimento inter geracional deixa de funcionar
quando o conhecimento da rota efectuada é esquecida.

OS DEUSES
Enviam à terra dos homens hipnotizados pela ignorância e pelo egoísmo
alguém que no meio do caos, da tempestade e naufrágio eminente
Se levanta junto ao tombadilho da evolução psico somática
e aponta o dedo indicador na direcção da calmaria e da terra prometida.
Uma dessas pessoas enviadas à terra pelos Deuses é um criador de cores e formas, cidadão de trato simples e afável, cujo irmão
Gabriel é comandante de uma das naus que recebeu ordem dos Deuses
para tomar a rota dos céus.

A nau encontra – se agora ancorada na baía das boas memórias.
Gabriel está sentado à mesa onde os Deuses reservam lugar para os justos
que terminaram a sua viagem.
Estou autorizado a informar que, por detrás do banco onde Gabriel se senta está uma pintura igual àquela que abre a porta deste Requiem.

O Albicastrenses

quinta-feira, novembro 25, 2010

Grupo Amato Lusitano




DIA INTERNACIONAL
DA
ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Fui hoje surpreendido (pela positiva,) na minha visita à nossa biblioteca, com um pequeno espectáculo organizado pelo grupo: "Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento de Castelo Branco".
Esta associação resolveu associar-se, (e muito bem) às comemorações do dia Internacional da Violência contra a mulher. Dia demasiado trágico no nosso pais.
Só em 2010 já morreram 39 mulheres vitimas da violência doméstica.
Dizem os especialistas que Portugal tem das melhores leis nesta área, porém, há quem continue a maltratar e a matar as suas companheiras. Meus amigos! as nossa leis até podem ser boas... mas para que servem elas, se todos nós continuamos a ignorar muitas e muitas vezes, os sinais que nos chegam das portas vizinhas à nossa.
Ao grupo Amato Lusitano que encenou este belíssimo programa, este albicastrense só pode agradecer e dizer Bem-Haja.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 23, 2010

GREVE GERAL



A JORNADA DO NOSSO DESCONTENTAMENTO
Amanhã este blogue não publicará qualquer poste em solidariedade para com todos aqueles que neste dia tão difícil, decidiram perder um dia do seu salário, (já tão penalizado) para demonstrar o seu repúdio pelas politicas seguidas pelos responsáveis políticos da “fava podre”.
Políticos que ao longo dos últimos 20 anos, deixaram afundar o nobre barco lusitano, em aguas turvas.
Porém, lançava aqui um repto a quem me visitar:
Diga o que pensa sobre esta jornada de descontentamento.
Os melhores comentários serão publicados como poste no dia seguinte.
O Albicastrense

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XL

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Comentário de “ARC” referentes à acta do poste anterior das efemérides)
E nesta sessão mais nada, a não ser que consideremos alguma coisa um pedido do procurador do povo, Diogo da Fonseca Barreto Mesquita, para se lhe dar outro companheiro, por se achar impedido o Dr. José dos Reis, pedido que foi logo satisfeito, pois se nomeou para substituir o impedido capitão mor José Martins Goulão.
E agora vejam os meus três leitores como em todos os tempos se escreveu a história! O corregedor Gaspar de Sousa Barrete Ramires, pelo visto, era um marajá de respeito, como do que fica transcrito se apura.
Mas em sessão da Câmara, realizada cerca de quatro anos antes, ou seja em 22 de Julho de 1786, os vereadores José Carlos de Sousa Coutinho e António Ignacio Cardoso Frazão propuseram e todos os mais membros da Câmara, segundo diz a acta respectiva, aprovaram o mais formidável voto de louvor agradecimento ao mesmo corregedor por ter dado provas de um “zelo pelo publico como certamente não mostrou outro algum Ministro”. E citam-lhe as obras para por em evidência o zelo inexcedível do homem:
a grande calssada do Spirito Santo, a da Fonte Santa, da rua de Santa Maria, da rua de Ferradura, da Senhora da Piedade, da rua do Rellogio, as minas da fonte do tostão, o rico Tumulo ou (seguem-se duas palavras que não conseguimos ler) que se fez para a Igreja da Sé desta cidade, o retablo da capela do Spirito Santo que he do Povo desta cidade a Estrada que abrio para o Tejo em evidente beneficio do Comercio desta cidade e Comarca os últimos estabelecimentos do Celeyro comum para prover os lavradores de sementes de Trigo e de Senteio, o da Escolla de fiação e corda para acupar a oceosidade e importar dinheyro para esta cidade e termo; zelo que se manifestou não só com a pessoal assistência do dito Menistro mas com a Economia das rendas desta Camara que não sendo mayor no tempo em que elle servio do que herão no annos antessedentes, só se virão luzir e aproveitar ao publico quando elle administrou; zelo que elle continuou a mostrar nos Provimentos que fez na sua primeira Correyção em que respira amor do publico que está saltando à vista sem que possa ser contestado ainda pello mais animoso; zelo que elle principiuou a estender as villas desta comarca para que os bens publicos não servissem de preza aos ambiciozos como o notorio, etc., etc., etc.,”
Um nunca acabar de zelo e de prendas que levavam o corregedor até aos picaros da lua. Até lhe puseram em destaque: “a sua conhessida Literatura, a sua retidão, o seu comportamento afável sem abuzar da autoridade o seu desinteresse superior a toda a contestação!”
Seria realmente ele quem escreveu toda esta lenga-lenga num papel e teriam os vereadores de 1786 consentido que se copiasse na acta “para comprazer com o seu companheiro”, para satisfazer as suas instâncias, para ver se com aqueles “illugios” contrários à verdade contribuíam “para por termo à perturbação que já havia na Câmara” como explicou, desculpando-se o vereador António Ignacio Cardoso Frazão, que tomou parte tanto na sessão de 22 de Julho de 1786 como na de 5 de maio de 1790? É verdade que já em 1786 havia quem lhe atirasse às faces as acusações de certa gravidade a respeito das obras das pontes da Ocreza e do Alvito.
Mas... as coisas deste mundo. Certifica-se hoje quem ontem se pós nas estrelas, Deus sabe se com tanta justiça num caso como no outro.
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 18, 2010

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - LXXII


MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO
(CAPELAS E CRUZEIROS - VII)
(Continuação)
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE
Está assente do lado do nascente da antiga vila de castelo Branco, numa colina hoje povoada e compreendida na área da cidade actual. Ignora-se a data da sua fundação. Sabe-se que foi reconstruída no século XVIII e restaurada no segundo quartel do século XX. Na fachada principal do lado poente existia no século XVIII um alpendre, com 6 metros de comprimento e 5,50 de largura, apoiado em seis arcos de cantaria. Exteriormente nada tem de notável.
Interiormente as paredes são forradas de azulejos artísticos do século XVIII representando os Mistérios de Nossa Senhora, as dos apóstolos, a de Santo António e a de S. Francisco, a Ceia de Jesus Cristo e outros assuntos religiosos. Um quadro, também de azulejo, tem os seguintes dizeres:
"Esta obra a azulejo foi um benemérito se fez com o dinheiro do doutor Francisco Rafeiro. Pede-se um Padre-Nosso e uma Ave-Maria".
Ao meio do pavimento está uma laje sepulcral com o seguinte epitáfio:
"Aqui está depositado o corpo de Gil Vaz Lopo governador das armas que foi de ambos os partidos desta província da Beira. Ham-se de transladar os seus ossos para a sua capela de Nossa Senhora do Monte, que mandou se fizesse na sua quinta de Odivelas e faleceu em 7 de Março de 1678".
A Capela de Nossa Senhora da Piedade foi primitivamente da invocação de S. Gregório. António Roxo, aventou a hipótese de ter esta capela, mudado de designação pelo facto de ter sido para ali lavada a imagem do Senhor da Piedade quando se arruinou a capela hexagonal que lhe ficava fronteira e onde também estava a imagem do Senhor da Azinha, tendo o povo deturpado o nome de Senhor em Nossa Senhora da Piedade. Não se afirma muito criável esta hipótese, sendo mais natural admitir-se que, venerando-se também a imagem de Nossa Senhora da Piedade na Capela de S. Gregório, o povo mudasse a sua designação pelo mesmo motivo que o levou a substituir o nome da do Senhor da Piedade pelo de Senhor da Azinha.
PS. Falta acrescentar que Manuel Tavares da Silva escreveu este texto em 1958. Presentemente estão a decorrer obras de restauro nesta Capela, obras que começaram no interior e que se estenderam agora ao seu exterior. Vamos aguardar para podermos avaliar as obras que actualmente ali decorrem.
CAPELA DO ASILO DA INFÂNCIA DESVALIDA
Foi construída no século XVIII e inaugurada com a invocação de Santa Maria Madalena em 24 de Fevereiro de 1753, pelo Bispo da Guarda D. bernardo António de Melo Osório, fundador do extinto Recolhimento de mulheres convertidas que tinham a sua sede no edifício do asilo. É de arquitectura muito singela.
CAPELA DE S. MARTINHO
Num outeiro que avulta ao sueste da cidade, à distancia de quatro quilómetros, onde existiu um castro pré-romano e se encontra actualmente um marco geodésico construído em 1852, ergue-se esta ermida que está mencionada, como pertencente à Comenda de Santa Maria do Castelo, no Tombo das Rendas e Direitos do Convento de Tomar e Comendas da Ordem de Cristo existente na Biblioteca Nacional e que foi escrito em 1560 por ordem do Rei D. Sebastião.
O Dr. José Ribeiro Cardoso, na sua obra, “Castelo Branco e o seu Alfoz” emite a opinião de que esta ermida é a mais antiga de todas as que foram edificadas nos subúrbios da nossa cidade e que foi construída em louvor de S. Martinho, em substituição de outra que existia no mesmo local, consagrada à deusa Trebaruna.
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época. Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951.
Autor; Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 16, 2010

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE - IX

IMAGEM DOS ANOS 50
A imagem que aqui deixo para ser identificada pelos visitantes do blogue “Castelo Branco O Albicastrense”, foi captada nos anos cinquenta do século passado.
Em que praça da nossa cidade, tinha este velho edifício residência e para que servia ele?
O velho edifício foi mandado abaixo nessa mesma década. A praça que o albergava mudou de nome e está hoje bem diferente.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que a perspicácia de todos possa ser posta à prova.
O Albicastrense

domingo, novembro 14, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXX


BIGODES & COMPANHIA
Os responsáveis do P.S.D na nossa cidade, vieram a público através da comunicação social (como não podia deixar de ser), demonstra a sua preocupação pela segurança dos albicastrenses.
Bigodes & Companhia sempre em cima do acontecimento, comentam na galhofa essa preocupação.
Segundo a tira publicada, “parece” que Companhia se mostra disponível para ajudar na caça aos infractores da nossa tranquilidade.
O Albicastrense

AO PRESIDENTE DA AUTARQUIA ALBICASTRENSE - (II)

Hoje ao passear pela rua Mousinho Magro, dei comigo a olhar para os dois portados que se podem ver na imagem aqui postada e a perguntar ...