Domingo, Novembro 22, 2009

A MAL-AVENTURADA PAREDE!.....


Quando critiquei o estado em que esta parede foi deixada após o final das obras feitas detrás do antigo edifício dos CTT, fi-lo na expectativa de poder vir a saber através da nossa imprensa ou dos responsáveis pela nossa autarquia, o porquê da desgraçaria que por ali ficou em exposição. Curiosamente, (ou talvez não!), não ouvi da parte das entidades locais, nem li em qualquer dos nossos jornais, o porquê desta parede mal enjeitada ter ficado como ficou, parecendo até, que tal situação fazia parte do respectivo menu das obras.
Os motivos que terão levado os nossos autarcas a deixarem esta parede, (como podemos ver nesta fotografia), prendiam-se, (segundo investigação… secretíssima e complicadíssima) com a compra desta velha casa. Casa, que depois seria mandada abaixo para se poder pôr à mostra mais alguns metros de muralha, que ainda existe naquele local.
A reparação desta parede por parte da câmara parece querer indicar, que tal compra não foi possível e que a parte restante da velha muralha vai continuar a servir de mijadouro e de marquise a uns tantos.
Senhores autarcas… Este faz de conta anda, mas que não andou mesmo nada, (pelo menos neste caso…), ainda me provoca um ataque cardial, depois… só quero ver quem é que paga as despesas de internamente.
Agora mais a sério! Senhor presidente… A continuação do bom trabalho feito nesta área, não pode nem deve ser interrompido por casas ou casinhas, por mais que os respectivos senhorios mendiguem por elas.


- Não deverá o interesse colectivo sobrepor-se ao interesse deste, ou daquele senhorio?
- Desistir agora, não será deixar este trabalho a meio do percurso?
- Ou será que tal expectativa mais não era, que uma artimanha eleitoral?

Perguntas que presumivelmente vão ficar sem reposta, mas que irei continuar a fazer enquanto os dedos não me doerem por tanto martelarem o velho teclado do computa.
O Albicastrense

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

TIRAS HUMORÍSTICAS - 49

BIGODES E COMPANHIA
A Dupla Bigodes e Companhia comenta a entrevista dada por Fernando Raposo, ao jornal “Povo da Beira”.
Ao Fernando Raposo, (que conheço há muitos anos), este albicastrense só pode agradecer pelo trabalho realizado.
O albicastrense

Terça-feira, Novembro 17, 2009

PRAÇA CAMÕES



A Praça Camões apresenta hoje uma nova imagem. Para uns esta requalificação terá ficado aquém do esperado, para outros a requalificação terá sido um bom trabalho. Fui até lá para poder ajuizar das críticas boas e más, que ouvi sobre esta requalificação.
Antes de mais convêm lembrar, que esta velha praça foi em tempos uma espécie de Rossio, na antiga vila de Castelo Branco e que durante muitos e muitos anos era lá que se discutia o passado, presente e futuro da vila. A importância desta praça na antiga vila de Castelo Branco, só poderá ser comparada nos dias de hoje, à actual zona nobre da nossa cidade.
Voltando à requalificação da velha praça é importante dizer-se que a situação em que esta velha praça se encontrava antes destas obras, era de uma miséria total. Os carros estacionavam por ali como moscas à procura da caca, (embora ainda por lá parem alguns, como aliás é visível nas fotos ali tiradas hoje). Os contentores do lixo, (sempre cheios e mal cheirosos), davam à praça um aspecto de lixeira onde se descarregava tudo e mais alguma coisa.
O piso da referida praça, há muito que deveria ter sido substituído, pois era notória a sua degradação. Descrita a miséria que por ali existia, resta acrescentar que tal desgraça só foi possível graças ao abandono a que a mesma foi sujeita ao longo dos últimos 40 anos, (pois tenho um postal dessa altura, onde é possível ver-se esta praça em belíssimo estado), pelas varias vereações da nossa cidade.
Voltando ao assunto inicial, (as obras ali realizadas), em meu entender o resultado é bastante positivo pois, não só se recuperou a velha praça, como se tirou de lá o parque de estacionamento e ainda, os miseráveis contentores sempre cheios e mal cheirosos.
No entanto também partilho da opinião de muito “boa” gente, no que diz respeito aos actuais contentores do lixo, que não estão no melhor local.
Porém, muito trabalho existe ainda por realizar nesta velhinha praça. O estado da Domus Municipalis, conhecido nos dias de hoje como edifício onde estava instalada a biblioteca municipal, está uma autêntica desgraça.
Como se não bastasse o desgraçado estado em que este se encontra, ainda há quem lhe cague em cima. Ao verem-me por ali, alguém me quis mostrar o “cagadouro”, utilizado por porca gente, que utiliza a escadaria que dá acesso à cruz vermelha, para ali fazer as suas necessidades!.. Uma autêntica porcaria.
Ao presidente da nossa autarquia só posso fazer um pedido, e deixar uma sugestão.

O pedido: A recuperação deste edifício deveria ser uma obrigação para todos nós, pois só assim será possível olharmos para o futuro da nossa cidade, sem que nas nossas costas fiquem as ruínas de um passado a cair no esquecimento colectivo.

Sugestão: Esta praça teve em tempos um Pelourinho, que foi mandado abaixo no último quartel do século XX. Este velho símbolo da autonomia municipal foi demolida para permitir a construção de casas particulares e a regularização da praça, (meus amigos! estes nossos antepassados eram loucos).
Porque não voltar a ergue-lo no lugar de onde foi barbaramente deitado abaixo? Existem dados sobre ele e seria relativamente fácil reconstrui-lo. Deste jeito estaríamos a corrigir um erro cometido por antepassados nossos e ao mesmo tempo a prestar homenagem, aos albicastrenses que o edificaram.
Manuel Tavares dos Santos diz no seu livro, “Castelo Branco Na História e na Arte” o seguinte sobre este pelourinho:

Sobre uma plataforma constituída por dois degraus quadrados erguia-se outra, no mesmo rossio, um pelourinho de granito de fuste cilíndrico e cujo capitel era ornamentado com simplicidade bem como o remate superior. ”

Alguns dirão que estou a sonhar acordado... Talvez!

MAS COMO DIZ O POETA: “O SONHO COMANDA A VIDA”.

PS. Bigodes e Companhia, sempre vigilantes aos postes do blog, resolveram levar à prática esta ideia “maluca” do albicastrense e colocaram na fotografia da renovada praça Camões, o pelourinho.


(Aceitam-se sugestões e melhorias ao projecto destes dois cabeçudos).

O Albicastrense

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Efemérides Municipais - XXIV


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso,ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes.
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Nota do autor: Em sessão de 22 de Junho foram nomeados louvados para avaliação das “ervagens”. Para se fazer uma ideia do que isso era, ai vai uma nota dos valores que lhes foram atribuídos:

Acta de 1786: “ Ervagem da Graça das Azenhas, 55.0000 réis; das Lombas, 60.000 réis, do Cabeço de Figueiredo, 45.000 réis; da Fonte do Taleigo, 35.000 réis; do Vale de Mouro, 35.000 réis; do Rouxinol, 48.000 réis; da Manga de Pero Velho, 60.000, réis; da Volta da Liria, 30.000 réis, do Barregão, 40.000 réis; do Ribeiro de Ega, 70.000 réis; do Couto da Liria, 55.000 réis; dos Alvarinhos, 80.000 réis.
Avaliaram-se também os restolhos pela forma seguinte: Rebouça, 50.000 réis; Canto, 45.000 réis; Carvalhal, 45.000 réis; Cagavaio, 36.000 réis; Meia sorte, 25.000 réis; Semedeiro, 50.000 réis; Vale de Lobato, 45.000 réis; Lomba do Velho, 50.000 réis; Pedra da Abelha, 45.000 réis Capa Rota, 60.000 réis ”.

Nota do autor: Leve-se em conta a diferença do valor da moeda e ver-se-há que isto, que à primeira vista parece insignificante, tinha certa importância.
Nesta mesma sessão, tendo chegado ao conhecimento da Câmara que tinha aparecido quem se lembrasse de espalhar falsidades e infâmias contra o corregedor Gaspar de Sousa Barreto Ramires, que tanto se tinha interessado pelo bem-estar da população do concelho quando o pão faltou e os mercantes lhe fizeram subir o preço quase para o dobro, falsidades e infâmias que facilmente se sabe a causa que tinham, desde que se saiba que foram postas a correr pela matilha que ele, com a sua iniciativa da importação de pão para ser vendido ao publico pelo preço por que aqui ficasse, tinha lembrado a tempo, os vereadores José Carlos de Souza Coutinho e Castro e António Iguacio Cardoso Frazão apresentaram uma longa exposição dos relevantíssimos serviços que a cidade e o concelho deviam ao caluniado corregedor, que “com os seus Provimentos fez a felicidade dos moradores desta cidade”, e propunham que se lhe desse testemunho solene do reconhecimento da “Câmara, de toda a Nobreza e da parte san do resto do Povo” e que se lhe pedisse que continuasse a prestar os seus serviços ao concelho e, “a empregar o seu zello e a sua eficassia na execução das obras que elle havia progetado e que sam da maior urgência e precisão”.
A vereação, por unanimidade, fez sua a exposição e insistiu no pedido, o corregedor continuou a bem servir a comarca e os caluniadores encolheram-se. Houve sempre mariolas que apreciam a honra alheia pela deles, mas houve também quem soubesse fazer justiça. É o que vai valendo aos homens de bem.
Na sessão de 13 de Agosto de 1786 alguns moradores do lugar da Lousa reclamaram contra o facto de as ervagens daquele freguesia terem sido arrematadas por pessoas de fora, alegando que, além de outros prejuízos, havia o de não serem as terras destinadas á lavoura estrumadas pelos gados do povo. Foram ouvidos diversos moradores do mesmo lugar e todas, "una você"; “responderão que hera justo o requerimento dos subscritores no que convinhão se lhes facultasse a graça que pedião”.
A Câmara ouviu, mas não esteve lá com contemplações. Entendia que a ervagem devia ser para quem mais desse; “Quanto às terras que nescessitão ser extrumadas para lavouras tanto importava serem extrumadas com o gado do Povo como com o de fora delle”.
E, porque assim era, tivessem paciência. E naturalmente tiveram a paciência necessária para suportar a contrariedade, porque não se torna a falar em tais ervagens.
Durante o mês de Setembro de 1786 a Câmara não reúne vez nenhuma. Pelo menos não há acta nenhuma desse mês. Naturalmente os vereadores trataram das vindimas e deixaram as coisas municipais confiadas ao escrivão, que era um artista a rabiscar as actas. Ainda escrevia mais mal do que nós o sujeito, que acudia pelo nome de José Correia da Silva Aranha. Em Outubro houve duas sessões, uma no dia 1, outra no dia 15.
Na primeira apenas se resolveu que; ”se baldiassem os alqueves se hoje em diante não cruzando os Gados perda algua nos feijões que ainda ouver por apanhar que deverão guardar e cauzando a pagarão e seus donos”.
A do dia 15 foi de respeito, como se ve da respectiva acta, que reza assim;“Deferirão alguas petiçoens e por não haver mais que despachar ouverão este auto por findo que asignarão”.
E mais não diz o aranhão do escrivão, certamente porque mais não houve. Não estavam para se ralar os senhores vereadores.
Ps – Mais uma vez informe os leitores dos postes, “Efemérides Municipais” que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

EXPOSIÇÃO - " Ética a Vida (n)a Morte "


SALA DA NORA : CINE TEATRO AVENIDA
6 a 28 de Novembro
Esta exposição colectiva, tem quadros de trinta e um artistas, uns naturais da nossa região e outros com fortes ligações a ela. Nesta exposição podemos ver quadros de: Manuel Gargaleiro, Barata Moura, Ribeiro Farinha, Costa Camelo, Tomás Mateus, Cristina Ataíde, Rosário Belo, João Sena, José Simão, José Manuel Castanheira e muitos outros artistas.
Aos responsáveis por esta lindíssima exposição, este albicastrense só pode dizer bem-haja.
AOS VISITANTES DESTE BLOG, UMA SUGESTÃO
Se mora em Castelo Branco ou perto na nossa cidade.
Desligue a TV…
Ponha o computador em pausa…
Levante o rabo do sofá…
Dê corda aos sapatos…
E vá visitá-la! Se não for, quem fica a perder é você…
O Albicastrense

Terça-feira, Novembro 10, 2009

TIRAS HUMORÍSTICAS - 48


Bigodes e Companhia comentam as nomeações de Fernando Serrasqueiro e Valter Lemos, para secretários de estado.
O Albicastrense

Domingo, Novembro 08, 2009

EXPOSIÇÃO - IV


António Andrade Fernandes
4 – ALEGORIA DA EIRA
(Realizado no ano de 2008)
Com a chegada do Outono, uma certa nostalgia invade-me a alma. Recordo os tempos idos da infância na aldeia onde nasci, por altura das malhas dos cereais.
Este trabalho foi realizado tendo como tema de fundo não essas eiras e essas malhas, mas a política e alguns políticos iluminados.
Trata-se de uma homenagem a alguns desses ilustres. Tive a colaboração dos meus filhotes e trata-se de uma pintura a óleo e acrílico sobre tela e manta de trapos. Utilizei também bonecos feitos de trapos e madeira
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O Albicastrense