domingo, janeiro 19, 2020

AVENIDA HUMBERTO DELGADO

ÁGUIAS DA ANTIGA COMPANHIA DE SEGUROS MUNDIAL

Não sei se terei razão, mas estou convicto que muitos albicastrenses ainda não olharam muito bem, para as duas águias que estão colocadas num edifício da Avenida Humberto Delgado. 
Estas águias são o símbolo da  companhia de seguros Mundial. Foram ali colocadas se não estou em erro, na década de 50/60 do passado século, quando da abertura da delegação em Castelo Branco. Curiosamente, estas duas águias têm uma historia, historia, que me foi contado por Francisco Reis Barroso, proprietário da Electro Avenida, estabelecimento situado bem perto da antiga loja da companhia de seguros Mundial.

Disse-me o senhor Barroso, que as águias foram feitas nos Escalos, local onde nessa altura existiam alguns bons canteiros. Dois irmãos que nessa altura desempenhavam essa profissão nos Escalos, foram desafiados a fazer cada um deles uma águia para ser colocada no cimo dum edifício situado na Avenida na altura designada por Marechal Carmona, hoje Humberto Delgado. Não sei se o desafio teve vencedor, contudo, as águias ainda hoje estão no cimo do edifício, independentemente da companhia ter fechado a sua delegação no referido edifício 
                  O ALBICASTRENSE

sexta-feira, janeiro 17, 2020

CHAFARIZ DE S. MARCOS - (3)

UM DEPOIS COMEÇARAM FINALMENTE AS OBRAS
 DE RECUPERAÇÃO DO NOSSO VELHINHO CHAFARIZ DE S. MARCOS

Como se pode ver nas imagens ontem recolhidas por mim no Largo de S. Marcos, os arqueólogos  responsáveis pelo trabalho de investigação no chafariz, continuam a fazer o seu trabalho. Nas imagens aqui postadas, pode ver-se  que parte  do tanque foi subterrada por duas vezes durante o século XX

Mais que saber como foi possível tal maldade, interessa agora, que o velho tanque não seja sepultado pela terceira vez, por isso, desloquei-me hoje á sessão pública da nossa autarquia onde me manifestei contra essa possibilidade. 

O meu apelo aos responsáveis da autarquia albicastrense, foi no sentido de não deixarem que as maldades cometidas no passado século contra o nosso chafariz, possam vir de novo a acontecer.

Consentir ou permitir que o velho tanque volte a ser subterrado, é atestar a total falta de afetividade  para com o chafariz, para com a terra albicastrense e para com todos os albicastrensesComo acredito na atual vereação da terra albicastrense e no seu presidente, desloquei hoje (como disse anteriormente), á sessão pública da nossa autarquia onde afirmei isso mesmo 
Aos albicastrenses renovo o apelo para que acompanhem a recuperação desta nossa pérola, pois,  não podemos demitir-nos  da obrigação e do dever de o proteger.
                       O ALBICASTRENSE

segunda-feira, janeiro 13, 2020

CHAFARIZ DE S. MARCOS - (2)

Um ano depois, 
começaram finalmente as obras
 de recuperação do nosso velhinho
 Chafariz de S. Marcos  

Tal como disse no poste anterior, começaram as obras de recuperação do nosso velhinho chafariz de S. Marcos. Neste momento está a realizar-se um estudo arqueológico no local para se estudar  (muito bem), a realidade existente. Como se pode ver nas imagens captadas por mim no local, encontrou-se a cerca de 20/25 centímetros do atual  piso,  o piso anterior, assim como na parte detrás do chafariz, foi encontrado parte da anterior conduta por onde  passava  a agua que vinha duma nascente existente na zona do castelo. 
Segundo a minha modesta opinião, parece que a coisa está a decorrer como manda o bom senso, ou seja, primeiro estuda-se a situação, depois os  especialistas dirão o que deve ser feito. 
Como agredido nos arqueólogos  que fazem este trabalho, vou aguardar pelo relatório final para depois saber das conclusões finais, contudo, não posso deixar de dizer desde já, que gostava de ver o velho piso (pelo menos frente ao chafariz), recuperado, pois isso iria colocar a velho tanque totalmente a descoberto.

Aos albicastrenses não posso deixar de pedir, para passarem pelo local, desta forma, estaremos a dizer aos responsáveis pela nossa autarquia que esta nossa pérola tem que ser recuperada como deve ser.
O ALBICASTRENSE

quarta-feira, janeiro 08, 2020

CHAFARIZ DE S. MARCOS - (1)

Um ano depois, 
começaram finalmente as obras
 de recuperação do nosso velhinho
 Chafariz de S. Marcos  


Como se pode ver nas imagens captados por mim ontem no largo de S. Marcos, as obras referentes à recuperação do velhinho Chafariz, começaram finalmente.




Em Janeiro de 2019 lancei aqui uma série de postes, sobre a miserável situação em que ele se encontra. 
Desloquei-me inclusive por várias vezes, às sessões publicas da nossa autarquia, para me manifestar contra essa miserável situação.


Um ano depois, a recuperação do Chafariz de São Marcos está  finalmente a acontecer, agora, vamos aguardar para ver como tudo vai decorrer, pois, o Chafariz é merecedor de todo o nosso apoio.
O Albicastrense

terça-feira, janeiro 07, 2020

LARGO DE SÃO MARCOS

A CORES
 E A PRETO E BRANCO
MEMÓRIAS DE OUTRO TEMPO

A HISTÓRIA DE UMA IMAGEM

As imagens aqui postadas    foram captadas depois do Tornado que arrasou Castelo Branco em 6 de Novembro de 1954.
Nasci bem perto do Largo de S. Marcos e ali vivi até aos quatro anos. Tenho portante, muito carinho por este local, sitio, onde mora o velho Chafariz de S. Marcos, monumento tão mal tratado pelos albicastrenses ao longo dos tempos. 
Ao ver estas imagens no site dos monumentos nacionais a alguns anos, não pude deixar de pensar para comigo mesmo, que seria interessante agarrar nas duas imagens e torna-la uma só. O motivo para o largo ter sido captado em duas imagens, (imagino eu!), pode dever-se ao facto do fotógrafo não ter na altura objetiva para captar o largo de uma só vez. Para corrigir essa contrariedade resolvi colar as duas imagens e dar-lhe cor.

UM DESABAFO QUE PODE E DEVE SER COMENTADO

Ao olhar para esta imagem e olhando para o largo como hoje o conhecemos, não posso deixar de me interrogar e perguntar a mim próprio: "estará hoje este velhinho largo melhor que no passado?"
Responda quem quiser e souber, pois eu confesso não ter resposta
              O Albicastrense

domingo, janeiro 05, 2020

REGISTOS PAROQUIAIS QUINHENTISTAS DE CASTELO BRANCO - (V)

UM FANTÁSTICO TRABALHO 
DE
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
(Antigo Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco)

Na celebração do 50º aniversário da publicação deste belo trabalho de investigação  (1969/2019), lançava um apelo à nossa autarquia, para que pensasse na possibilidade de  publicar este  fantástico  trabalho.

     
  
                                         O ALBICASTRENSE 

quinta-feira, janeiro 02, 2020

MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR - "A primeira publicação de 2020"

CASA DO PESSOAL 
DO 
MUSEU FRANCISCO TAVARES PROENÇA JÚNIOR.

Terminei o ano de 2019 com uma publicação sobre o nosso museu. Para começar o ano de 2020, nada melhor, que voltar a publicar neste blogue, o poste sobre a Casa do Pessoal do Museu.  Pois, a tristeza, o abandono, o não quer saber, o deixa andar ou ainda; "um dia tudo se vai resolver", parece ser o lema de quem tem a responsabilidade de dar ao nosso museu o prestigio que já teve.

No final da década de 70, a Casa do Pessoal do Hospital Distrital Amato Lusitano era um exemplo a seguir pelo trabalho recreativo, cultural e desportivo, que desenvolvia em prol dos seus associados. Olhando para esse exemplo, os trabalhadores do museu decidiram também eles criar a sua casa do pessoal, embora com objetivos um pouco mais alargados.
Assim, no início da década de oitenta do passado século, fundaram os trabalhadores do museu a sua própria Casa do Pessoal, com o lema: “Facta non Verba”, (contra os factos não há argumentos). Os seus objetivos eram a promoção cultural, recreativa e desportiva entre os seus associados e todos aqueles que quisessem participar nas suas iniciativas. Dos seus estatutos constavam quatro tipos de sócios: sócio trabalhador, familiar, colaborador e sócio honorário.
Foi seu primeiro presidente António Veríssimo Bispo e como tesoureira, Maria José Barata. Das muitas iniciativas que ao longo dos seus quase dez anos de existência, desenvolveu na cidade, podem destacar-se as seguintes:
-Torneios da malha e pontinho, com participantes vindos dos mais variados locais do país;
-“Rally Papers”, iniciativa com muita adesão por parte dos albicastrenses;
-Concursos de fotografia a nível nacional - concursos que normalmente contavam com a participação de concorrentes portugueses a residirem no estrangeiro e, que terminavam com uma exposição dos trabalhos no salão do museu;
-Torneios de Xadrez;
-Participação em torneios de futebol de salão, com equipa formada por sócios trabalhadores, familiares e jogadores convidados;
-Realização de encontros de futebol de onze, com equipas de localidades com quem o museu mantinha contactos regulares;
-Jantares de convívio, festas de natal e excursões a várias localidades do nosso distrito, com sócios trabalhadores;
-Criação do Grupo de Animação Cultural do Museu;
-Grupo de animação, que ao longo da sua existência fez imensas sessões de teatro no museu, tendo inclusivo ido a Santarém para ali realizar uma sessão cultural durante uma exposição do pintor Barata Moura, espetáculo em que contou com a presença do pintor e esposa. 
A adesão às iniciativas da casa do pessoal do museu, por parte dos albicastrenses era de tal ordem, que grande parte dos comerciantes da cidade faziam questão em oferecer todos os anos, dezenas e dezenas de troféus para distribuir pelos participantes dessas mesmas iniciativas. 
A Casa do Pessoal do Museu Francisco Tavares Proença Júnior terá sido nos anos oitenta, a coletividade de Castelo Branco, que mais iniciativas desenvolveu na cidade. Contudo é bom recordar, que tal nunca seria possível sem o apoio incondicional do então diretor, António Forte Salvado.
A Casa do Pessoal do Museu Francisco Tavares Proença Júnior teve entre outros, como sócios honorários, os pintores Barata Moura e Tomaz Mateus.
A RAZÃO DA SUA EXTINÇÃO
A Casa do Pessoal era no entender dos trabalhadores do museu, uma espécie apêndice da própria instituição, adenda que sempre teve o apoio e participação (quando necessário) do próprio Dr. Salvado.
Com a saída do Dr. Salvado do cargo de diretor do museu, entenderam os trabalhadores da instituição que deixavam de ter condições objetivas e psicológicas para continuarem a fazer um trabalho, que tantas alegrias lhes tinham dado.
Em reunião de sócios e de acordo com os estatutos, foi decidido dissolver a coletividade e oferecer seu património, que constava de um pequena coleção de quadros oferecidos por pintores que tinham exposto no museu, a uma instituição da cidade.
Cerca de dez anos depois da sua fundação, fechou portas uma coletividade, que muitas alegrias e poucas tristezas deu aos trabalhadores do museu e que muito engrandecera a terra albicastrense na década de oitenta do passado século.
O Albicastrense

AVENIDA HUMBERTO DELGADO

ÁGUIAS  DA ANTIGA COMPANHIA DE SEGUROS MUNDIAL Não sei se terei razão, mas estou convicto que muitos albicastrenses ainda não olharam mu...