terça-feira, abril 18, 2017

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: CASTELO BRANCO Um século de Imagens

 
 ANTÓNIO VERÍSSIMO BISPO
Nasceu em Castelo Branco no ano de 1950. Trabalhou no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior entre 1976 e 2003, instituição onde desempenhou várias funções.
Enamorou-se pela fotografia no final da década de 70, namoro que quarenta anos depois permanece e se tornou mais intenso.
Após a sua reforma, começou a ter como distração a recolha de velhas imagens da terra albicastrense.

CASTELO BRANCO
Um Século de Imagens
Para muitos dos visitantes desta exposição, as velhas imagens da terra albicastrense poderão recordar-lhes tempos passados:

- Tempos em que a Devesa era bem distinta daquela que hoje conhecemos;
- Em que um majestoso hotel se erguia no centro cívico da terra albicastrense;
- Em que uma imagem da "Foto Beleza" nos transporta para um centro cívico, que ainda hoje nos faz sonhar pelo seu esplendor;
- Ou ainda, recordar antigos edifícios e locais que os albicastrenses deixaram desaparecer, muitas vezes sem que tudo fosse feito para o evitar.

Para outros, serão apenas imagens de tempos passados, imagens históricas de um determinado local, sitio bem diferente daquele que hoje lá existe.

As imagens expostas nesta exposição não têm como pretensão matar saudades ou aplaudir outros tempos, mas antes, contar histórias de tempos passados, narrativas onde através das imagens expostas, possamos falar do passado, olhar o presente e, (porque não), pensar o futuro. 
Desta forma, talvez seja possível evitar a demolição do nosso passado, sempre que cogitarmos o futuro da terra albicastrense.

                                       AGRADECIMENTOS

· Aos autores das imagens expostas, pessoas que já nos deixaram há muitos anos, mas que através das suas imagens continuam entre nós.

· À minha família e amigos por todo o apoio e incentivo nesta aventura.

· A Jorge Neves pelo incentivo para realizar esta exposição.

· À Junta de Freguesia de Castelo Branco, sem a qual ela jamais seria possível.

                               
                        PARA TODOS ELES, O MEU BEM-HAJAM!
                                               António Veríssimo Bispo

segunda-feira, abril 17, 2017

ENCICLOPÉDIA ALBICASTRENSE


No dia 17 de Abril de 1861, faleceu em Castelo Branco com 47 anos de idade o Dr. Pedro José Roxo.
Natural de Castelo Branco, formou-se em direito, pela Faculdade de Coimbra, em 1841.
Após a licenciatura, veio para Castelo Branco onde desempenhou vários cargos públicos, sempre eleito por sufrágio popular, desde 1841 a 1850.
Foi administrador do Conselho de Castelo Branco (Hoje Presidente da Câmara), de 1852 a 1861.
Veio a falecer, minado de tuberculose, Era pai de António Augusto Roxo, escrivão da secretaria do governo civil, pessoa muito culta e autor da “Monografia de Castelo Branco”. 

(Ps. Recolha de dados: Jornal Reconquista).
O Albicastrense

sexta-feira, abril 14, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXVII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Na sessão de 18 de Julho, diz-nos o nosso Vaz Touro que o que se passou foi o seguinte:

Acordarão que sendo da sua obrigação o promover a felicidade desta Cidade, e tomando em consideração o quanto lhe é ruinoso deixaram-se de vender os pastos dos olivais, que em prezente anno estão de restolho; para se evitar qualquer fogo que possa incendiar as fazendas.
Determinarão que a pastage dos mesmos olivais se vendesse pelos Procuradores do Povo e que eu Escrivão intimasse este acórdão para fazerem esta venda em o dia da arrematação das mais Ervagens sendo primeiro estimadas e com a condição dos arrematantes da mesma Ervagem, não introduziram nella gado algum de cabello  e somente apresentaram gado de lã, e isto com a pena de trinta dias de cadeia, e seis mil réis de condenação, e de ficarem incursos nas penas que a lei impõem aos que por assente metem seus gados e em lugares proibidos, pois que  tal fica sendo a pastagem dos olivais para todos os gados exepçao dos de cabello, para cujo gado só se concede o fazer-se esta venda.
E para impor-se a pena estabelecido neste acórdão aos transgressores dele só fica sendo bastante o haver duas testemunhas, que afirmem de haver visto em os mesmos olivais aquelle prohibido damnoso gado, e este mesmo acórdão ficasse fazendo parte da mesma arrematação, que será lido aos arrematadores quando assinarem o acto della”.  

Foi longa a transcrição, mas fazemo-la para por diante dos olhos de muito boa gente, que naqueles tempos havia mais algum cuidado com os olivais do que há hoje.
Agora uma observação, que por descuido não fizemos mais cedo.

Desde o princípio deste ano de 1806 (talvez já o mesmo se fizesse naqueles anos de que não temos atas) as sessões da Câmara realizavam-se sempre na “casa da residência do Juiz pela ordenação”.

Porque se não realizavam na Casa da Câmara? Havemos de ver, logo que tenhamos mais vagar, o motivo desta mudança, que dá que pensar.

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais:
 O que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi 
publicado na época.  
O Albicastrense

quinta-feira, abril 06, 2017

CASTELO BRANCO - "Um século de imagens"


ESTAS SÃO TRÊS DAS 
MUITAS IMAGENS QUE
PODEM SER VISTAS
NA 
EXPOSIÇÃO .

Esta exposição de antigas imagens da terra albicastrense, pode e deve ser vista sobe vários ângulos, todavia, ela é também uma pequena homenagem às pessoas que as captaram.
Muitas das imagens são de gente desconhecida, outras de ilustres albicastrenses e outras, de pessoas com objectivos comercias, porém, todos eles são merecedores do nosso carinho.
Sem estas antigas imagens, a terra albicastrense apenas poderia ser descrita por palavras e nunca pela imagem.
O Albicastrense

terça-feira, abril 04, 2017

MEMÓRIAS DO BLOGUE - (III)

Em Abril de 2007 postei neste blogue o poste que a seguir pode ser lido.

A RESIDÊNCIA DE UMA “VELHA SENHORA"


Na Rua da Amoreirinha, também conhecida pelos albicastrenses mais velhos, como rua dos Latoeiros (em virtude de ali terem existido várias oficinas de Latoeiros), tem como sua mais velha residente, uma velha Amoreira.
O local onde esta velha “Senhora” tem raízes, bem podia ser um pequeno local de convívio e de encontro de bichos-da-seda, porém, o espaço assim como o estado da velha “Senhora” é de total abandono e desprezo por parte dos albicastrenses e da sua autarquia. 

Que o dono não queira saber do local, eu até posso compreender, agora que a nossa autarquia lave as mãos como Pilatos e consinta que aquele pequeno local, (que bem podia ser um pequeno espaço publico com um ou dois bancos para encontros de bichos-da-seda), e a velha Senhora estejam naquela situação é que não consigo entender.

Aqui fica mais um recado para o Presidente
da autarquia da terra albicastrense.

Senhor presidente o espaço é privado, mas a velha “Senhora” é património de todos nós, cabe-nos a nós albicastrenses e à nossa autarquia, protege-la da incúria e do desleixo de certo senhorio. Tendo eu conhecido os últimos moradores daquele espaço, o saudoso Pedras e sua esposa, (já falecidos), talvez possa afirmar, que se cá voltassem e vissem como o local está, morriam novamente de desgosto. 
PS. Nem só pelas grandes obras deve o nosso presidente aparecer nos telejornais do país, também estas pequenas acções são importantes para a nossa cidade e merecedoras da sua atenção.       
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Nota:
Dez anos depois (2007/2017), nada mudou no local, ou seja, se mudou, mudou ainda para bem pior!!!!  
Nas memórias do blogue não podia deixar de colocar novamente o referido poste e, perguntar ao actual presidente da autarquia albicastrense, o seguinte:
Será que este pequeno local e a sua Amoreirinha,
estão condenados ao abandono  perpétuo?
O Albicastrense

quinta-feira, março 30, 2017

UM TESOURO FOTOGRÁFICO

A TERRA ALBICASTRENSE

O jornal "Reconquista"
publicou esta semana, mais
um belo trabalho de
Leonel Azevedo.

Trabalho que tem por título,
"Um tesouro fotográfico". Artigo
que recomendo vivamente,
pois trata-se de mais um
belíssimo trabalho.

Como não podia deixar de ser,
o trabalho aqui fica postado para
poder ser lido por quem
ainda não o fez.


O Albicastrense

sexta-feira, março 24, 2017

OS MEUS DESABAFOS…..


BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CASTELO BRANCO

Como já aqui disse variadas vezes, sou frequentador habitual da Biblioteca Municipal da terra albicastrense, local pelo qual ganhei um carinho do tamanho do mundo. Um dos motivos desse afecto é sem qualquer dúvida, a forma como sou acolhido por todos os que ali trabalham, pessoas que já trato como amigos de longa data.
Ao entrar ontem na biblioteca, confesso que fiquei baralhado e bastante intrigado com o vestuário que os trabalhadores da biblioteca vestiam, ou seja, a partir de ontem os mesmos são obrigados a vestirem farda.

Pulôver cinza, (que mais parece um polar), calças num tom de azul-escuro (que mais parecem ser as calças de um fato de treino).

Contudo o que mais me impressionou foi a tristeza que contemplei no rosto das senhoras que traziam este “fardamento”, até parecia que alguma tragedia tinha ou estava para acontecer por ali.
Não contesto a decisão de obrigar os trabalhadores a usarem farda, pois não conheço a legislação em vigor sobre essa matéria, mas confesso, que fiquei boquiaberto com a pobreza franciscana das mesmas.
A impressão com que fiquei quando vi as trabalhadoras com as referidas fardas, é que me tinha enganado no edifício, ou seja, em vez de entrar na “nossa” biblioteca, tinha entrado numa qualquer prisão, pois na minha modesta opinião (que vale o que vale), os fardamentos escolhidos talvez estivessem mais adequados para guardas prisionais.
Os responsáveis pela escolha dos referidos fardamentos que me desculpem, mas não posso deixar de aqui escarranchar o meu desabafo. 
Obrigar ou sensibilizar trabalhadores a usarem uma farda pela primeira vez, depois de terem andado anos e anos a usar as suas próprias roupas, obriga a que quem tomou essa decisão, escolha alguém competente e com muito bom gosto para escolher os respectivos trajes.

- Um último desabafo: Será que quem escolheu o vestuário para as trabalhadores usarem, o escolheu numa loja dos chineses?
O Albicastrense