quinta-feira, janeiro 31, 2013

CASTELO BRANCO SEM CINEMA



As quatro salas de cinema Castello Lopes do Fórum Castelo Branco exibem hoje, (dia 31 de Janeiro) os seus últimos filmes.
Ainda o cadáver não estava no ataúde, já os coveiros do Fórum (perdão) gestores lançavam o seguinte comunicado:

"os fracos resultados" das 4 salas e a sua "pouca atractividade", porque "apenas 1,5% de visitantes" do centro iam aos cinemas, motivaram o encerramento, mais tarde surgiria outro comunicado; “O Fórum Castelo Branco não está interessado em preencher o espaço com cinemas. Já a Sonae Sierra diz ter "um conjunto de operadores interessados numa operação que ocupe a totalidade ou a grande maioria das salas" até ontem ocupadas pela Socorama, mas não adianta candidatos”.
Depois foi a vez de João Paulo Abreu, administrador da Socorama-Castello Lopes, dizer ao PÚBLICO que o contrato, de Fevereiro de 2008, incluía "uma cláusula de cessação accionável por ambos os contratantes" quando se verificassem resultados abaixo do limite da venda de 80 mil bilhetes por ano em dois períodos consecutivos. Algo que aconteceu em 2011 e 2012.

Independentemente das justificações avançadas pela empresa Castello Lopes e pelos gestores do Fórum serem legitimas, não posso deixar de lamentar esta decisão e indignar-me com mais esta afronta, feita aos portugueses do interior do pais. Como expectador bastante assíduo das salas de cinema do fórum e conhecedor da fraca afluência por parte dos albicastrenses a estas salas, não posso deixar de estranhar este encerramento, uma vez que nada vi fazer para alterar o rumo dos acontecimentos.
Ou seja, a única coisa que vi fazer para combater a falta de expectadores foi aumentar o preço dos bilhetes!.. Quando o bom senso, aconselhava a fazer precisamente o contrário. Não seria mais aconselhado fazer sessões de tarde a preços muito mais baratos e deste modo ter salas com muito mais gente?
Quanto ao Fórum, se excluirmos a loja Worten, quase parece que estamos num Centro Comercial Chinês, ou seja, a diversidade foi substituída pela exclusividade do pronto a vestir. Também aqui não serei eu a admirar-me se dia menos dia, este Fórum se tornar um Ex. Fórum.
Perante este cenário, que fazer?

Rezar pelo regresso do cinema a Castelo Branco, não me parece ser a solução, por isso, apelava aos albicastrenses para que não ficassem calados perante esta medida e, ao presidente da autarquia albicastrenses no sentido de poder ajudar de forma positiva a resolver este assunto.
Se assim não for, “parece” que alguém nos quer obrigar a fazer Downloads dos filmes que queremos ver, (coisa que é proibida e não se deve fazer) ou então ir até Lisboa ver um bom filme.
Para um cinéfilo com eu, o encerramento das salas do Fórum é um acto extremamente doloroso, por isso, hoje em sinal de protesto decidi que durante o mês de Fevereiro, não ire comprar qualquer artigo nas lojas do Fórum de Castelo Branco, (com excepção do pingo doce)
Ps. Os cartazes, são referentes aos últimos três filmes que vi nas salas agora fechadas. 
O Albicastrense

segunda-feira, janeiro 28, 2013

sábado, janeiro 26, 2013

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XXII)

RUA DO CAQUELÉ

Nas minhas deambulações pela zona histórica da terra albicastrense, passei variadíssimas vezes pela rua do Caquelé, ao passar por lá, quase sempre me interroguei sobre o significado do nome dessa rua. Decidi fazer alguma pesquisa sobre o significado desse nome, após alguma procura, aqui fica  o que descobri sobre o  nome dessa rua.

Num artigo publicado nas Actas das Primeiras Jornadas do Património Judaico da Beira Interior (2008).
O Cónego Tarcísio Alves, dá-nos uma explicação engenhosa e surpreendente para a origem do nome deste topónimo.

Diz-nos ele: “Junto à Judiaria ficava o «almocakué» ou cemitério dos judeus. Este ficaria entre as Ruas do  Muro e Caquelé. Na verdade, a decomposição da palavra almocakué (cemitério) danos três elementos curiosos: al (o); mons (monte, campo); kakué (mortos). Da evolução do último elemento terá vindo «Caquelé», nome que ainda hoje existe numa das ruas daquela zona”.

O Albicastrense

terça-feira, janeiro 22, 2013

PORTADOS QUINHENTISTAS - VII (Conclusão)

TRINTA E TRÊS ANOS DEPOIS....
(1979 - 2012)
No início da publicação do trabalho do padre Anacleto Martins sobre os portados quinhentistas da terra albicastrense, coloquei aqui as seguintes perguntas:
Será que os 307 portados ainda existem na sua totalidade?
Será que as palavras de Anacleto Martins cairão em saco roto e tudo continua como dantes?
Ou será que as palavras de Anacleto Martins abriram os olhos aos responsáveis pela autarquia dessa altura e seguintes, e hoje tudo está diferente?
Para encontrar respostas às minhas perguntas, percorri durante alguns dias as ruas da zona histórica que o padre Anacleto Martins percorreu em 1979.
As respostas às minhas perguntas dificilmente poderiam ser piores, pois, entre 1979 e 2012, a zona histórica da terra albicastrense, perdeu 43 (QUARENTA E TRÊS) portados quinhentistas!....
Não se pense porém, que a tragédia se limita aos 43 portados eliminados, existem dezenas e dezenas deles, em casas completamente degradadas.
Dos 307 portados contabilizados pelo padre Anacleto Martins em 1979, restam 264, perante tal situação, bem podemos dizer que ele andou a pregar em terra de surdos, surdez que se alastrou pela terra albicastrense, como se de uma epidemia se tratasse, tendo (segundo parece) contaminado todos aqueles que tinham a responsabilidade de os defender.
Neste momento, mais que apontar culpados pelo deixa mandar abaixo ou por pouco ou nada terem feito para os preservar, interessa recuperar todos aqueles que estão em casas a cair de podre.
Contudo para ser sério, nem tudo foi negativo ao longo dos últimos 33 anos. Nos últimos anos, alguns dos portados (como se pode ver em algumas das imagens aqui postadas) contaram com a proteção e carinho de alguns dos moradores e dos responsáveis pela autarquia da terra albicastrense, se assim não fosse, a tragédia teria atingido proporções completamente astronómicas.
Terminava deixando uma frase para os responsáveis autarcas da terra albicastrense e proprietários das casas na referida zona histórica:
Nem mais um portado quinhentista 
mandado abaixo !!!!.......
Ps. Como não estarei por cá daqui a 33 anos, espero que alguém nessa altura se dê ao trabalho de fazer o percurso que eu agora percorri e que o padre Anacleto Martins percorreu em 1979, e no final possa dizer:
Valeu a pena alguém ter despertado os cérebros 
adormecidos dos albicastrense, pois hoje, os portados estão
 bem e recomendam-se”.
O Albicastrense

segunda-feira, janeiro 21, 2013

PORTADOS QUINHENTISTAS - VI

Portados Quinhentistas de Cidade
de
Castelo Branco
(1979)
Por Anacleto Martins
(Continuação)
TRAVESSA DO POÇO DAS COVAS
É quinhentista o portado número 1.

RUA DAS CABEÇAS
É quinhentista o portado número 13.

RUA DO TORREJÃO
São quinhentistas os portados números 5, 6, 15, de curiosa configuração, e 18. Tanto o 6 como o 18, estão bastante prejudicados.

RUA DA CALEJA NOVA
É quinhentista o portado do número 19-A, casa que faz esquina com a Rua do Mercado. Tem o lintél trabalhado com o característico ornato de estilo manuelino.

RUA DOS CHÕES
São quinhentistas os portados geminados números: 9 e 11; 37 e 39; 41 e 43 – o 41 foi transformado em janela e o 43, roubado na largura – e os portados simples, números: 7, 8, 10, 14 e 16.

TRAVESSA DA RUA DOS CHÕES
São quinhentistas os portados simples, números: 6, 8, 12, 14, 16 e 18. Os portados números 6 e 8 estão prejudicado.

PRAÇA DA PALHA
São quinhentistas os portados geminados, números 1 e 3; e os portados simples, números: 2, 5, 8, 11 e 14.

RUA DO ARRESSÁRIO

São quinhentistas os portados geminados, números: 3 e 5 e 27 e 29; e os portados simples, números: 11, 15, 23, 24, 34, 36, 45, 46, 47, 48, 50, 53, e 60. A janela da casa correspondente ao número 28 é também quinhentista e o lintél tem um recorte em bico ao centro. O portado número 34 tem no lintél, a inscrição gótica que diz: “L.ço Vaz”.

RUA DO MERCADO
São quinhentistas os portados simples, números: 11, 11-A, 13, 14, 15, 16 – prejudicado, 20, 22, 24, 28, 37 e 39. Nas casas correspondentes aos números: 24, 28 e 39, existem janelas também quinhentistas; a que corresponde ao número 28 é adaptação de uma porta.

"São também manuelinos os belos portados das Igrejas da Graça (Misericórdia) e do Espírito Santo".

NOTAS DE VERÍSSIMO BISPO
(2013)
Travessa do Poço das Covas
O portado contabilizado pelo padre Anacleto, continua no seu devido lugar.

Rua das Cabeças
Também nesta rua o portado contabilizado pelo padre Anacleto, continua no seu devido lugar.

Rua do Torrejão
A primeira baixa neste conjunto de ruas, o portado número 18 já não existe, (a casa foi remodelada e o portado substituído).

Rua da Caleja Nona
Tudo bem nesta rua. O portado contabilizado pelo padre Anacleto, continua no seu devido lugar.

Rua dos Chões
A desgraça passou por esta rua e levou 4 portados. Os portados números: 7, 14 e 16 foram mandados abaixo, (as casas em que eles davam entrada foram remodeladas e, eles não tiveram lugar nas novas casas). O portado número 10 foi transformado em janela.

Travessa da Rua dos Chões
Nesta rua temos novidades. Os portados números: 6 e 8 foram arrasados, (a casa que os sustentava foi remodelada e eles foram dispensados).

Praça da Palha
Nesta praça não temos novidades. Os portados contabilizados pelo padre Anacleto, mantém-se nos seus lugares. Contudo é necessário dizer, que uma das casas que tem lugar nesta bonita praça, está sem telhado e sem uma das paredes laterais.  
Situação completamente incompreensível e totalmente inaceitável.

Rua do Arressário
Nesta velha rua da zona histórica da terra albicastrense, a desgraça passou por lá e levou cinco dos portados.
Os portados números: 46, 48 e 50 foram mandados abaixo, (as casas em que eles davam entrada foram remodeladas e eles não tiveram lugar nas novas casas). Dois dos portados foram transformados em janelas, números: 11 e 29.

Rua do Mercado
Nesta rua temos “apenas” uma baixa. O portado número 39 foi mandado abaixo.

UM PEQUENO RESUMO DAS NOVE RUAS
Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei que neste conjunto de nove ruas houve 13 (BAIXAS), onze portados foram abaixo e dois foram transformados em janelas. Tal como nos post's anteriores, também neste conjunto de ruas muitos dos velhos portados quinhentistas, estão em casas completamente degradadas. Ou seja, a desgraça está bem patente a quem a quiser ver, pena é que quem de direito prefira olhar para outras passagens.   

(Continua)
O Albicastrense

terça-feira, janeiro 15, 2013

PORTADOS QUINHENTISTAS - V

Portados Quinhentistas de Cidade
de
Castelo Branco
(1979)
Por Anacleto Martins
(Continuação)
RUA D' EGA
São quinhentistas os portados geminados números: 6 e 8; 44 e 46; 69 e 71; os portados, com lintéis trabalhados, números: 59 e 64; os portados simples números: 4, 10; 23; 32; 48; 50; 52; 58; 60; 63; 68; com inscrição ilegível, no lintél e dividido em porta e janela, 72; 75; 80; 82; 84; 87; 89; 91; 94 e 109.
A casa nº 29 tem um belo portado, gótico, interior, denunciando a existência de um antigo átrio que o precederia.

TRAVESSA DA RUA D' EGA
É quinhentista o portado número 2, bastante prejudicado, sendo também quinhentista a janela existente na mesma casa.

RUA DOS OLEIROS
São quinhentistas os portados geminados, números 34 e 36; 39 e 41; 48 que foi geminado com portado, hoje transformado em janela; os portados, com lintéis trabalhados, com ornato característico, números: 1; 21; 24; 51; 53; e 62; os portados simples: 4; 5; 7; 9; 30; 38; 52; 55; 64; 65 e 68, correspondente à casa que faz esquina com a Travessa da Rua Nova, casa muito mal tratada e com um bom conjunto de janelas, também quinhentistas.

TRAVESSA DOS OLEIROS
É quinhentista o portado número 3, na casa que lhe corresponde, há também uma janela quinhentista com um recorte em bico, no centro do lintél.

RUA DOS PELETEIROS
(Temporariamente também designada “das Constituintes”)
São quinhentistas os portados geminados números: 38, geminado com portado, hoje transformado em janela; 63 e 65; os portados com lintéis trabalhados, números 37; 42 e 76; os portados simples, números: 20; 26 – o edifício a que corresponde este número tem duas janelas também quinhentistas: 31; 32; 34; 48; 56; 62 e 74.
O portado número 42, tem uma tesoura gravada no lintél, envolvida no respectivo ornato.

RUA NOVA
São quinhentistas os portados geminados, números: 46 e 48; o portado número 14, manuelino, de impressionante e singela beleza; o portado número 54, geminado com janela que foi portado, também quinhentista e os portados simples, números: 10, que foi dividido, e prejudicado para formar também janela, 11; 12; 13; 38; 42.

TRAVESSA DA RUA NOVA
São quinhentistas os portados geminados números: 3 e 5, os portados simples, números: 4; 10; 11; 14; 17; 21, 29,31, 33 e 35. Os portados números 10 e 11 estão bastante prejudicados.
A casa correspondente aos números 33 e 35 tem no primeiro andar uma janela quinhentista, com lintél trabalhado com ornato manuelino.

RUA DO CAVALEIRO
(Também conhecida por Rua das Freiras)
É quinhentista o portado número 5-A

RUA DOS PASSARINHOS
São quinhentistas os portados números: 18 e 22.

NOTAS DE VERÍSSIMO BISPO
(2013)
Rua D' ega
Os portados quinhentistas números: 46; 58; 82; 84 e 94 contabilizados no trabalho do padre Anacleto, já não moram nesta rua.
As casas em que eles davam entrada a quem nelas viviam, foram remodeladas e nos seus lugares existem hoje, coisas de que nem vale a pena falar. Existem ainda mais dois portados (98 e 91), que não consegui descortinar se eles foram rebocados e depois pintados, ou se foram arrasados e substituídos por tijolos e cimento. A juntar a esta tragédia, temos ainda portados em casas degradadas, portados borrados e com outras maletas.

Travessa da Rua D'ega
O portado número 2 e a janela que constavam no trabalho do padre Anacleto, deixaram de existir. A casa que albergava os lindinhos foi “remodelada”. O portado e a janela deviam estar fora de moda, por isso foram espatifados.

Rua dos Oleiros
Nesta rua temos alguns dos mais belos portados da terra albicastrense, contudo, esse facto de pouco ou nada lhes valeu, pois os portados números 5 e 30 deixaram de existir.
O padre Anacleto no seu trabalho, diz o seguinte sobre uma casa situada nesta rua: “Casa que faz esquina com a travessa da Rua Nova, casa muito mal tratada e com um bom conjunto de janelas, também quinhentistas”.
Trinta e três anos depois, a casa continua “agora muito mais mal tratada” à espera de melhores dias, como aliás se pode ver numa das imagens que fazem parte deste post. E ainda há quem diga, que por vezes as coisas não se resolvem porque ninguém levanta o problema! Pobre padre Anacleto....

Travessa dos Oleiros
O único portado desta rua continua no seu lugar.

Rua dos Peleteiros
Nesta rua temos duas baixas, o portado número 76 foi deitado abaixo, o número 48 foi transformado em janela.

Rua Nova
Nesta rua a desgraça instalou-se e semeou o flagelo. Os portados números: 11; 13; 46 e 48 já não habitam nesta rua. Os motivos que levaram ao abatimento de alguns dos portados, foram as obras feitas pela autarquia albicastrense nesta zona, (Museu Cargaleiro).
Outros, (como não podia deixar de ser) foram as remodelações das casas onde eles davam entrada. Com essas remodelações, eles foram deitados abaixo e nos seus lugares temos hoje: portões para meter o popó, paredes de cimento e até portados de granito novos.

Travessa da Rua Nova
Tal como na rua anterior, a desgraça também se instalou nesta rua. Os portados números: 4; 10; e 14 deixaram de existir. Os motivos de tal atrocidade, foram os mesmos da Rua Nova.

Rua do Cavaleiro
Nesta rua o portado descrito pelo padre Anacleto, continua no seu posto.

Rua dos Passarinhos
Os 2 portados contabilizados no trabalho do padre Anacleto, continuam a existir.

UM PEQUENO RESUMO DAS NOVE RUAS

Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei que neste conjunto de nove ruas, houve 17 (DEZASSETE...) portados que foram arrasados.
Uma autêntica razia! É o mínimo que posso dizer do manda abaixo, praticado pelos albicastrenses ao longo desse tempo.
Contudo, torna-se necessário salvaguardar os casos da Rua Nova e Travessa da Rua Nova, pois alguns dos portados (simples) estavam em casas que foram mandadas abaixo, para que fosse possível requalificar a zona do museu Cargaleiro.
Nas outras ruas, os motivos foram (como sempre), as obras feitas nas casas, que suportavam os portados, obras que levaram à substituição dos velhos portados por aberrações completamente estapafúrdias.
Também neste conjunto de ruas, as velhas casas em que muitos dos portados dão entrada, estão em péssimas condições, situação que pode levar à destruição de muitos deles, se todos ficarmos sossegadinhos no nosso cantinho.
(Continua)
O Albicastrense

sexta-feira, janeiro 11, 2013

PORTADOS QUINHENTISTAS - IV

 
Portados Quinhentistas de Cidade
de
Castelo Branco
(1979)
Por Anacleto Martins
(Continuação)
RUA DO ARCO DO BISPO
São portados quinhentistas os portados números: 11 e 13, geminados e “desfigurados”, com reboco, e 19.

RUA DOS FERREIROS
(Temporariamente de Alfredo Keil)
São quinhentistas os portados geminados números: 9; 11; 13; 15; 21 e 23; 32 e 34; 55 e 57; 92 e 94 e os portados simples: 50; 52. O portado número 36 é quinhentista e é geminado com janela que foi portado, também quinhentista.

RUA DA MISERICÓRDIA OU TRAVESSA DA MISERICÓRDIA
São portados quinhentistas os portados geminados números: 21 e 23 e os portados simples: 1; 10; 12 e 23.
O portado número 12 é o único, em toda a cidade antiga, que mantém a forma de ogiva pura e está roubado, na sua altura, naturalmente, pela elevação do nível do pavimento da rua.

RUA DO MURO
São quinhentistas os portados geminados números: 27 e 29 e os portados simples: 13; 26; 28; 31; 34; 39; 45 e 50, em cujo edifício se encontra uma janela também quinhentista.

RUA DO CAQUELÉ
São quinhentistas os portados números: 2 - (sem duvida, um dos mais belos da cidade antiga); o 17 e o 19, já bastante prejudicado.

TRAVESSA DA SOBREIRA
(Antiga Travessa de S. Tiago)
São quinhentistas os portados geminados: 11 e 13, com os lintéis belamente trabalhados com ornato característico, encontrando-se, no edifício correspondente a estes números, uma janela da mesma época e com lintél trabalhado com o mesmo ornato idêntico ao portado; e os portados simples, números: 7; 19; 23; 24; e 25, este prejudicado porque lhe foi “roubado”, já no nosso tempo, o lintél que tinha o mesmo ornato dos números 11 e 13.

RUA DA SOBREIRA
São quinhentistas os portados números: 5, que é geminado com outro portado quinhentista, hoje transformado em janela, 9; 11; 25; 27; 29; 31; 41; 45; e 47, geminados e o ultimo destes, com lintél trabalhado com ornato característico da época existindo, no edifício correspondente a este número, também uma janela quinhentista. Este edifício foi destruído já depois do nosso registo.

TRAVESSA DO JASMIM
São quinhentistas os portados números: 1 e 2 – (este bastante prejudicado).

NOTAS DE VERÍSSIMO BISPO
(2013)
Rua do Arco Do Bispo
Os três portados contabilizados em 1979 pelo padre Anacleto, estão de boa saúde. Contudo, a casa que alberga os portados números 11 e 13 está ao abandono, situação que em nada beneficia os belos portados que tem.

Rua dos Ferreiros
Todos os portados contabilizados pelo padre Anacleto, estão nos seus devidos lugares. Também nesta rua o abandono das velhas casas é uma realidade, realidade que transforma esta e outras ruas da zona histórica da terra albicastrense, numa espécie de deserto onde a vida humana “parece” não ter hipótese de existir.

Rua da Misericórdia
Dos 4 portados descritos no trabalho do padre Anacleto, o número 22 deu à sola. A casa onde dava entrada foi substituída por outra, e ele deixou de ter lugar na nova casa.

Rua do Muro
Nesta rua todos os portados estão nos seus devidos lugares. Gostaria porém de aqui dizer, que não compreendo a necessidade que alguns moradores tiveram, em borrar ou rebocar os portados das casas.

Rua do Caquelé
Também nesta rua os portados estão nos seus devidos lugares.

Travessa da Sobreira
Nesta rua todos os portados quinhentistas contabilizados pelo padre Anacleto, estão nos seus lugares.

Rua da Sobreira
Dos 10 portados apontados pelo padre Anacleto, os números 11; 41; 45 e 47 já não residem nesta rua. As casas onde davam entrada, foram mandadas abaixo e nas novas casas foram substituídos por portados de mármore, parede de cimento,
ou granito novo.

Travessa da Jasmim
Também nesta rua a “malvadez” andou à solta. A casa, (ou as casas) que davam guarida aos portados 1 e 2 foi mandada abaixo e, em seu lugar foi construído um prédio que não deu guarida aos dois portados quinhentistas.
UM PEQUENO RESUMO DAS OITO RUAS
Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei que neste conjunto de oito ruas, houve 7 (SETE) portados que foram mandados abaixo.
Portados que bem podiam ter continuado nos seus postos se quem de direito tivesse cumprido com as suas obrigações. Temos ainda neste conjunto de oito ruas, aberrações completamente estúpidas. Portados borrados, portados rebocados, portados com portas de alumínio, portados com fios por todos os lados, etc, etc.
Também neste conjunto de ruas, as velhas casas em que muitos dos portados dão entrada, estão em péssimas condições, situação que pode levar à destruição de muitos deles se a autarquia albicastrense não manter uma apertada vigilância neste sector.
(Continua)
O Albicastrense

terça-feira, janeiro 08, 2013

PORTADOS QUINHENTISTAS - III

Portados Quinhentistas de Cidade
de
Castelo Branco
(1979)
Por Anacleto Martins
RUAS SITUADAS FORA DA MURALHA
(Continuação)

RUA J. CARLOS ABRUNHOSA
(Antiga Rua da Ferradura)
São portados quinhentistas os portados números: 4, 8, 40, 42, e o 46, com lintel trabalhado com ornatos manuelinos.

TRAVESSA DA FERRADURA
São quinhentistas os portados os números: 8, 10, 13, este com ornatos manuelinos no lintel, e o 15.

RUA MOUSINHO MAGRO
(Antiga Rua do Postigo e temporariamente também de Almirante Reis)
Esta rua situa-se, parte dentro e parte fora do circuito das muralhas e tem os seguintes portados quinhentistas: 50, 52, 54, 56, 58, 60, e 62.

RUA TENENTE VALADIM
É quinhentista o portado número 33.

RUA DO SACO (Atual)
São quinhentistas os portados números: 14, 18, 20, e 22.
DENTRO DO RECINTO DAS MURALHAS

RUA DO RELÓGIO
São quinhentistas os portados, números: 19 e 21, que são geminados, e o 23.
O edifício correspondente aos números 19 e 21, tem janelas também quinhentistas e uma delas apresenta lintel trabalhado com ornato característico da época.
Entre os números 21 e 23, situa-se, hoje, uma janela que foi também porta quinhentista.

PRAÇA DE CAMÕES
(Antiga Praça Velha)
É quinhentista o portado número 17, que corresponde ao edifício que foi Celeiro da “Ordem de Cristo”, cuja cruz ostenta na fachada que dá para a Praça de Camões e na fachada da Rua de Santa Maria, ao alto de curiosa escadaria com balcão a dar para o 1º andar. No rés-do-chão, a ligar dois compartimentos, apresenta ainda um belo arco de características românicas.

RUA DE SANTA MARIA
(Temporariamente, de Mousinho Magro)
São quinhentistas os portados geminados, números: 25 e 27; 29 e 31; 36 e 38; 62 e 64; 66 e 68; 71 e 73; 75 e 77; 79 e 81, 120 e 122, e os portados simples, números: 35; 41; 47; 53; 70, em edifício a que corresponde, no primeiro andar, uma janela também quinhentista com adorno original, no lintel; 72; 83; 112; 113; que tem ao lado uma janela quinhentista – adaptação de um portado da mesma época; 114; 116; 118 e 124.
NOTAS DE VERÍSSIMO BISPO
(2013)

Rua João Carlos Abrunhosa
Passados trinta e três anos após o estudo do padre Anacleto, nada mudou nesta velha rua da terra albicastrense. Ou seja: os cinco portados contabilizados por ele, continuam nos seus devidos lugares e em bom estado de saúde.

Travessa da Ferradura
Também nesta rua as coisas não mudaram. Os 4 portados constantes no referido trabalho, estão de boa saúde.

Rua Mousinho Magro
Depois das duas ruas anteriores em que a situação não se alterou em relação ao trabalho do padre Anacleto, surge a primeira tristeza neste conjunto de oito ruas.
Dois dos portados desta rua números 60 e 62, fazem parte de uma velha casa que já não existe. Ou seja: a velha casa foi mandada abaixo porque corria o risco de derrocada, porém, os dois portados foram lá deixados (como se pode ver numa das imagens colocadas neste post), para serem colocados na casa quando esta for reconstruída. O pior é que passados quase dois anos tudo continua na mesma.
Faço aqui um apelo aos responsáveis pela autarquia albicastrense, para que “obrigue” este senhorio a recuperar esta velha casa, pois os velhos portados não podem continuar na situação em que se encontram. Todos os outros portados estão bem.

Rua Tenente Valadim
O único portado desta rua está de boa saúde.

Rua do saco
O padre Anacleto diz-nos no seu trabalho que em 1979 existiam nesta rua quatro portados, (14, 18, 20 e 22). A situação é hoje bem diferente: o portado número 14 foi pintado; o número 18 foi mandado abaixo; o número 22 transformado em janela; apenas o portado número 14 continua de boa saúde. Uma desgraça é o mínimo que se pode dizer desta pequena rua.

Rua do Relógio
Os portados desta rua estão bem, contudo, o mesmo não se pode dizer de algumas das casas que os albergam.

Praça de Camões
O único portado desta Praça está de muito boa saúde. Para quem ainda não olhou bem para este portado recomendo uma visita.

Rua de Santa Maria
Confesso que quando comecei a percorrer esta bonita rua da velha urbe albicastrense, tive receio do que poderia encontrar, pois os portados são muitos e o respeito por eles não abunda na terra albicastrense.
Felizmente os meus receios eram injustificados, pois os portados contabilizados pelo padre Anacleto, continuam a existir na sua totalidade.
Contudo não posso deixar de aqui dizer, que muitos dos velhos portados estão em casas degradadas e onde a vida perece ter sido extinta há muitos anos.
Terminava recomendando um visita a uma casa situada nesta rua. Casa que além de ter um conjunto de belos portados, tem igualmente um lindíssimo conjunto de janelas.

UM PEQUENO RESUMO DAS OITO RUAS:
Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei, que neste conjunto de oito ruas houve “apenas” 1 (UM) portado que foi mandado abaixo, (Rua do Saco). Contudo, a situação em que muitos deles se encontram é deveras preocupante, pois muitas das velhas casas em que eles se situam, estão em péssimas condições.
(Continua)
O Albicastrense

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (X)

Esta é uma imagem que não vai ser nada fácil de identificar. A imagem terá sido apanhada nos anos 40 do passado século, ( se estiver er...