sexta-feira, outubro 28, 2011

VELHAS TASCAS DA MINHA TERRA

A velha tasca do Sr. João, também conhecida por “Tasca do Cabeças” foi-se!... Consta que uma tal “A.S.A.E”, lhe entrou pela porta a dentro, e lhe terá ordenado:
- Tem que fazer obras!
- Obras!? (terá respondido o amigo João).
- Nada de mais! Construir duas novas casas de banho, picar as paredes, meter azulejos até uma determinada altura e arranjar o chão.
- Não querem mais nada? (Poderá ter perguntado o amigo João).
- Até bebíamos um café.
- Café!... Com adoçante ou com 605 forte!?
Agora mais a sério! Depois do Café Carioca, segue-se a tasca do Sr. João, será que o mencionado organismo se prepara para acabar com as antigas tascas e cafés da minha terra?
Palavra que não consigo entender este fecha portas! Se acreditasse em milagres, até pensaria que o referido organismo está preocupado com a saúde dos frequentadores destes estabelecimentos, e por isso, se torna necessário fechar portas a quem não oferece condições de higiene.
Não vou colocar em dúvida, as necessidades das obras no velho Café Carioca, ou na tasca do Sr. João, no entanto sempre posso argumentar o seguinte:
Normalmente este tipo de tascas e cafés, são geridos por pessoas de idade avançada, (veja-se o caso do “Café Carioca e da Tasca do Cabeças”, pessoas com mais de setenta anos) pessoas que herdaram o negócio ou o adquiriram há mais de meio século.
Ao exigir as obras que exige, a “A.S.A.E” mais não está que a passar uma certidão de óbito aos respectivos estabelecimentos, e a mandar para o lar mais próximo, os respectivos proprietários.
Além disso, se porventura o proprietário fizesse as obras recomendadas, a referida tasca iria começar a chamar-se pastelaria, pastelaria que independentemente das obras que custariam muitos milhares de euros, fecharia em pouco tempo por falta de clientes (basta dar uma vista pela cidade, para constatar essa realidade).
Meus amigos da “A.S.A.E” haja bom senso! Estas velhas tascas e cafés, são um espécie a preservar... querer tránsforma-las em pastelarias ou nini cafés, é mandar para o baú do esquecimento parte da nossa história local.
A história destes velhos estabelecimentos não conta para nada?
A história destes pequenos estabelecimentos, está entranhada na própria história da terra que habitam, esquecer este facto é ignorar quem somos e de onde viemos, e quando assim acontece, mais vale bater a porta e procurar exílio em terras distantes. Para terminar apenas uma pequena observação:
Duas casas de banho ou paredes com azulejos até ao teto, podem dar a imagem de modernidade, no entanto, não será esse facto que irá assegurar a sobrevivência destes pequenos estabelecimentos, o que irá assegurar tal sobrevivência, é aquilo que leva os seus frequentadores a continuar a visitá-los.
O calendário na parede, (de preferência com gajas boas! Ou do meu clube...) um copo de vinho caseiro, uma boa aguardente, ou dois dedos de conversa com o proprietário, para lhe perguntar como vai a família e por fim, um até amanhã “MEU AMIGO”.
O Albicastrense

terça-feira, outubro 25, 2011

OPINIÃO - IV

É comum dizer-se que os amigos são para as ocasiões, ou ainda, que é nas dificuldades que se conhecem os verdadeiros amigos.
Quem assim pensa, está verdadeiramente a ser solidário com o seu amigo, e com certeza disposto a ajudá-lo num momento menos bom.
Este albicastrense que também assim pensa, ficou escandalizado (no mínimo) quanto leu num jornal diário, que os portugueses pagam só de juros pelo empréstimo que a "troika" no concedeu, quase 22.000.000 (vinte e dois milhões de euros) por dia.
OU SEJA:
Mais de: 40.000 (quarenta mil euros), por minuto.
Mais de: 1.000.000 (um milhão de euros), por hora.
Mais de: 20.000.000 (vinte milhões de euros), por dia.
Mais de 140.000.000 (cento e quarenta milhões), por semana
Mais de: 600.000.000 (seiscentos milhões de euros), por mês.
Mais de: de 7.200.000.000 (sete mil e duzentos mil milhões), por ano!

SÓ DE JUROS! PORQUE DEPOIS VEM O EMPRESTIMO...
Que ninguém tenha dúvidas! À medida que os encargos da dívida aumentarem a actividade económica encolhe, o País vai ficar esmagado, gerando como principais “vítimas” uma tropa de desempregados que deverá atingir cerca de um milhão de pessoas, muito mais do que os tais 700 mil que o das estimativas oficiais.

QUEM SÃO OS CULPADOS POR ESTA DESGRAÇADA SITUAÇÃO?
Cavaco que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas?

Guterres que fugiu do pântano?

Barroso que deu de “frasque”, para assumir as funções de Presidente da Comissão Europeia?

Santana Lopes deixou de andar por aqui, para estar sempre por aqui?

José Sócrates que passava o tempo a argumentar que a oposição não sabia o que dizia?

Passos Coelho que pensa não existir vida, para além do orçamento?
Ou será que todos somos culpados, por este “sempre” mais do mesmo!? Apenas um pergunta a quem visita este "blog": Que mal fizeram os Portugueses para merecer gente tão competente!?
O Albicastrense

segunda-feira, outubro 24, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LII




A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
Temos a seguir a sessão de 17 de Julho, e nela, logo de entrada. Lemos o seguinte:
Nesta vereação foy apresentada huma Provizão pela qual S. Mag. he servido mandar ouvir esta Camara sobre a abonação do Capitão Jozé Pessoa Tavares a respeite da Comenda de Sarzedas que o mesmo a rematou por tres annos em preço cada hum delles de nove centos e vinte mil reis cujo o rendamento ha de ter principio em Janeyro de mil sete centos noventa e dous: E logo por todos foi uniformemente dito que elles abonavão ao dito Capitão Jozé Pessoa Tavares na referida renda e de como assim disseram assinarão”.
Novecentos e vinte mil reis era uma conta calada naquele tempo. Representavam hoje um bom par de dezenas de contos, o que nos mostra que a Comenda de Sarzedas era qualquer coisa de importante.
Não se percebe, porém, muito bem o motivo por que se veio pedir a abonação à Câmara de Castelo Branco. Se Sarzedas tinha
então a sua Câmara, porque não foi ela que prestou a abonação do rendeiro? Talvez porque este fosse desta cidade e houvesse aqui mais exacto conhecimento dos seus recursos?
A sessão seguinte realizou-se em 17 de Agosto e quem escreveu e redigiu a acta não foi o nosso conhecido escrivão Aranha, foi António Ribeiro de Paiva “que no impedimento do competente” ocupou o lugar dele.
Deus lhe perdoe o trabalho que nos deu para lhe decifrar a charada que atirou para as paginas do livro de acta, ou auto, como então se dizia!
Vamos lá copiar, para se fazer ideia do que valia o sr. Paiva:
Nesta vereassam foi nomeada para resseber os expostos que foram a Roda que se acha na Caza de divino espirito Santo a Izabel da Consseissam mulher de Bartolomeu Jose Largo para comprir com os deveres da sua obrigassam em os levar ao Santho Bauthismo e dar parte ao juiz para dar as providessias Nessessarias e guardar era tudo o inviolavel segredo para o que se lhe dara juramento e a signara o termo com seu marido”.
Safa! É bom escrever mal, como nós, por exemplo, mas também nem tanto como o sr. António Ribeiro Paiva que deus haja.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

Musica na minha terra



UM VIOLONISTA
NA
PRAÇA DO MUNICÍPIO
O Albicastrense

quarta-feira, outubro 19, 2011

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXXXIX




“BIGODES & COMPANHIA”
A dupla “Bigode & Companhia” fala do artigo publicado no jornal “reconquista”, sobre as projetadas obras na zona da estação.
Companhia sempre atento às afirmações do presidente, dá a cara (e o resto do corpo), para o aconselhar nestas obras, obras, que irão mudar toda aquela zona, se entretanto a troika “amaldiçoada” não as fizer evaporar.

O Albicastrense

terça-feira, outubro 18, 2011

RTP - PANO PARA MANGAS

PANO PARA MANGAS
A crónica diária de João Gobern
Um olhar pela actualidade de quem está fora dos centros de decisão De 2ª a 6ª Feira às 07:50.
Ao autor das crónicas, este albicastrense só pode desejar muita saúde, para poder continuar a dar-nos muitas mais.
O Albicastrense

segunda-feira, outubro 17, 2011

REVISTA ESTUDOS DE CASTELO BRANCO - VII


Fernando de Portugal publicou na década de 60 na revista: “Estudos de Castelo Branco”, um artigo que tinha por título: “Cinco notas para a história de Castelo Branco”.
O oitavo “post” sobre a referida revista, tem por tema a primeira das cinco notas: “O Pelourinho de Castelo Branco”.
As restantes notas, serão igualmente aqui colocadas como “posts”, nos próximos tempos.
O PELOURINHO DE CASTELO BRANCO.
Por Fernando de Portugal

A história do Pelourinho de Castelo Branco já a fez o Dr. Jaime Lopes Dias, quando se ocupou dele nas paginas de um seu livro, e ofereceu à curiosidade do leitor um duplo testemunho ocular e documental, do símbolo das liberdades municipais albicastrenses.
O testemunho ocular afirma-o composto de dois degraus quadrados, sendo a coluna, capitel e remate de arquitectura pobre. O documento garante-nos a sua existência, pelo menos, no 1º de Novembro de 1596.
Ora aconteceu que se nos deparou uma carta de perdão pedida porque o filho de um Martim Afonso Calugas, morador em Castelo Branco, “com outros moços, no tempo das uvas, se foram às vinhas” e vieram dependurar quatro, ou cinco, cachos na picota da vila.
Agora, e de posse do documento, achamos que talvez não seja mera coincidência ter D. João II elevado esta vila à categoria de Notável, e ser precisamente deste reinado a carta de perdão que nos assegura que, já em 1491, possuía Castelo Branco o seu Pelourinho.
Além da garantia que nos traz da sua presença, o documento alude ainda ao curral do Concelho, cujo cadeado e fechadura os moços sujaram, “provavelmente com o sumo das uvas”, e permite-nos a dedução válida de que a picota teria os clássicos ganchos de ferro.
E é tudo o que nos resta afigurar, antes de transcrever-mos o documento, bem mais desejado do que todas as nossas lucubraçoes.
Dom Joham, etc. Saude, sabede que Martim Afonso Callugas, morador em Castelo Branco nos enviou dizer que huu seu filho, per nome Joane, que esta ssob seu poder, com outros moços no tempo das huvas se foram as vinhas.
E tomaram das huvas pera comerem e que poserom huus quatro ou cinquo caçhos depemderados na picata da villa. E sse foram de noute ao curral do dicto loguo. E cujarom o cadeado e fechadura do dicto currall.
E que sobre o dicto casso se tirara huua Imquiriçam. E que por o dicto sseu filho ser achado em cullpa era passado mandado da nosa justiça pera o premderem por a quall Razom o dicto Joana, sseu filho andava amorado com temor das nossas justiças por ello o premderem. E que porquamto o dicto malleficio era leve a cousa de moços nos pidia por merçee que lhe perdoassemos a nosa se nos a ella por o dicto casso. Em alguua guvssa era theudo. E nos vemdo o que nos elle ssopricamte dizer e pidir emviou, sse asy he como elle diz e hi mais nam há e querendo lhe fazer gracçca e merçee. Temos por bem e perdoamos lhe a nosa justiça ao dicto Joane, a que nos elle por a Razom era theudo. Comtamto que elle pagasse pera a Piadade bª Reais. E porquamto elle pafou os dictos dinheiros a Frrey Joham de Santarem
, nosso esmoler, segundo delle fomos certo per huu seu asynado e per outro de Joham Jorege, escripvam em a nossa Corte, que os sobre elle assemtou em Reçepta. Porem vos mandamos que daquy em diante nam premdaaes o dicto Joane nem mandes premder, etc. em forma. Dada em a nossa cidade de Lixboa, aos XXX dias do mês de Dezembro, Ell Eey O mandou pellos doutores Fernam Roiz, daiam de Coimbra E Rui Boto, ambos do sseu comselho e dessembardadores do paaço, Rui Fernandez a fez, anno do nasçimento de nosso Senhor Jhesû Christo de mil iiij1Rij
(2)”.

(2) A.N.T.T. - Chancelaria de D. João II, Lº 11, fis. 161.
Embora datada de 1492, o documento é do ano anterior. Simplesmente foi considerado a festividade do natal o inicio do ano, o que era frequente.
O Albicastrense

sábado, outubro 15, 2011

DIA MUNDIAL DA INDIGNAÇÃO




Celebra-se hoje em noventa países, o dia mundial da Indignação.
Em Portugal as celebrações decorrem em nove cidades.
“Indignados de todo o mundo, uni-vos!”
Este é o espírito deste dia 15 de outubro, jornada mundial de protesto contra os excessos da alta finança e a apropriação de recursos que lançam milhões de pessoas no desemprego e na pobreza. Os participantes neste desfile mundial pretendem repudiar um sistema mas as propostas alternativas não são estruturadas.
Em Lisboa, o desfile entre o Marquês de Pombal e o parlamento vai encerrar com uma assembleia popular. Também foram convocadas marchas para Angra do Heroísmo, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Porto e Santarém.
Neste dia tão importante, aqui fica uma velha canção de: John Lennon, “Imagine”.

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje


Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só

O Albicastrense

sexta-feira, outubro 14, 2011

BISPO TORGAL FERREIRA


VIVA A CORAGEM
Bispo Torgal Ferreira: os desvios não são provados nem explicados "Ossadas de Sá Carneiro devem andar às voltas no túmulo", diz Bispo das Forças Armadas
«Tenho medo que tentativa salvacionista se transforme num suicídio», diz D. Januário Torgal Ferreira
O bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira, lamentou hoje que os sucessivos «desvios colossais» não sejam explicados nem provados e considerou que as medidas anunciadas pelo governo revelam «falta de lucidez».
Januário Torgal Ferreira falava à Agência Lusa a propósito das medidas anunciadas quinta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, entre as quais a eliminação do subsídio de férias e de natal para alguns trabalhadores. «Quem me garante que em Janeiro não existirá um outro desvio colossal, quem sabe inventado, para apanhar mais dinheiro?», questionou o bispo.
O bispo sublinha:
«As pessoas não apresentam provas das realidades das situações, para as quais eu tenho de despejar dos meus bolsos o pouco dinheiro que tenho. Então era um desvio colossal e agora são vários?».
«Estou disposto a colaborar e a cooperar, como é meu dever, para salvar o meu país, mas tenho muito medo que uma tentativa salvacionista se transforme num suicídio», disse.
Januário Torgal Ferreira considera que as medidas agora anunciadas terão «consequências graves perante gente que nunca teve nada, nunca foi respeitada, ainda que seja a boca dos mais vulneráveis, os mais pobres e aflitos».
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 13, 2011

VELHAS IMAGENS DA MINHA CIDADE – XVI


Mais uma vez as minhas desculpas pela má qualidade da imagem, (trata-se se uma fotocópia). "Fotografia da autoria de: Paiva Pessoa"
A imagem deste mês terá sido captada nos anos vinte ou trinta do século passado, e tem direito a banda.
A pergunta é a seguinte: Onde fica atualmente este local em Castelo Branco?
A firma “Ferreira & Russinho” ligada ao sector do calçado, manteve-se por muitos e muitos anos, na casa que podemos ver nesta velha imagem.
O local que esta imagem nos mostra, não parece difícil de identificar, pois a velha casa (hoje em ruínas) ainda hoje por lá se encontra.
PS. Tal como das outras vezes, as respostas certas só serão publicadas dois ou três dias depois, para que todos possam responder.
O Albicastrense

terça-feira, outubro 11, 2011

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LI



A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade
.
(Continuação)Sessão de 30 de Junho de 1791. Nada de interessante. Nomeação de “almotasseis” para servirem nos meses de Julho, Agosto e Setembro, ordem “para se acarretar o pam das folhas para as lajes e Eyras em que se ouverem da malhar” e mais nada“ por não haver mais que despachar.
A sessão imediata realizou-se no dia 10 de Julho e nela aparece o tesoureiro dos expostos com uma grande choradeira, porque não tinha dinheiro, já tinha posto algum do seu bolso e as coisas não podiam continuar assim.
Ora façam o favor de ler:
Nesta vereação foy aprezentada uma petição de Manuel António de Carvalho, thezoureiro dos ingeitados em que expunha que este Senado tinha fintado no presente ano para pagamento dos ditos trezentos mil reis e porque os mesmos Ingeitados são de prezente quarenta e quatro que dependem em cada hum mez trinta e tres mil reis vem a importar no anno trezentos noventa e seis mil reis e os vestidos importam sessenta e seis mil reis, e o ordenado da Rodeyra nove mil e seis centos reis fora despezas de alguns que se pagão a quem os vay levar ao termo que tudo virá a importar na quantia de quinhentos mil reis alem do Sup. estar dezempolço de cento outenta e seis mil seis centos e nove reis que de mais gastou nos annos antecedentes como consta da conta que se tomou o anno passado, e porque não pode suprir com a referida finta que se fez pertende outra tanta quantia que melhor paresse entrando os Montes das Freguesias como dantes hera costume. Pedindo que fossemos servidos proceder a segunda Finta. E Receberia mercê”.
Os vereadores ouviram, reconheceram que o que o pobre do tesoureiro dizia era verdade, descobriram que a lei permite que se fizesse nova finta, “quando como agora dellas há necessidade”, por isso lá lançaram nova contribuição na importância de de trezentos mil réis, cabendo 30.000 réis à cidade, 100.000 réis a Monforte, 10.000 a Malpica, 15.000 réis a Cafede, 10.000 ao Salgueiro, 25.000 réis a Alcains, 25.000 réis a Escalos de Cima, 25.000 à Lousa, 33.000 réis a Escalos de Baixo, 6.000 réis à Mata, 4.000 réis ao Palvarinho, 3.500 réis ao Juncal, 11.000 réis aos Cebolais, 6.000 réis ao Retaxo, 7.000 réis a Benquerenças, 6.000 réis aos Maxiais e 3.500 réis a Lentiscais.
A acta explica porque é que Monforte paga muito mais que qualquer outro lugar do termo. Diz assim:
E a segunda parcela destrebuem ao Povo de Monforte por ter muito rendimento, e o Conselho ter tão pouco que não chega para as suas despezas sabidas”.
A respeito das sete ultimas parcelas diz ainda acta:
As sete ultimas parcelas destrebuem aos Ferrolhos dos mesmos lugares que os Juizes fintarão proporcionalmente pellos moradores conforme a sua fazenda e rendimento cujo dinheyro os Juizes da cada hum dos refridos lugares remeterão ao mesmo Thezoureyro das Ingeitados António de Carvalho”.
Fica-se sabendo que “fintar por ferrolho” queria dizer distribuir por cada um dos donos de casa em proporção aos seus rendimentos.
Nesta sessão ainda foram nomeados os louvados para a avaliação das ervagens, um dos quais continua a sr o famoso Manuel Martins Más Barbas.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quinta-feira, outubro 06, 2011

BORTADOS QUINHENTISTAS






ZONA HISTÓRICA DE CASTELO BRANCO
PORTADOS QUINHENTISTAS
Os trinta portados quinhentistas mais bonitos da zona histórica da minha terra.
Fotografias de V/Bispo- 2004
O Albicastrense

terça-feira, outubro 04, 2011

CAPELAS DA MINHA TERRA


As capelas de Nossa Senhora da Piedade e do Espírito Santo, foram recentemente restauradas pela autarquia da minha terra, não referir aqui este bom trabalho, seria no mínimo uma grande injustiça para quem mandou realizar este bom trabalho.
O restauro destes dois templos, foi sem dúvida um bom trabalho, e quando assim é, só temos que elogiar e dizer: Meus amigos! Estes restauros sabem a pouco...

Que tal virarem-se agora para os chafarizes de S. Marcos e da Graça.

CAPELA DA NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Devido às construções deste século, a capela da Nossa Senhora da Piedade encontra-se completamente descaracterizada, não sendo conhecida a data da fundação deste monumento. O interior conta com painéis de azulejos joaninos representando a Adoração dos Reis Magos, a Última Ceia e os Mistérios da Virgem oferecidos, em 1739, pelos familiares do Dr. Francisco Rafeiro

CAPELA DO ESPÍRITO SANTO

Pertença em tempos da Ordem de Cristo, este templo mantém, relativo a essa época, apenas um portal romano, apresentando também uma torre sineira com coroamento piramidal. No interior destaca-se a talha do altar-mor. A Capela-mor possui cobertura em abóbada de berço rebocada e destaca-se no retábulo do altar-mor, a talha dourada do estilo nacional e nos retábulos dos altares laterais a talha neogótica.

www.igogo.pt › ... ›Castelo Branco›Pontos Turísticos

O Albicastrense

sábado, outubro 01, 2011

QUIOSQUE VIDAL - III



UM FINAL FELIZ

Entre as muitos citações que conheço sobre mudar de opinião, gostaria de lembrar neste “poust”, uma de Alexandre Herculano:

Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender”.

Vem a a citação anterior, a propósito da atribuição do espaço do antigo Posto de Turismo aos proprietários do “Quiosque Vidal”, depois de publicamente os responsáveis da autarquia albicastrense, terem assumido que o local iria ser licitado através de concurso público.
Como não tenho por hábito acreditar em histórias da carochinha ou em milagres de última hora, só posso acreditar que o abaixo assinado promovido pelos proprietários do “Quiosque Vidal”, assim como o apoio dos albicastrenses por esta causa, terão contribuído para que se fizesse justiça.
Não me vou alongar mais sobre esta triste história, pois ela já faz parte do passado, contudo, ela é demonstrativa de que ficar-se calado (que nem um rato) perante determinadas decisões, nunca é a melhor solução para quem quer que seja.
Aos responsáveis pela autarquia da minha terra, este albicastrense só pode manifestar: “só os burros não mudam de opinião”, e dizer-lhes que as palavras de Alexandre Herculano são um bom exemplo a seguir.
Para os proprietários do Quiosque, muitas felicidades e sorte para poderem continuar a servir a cidade, e os albicastrenses como até aqui.

O Albicastrense