quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Castelo Branco na História XVI

(Continuação do número anterior)

A muralha, partindo do ângulo sul poente do castelo, descia a colina pela parte ocidental da actual rua dos Chões até ao largo do Espírito Santo; daqui inflectia para a torre do Relógio, seguindo a direcção da actual rua Vaz Preto, com pequenas variantes; da Torre do Relógio, (então arquitectónica mente equilibrada com uma cúpula piramidal e não com a moderna cúpula cónica destoante da torre), continuava até ao quintal da casa Tavares Proença, situada no actual largo da Sé, onde inflectia novamente, passando nas traseiras das actuais casas da rua das Olarias, subia a encosta para fechar o parâmetro na planalto onde avultava a cidadela.
O adarve, com os seus parapeitos e palanques apoiados em consolas e cachorros, formava uma dupla fila de ameias em toda a extensão da muralha. O vistoso e formoso castelo, com as cinco torras das quais sobressaía a de menagem e da muralha poligonal com as onze torres provisórias de vigias e seteiras, eram construídas de silhares de granito e constituam um fortíssimo propugnáculo medieval de espeto imponente, majestoso.
A torre situada no ângulo nascente norte do castelo, da qual se vêem ainda umas paredes com janelas góticas germinadas, fazia parte da alcáçova, que foi residência dos alcaides e Comendadores das Ordens do Tempo e de Cristo. As janelas da parte desaparecida da alcáçova eram também trabalhadas no estilo gótico característico da época da fundação do castelo.
No livro do Tombo da Comenda figura auto de mediação e descrição da antiga alcáçova, lavrado em 16 de Outubro de 1753, data em que foi feito um inventario dos bens da extinta Casa do Infantado pelo juiz do Tombo Doutor Manuel Tavares Falcão.
A Casa do Infantado foi fundada pelo rei D. João IV, por alvará de 11 de Agosto de 1644, para ser desfrutada pelo filho segundo dos reis de Portugal e nela ingressaram os bens confiscados aos fidalgos que se bandearam com a Espanha durante as guerras da restauração.
O palácio do castelo foi também incorporado nesses bens. Em 1791 a rainha D. Maria I uniu a comenda de Alcains à de Castelo Branco da qual era donatário o príncipe do Brasil.

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PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor.
M. Tavares dos Santos

O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Lugares Escondidos da Minha Cidade

O Beco dos Caios

Dos poucos lugares em Castelo Branco, onde eventualmente possamos utilizar a expressão; “Lugares escondidos de Castelo Branco”, este Beco dos Caios, será seguramente um desses locais.
Este Beco, é certamente um lugar desconhecido para a grande maioria dos albicastrenses. Se perguntássemos a um qualquer morador da nossa cidade onde fica, a resposta seria na sua grande maioria, não sei!
Neste beco, residiram os meus avós em finais do século XIX e durante muito tempo do século XX, por esta viela passei muitas vezes a caminho do antigo Café Lusitânia, para ali poder ver televisão nos anos sessenta e setenta.
Por este beco, entravam ou saíam os clientes desse “Mítico” café que vinham da parte nova da nossa cidade, com o eclipse do Café Lusitânia, também o beco, se tornou num lugar deserto onde a vida mais não é que uma ilusão do passado.
O nosso Beco, está hoje transformado em traseira de estabelecimentos comerciais, que ali colocam o seu lixo e o transformaram em lixeira pública.
O nome deste Beco, (Caios) terá surgido em virtude de uma família que ali terá vivido durante o séc. XIX (?), e tinha esse apelido; (Segundo conversas que tive com meu pai, à muitos anos).
O Beco dos Caios e a Travessa do Relógio, são hoje locais desamparados e desprezados pelos albicastrenses, no entanto a historia da nossa cidade também passou por ali...
Não mereceriam estes e outros lugares escondidos da nossa cidade, outro tipo de terapia urbanística?

O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Tiras Humorísticas - A Torre do Relógio

O RELÓGIO DA TORRE
O relógio da torre avariou-se novamente, os amigos Bigodes e Companhia falam sobre este “grave” problema da nossa cidade.
PS – Não seria melhor substituir o mestre relojoeiro, em vez de andar no faz de conta que as horas passam por ali?
O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XVII)


Ruas da Minha Cidade
Dos muitos nomes de pessoas que constam nas placas toponímicas da nossa cidade, este será seguramente um dos que toda a gente já ouviu falar, no entanto penso que pouco saberão sobre este santo homem.
Esta rua com pouco mais de 100 metros, tem o seu início junto ao largo
de Sé e desagua na rua do Pina, (também conhecida como rua do Relógio).
Na rua S. Sebastião é possível ver-se dois bonitos painéis de azulejos, dedicados a esta figura.
Quem foi
São Sebastião?
Originário de Narbonês e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima). De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que se teria alistado no exército romano cerca de 283 DC, com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos que via enfraquecer diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão, designaram-no capitão da sua guarda pessoal – a Guarda Pretoriana. Cerca de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram o seu símbolo e uma constante na sua iconografia). Porém, Sebastião não faleceu, foi atirado no rio, pois achavam que ele estava morto, encontrado muito longe de onde foi atirado, foi socorrido por Irene (Santa Irene). Mas depois, tendo sido levado de novo diante de Diocleciano, quem ordenou então que Sebastião fosse espancado até a morte... Mas que mesmo assim, ele não teria morrido, propriamente dito... Acabou sendo morto trespassado por uma lança.Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: Historicamente o édito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em 303 DC, pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece um pouco precoce. Lembrando que mitos religiosos não são história propriamente dito. Em outras palavras, o simbolismo na história de Jonas ou de Noé não é vista como histórica pelas lideranças cristão actuais, mas sim como alegorias, estoiras de inspiração bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval – surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas; de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico. Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, e tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum cepticismo junto dos estudiosos actuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Albicastrense

sábado, fevereiro 23, 2008

CURIOSIDADES ALBICASTRENSES - (II)

CASA DO INFANTADO


A Casa do Infantado foi fundada pelo rei D. João IV, por alvará de 11 de Agosto de 1644, para ser desfrutada pelo filho segundo dos reis de Portugal e nela ingressaram os bens confiscados aos fidalgos que se bandearam com a Espanha durante as guerras da restauração.
O palácio, do Castelo de Castelo Branco foi também incorporado nesses bens.
Em 1791 a rainha D. Maria I uniu a comenda de Alcains à de Castelo Branco da qual era donatário o príncipe do Brasil.
O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Ecos na Minha Cidade

OBRAS NO MIRADOURO
DE
SÃO GENS

Consta que as anunciadas obras no miradouro de S. Gens, vão por fim arrancar !!!
O albicastrense não quer agoirar tais obras… porém como diz S. Tomé, ver para crer.
Aos responsáveis da nossa autarquia, só posso deixar aqui uma mensagem. Anunciar estas obras, uma e outra vez na imprensa, e depois continuar tudo na mesma, é prestar um mau serviço à nossa cidade e aos albicastrenses.
Faço votos para que desta vez as obras não sejam apenas uma miragem… mas antes um começar verdadeiro de obras, que os albicastrenses e a cidade bem merecem.

O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Centro Artístico Albicastrense


“Uma Colectividade Centenária”

1908-2008

Esta colectividade, comemora do próximo dia 23 de Fevereiro, 100 anos de existência. Cem anos, que seguramente terão tido momentos altos e baixos, dos actos comemorativos deste centenário, faz parte um jantar de sócios que irá decorrer na sede da colectividade nesse mesmo dia.
Se é sócio e qu
er participar, ainda está a tempo de se inscrever neste acto centenário.

Pequeno resumo histórico
Desta

Colectividade

O Grémio dos Artistas; terá sido fundado, na segunda metade do século XIX.
Os seus serões dançantes e outras actividades poéticas e culturais eram, um acontecimento bastante importante na cidade de Castelo Branco nessa época.
No entanto já
muito próximo do fim desse século, os sócios dos Grémio dos Artistas, entraram em discussões constantes entre si, e foram de tal modo, que a associação acabou por se extinguir. Dessa extinção, (segundo relatos) resultou o aparecimento de duas novas associações na nossa cidade: O Centro Artístico Albicastrense e O Clube da Castelo Branco”.
Centro Artístico Albicastrense, foi fundado a 23 de Fevereiro de 1908, por artistas, (operário,
aquele que exerce uma arte), sob a ideia do artista Manuel de Oliveira Leitão. A sua fundação deve-se a albicastrenses de classe baixa, em contraste com outras associações existentes nessa época na nossa cidade.
Nos seus esta
tutos era possível ler-se em determinado artigo o seguinte: Definem como fins da associação a instrução dos associados desenvolvimento e progresso das artes e indústrias da localidade e recreio dos sócios através de jogos e outras diversões, tal artigo constara ainda nos seus estatutos?
O Centro Artístico Albicastrense instalou-se após a sua fundação em 1908 numa casa arrendada no Largo de S. João.
Na década seguinte por volta 1912 instalou-se na rua de Santa Maria, onde ainda hoje tem sede própria, (comprada nessa mesma década).
Nas décadas de trinta a sessenta o Centro Artístico Albicastrense, juntamente com a Assembleia de Castelo Branco e o Clube de Castelo Branco, eram as três grandes associações albicastrenses e tinham inclusive prioridades sociais.
A partir da década de setenta, esta colectividade perdeu grande parte da sua mística enquanto instituição de artistas (!) pois passou a aceitar qualquer indivíduo para sócio da colectividade.
Como é hoje o dia a dia desta colectividade, da qual sou sócio acerca de quarenta anos, mas sobre a qual sei muito pouco. Quais as suas actividades actualmente?

Bandas e Tunas

Em 1921 existiu no Centro Artístico Albicastrense uma Tuna dirigida por Alberto Sele.
Em 1928, o Centro Artístico Albicastrense tinha uma Banda que era dirigida, pelo mestre Jóia, esta banda ressurgiria nos anos sessenta sob a batuta de Serafim Chamusca e desapareceria pouco tempo depois.

(Ps) Alguns dos dados aqui divulgados foram retirados do livro “ISTOPIA” Editado pela Câmara Municipal de Castelo Branco

O Albicastrense

Castelo Branco Através do Tempo



Fotografias de Veríssimo Bispo
O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Castelo Branco na História XV

(Continuação do número anterior)
As obras de construção da linha da Beira Baixa foram iniciadas em Dezembro de 1885. A linha foi aberta à exploração, entre Abrantes e Covilhã, em 7 de Setembro de 1891 e entre Covilhã e Guarda no ano seguinte.
À inauguração da linha assistiram o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, que tiveram em Castelo Branco um acolhimento entusiástico e se hospedaram no palácio do governo civil, que foi dos viscondes de Portalegre.
Durante a última década do século XIX e o primeiro quartel de século XX a cidade sofreu também, como era natural a estagnação resultante do depauperamento a que foi conduzido o país pelas estéreis lutas partidárias. Porém, no segundo quartel do século XX o abastecimento de água proveniente da serra da Gardunha e a distribuição domiciliária desse precioso elemento de civilização foram o início, de uma era de desenvolvimento e de prosperidade.
A cidade passou a ser considerada como uma das mais progressivas dos pais, por se haver ampliado e modernizado notavelmente com a abertura de novas ruas e avenidas. A sua situação topográfica, dada a ausência de empeços insuperáveis, é propícia a uma ampla e magnifica urbanização; todavia, tem-se obliterado, por vezes, nas novas edificações, o equilíbrio arquitectónico e é lamentável, que a carência desse imprescindível atributo de beleza tenha tornado detestáveis, algumas perspectivas primaciais e prejudicado sobremodo a estética citadina.
Após a narração sucinta dos sucessos mais notáveis que os factos de Castelo Branco registaram desde a época da fundação da nacionalidade, veja-mos como eram constituídas as fortificações medievais, hoje quase totalmente desaparecidas. Compulsando o livro das Fortalezas do Reino, elaborado por Duarte de Armas no século XVI e arquivado na Torre do Tombo, pois fazer-se uma reconstituição aproximada do velho baluarte.
Por lustrando os dois desenhos que lhe dizem respeito e conjugando-os as com actuais ruínas, verifica-se que a cidadela ocupava todo o planalto que dominava a povoação. Formavam a cidadela cinco torres coroadas de ameias, ligadas por espessos muros também ameados, estando situada no recinto a alcova, de elegante construção. A torre de menagem, de forma heptagonal, estava localizada no ângulo poente-norte, sobrepujando as outras quatro torres quadrangulares.

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PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor.
M. Tavares dos Santos
O Albicastrense

domingo, fevereiro 17, 2008

Jornais da Minha Cidade


GAZETA DO INTERIOR

Gerir um jornal não é tarefa fácil, chegar á milésima edição será certamente um acto enérgico nos dias de hoje.
Aos trabalhadores deste jornal, “o albicastrense” deseja no mínimo mais mil edições, garantido que comprarei sempre
"ou quase sempre" um exemplar todas as semanas.

O Albicastrense

sábado, fevereiro 16, 2008

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Colectividades da Minha Terra

Grupo Típico

“O Cancioneiro de Castelo Branco”

Das muitas colectividades, que existem em Castelo Branco, esta será com certeza a benjamim da nossa cidade, uma vez que foi fundada em finais de 2004.

Com sede no largo de S. João, desde alguns dias (no entanto ainda não inaugurada), a inauguração da nova sede deste Grupo Típico, será no dia 23 deste mês, pelas 15,00 horas, e terá a presença de algumas entidades oficiais da nossa cidade.

Do Grupo

Num panfleto disponível na sede deste grupo podemos ler o seguinte:

Este grupo Típico tem por lema manter vivo os usos e os costumes da cidade de Castelo Branco e do seu concelho onde estão inseridas as suas vinte e cinco freguesias, surge nesta cidade nos finais de 2004, o Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”, é fruto da boa vontade e do empenho de um punhado de homens e mulheres que não querem deixar perder o tão rico e vasto espolio Etno-Folclórico do concelho de Castelo Branco.

Ao passar por aquele local, tive a oportunidade de poder visitar esta sede, e fiquei deveras surpreendido com o que ali vi. Os trajes regionais, e as fotografias referentes a apanha da azeitona e fabrico do azeite que lá se encontram em exposição, são magníficas Esta colectividade é uma boa surpresa!
O Grupo Típico “ O Cancioneiro de Castelo Branco” pode e deveria ser um exemplo para as muitas associações da nossa cidade, (pois a grande maioria das nossas agremiações têm unicamente um pensamento, futebol e mais futebol).
A este Grupo, o meu Bem-Haja pelo trabalho realizado até hoje, e continuação de bom trabalho para bem da nossa cidade.

O Albicastrense


segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Castelo Branco - No Tempo


Antigo Hotel de Turismo

Capela da Senhora da Piedade
Antiga Praça de Castelo Branco
Antigo Cine - Teatro de Castelo Branco
Antiga Capela de S. João
Castelo Branco no Tempo
O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A NOSSA HISTÓRIA - (VI)

A TERRA ALBICASTRENSE ATRAVÉS DOS TEMPOS 


SEM COMENTÁRIOS!
O Albicastrense

Castelo Branco na História XIV

(Continuação do número anterior)

Pouco tempo depois da guerra peninsular, que terminou com a derrota dos exércitos franceses, a cidade de Castelo Branco veio a conhecer novos dias de miséria e de luto com as lutas politicas iniciadas em 1820, que culminaram com a guerra civil à qual puseram termo a vitoria dos liberais e a convenção de Évora Monte em 1834.
Os habitantes suportaram, como todo o pais durante esses catorze anos, os malefícios resultantes das constantes lutas que se travaram entre as duas facções antagónicas em que se dividiram os portugueses.
O embate das novas ideias liberais, disseminadas pelos exércitos franceses, com as do sistema político tradicional, originou turvos ódios e ignominiosas retaliações. Em 13 de Maio de 1834 o major Madureira entrou em Castelo Branco comandando um força do exército liberal e tomou posse do governo da cidade em nome da rainha D. Maria II.
Em 18 de Setembro de 1836 a guarnição militar e os habitantes de Castelo Branco, reunidos na Praça Velha, juraram fidelidade à constituição de 1822 posta em vigor por um golpe de estado. Em 17 de Julho de 1837 pronunciaram-se nesta cidade, proclamaram a constituição de 1826, o batalhão de infantaria nº 12 e o regimento de cavalaria nº 3, que constituíam a guarnição militar à qual tinha vindo juntar-se o regimento de cavalaria nº 4.
No dia 26 de Agosto de 1840 deu-se em Castelo Branco um pronunciamento militar, que fracassou, contra o ministério do conde de Bonfim. Em 1844 em 1846 e em 1847 ocorreram na cidade vários episódios das lutas entre os partidos políticos que constantemente se digladiavam.
Após uma calamitosa crise alimentícia nos anos de 1856 e 1857, a cidade voltou a desfrutar a tranquilidade propícia ao seu desenvolvimento. Em 16 de Agosto de 1858 foi inaugurada uma linha telegráfica de Abrantes a Castelo Branco e em 24 de Dezembro de 1860 inaugurou-se na cidade a iluminação pública.
No dia 14 de Julho de 1889 (Domingo) às 18 horas entrou pela primeira vez na estação de Castelo Branco uma locomotiva a vapor (a nº 135), facto que motivou vibrantes e calorosas manifestações de regozijo da população da cidade.

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PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor.
M. Tavares dos Santos

O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

EXPOSIÇÃO - "Expressões"

Aníbal Jorge

Na sala da Nora do Cine – Teatro Avenida está patente ao público, uma exposição de Aníbal Jorge, que gostaria de aqui dar a conhecer aos albicastrenses.
Não vou aqui dizer quem é Aníbal Jorge … Se quiser saber quem é este artista! Vá visitar esta exposição e fique a conhecer a obra deste Argentino que actualmente reside e trabalha na nossa região.
Os desenhos de Aníbal Jorge são todos eles de personalidades dos mais diversos quadrantes, ali podemos ver os Retratos feitos a lápis de Rosa Mota, Carlos Lopes, Mário Soares, José Afonso e muitos outros.

Levante o seu rabo da cadeira, e vá até lá… pois o autor merece bem a sua visita.

O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 05, 2008

CARNAVAL EM CASTELO BRANCO - 2008


Para esquecer as mágoas de 2007 e aquelas que nos esperam para 2008. Aqui ficam duas imagens do Carnaval de Castelo Branco.

Atenção não vale babarem-se para as meninas.

O Albicastrense

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XVI)


Ruas da Minha Cidade
Dos muitos nomes de pessoas que constam nas placas toponímicas da nossa cidade, este será seguramente um dos que pouco, ou nada, dizem aos albicastrenses.
A rua que aqui trago desta vez, situa-se na zona histórica da nossa cidade. 
Esta rua, é uma transversal entre as ruas João Carlos Abrunhosa e Santa Maria, e tem o seu início ou fim consoante se suba ou desça, nas traseiras do tribunal de Castelo Branco. 
O pavimento desta rua, foi recentemente mudado pela nossa autarquia, pena é que as casas ali existentes não tenham tido a mesma sorte.
A placa toponímica, diz apenas: “Rua Mousinho Magro” muito pouco para que os albicastrenses possam saber quem foi este homem, de quem se sabe aliás muito pouco. 
Anteriormente, esta rua teve vários nomes, entre os quais destaco um que ainda hoje é recordado pelos mais velhos, ” Rua dos Jasmins”.

Quem foi
Gaspar Mouzinho Magro?
Gaspar Mouzinho Magro: Nasceu em Castelo Branco na primeira metade do século XVII, filho de um casal de Albicastrenses, António Magro Mouzinho e Isabel Pires.
Desempenhou em Castelo Branco, (sua terra natal) vários lugares importantes, entre os quais o de Procurador às cortes em 1669. 
Casou com Catarina Vilela Leitão, deste casamento não houve filhos. 
Talvez por isso e também por ser homem possuidor de avultados bens, institui "uma capela na igreja Santa Maria cuja administração confiou, por disposição testamentária, à confraria de Nossa Senhora do Rosário, para que, com o seu rendimento, se distribuíssem dotes às raparigas "pobres, casadoiras, de boa vida e costumes". 
Gaspar Mouzinho Magro faleceu em Castelo Branco a 29 de Abril de 1685. 
Está sepultado no convento de Santo António. 
Fez testamento e instituiu capela na igreja de Santa Maria, com missa quotidiana.

(alguns dados da disposição testamentaria de Gaspar Mouzinho Magro)
(1) Não tendo descendência do seu casamento com D. Catarina Vilela Leitão e possuindo avultados bens, instituiu uma capela na igreja de Santa Maria, cuja administração confiou à Confraria de Nossa Senhora do Rosário (por disposição testamentária de 29.8.1684 e codicilio de 28.4.1685) para do seu rendimento se distribuírem dotes a 5 raparigas pobres daquela freguesia, que fossem casadoiras, de boa vida e costumes mas sem raça de cristãos-novos... A pedido dos mordomos da dita Confraria, a importância de 12000 réis, correspondente a cada dote, foi aumentada para 24000 réis por breve pontifício de 7.5.1803, com o fundamento Gaspar Mouzinho anexou esta capela às duas instituídas por seus irmãos, Jorge e D. Emerenciana Mouzinho, que haviam deixado do mesmo modo todos os bens à Confraria de Nossa Senhora do Rosário. ”Desembargo do Paço-Beira”. 
Gaspar Mouzinho Magro nomeia por herdeira e testamenteira a mulher, D. Catarina Vilela Leitão, a quem deixa o usufruto dos seus bens,” ficando viúva ou casando com um homem seu igual na qualidade”. Porém, “esquecendo-se ela de quem é e de que foi minha mulher e casar com um homem que tenha parte da nação, cristão-novo por muito pouco que seja, a hei logo por dês herdada e não quero que goze nem possua cousa alguma minha um só instante”, passando então tudo a ser administrado pelos mordomos de Nª Sª do Rosário. Aqui se manifesta o espírito intolerante deste ilustre benemérito, mas D. Catarina conservou-se viúva até à data do seu falecimento, em 21.9.1688.
O Albicastrense

domingo, fevereiro 03, 2008

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Conservação de Têxteis antigos

Alma das Gentes

Atelier

De

Conservação de Têxteis antigos

(Colchas e painéis de Castelo Branco, paramentos e outros).

Praça Municipal de Castelo Branco
1º andar loja nº 8

Horário
09.00-13.oo e das 14.30-18.00.

Telemóvel - 966335138

No seguimento de um pedido de ajuda que me foi feito em 2007 pela Sandra Carvalho, informo todos os interessados que a Sandra abriu uma pequena loja, no espaço acima mencionado.
Informo também os interessados, que a Sandra fez a sua formação nesta área no
Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

O Albicastrense

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (III)

                                     PARTI-LHE  AS SUAS RECORDAÇÕES SOBRE ESTE LOCAL A imagem deste poste mostra-nos um local não ...