quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Colectividades da Minha Terra

Grupo Típico

“O Cancioneiro de Castelo Branco”

Das muitas colectividades, que existem em Castelo Branco, esta será com certeza a benjamim da nossa cidade, uma vez que foi fundada em finais de 2004.

Com sede no largo de S. João, desde alguns dias (no entanto ainda não inaugurada), a inauguração da nova sede deste Grupo Típico, será no dia 23 deste mês, pelas 15,00 horas, e terá a presença de algumas entidades oficiais da nossa cidade.

Do Grupo

Num panfleto disponível na sede deste grupo podemos ler o seguinte:

Este grupo Típico tem por lema manter vivo os usos e os costumes da cidade de Castelo Branco e do seu concelho onde estão inseridas as suas vinte e cinco freguesias, surge nesta cidade nos finais de 2004, o Grupo Típico “O Cancioneiro de Castelo Branco”, é fruto da boa vontade e do empenho de um punhado de homens e mulheres que não querem deixar perder o tão rico e vasto espolio Etno-Folclórico do concelho de Castelo Branco.

Ao passar por aquele local, tive a oportunidade de poder visitar esta sede, e fiquei deveras surpreendido com o que ali vi. Os trajes regionais, e as fotografias referentes a apanha da azeitona e fabrico do azeite que lá se encontram em exposição, são magníficas Esta colectividade é uma boa surpresa!
O Grupo Típico “ O Cancioneiro de Castelo Branco” pode e deveria ser um exemplo para as muitas associações da nossa cidade, (pois a grande maioria das nossas agremiações têm unicamente um pensamento, futebol e mais futebol).
A este Grupo, o meu Bem-Haja pelo trabalho realizado até hoje, e continuação de bom trabalho para bem da nossa cidade.

O Albicastrense


3 comentários:

  1. Anónimo16:33

    Na terra do Xerife de Albigham, modernamente conhecida como a terra dos Albis*

    O leitor albicastrense, Rui Joaquim Lopes Leitão, enviou-nos um pedido de publicação deste seu texto, aqui fica, integralmente:

    Há muito tempo atrás, muito tempo mesmo, quando a monarquia ainda era a forma de poder vigente, existia um rei que tirava aos pobres para dar aos ricos. Esse rei, Sócrates Sem Terra (o seu nome advinha da circunstância de ele se identificar como pertencente à tribo lusitana dos Montes Herminios, embora pareça que a partir de determinado momento, ele pertencia à tribo europeia dos Montes Altos, e noutras alturas pertencia a outras tribos consoante os interesses do momento), governava com mão de ferro, exercendo uma tirania ingovernável para a população que anos antes o acolhera com alegria e exultação. O engraçado é que a sua formação real tinha sido alvo de uma controvérsia desmesurada, pois não se sabia sequer se ele tinha frequentado os estudos régios necessários à função real, ou até se tinha assinado os projectos dos edifícios régios, ou até se sabia o inglês técnico necessário, mas o que interessa é que era ele o mandatário. O seu governo de despotismo iluminado (pela Empresa de Iluminação Real, vulgo EDP), trouxe o pais para uma idade, que fazia parecer a Idade Média um expoente do Iluminismo. As suas ideias eram postas em prática, por elementos de sua confiança como o Xerife de Albigham, o excelentíssimo Dr. Lopes e Dias Santos, expoente máximo da autoridade real no concelho. Este senhor exercia o poder numa escala de hierarquia ditatorial, controlando os movimentos com o apoio dos esbirros distribuídos pelos mais diversos serviços. Os seus esbirros eram identificados pelo elevado grau de dedicação e pelos seus temidos contactos espalhados pelo mais vulgar dos cafés, onde com o seu olhar cavernoso controlavam os movimentos suspeitos dos lábios das pessoas. Qualquer ideia contra o governo real ou a autoridade local era logo contra atacado com uma veemência fora do comum em órgãos de comunicação regional, havendo inclusive a hipótese de sendo apanhada essa pessoa se fazer uma grande festa recheada com um Leitão assado à moda de Albigham (intuímos que sabem do que estou a falar). O rigor e a verticalidade dos serviços municipais de Albigham eram defendidos até à exaustão com a publicação regular de boletins e fotografias constantes do Xerife nas mais diversas poses em todos os órgãos de comunicação social local. Seguindo uma tradição local, os munícipes teriam todos os dias, acompanhados de uma carpete persa, rezar virados para o edifício do xerifado, a congratular a existência de tão vil homem. Eis que então no escuro da noite, aparece a figura de Leitão dos Bosques, uma sombra segundo dizem, o homem das mil caras que não consta dos registos dos arquivos secretos do xerifado, a esperança de um povo ávido de uma rebelião.
    O que vão ouvir a seguir é a transcrição de uma conversa entre dois leais servidores. A manda chuva e o pau mandado.
    Manda chuva: Ouvi dizer que andaram a conspurcar o sagrado nome do nosso Deus-chefe, pau mandado!
    Pau-mandado: Que quereis que diga, manda chuva?
    Manda Chuva: Aquilo que quero ouvir, claro!
    PM: é verdade, malvados.
    MC: Um homem tão sábio e omnipotente, nem percebo. Cada vez que se levanta da cama tem uma ideia nova para Albigham. Qualquer dia somos a capital do brinquedo em Portugal.
    PM: É verdade, com tanta brincadeira que se faz, só nos faltava essa. É claro, as finanças vão-se embora, a agricultura também, mas fico tão feliz em ver os brinquedos a chegar. Tão bonito.
    MC: E a nova arena? Vai ser algo extraordinário. Qualquer Leitão mal intencionado pode ser vilipendiado em hasta pública com apresentação do José Carlos Malato. A felicidade transborda a minha pacata vida.
    PM: Claro, chefe. Estou tão feliz. (mostrando a sua enorme energia, através da sua cara sisuda)
    MC: Mas parece que não partilhas da minha alegria, pau mandado!
    PM: Não, manda chuva, partilhar partilho, mas sou muito introvertido. Já sabe como sou. A minha alegria é enorme, mas por dentro.
    MC: Qualquer dia vamos estar desertos, sem ninguém, mas só com apoiantes fervorosos do nosso xerife e do Rei. Longa vida ao Dias Santos….
    Semi-anjinha (chegada atrasada como de costume): Perdi alguma coisa? Desculpem o atraso, mas estive a dar graxa ao xerife, parece que andam ai uns rumores acerca da maldade dele. A resistência anda numa campanha de desinformação atroz, temos de nos juntar ainda mais para fazer de conta que está tudo bem. Já ouviram falar do João Pequeno? É um amigo do Leitão dos Bosques, mas já anda farto de fazer o papel de bom, e agora veio falar com o grande xerife, porque a ASAE foi a Sherwood e fechou-lhe a tasca. Só a fazer bem, não se ganha a vida, né? (seguida de gargalhada grotesca e maldosa)
    MC: Sim, tens razão, temos de nos arregimentar todos, porque se a resistência ganha, as pessoas pensantes começam a mandar e então o que vai ser de nós, povo ignorante mas que tem a mania da sabedoria.
    PM: E será agora a possibilidade à muito esperada de apanharmos o Leitão dos Bosques? Bendito sejam os bufos! E bendita seja a ASAE!
    Em coro: ASAE, ASAE, tão boa sois vós, possibilitadora de apanharmos Leitões mal assados e causadores de tanta indigestão. Que a vossa luta não seja inglória.

    (Qualquer coincidência com a ficção é pura realidade)

    *Rui Joaquim Lopes Leitão

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  2. Obrigado pela ajuda. Decidi escolher o traje que me enviaste!

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  3. Caro Fábio.
    Não tens que agradecer.
    O albicastrense.

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