segunda-feira, fevereiro 04, 2008

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XVI)


Ruas da Minha Cidade
Dos muitos nomes de pessoas que constam nas placas toponímicas da nossa cidade, este será seguramente um dos que pouco, ou nada, dizem aos albicastrenses.
A rua que aqui trago desta vez, situa-se na zona histórica da nossa cidade. 
Esta rua, é uma transversal entre as ruas João Carlos Abrunhosa e Santa Maria, e tem o seu início ou fim consoante se suba ou desça, nas traseiras do tribunal de Castelo Branco. 
O pavimento desta rua, foi recentemente mudado pela nossa autarquia, pena é que as casas ali existentes não tenham tido a mesma sorte.
A placa toponímica, diz apenas: “Rua Mousinho Magro” muito pouco para que os albicastrenses possam saber quem foi este homem, de quem se sabe aliás muito pouco. 
Anteriormente, esta rua teve vários nomes, entre os quais destaco um que ainda hoje é recordado pelos mais velhos, ” Rua dos Jasmins”.

Quem foi
Gaspar Mouzinho Magro?
Gaspar Mouzinho Magro: Nasceu em Castelo Branco na primeira metade do século XVII, filho de um casal de Albicastrenses, António Magro Mouzinho e Isabel Pires.
Desempenhou em Castelo Branco, (sua terra natal) vários lugares importantes, entre os quais o de Procurador às cortes em 1669. 
Casou com Catarina Vilela Leitão, deste casamento não houve filhos. 
Talvez por isso e também por ser homem possuidor de avultados bens, institui "uma capela na igreja Santa Maria cuja administração confiou, por disposição testamentária, à confraria de Nossa Senhora do Rosário, para que, com o seu rendimento, se distribuíssem dotes às raparigas "pobres, casadoiras, de boa vida e costumes". 
Gaspar Mouzinho Magro faleceu em Castelo Branco a 29 de Abril de 1685. 
Está sepultado no convento de Santo António. 
Fez testamento e instituiu capela na igreja de Santa Maria, com missa quotidiana.

(alguns dados da disposição testamentaria de Gaspar Mouzinho Magro)
(1) Não tendo descendência do seu casamento com D. Catarina Vilela Leitão e possuindo avultados bens, instituiu uma capela na igreja de Santa Maria, cuja administração confiou à Confraria de Nossa Senhora do Rosário (por disposição testamentária de 29.8.1684 e codicilio de 28.4.1685) para do seu rendimento se distribuírem dotes a 5 raparigas pobres daquela freguesia, que fossem casadoiras, de boa vida e costumes mas sem raça de cristãos-novos... A pedido dos mordomos da dita Confraria, a importância de 12000 réis, correspondente a cada dote, foi aumentada para 24000 réis por breve pontifício de 7.5.1803, com o fundamento Gaspar Mouzinho anexou esta capela às duas instituídas por seus irmãos, Jorge e D. Emerenciana Mouzinho, que haviam deixado do mesmo modo todos os bens à Confraria de Nossa Senhora do Rosário. ”Desembargo do Paço-Beira”. 
Gaspar Mouzinho Magro nomeia por herdeira e testamenteira a mulher, D. Catarina Vilela Leitão, a quem deixa o usufruto dos seus bens,” ficando viúva ou casando com um homem seu igual na qualidade”. Porém, “esquecendo-se ela de quem é e de que foi minha mulher e casar com um homem que tenha parte da nação, cristão-novo por muito pouco que seja, a hei logo por dês herdada e não quero que goze nem possua cousa alguma minha um só instante”, passando então tudo a ser administrado pelos mordomos de Nª Sª do Rosário. Aqui se manifesta o espírito intolerante deste ilustre benemérito, mas D. Catarina conservou-se viúva até à data do seu falecimento, em 21.9.1688.
O Albicastrense

1 comentário:

  1. Anónimo20:27

    tem a certeza que ele não tinha filhos ??? é que há quem tenha Magro no nome como é um caso de um colega meu. boa sorte com o blogue.
    abraço de um albicastrense

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