segunda-feira, fevereiro 23, 2015

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VIII)

LEMBRANÇAS....
Para a história do Bispado de Castelo Branco”

(Continuação)
O segundo bispo, D. Vicente Ferrer da Rocha, também da Ordem dos Pregadores, nasceu em Lisboa a 5-IV-1736, sendo eleito a 21-VII-1782, confirmado a 16-XII do mesmo ano e sagrado no Convento da Trindade, da capital, a 24-II do ano seguinte.
Demorou em Castelo Branco mais de trinta anos, deixando assegurada a sua actividade em consideráveis melhoramentos. Muito lhe ficou devendo o Paço Episcopal e a Sé, de sorte a tornar-se conhecido pelo Bispo-artista.
Nas obras do prelado anda estreitamente confundida a esfumada lembrança de um humilde, mas notável colaborador, frei Daniel, professor dominicano, imaginário e autor dos alçados de sacristia e da capela-mor da Sé, talvez do chafariz da Mina, digno de merecer as honras de algum investigador, com argucia e lazeres para trazer à homenagem publica um apreciável obreiro das nossas jóias de arte e arquitectura locais.
Pouco sabemos dos dados biográficos, apenas que D. Vicente lhe dava plenos poderes para imaginar e prosseguir as obras do bispado. Faleceu a 8-X-1806, e ficou sepultado no adro da Sé, à porta da sacristia, obra de sua própria concepção e risco, junto do prelado e amigo.
D. Vicente Ferrer, como se disse, foi testemunha e comparsa de alguns episódios da primeira invasão napoleónica, e acolheu Junot no Paço Episcopal.
Perante o general em chefe e o governador militar da cidade, Peyre Ferry, em tal emergência aponta-o Roxo como sendo extremamente sensível à lisonja e brindando Ferry com a quantia, ao tempo, importante, de duzentos mil reis, em resposta a uma carta de requintada amabilidade gaulesa.
Mas conta, do mesmo passo, como as justiças da cidade e as câmaras da comarca ordenavam colectas e fintas – imagine-se com que vontade! - para o mesmo destino...
(Continua)
Texto retirado do livro: Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de: Francisco Morais e José Lopes Dias
O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

MORREU ALBANO MATOS

MORREU UM ALBICASTRENSE
"Jornalista Albano Matos morreu aos 59 anos"

Albano Matos trabalhou 26 anos no Diário de Notícias, onde foi editor-executivo adjunto, responsável pelas editorias de Internacional e Artes, e grande repórter.

O jornalista Albano Matos morreu esta quarta-feira, em Lisboa, aos 59 anos. Foi jornalista do DN durante 26 anos.
Albano Melo Matos nasceu em Castelo Branco, a 27 de julho de 1955. Estudou no Liceu Nuno Álvares, em Castelo Branco, e veio para Lisboa para estudar Direito, tendo concluído o bacharelato na Universidade de Lisboa. No jornalismo, iniciou a carreira no Tempo e colaborou com O Globo, Êxito e Telestar, mas foi no Diário de Notícias que fez grande parte da sua carreira. Entrou na redação em 1988 e ao longo dos muitos anos que passou no jornal ocupou vários cargos de chefia: foi editor-executivo adjunto e responsável pelas editorias de Internacional e Artes.
Foi também grande repórter e em 1999 foi o enviado especial do DN a Timor, para cobrir o referendo da independência e o que chamou "o dia mais aguardado da história de Timor-Leste". Saiu do DN no ano passado, no processo de despedimento coletivo.
É recordado pelos colegas como uma pessoa com grande cultura. "Era um jornalista com uma grande bagagem cultural e prova disso é ter trabalhado e ter escrito em secções tão diferentes como Desporto, Internacional e Artes, dando-nos sempre textos de grande qualidade", lembra a chefe de redação do DN, Graça Henriques.
Texto retirado de, "DN TV&MEDIA"
O Albicastrense 

TIRAS HUMORÍSTICAS – CX

BIGODES & COMPANHIA
A dupla "Bigodes & Companhia" resolveu ganhar algum no negócio do plástico, vai daí, montou banca à porta das grandes superfícies para vender sacos de plástico a 5 cêntimos.
Este albicastrense não se responsabiliza pelo negócio da dupla marada, contudo, apela à compreensão dos possíveis clientes para as necessidades dos pobres coitados.
PS. Se por ventura alguém os vir por lá, não chamem a polícia, pois tal como diz o Companhia: “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.
                                     O Albicastrense 

terça-feira, fevereiro 17, 2015

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE - (XXI)

POR
MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO
 (Continua)
PS. Manuel da Silva Castelo Branco nasceu a 21 de fevereiro de 1928, era natural da freguesia da Orca, concelho do Fundão, faleceu no dia 14 de outubro de 2014 em Lisboa.
Foi o último presidente antes do 25 de abril de 1974, da Câmara Municipal de Castelo Branco.
 O ALBICASTRENSE

sábado, fevereiro 14, 2015

ZONA HISTÓRICA

TRISTEZAS NA ZONA HISTÓRICA
DA
TERRA ALBICASTRENSE

Muitas são ainda as casas em ruínas na zona histórica de Castelo Branco, independentemente do bom trabalho já feito nesta área nos últimos tempos, as imagens aqui postadas são apenas um exemplo da tristeza que ainda mora na referida zona.
É completamente inadmissível que existam senhorios cujas casas estejam como as imagens mostram, e que a autarquia albicastrense nada faça (ou nada possa fazer) para resolver este tipo de atentados à nossa zona histórica.
Mais uma vez aqui fica a denúncia e ao mesmo tempo o apelo, para que situações como estas sejam de uma vez por todas resolvidas o mais rapidamente possível, pois, é totalmente inadmissível que depois do investimento feito na zona histórica da terra albicastrense, nada aconteça para resolver de uma vez por todas estas desgraçadas situações.

O Albicastrense

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VII)

LEMBRANÇAS....
Para a história do Bispado de Castelo Branco”
(Continuação)
Estremecem de indignação e de impotência da época. Provavelmente de Alcântara, debalde Junot proclama aos portugueses e, em primeiro lugar, a esta cidade (20 de Novembro de 1807), os falsos propósitos de nos “salvar da dominação inglesa”, de manter a disciplina e o bom comportamento da suas tropas, sob a pena das leis e conselhos de guerra; debalte, seria acolhido com Delabord, Loison, o governador Peyre Ferry e outros chefes gauleses à mesa do prelado, no magnifico Paço, concorrendo a cidade no bom gasalhado aos intrusos, em boletos, requisições e facilidades de varias ordem.
Sofriam-se ultrajes na honra e na fazenda, e assim sucederia em outras terras beiroas, Sarzedas, Covilhã, Alpedrinha e Tinalhas, até que, decorridos tempos, contra a saque, o morticínio e o incêndio, os primeiros gritos de explosão patriótica levantassem a resistência e a insurreição por toda a parte.
Por ali passou o Conde de Aranda, comandante do exercito franco-espanhol na Campanha de 1762, o infante espanhol D. Carlos, em 1833, e bem merecia evocar-se o que de curioso, trágico ou burlesco, presenciou o histórico cenário. Mas após o ultimo bispo de Castelo Branco, foi-se de deteriorando e delapidando o recheio do Paço, até 1835, em que passou a outras funções. 
Ali se hospedou Saldanha em 1846, que por medida de segurança mandou recolher a baixela a Tomar, restituída no ano seguinte e conservada em deposito particular, até 1854, em que se verificou ter o peso de 28864,9 oitavas de prata. Tudo foi entristecendo e envelhecendo naquela casa, até à instalação do liceu em 1911 e após ter decaído em funções mesquinhas....
(Continua)
Texto retirado do livro: Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de: Francisco Morais e José Lopes Dias

O Albicastrense

terça-feira, fevereiro 10, 2015

EXPOSIÇÃO " PLANET FERROVIA "


     DE
CASTELO BRANCO
Visitei este fim de semana a exposição que se encontra no Centro de Arte Contemporânea de Castelo Branco. 


O trabalho de Viktor Ferrando é inspirado em planetas e satélites, desenvolvido a partir de materiais ferroviários em desuso que impressionam pelas dimensões e que não deixam, seguramente, ninguém indiferente.

Se mora em Castelo Branco ou pensa vir até cá, não deixe de visitar esta interessante    exposição.

O Albicastrense

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – XCIV

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para o outro jornal, deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Continuando, temos agora a sessão de 9 de Maio de 1798. Apareceram nela a Nobreza e o Povo, porque era preciso informar o Governo da Rainha sobre um requerimento de Simão da Costa Caldeira Pedroso, que pretendia tapar uma porção de terreno de quarenta palmos de largura e de comprimento tudo o que ia “desde a Moreira que deve ficar fora athé a outra quina da casa” de que o requerente já era possuidor, junto ao Largo de S . João.
Vereadores, Nobreza e Povo acharam que o requerimento era de atender e os louvados avaliaram o foro, que pelo terreno devia ser pago em reis.
Que terreno fosse esse não sabemos nós dizer, porque a “Moreira que deve ficar fora” ninguém sabe onde ficava, mas devia ficar pelas alturas das casas que a família Caldeira Pedrosa hoje ainda possui ali perto, no começo das descida para o chafariz da Mina.
A sessão seguinte realizou-se no dia 15 de Maio e meteu também Nobreza e Povo, porque também se tratava da cedência de terreno por afloramento.
Primeiro era Manuel Gonçalves Custodio que pretendia aforar “um bocado de terra do concelho, no sitio da Devesa do lugar de Escalos de Baixo”.
Responderam todos que sim, que estava bem.
Depois era um requerimento de “Maria Luiza Pica Peixe, que pretendia tapar uma terra na folha de S. Bartholomeu no sitio do Carvalhinho”; mas a requerente tinha morrido e por isso atirou-se o requerimento para o cesto dos papeis velhos e passou-se adiante.
A sessão seguinte realizou-se no dia 7 de Junho. O que nela se passou foi isto:
Nesta Veriação foi aprezentada huma Provizão em que Sua Mag. consede a esta Camera a liberdade de poder nomear hum novo Medico com o Partido de Duzentos e quarenta mil reis como consta de huma Provizão que se acha Registada no Livro do Registos desta Camara a folha 297 e por todos uniformemente foi determinado que nomeavão para Medico desta cidade segundo Partido igual ao que já há de duzentos e quarenta mil reis a Felipe Joaquim Henriques de Payva por com correrem nella os requezitos necessarios, porque no tempo que tem rezedido nesta cidade tem dado provas do seu bom talente, e atevidade, e zello tem curado nesta mesms cidade sem qiue athe o prezente tenha percebido couza alguma”.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: o que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

AO PRESIDENTE DA AUTARQUIA ALBICASTRENSE - (II)

Hoje ao passear pela rua Mousinho Magro, dei comigo a olhar para os dois portados que se podem ver na imagem aqui postada e a perguntar ...