quinta-feira, fevereiro 12, 2015

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VII)

LEMBRANÇAS....
Para a história do Bispado de Castelo Branco”
(Continuação)
Estremecem de indignação e de impotência da época. Provavelmente de Alcântara, debalde Junot proclama aos portugueses e, em primeiro lugar, a esta cidade (20 de Novembro de 1807), os falsos propósitos de nos “salvar da dominação inglesa”, de manter a disciplina e o bom comportamento da suas tropas, sob a pena das leis e conselhos de guerra; debalte, seria acolhido com Delabord, Loison, o governador Peyre Ferry e outros chefes gauleses à mesa do prelado, no magnifico Paço, concorrendo a cidade no bom gasalhado aos intrusos, em boletos, requisições e facilidades de varias ordem.
Sofriam-se ultrajes na honra e na fazenda, e assim sucederia em outras terras beiroas, Sarzedas, Covilhã, Alpedrinha e Tinalhas, até que, decorridos tempos, contra a saque, o morticínio e o incêndio, os primeiros gritos de explosão patriótica levantassem a resistência e a insurreição por toda a parte.
Por ali passou o Conde de Aranda, comandante do exercito franco-espanhol na Campanha de 1762, o infante espanhol D. Carlos, em 1833, e bem merecia evocar-se o que de curioso, trágico ou burlesco, presenciou o histórico cenário. Mas após o ultimo bispo de Castelo Branco, foi-se de deteriorando e delapidando o recheio do Paço, até 1835, em que passou a outras funções. 
Ali se hospedou Saldanha em 1846, que por medida de segurança mandou recolher a baixela a Tomar, restituída no ano seguinte e conservada em deposito particular, até 1854, em que se verificou ter o peso de 28864,9 oitavas de prata. Tudo foi entristecendo e envelhecendo naquela casa, até à instalação do liceu em 1911 e após ter decaído em funções mesquinhas....
(Continua)
Texto retirado do livro: Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de: Francisco Morais e José Lopes Dias

O Albicastrense

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