terça-feira, janeiro 08, 2013

PORTADOS QUINHENTISTAS - III

Portados Quinhentistas de Cidade
de
Castelo Branco
(1979)
Por Anacleto Martins
RUAS SITUADAS FORA DA MURALHA
(Continuação)

RUA J. CARLOS ABRUNHOSA
(Antiga Rua da Ferradura)
São portados quinhentistas os portados números: 4, 8, 40, 42, e o 46, com lintel trabalhado com ornatos manuelinos.

TRAVESSA DA FERRADURA
São quinhentistas os portados os números: 8, 10, 13, este com ornatos manuelinos no lintel, e o 15.

RUA MOUSINHO MAGRO
(Antiga Rua do Postigo e temporariamente também de Almirante Reis)
Esta rua situa-se, parte dentro e parte fora do circuito das muralhas e tem os seguintes portados quinhentistas: 50, 52, 54, 56, 58, 60, e 62.

RUA TENENTE VALADIM
É quinhentista o portado número 33.

RUA DO SACO (Atual)
São quinhentistas os portados números: 14, 18, 20, e 22.
DENTRO DO RECINTO DAS MURALHAS

RUA DO RELÓGIO
São quinhentistas os portados, números: 19 e 21, que são geminados, e o 23.
O edifício correspondente aos números 19 e 21, tem janelas também quinhentistas e uma delas apresenta lintel trabalhado com ornato característico da época.
Entre os números 21 e 23, situa-se, hoje, uma janela que foi também porta quinhentista.

PRAÇA DE CAMÕES
(Antiga Praça Velha)
É quinhentista o portado número 17, que corresponde ao edifício que foi Celeiro da “Ordem de Cristo”, cuja cruz ostenta na fachada que dá para a Praça de Camões e na fachada da Rua de Santa Maria, ao alto de curiosa escadaria com balcão a dar para o 1º andar. No rés-do-chão, a ligar dois compartimentos, apresenta ainda um belo arco de características românicas.

RUA DE SANTA MARIA
(Temporariamente, de Mousinho Magro)
São quinhentistas os portados geminados, números: 25 e 27; 29 e 31; 36 e 38; 62 e 64; 66 e 68; 71 e 73; 75 e 77; 79 e 81, 120 e 122, e os portados simples, números: 35; 41; 47; 53; 70, em edifício a que corresponde, no primeiro andar, uma janela também quinhentista com adorno original, no lintel; 72; 83; 112; 113; que tem ao lado uma janela quinhentista – adaptação de um portado da mesma época; 114; 116; 118 e 124.
NOTAS DE VERÍSSIMO BISPO
(2013)

Rua João Carlos Abrunhosa
Passados trinta e três anos após o estudo do padre Anacleto, nada mudou nesta velha rua da terra albicastrense. Ou seja: os cinco portados contabilizados por ele, continuam nos seus devidos lugares e em bom estado de saúde.

Travessa da Ferradura
Também nesta rua as coisas não mudaram. Os 4 portados constantes no referido trabalho, estão de boa saúde.

Rua Mousinho Magro
Depois das duas ruas anteriores em que a situação não se alterou em relação ao trabalho do padre Anacleto, surge a primeira tristeza neste conjunto de oito ruas.
Dois dos portados desta rua números 60 e 62, fazem parte de uma velha casa que já não existe. Ou seja: a velha casa foi mandada abaixo porque corria o risco de derrocada, porém, os dois portados foram lá deixados (como se pode ver numa das imagens colocadas neste post), para serem colocados na casa quando esta for reconstruída. O pior é que passados quase dois anos tudo continua na mesma.
Faço aqui um apelo aos responsáveis pela autarquia albicastrense, para que “obrigue” este senhorio a recuperar esta velha casa, pois os velhos portados não podem continuar na situação em que se encontram. Todos os outros portados estão bem.

Rua Tenente Valadim
O único portado desta rua está de boa saúde.

Rua do saco
O padre Anacleto diz-nos no seu trabalho que em 1979 existiam nesta rua quatro portados, (14, 18, 20 e 22). A situação é hoje bem diferente: o portado número 14 foi pintado; o número 18 foi mandado abaixo; o número 22 transformado em janela; apenas o portado número 14 continua de boa saúde. Uma desgraça é o mínimo que se pode dizer desta pequena rua.

Rua do Relógio
Os portados desta rua estão bem, contudo, o mesmo não se pode dizer de algumas das casas que os albergam.

Praça de Camões
O único portado desta Praça está de muito boa saúde. Para quem ainda não olhou bem para este portado recomendo uma visita.

Rua de Santa Maria
Confesso que quando comecei a percorrer esta bonita rua da velha urbe albicastrense, tive receio do que poderia encontrar, pois os portados são muitos e o respeito por eles não abunda na terra albicastrense.
Felizmente os meus receios eram injustificados, pois os portados contabilizados pelo padre Anacleto, continuam a existir na sua totalidade.
Contudo não posso deixar de aqui dizer, que muitos dos velhos portados estão em casas degradadas e onde a vida perece ter sido extinta há muitos anos.
Terminava recomendando um visita a uma casa situada nesta rua. Casa que além de ter um conjunto de belos portados, tem igualmente um lindíssimo conjunto de janelas.

UM PEQUENO RESUMO DAS OITO RUAS:
Trinta e três anos depois do trabalho do padre Anacleto, constatei, que neste conjunto de oito ruas houve “apenas” 1 (UM) portado que foi mandado abaixo, (Rua do Saco). Contudo, a situação em que muitos deles se encontram é deveras preocupante, pois muitas das velhas casas em que eles se situam, estão em péssimas condições.
(Continua)
O Albicastrense

9 comentários:




  1. Que belíssimo roteiro!!!
    Quantas vezes passei por elas sem me aperceber ...
    Ab,

    ResponderEliminar
  2. Amiga Idanhense.
    Não podia estar mais de acordo.
    Abraço

    ResponderEliminar
  3. Anónimo12:02

    O Morão vai construir um Pavilhão multi-usos na Garage da Beira como fez o Frexes no Fundão.
    Correcto.

    ResponderEliminar
  4. Caro anónimo
    Será!........
    Ainda não tinha tinha conhecimento deste novo empreendimento.
    Vamos aguardar para sabermos se tal é verdade.
    Abraço

    ResponderEliminar
  5. Anónimo13:57

    Gostaria de saber que informações tem sobre a rua de santa maria. é uma rua com muita história mas não é está a ser bem explorada.
    Se tiver mais informações poderia mandar-me para o mail sun_bite@hotmail.com

    Agradeço-lhe por dar importância a estas temáticas.

    ResponderEliminar
  6. Amigo anónimo.
    Como não tenho dados históricos sobre a rua de Santa Maria, fica aqui o seu pedido para que quem os possa ter o possa ajudar.
    Tem razão quando diz: "que esta rua está a ser explorada", contudo, desse mal sofre toda a zona história da terra albicastrense.
    Espero que alguém o possa ajudar.
    Abraço

    ResponderEliminar
  7. Anónimo14:52

    O Morão tem a Rua tão explorada até ao tutano. Veja que ainda não tapou buracos.Por favor chamem o Baltazar

    ResponderEliminar
  8. Não existe 14 nem 16 na Rua do Mercado! Desconfio aliás que o 11 e o 11-A onde morou a Ti Vina não são portados quinhentistas, o 13, onde mora o Tonho Serra admito a possibilidade, assim como no 15 onde morou a Ti Sabel, no 17, onde morou a minha avó é impossível porque a porta e a janela são novas, assim como no 19, onde mora a Ti Maria. Não existe 20, nem 22, nem 24, mas sim 21, 23 e 25, sendo apenas os dois últimos quinhentistas. Creio também que à rua a que chama das "Couves" seja antes Rua poço das Covas. Tirando isto, excelentes publicações :)

    ResponderEliminar
  9. Amigo SALVA-MESTRE (!...)
    Em primeiro lugar, o meu bem-haja pelo seu comentário.
    Em relação ás questões apresentadas por si, deixe que lhe diga o seguinte:
    Quanto aos portados números 14 e 16 que diz não existirem, está enganado. São portados simples em péssimo estado, e ficam no pequeno pátio que agora dá entrada para o miradouro.
    O numero 11 é igualmente quinhentista. O número 11-A é descrito pelo Padre Anacleto como quinhentista, contudo, não sei se atualmente ele lá está rebocado e pintado, ou se foi mandado abaixo. O 13 e o 15 também são quinhentistas. Quanto aos 17 e 19 tem razão, é erro meu, aliás, o padre Anacleto não os menciona no seu trabalho, eu é que os lá coloquei erradamente.
    Quanto aos números 20, 22 e 24 eles existem mesmo. Eles encontram-se frente à casa que você diz ser a casa, onde morou a sua avó. Por fim, o batismo que eu fiz da Travessa do rua das Covas, para rua das Couves.
    Aqui tenho uma explicação. Nesse dia comi um bom cozido, cozido que tinha umas excelentes couves, parece-me que as respectivas couves me subiram à cabeça e me levaram a trocar os nomes.
    Mais uma vez, o meu bem-haja pelo seu comentário.

    ResponderEliminar

MEMÓRIAS DE OUTROS TEMPOS - " O JÚLIO RAMOS DO CAFÉ ARCÁDIA"

O jornal “ Beira Baixa ” publicou em 1944, a pérola que aqui estou a postar.                            Não há no Mundo maior palp...