segunda-feira, novembro 13, 2006

Museus fora da rede nacional

Museus regionais fora
Da
Rede Portuguesa de Museus

Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura afirmou durante o debate do Orçamento
de Estado para 2007, na Assembleia da Republica, ser intenção do governo remeter para as Câmaras Municipais a gestão dos museus nacionais que têm uma linha marcadamente regional.
Ouvido pela Agência Lusa Joaquim Morão o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco (Socialista) disse desconhecer as afirmações de Isabel Pires de Lima.
Joaquim Morão, afirmou ainda defender a continuação do Museu Francisco Tavares Proença na rede Portuguesa de Museus, adiantando “só estamos disponíveis mediante condições que não sejam prejudiciais para a Câmara”
O Presidente da Câmara, assegurou ainda que a autarquia iria estar atenta a futuros desenvolvimentos sobre o assunto.
O Presidente da Câmara da Guarda (Socialista) pronunciou-se igualmente sobre o assunto tendo afirmado aceitar a gestão do Museu da cidade, desde que a medida seja acompanhada por “transferências financeiras” tendo acrescentado ainda que por “principio não achava mal, acho até muito bem”, afirmou o autarca há agência Lusa.
O engraçado neste problema, (se for possível dar alguma graça a este assunto), não é o governo querer entregar às referidas autarquias a gestão dos Museus em causa, (pois deste governo os Portugueses bem podem esperar sentados algo de bom), mas antes as reacções dos Presidentes das Câmaras sobre o assunto em causa.
Qual é a parte do bolo que nos vai calhar?

É caso para aqui lembrar uma velha canção: ”money, money, money”…
Meus senhores não seriam mais lógico perguntar-se desde logo, será que as referidas instituições, assim como as populações locais, ficam melhor servidas com a integração dos Museus nas suas autarquias?
Ou será que as medidas do governo (PS) a que pertencem são mais importantes que os interesses das populações que juraram defender?
O silêncio sobre o assunto é total, a discussão entre os responsáveis culturais do burgo é silenciosa, podendo até dizer-se que o silêncio é de ouro. Atrever-me-ia a dizer que depois das medidas tomadas e aplicadas pelo MC iremos com certeza protestar silenciosamente.
Como já aqui afirmei por diversas vezes, trabalhei no Museu Francisco Tavares Proença Júnior ao longo de 27 anos, e durante esse tempo assisti a muita “merda” vinda de Lisboa e dos seus mentores culturais. Durante esses mesmos anos existi igualmente ao trabalho cultural desenvolvido pelas várias vereações da nossa autarquia, podendo expressar que também aqui, a cultura é filha bastarda do orçamento.
Gostaria no entanto de aqui ressalvar algum trabalho feito pela actual vereação da Câmara Municipal de Castelo, que considero positiva.
Perante tal cenário qual a resposta dos albicastrenses quanto ao futuro do seu museu? Comente e dê a sua opinião!
O Albicastrense


7 comentários:

  1. Anónimo20:17

    olhando para a foto do museu , vejo que ainda ninguem se lembrou de pelos menos relvar a entrada, a nao ser que a foto ja tenha alguns anos, se for o caso ja ca nao esta quem falou...asantos USA

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  2. Verissimo a realidade cultural albicastrense não é boa nem nunca o foi ao nível autarquia. Senão vejamos, a cidade possuia um número impressionante de portados quinhentistas registados. O que fizeram as várias vereações? Nada, hoje já existem muito menos. O que se passa com o S. Martinho (Santana Senhora de Mércoles) e a construção clandestina? Qual foi a resposta da Câmara? Ainda tens de me dizer quais os aspectos positivos desta Câmara na parte do Património. Amigo Veríssimo, não se pode dar uma no cravo e outra na ferradura. Eu sei que quem está no poder gosta de ser aparicado, mas só o pratica quem está à espera de receber alguma coisa. Já imaginou o vereador da cultura de Castelo Branco ser o Director do Museu? ou ser ele a nomeá-lo? Sejamos pragmáticos, o Museu pode estar mal no modelo actual, mas se for para as mãos da Câmara não tenha dúvidas que irá estar bem pior. Fale nisso aos Amigos do Museu de que é secretário se não me engano. Por acaso até estou a estranhar tanto silencio da parte deles. E seja o que Deus quiser...

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  3. Batista
    Ao ler este teu comentário ia tendo um ataque cardíaco, e esta tua agressividade deixa-me preocupado. Antes de mais quer dizer-te que não defendo a passagem do Museu para a alçada da Câmara, e podes constatar isso facilmente lendo a noticia. De seguida também quero que fique claro que não defendo o actual sistema que em meu entender esta obsoleto, pois se te recordas foi ele o responsável pela transformação do Museu naquilo que ele é hoje. Quanto a Câmara o que eu disse foi textualmente o que se segue “Gostaria no entanto de aqui ressalvar algum trabalho feito pela actual vereação da Câmara Municipal de Castelo, que considero positiva” e deixa-me que te diga que mantenho o dito. Quanto ao cravo e há ferradura è tudo uma questão de opinião, mas olha que os bichos que as usam, estão em via de extinção. Agora mais a sério, não sou secretário mas sim vogal do conselho fiscal e mesmo assim era suplente no início, Batista não percebi esta história do poder e gostar de ser apaparicado e estar á espera de receber alguma coisa? Então tu achas que estar de acordo com alguma coisa é estar a espera de troco? Quanto ao silêncio, é melhor esperarmos os dois sentados, porque senão as varizes lixam-nos.

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  4. Sabes que não sou nem nunca fui violento, antes pelo contrário, sempre fui mais dado a esperar e a ter esperança no que o futuro nos vai trazer. Não foi um ataque pessoal que perpretei. Apenas olhei com calma para a situação e comecei a escrever o que me ia na alma. O que me vai na alma há já muitos anos. A destruição lenta e implacável da instituição que eu amei, e ainda amo. A lenta destruição do meu trabalho que fiz o melhor que sabia e podia, e tu tão bem como os colegas da altura sabem qual foi a recompensa que recebi, o salário que ganhava. Mas não me estou a queixar, mesmo assim para mim a Instituição estava sempre em primeiro lugar. Primeiro foi a minha ida para Idanha. Depois seguiu-se a saída do Dr. Salvado. Seguiu-se o encerramento para obras e o espalhamento das colecções por todo o lado. Não contentes veio um modelo de museu que nada diz à cidade nem à região. Depois o minimizar o fundador e a sua obra, lembras-te do DVD? E agora? Vai ser entregue a troco de alguns euros a uma Câmara que sempre esteve de costas viradas para o mesmo, excepto no tempo do Eng. Manuel da Silva Castelo Branco. Do que estão à espera, sentados por causa das varizes? Ninguém diz nada, ninguém faz nada, é disso que gostam os nossos autarcas, isso é o melhor aparicamento que se lhes pode conceder, ou seja não chatear, não fazer ondas e se possivel de vez em quando bater umas palmas para fazer crescer o seu ego. Já me alonguei demais, desculpa, se eventualmente pensaste que te estava a chamar alguma coisa. Conheces-me bem e deves estar ciente da dor que me vai na alma. O não poder fazer nada senão escrever, mas isso é inutil, ainda se riem de nós. Que vai ser do meu Museu? Que mais lhe irá acontecer?

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  5. Batista
    Recebe deste teu amigo um grande abraço,
    Veríssimo Bispo

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  6. Mas ainda alguem duvida que este vai ser o caminho? O MC vai deixar os museus quase todos na dependência das Câmaras, não lhes vai dar meios financeiros e quem vai "acabar" com os museus não vão ser eles, MC, mas sim os autarcas.
    NAIF? Pode ser, mas é, para mim, o cenário mais credível.

    E o que está a acontecer, não constitui novidade para ninguém, é um esvaziamento do(s) Museu(s), ao nível do financiamento e, mais grave, das pessoas. Eu ainda acredito em milagres quando há pessoas, sobretudo gente boa. Mas assim...nem com umas trinta peregrinações a Fátima...

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  7. Anónimo10:33

    É a vergonha das vergonhas o que se está a passar com os museus.Meus senhores vejam o que andam a fazer,lendo eu o que á uns dias vinha num jornal, será que o que está a dar é só os serviços educativos? Pergunto eu.

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