terça-feira, novembro 01, 2011

VELHOS JORNAIS DA MINHA TERRA - V



UM POUCO DO SEU PERCURSO AO LONGO DOS TEMPOS
Em Agosto de 1919 surgiu à luz do dia o jornal; “A VOZ DA RAZÃO”. Este periódico tinha como subtítulo; “Pela verdade, pela justiça e pela legalidade”.
Tinha como seu director; Fernando Pardal. Como redactores e Secretários; José Maria Curado e José da Cruz Mendes. Eram seus administradores; João Ribeiro Costa e Florindo Bispo.
Era impresso na Empresa Tipográfica Lda, com sede em Castelo Branco.
Tinha como estatuto redactorial; “Ser uma folha defensora dos empregados das barbearias de Castelo Branco”. Dizia que iria ser publicado, quando os interesses da classe assim o exigisse.
Nota: Então não é, que os interesses dos barbeiros se finaram com o primeiro numero!...
Em Setembro de 1919 apareceu em Castelo Branco, o primeiro número do jornal republicano, de sensibilidade política sidonista. Tinha por titulo; “A DEFESA DE CASTELO BRANCO”. Tinha com director, administrador e editor; José de Sousa Viera, (o qual posteriormente veio a ser substituído por Eurico Salles Viana).
A sua administração tinha a sede na rua Machado dos Santo, (?) era propriedade da empresa de defesa de Castelo Branco.
Era composto e impresso na tipografia Casa Progresso em Castelo Branco. Dizia ser; “Um Jornal Republicano, conservador e extremo defensor dos interesso locais”.
Terminou com a publicação do número 12, em Outubro de 1919.
Nota: É caso para dizer que os referidos interesses locais, morreram ao fim de uma dúzia de edições.
Em 1920 reorganizou-se o partido republicano, e vem à luz do dia; “A PROVÍNCIA”. Tinha como seu director; Jaime Lopes Dias, e como administrador; João Graça. A redacção estava instalada no Largo de S. João.
Após um ano de existência, a responsabilidade do jornal passou para António Trindade, (médico e director da Escola Primaria Superior).
No final de 1922 foi suspense. Reapareceu em 28-1-1923, tendo como administrador; Joaquim de Matos Borata e passou a ser o órgão do Partido Republicano Nacionalista.
Em 1923 foi interrompido por duas vezes, em Dezembro desse ano, o dr. Trindade foi nomeado Governador Civil e passou a direcção do jornal para José de Barros Nobre.
Nota: Na biblioteca municipal existem alguns exemplares deste jornal. Terminou com o número 124, em 30 de Dezembro de 1923.
Em Setembro de 1921, começou a ser publicado um novo jornal. Tinha como título; “O ALBERGUE”. Tinha como director; O Padre Baltazar Dinis de Carvalho. Como administrador; José dos Santos Portela Feijão, que era também editor.
Era impresso na Tipografia Progresso, em Castelo Branco. Dizia; “Destinar-se a angariar meios para a criação dum albergue, em Castelo Branco” Eurico Salles Viana fez publicar em 1922 dois números especiais sobre a travessia de Gago Coutinho e Sacadura Cabral e, sobre a inauguração do monumento aos mortes da Grande Guerra, monumento que foi erguido no Centro da Devesa.
Terminou em Setembro do mesmo ano, com a publicação do número quatro.
Nota: Para quem tinha tantas ambições, morreu designadamente depressa de mais.
Em 1923, Manuel José Oliveira Pio, sargento da G.N.R. Aparece como director de “AURORA”. Este semanário era editado por; João Marques Pereira e tinha como administrado; Francisco dos Santos Chambino.
Era impresso na Rua da Granja, e dizia-se; “Humorístico e alheio à politica!”. Publicava-se aos domingos.
(Continua)
PS. Dados constantes nos postes sobre: “Jornais da minha terra”, foram recolhidos em antigos jornais, (e actuais) da nossa cidade, assim como em publicações que se encontram na biblioteca albicastrense.
Albicastrense

1 comentário:

  1. Anónimo18:23

    Pois é! Pois é!
    Parece que não há crise.
    Parece que ela não se vai agravar lá para Dezembro. E depois de Janeiro a Dezembro de 2012 com transbordo para os anos seguintes.
    Pois é! Pois é!
    O que tem vindo não motiva. Nem mobiliza. Será daí, a apatia geral?
    Pois é! Pois é!
    Talvez seja da minha azia...
    Desculpem o desabafo.
    Sentinela da Noite

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