domingo, agosto 15, 2021

A TERRA ALBICASTRENSE NO PASSADO

          
TOPONÍMIA ALBICASTRENSE 
EM
 FINAIS DO SÉCULO XVIII

(DIFERENTES ARRUAMENTOS E NÚMERO DE CASAS NAS RUAS).
Rua de Corredoura                       ---- 23 - fogos
Corro                                            ---------  8  
Arrabalde da Fonte Nova     --------  27
Arrabalde dos Oleiros          --------   36
Arrabalde da Cidade             --------   23
Adro de S. Miguel                 ---------   12
Postigo de Valadares           ----------   7
Carreirinha                               ---------- 8
Moreirinha                                --------- 31
Arrabalde de S. Sebastião   --------- 16
Rua do Pina                            ----------    6
Rua da Ferradura                ---------    41
Ruas (desconhecidas).       ---------   95 
Rua do Saco                  -----------------   2
Praça                                         ----------    4
Relógio                                      ----------   9
Rua Nova                                  ---------   15
Rua dos Peleteiros               ---------   34
Rua do Bispo                          ----------   4
Rua dos Ferreiros              ----------   46
Rua dos Oleiros                    ---------   28
Travessa da Misericórdia      --------  3
Rua da Misericórdia            ----------  9
Rua d`Ega                                --------   30
Rua de Pedro Homem        ---------   15
Rua do Muro                        ----------   10
Rua Jorge Boino              ------------     6
Rua do Caquelé                   ----------     4             

Nota: 
A antiga Rua do Saco era um Beco  que havia entre a antiga Biblioteca e a rua Mouzinho Magro. Rua que desapareceu por a Câmara ter autorizado o proprietário A. C. Abrunhosa a fechá-lo  com um portão, incorporando-a no prédio que ai possuía. Não tem pois relação com a actual Rua do Saco, beco ao Largo do Espírito Santo.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, agosto 13, 2021

ALBICASTRENSES DO PASSADO

JOÃO DA MOTA E SILVA
(Cardeal da Mota)

(156 ANOS DEPOIS...)

No dia 14 de Agosto de 1865, nasceu na vila de Castelo Branco, numa casa fronteira à atual Biblioteca Municipal, que hoje funciona como Arquivo Distrital, o Cardeal D. João da Mota e Silva. 
João da Mota, foi confidente íntimo amigo e grande colaborador do Rei D. João V, o” Magnifico" uma espécie de Primeiro-ministro sombra. 
Foi o Cardeal da Mota, o principal responsável pelo lançamento na política do todo-poderoso Sebastião José de Carvalho e Melo, depois conde de Oeiras, e mais tarde Marques de Pombal.
Esta vertiginosa ascensão politica, começou com a nomeação de Sebastião de Carvalho e Melo para ministro de Portugal, em Londres, por direta influencia do Cardeal da Mota. 
Que foi sugestionado para indigitar esta nomeação ao Rei, pelo Arcipreste do Patriarca de Lisboa e lente da faculdade de Cânones, de Universidade de Coimbra. Paulo de Carvalho amigo íntimo do Cardeal da Mota e tio de Sebastião José de Carvalho e Melo. 
A ALBICASTRENSE

quarta-feira, agosto 11, 2021

O DIA DO BOMBEIRO 

CELEBRADO EM CASTELO BRANCO EM 1970


A bonita Imagem que dá brilho a esta publicação, foi recolhida por José Pedro Barata durante a marcha que os bombeiros tinham por hábito fazer por alguma das ruas da terras albicastrense, no seu dia. 
Acontecimento que na altura tinha contorno popular, e que contava com o apoio dos albicastrenses.  
Hoje, ao rever esta imagem, não pode deixar de recordar um homem que dedicou grande parte da sua vida a captar momentos.
Quem não tem em casa nos dias de hoje, imagens de batizados, casamentos ou convívios captadas por ele? 
Para o recordar, aqui fica um pequeno apontamento publicado neste blogue, no dia da sua morte.

                         
DEZ ANOS DEPOIS...     
17 de Setembro de 2011                           

                             MORREU UM FOTÓGRAFO.
JOSÉ PEDRO BARATA

Morreu o fotógrafo Barata (como era vulgarmente conhecido pelas gentes de Castelo Branco). O seu funeral realizou-se hoje, (17 de Setembro de 2011) pelas 16.00 horas, para o cemitério de Castelo Branco.

Como não sou fã de grandes homenagens pôs morte, (sejam os defuntos quem forem), pois entendo que deve ser em vida, que as pessoas têm que ser homenageadas e, não depois de mortas.
Aqui fica (para um homem que durante mais de meio século captou imagens de acontecimentos locais, de albicastrenses e sobretudo da terra onde nasci), a homenagem deste albicastrense. 
Homenagem que só podia ser, não a última imagem captada por ele, mas antes, a última cena protagonizada por ele, frente a uma objectiva.
Ao “já saudoso” fotógrafo Barata, este albicastrense só pode dizer que ele partiu, mas… as suas imagens, ficaram por cá por muitos e muitos anos. 
O ALBICASTRENSE

segunda-feira, agosto 09, 2021

ALBICASTRENSES DO PASSADO

 FRANCISCO VIEIRA DE ALMEIDA

A placa que pode ser vista nesta publicação, encontra-se na parede  duma casa situada da rua dos Ferreiros. Se Vieira de Almeida hoje visitasse  a rua onde viveu, tenho apara mim, que morria de novo num abrir e fechar de olhos.

Francisco Lopes Vieira de Almeida nasceu em Castelo Branco a 5 de Agosto de 1888. Faleceu em Cascais, no dia 20 de Janeiro de 1962.

FOI UM FILÓSOFO E ESCRITOR PORTUGUÊS

Diplomado pelo Curso Superior de Letras,  ingressou, como docente, na já então Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pelo grupo de história, em 1915. Em 1921, porém, passou para o Grupo de filosofia, onde ascendeu a professor catedrático, em 1932. Manteve-se em atividade até 1958. Monárquico liberal, próximo de autores como Pequito Rebelo  e Hipólito Raposo  nos alvores da Primeira Republica, viria a aproximar-se gradualmente do ideário republicano, estando entre os fundadores da breve (apenas dois números) Revista dos Homens Livres (1923) (livres das Finanças e livres dos Partidos), projeto frentista contra a degeneração da Republica  na década de 1920. Fracassada essa frente, e implantada a ditadura que estará na base do Estado Novo,desenvolveu contactos com o grupo da Seara de Nova, por intermédio de Câmara Reys,  mesmo depois de António Sérgio  se afastar da revista.  Encontra-se ainda colaboração da sua autoria na Revista de História (1912-1928) e na revista Prisma (1936-1941).

Opositor declarado do Estado Novo, apoiou numerosas iniciativas de restauração da democracia, mantendo o seu posicionamento nas fases de maior repressão do regime. Seria também proponente da candidatura do general Humberto Delgado a Presidente da Republica, figurando ao seu lado na célebre conferência de imprensa no Café Chave d'Ouro, no Porto,  na tarde de 10 de maio de 1958, na qual o general, quando interrogado pelos jornalistas sobre Salazar,respondeu: «Obviamente, demito-o!».
Foi, com mais de 70 anos de idade, detido pela PIDE  e encarcerado em Caxias, juntamente com António Sérgio, Jaime Cortesão e Mário de Azevedo Gomes, pelo apoio dado à candidatura presidencial de 
Humberto Delgado, em 1958. No ano seguinte, em 1959, de novo com Jaime Cortesão, Antonio Sergio e Azevedo Gomes, convidaria os socialistas Aneurin Bevan e Mendès-France para conferências em Portugal,  que são proibidas, sendo os organizadores, de novo, detidos. A sua obra filosófica, em que avultam os trabalhos sobre Lógica, Estética, Epistemologia e História, encontra-se editada pela Fundaçao Calouste Gulbenkian, que a reuniu entre os anos de 1986 e 1988, com organização e apresentação de Joel Serrão e Rogério Fernandes

Foi agraciado, a título póstumo, com as seguintes condecorações: Grande-Oficial da Ordem de Liberdade (30 de Outubro de 1987) e Grande-Oficial da Ordem da Instrução Publica(19 de Setembro de 2017).
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).

O ALBICASTRENSE

sábado, agosto 07, 2021

AMIGOS DA CASA DE ANTÓNIO SALVADO

                         PROMESSA  POR CUMPRIR

Passei ontem na Rua D’ Ega e confesso que vim de lá a chamar nomes a quem comanda a terra albicastrense. 
A minha revolta explica-se em poucas palavras. Em 2020, o poeta António Salvado e os responsáveis pela nossa autarquia assinaram um protocolo de acordo no qual, o poeta cedia a casa onde nasceu à autarquia albicastrense. 
O respetivo protocolo, sujeitava a autarquia  a recuperar a casa e a cedê-la ao grupo de amigos de António Salvado, para ali instalar a futura associação, “Amigos da Casa António Salvado”.
 
Em Outubro de 2020 realizou-se na Usalbi, uma reunião de amigos de António Forte Salvado, reunião que serviu para a aprovação dos estatutos da futura associação. 
Os mesmos estavam convictos que a recuperação da casa seria possível ainda em 2021, e por esse motivo, tornava-se necessário a aprovação dos estatutos. 
Pensavam os amigos de António Forte Salvada quando aprovaram os estatutos, que a nossa autarquia iria cumprir com o combinado. Pensavam mal, para não dizer muito mal, pois um ano depois, obras na casa nem vê-las, parecendo até que os responsáveis pela nossa autarquia, estão à espera que o poeta (como posso eu dizer o que se segue, sem melindrar quem quer que seja?), “se vá…”, para depois virem a público lamentar-se e prometendo que a casa que ele ofereceu, vai finalmente ser recuperada. 
 Palavra que não consigo verbalizar o que sinto sobre esta desgraçada situação, por isso, apelava a quem esteve na reunião da Usalbi (gente com muita mais  bagagem que eu), para se pronunciarem contra este deixa andar, que um dia tudo se vai resolver.
Ou será que vamos todos ficar sentadinhos nos nossos sofás, esperando pelo tal dia, para depois nos lamentarmos? 
Não posso deixar de aproveitar esta publicação, para sugerir o seguinte: a casa situada abaixo da que o poeta ofereceu está à venda (pode ver-se na imagem nº2), talvez se justificasse a compra desta casa para reforçar o projeto da Casa dos Amigos de António Salvado.

Resta acrescentar, que a criação da associação
“Amigos da Casa de António Salvado”, não é uma benesse, mas antes, uma justíssima homenagem a um homem a quem a terra Albicastrense muito deve.   

ESPERANÇA

Tu és de sempre como o tempo,
tu és de longe como o espaço!
Súplica de cada momento,
falas --- se o ânimo, quebrado,
nos enregela o pensamento!

Reapareces na tristeza
de uns alhos baços, perseguidos,
e  és bem mais alta que a beleza!
Âncora, os teus ganchos são vivos
gumes de sol e de certeza!

Deixa-me, ó luz, acreditar
que um dia não serás precisa!
Que foste apenas a passagem

para a real e definida
forma de que és agora imagem!

                                                              
António Salvado

 O ALBICASTRENSE

quinta-feira, agosto 05, 2021

COLECTIVIDADES DA TERRA ALBICASTRENSE

CENTRO ARTÍSTICO ALBICASTRENSE

O Centro Artístico Albicastrense andou nos últimos dias na boca dos albicastrense, tudo por causa de uma possível extinção. Felizmente tratava-se apenas uma chamada de atenção aos sócios.  Actualmente a situação parece estar sob controle. A história do  C.A.A. é de mais de cem anos, tempo em que ele foi durante muitos e muitos anos, um autêntico baluarte cultural e popular na terra albicastrense.

Descobri hoje, que em tempos passados, mais propriamente em 1924, o C.A.A teve um jornal. Não sei durante quanto tempo o jornal foi publicado, nem o numero de edições que ele teve, sei todavia, que  no cabeçalho do jornal ele ostentava o nome de Joaquim da Anunciação Morcela, e que cada exemplar custava $50 cêntimos.


TERMINO ESTA PUBLICAÇÃO LEMBRANDO O SEGUINTE:
PROTEGER AS NOSSAS COLECTIVIDADE, 
É A OBRIGAÇÃO  DE TODOS OS ALBICASTRENSES DE HOJE. ESQUECER ESSE PRINCIPIO, É DEIXAR MORRER PELA SEGUNDA VEZ TODOS AQUELES QUE NO PASSADO MUITO DERAM À TERRA ALBICASTRENSE.

O ALBICASTRENSE

segunda-feira, agosto 02, 2021

UM MÊS CHEIO DE VISITANTES.

O blogue, "Castelo Branco - O - Albicastrense", foi este mês visitado por 20.095 visitantes.
Desculpem-me a falta de modéstia, mas, confesso que estou de papo-cheio com tanta gente a visitar-me.
Agradeço do fundo do coração as visitas, pois elas, são o alimento que sustentam o blogue.

O MEU BEM-HAJA A TODOS OS VISITANTES.

O ALBICASTRENSE

RECONSTRUÇÃO DA NOSSA MURALHA

ZONA HISTÓRICA Na madrugada de 21 de janeiro de 2025, deu-se a derrocada de parte da muralha que fica na esquina da rua Vaz Preto com a rua ...