sexta-feira, março 07, 2025

TOPONÍMIA ALBICASTRENSE


Dos muitos nomes de pessoas que constam nas placas toponímicas da nossa cidade, este será seguramente um dos que pouco ou nada diz aos albicastrenses. Se perguntar-mos a um qualquer morador da nossa cidade, onde fica a rua, resposta será seguramente  que não sabem. A rua situa-se no Bairro do Cansado,  o nome foi-lhe atribuído por volta de 1950, quando das alterações toponímicas na nossa cidade.

QUEM FOI ANTONIO JOSÉ DE REFOIOS?

Professor provisório de Matemática no Liceu de Castelo Branco em 29.7.1879, exercendo até 1882. Regeu o curso livre de Clínica Oftálmica (o primeiro a ser criado sobre esta especialidade) em 1890-1892 e um curso suplementar de Clínica Cirúrgica em 1892. Co- fundador e redator principal da revista Movimento Médico. Médico da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra e da Companhia dos Caminhos de Ferro. Sócio efetivo do Instituto de Coimbra. Faleceu vítima de um atentado efetuado em plena baixa coimbrã pelo Bacharel em Medicina Rodrigo de Barros Teixeira dos Reis, que acabou internado num manicómio. O seu filho Júlio Coutinho de Sousa Refoios foi também lente da Faculdade de Medicina.

Publicações :

Contribuiu com vários artigos para revistas científicas, sobretudo para O instituto, Coimbra Médica e Medicina Contemporânea. Publicou ainda: A medicação tónica e sua interpretação fisiológica (Coimbra, 1879); Teses de medicina teórica e prática (Coimbra, 1879); Icterícia grave. Sua patogenia (Coimbra, 1880); Septicémia puerperal (Coimbra, 1882); O colégio de S. Fiel no Louriçal do Campo e o de Nossa Senhora da Conceição na Covilhã. Apontamentos sobre o jesuitismo no distrito de Castelo Branco (Coimbra, 1883); Projecto de reorganização do curso médico da Universidade de Coimbra e propostas apresentadas ao conselho da Faculdade (Coimbra, 1886); Anatomia e clínica cirúrgica - Relatório duma viagem ao estrangeiro (Coimbra, 1891); Uma página de administração do Hospital da Universidade (Coimbra, 1895).

(Recolha de dados:  Historia da Ciência UC).  

O ALBICASTRENSE

sexta-feira, fevereiro 28, 2025

TOPOPNÍMIA ALBICASTRENSE

 RUA ÁLVARO CANELAS 

ÁLVARO CANELAS, UM ARTISTA ALBICASTRENSE 

Na quinta Dr. Beirão, existe uma pequena rua com o nome de Álvaro Canelas, homem que seguramente pouco ou nada diz a quem nela mora. Dirão alguns, que salve algumas exceções, é o que acontece com a maioria dos ilustres que dão nome ás nossas ruas. Confesso que também eu, pouco ou quase nada sei sobre homem que foi escolhido para dar nome à pequena rua. 
Resta acrescentar que este albicastrense que morreu em 1953, continua a ter uma rua em Luando com o seu nome, independentemente da independência do país em 1975 

QUEM FOI ÁLVARO CANELAS?

Nasceu em Castelo Branco em 1901, e morreu em 1953. Desenhador e caricaturista, editor, articulista e dinamizador cultural, “Álvaro Canelas transformou-se”, num motor da vida intelectual e social em Castelo Branco. 
Canelas, na década de 30 do século passado, teve um papel relevante nos domínios da arte, da cultura e da intervenção social, em Castelo Branco. Álvaro Canelas foi um sonhador, aventureiro, inconformado e irrequieto, mas um amante da liberdade e do progresso. Um homem que esteve sempre à frente do seu tempo.”
Foi ele quem, pelas suas ideias e propostas, terá “influenciado”, talvez, a construção das Colónias de Férias de Média Altitude da Serra da Gardunha (Louriçal do Campo) e da Praia da Areia Branca (Lourinhã). Foi também ele quem, à época, chamou a atenção para a importância da cultura e das artes, para além do sol e das praias, como fatores de atração e valorização do turismo.
Ps. Dados encontrados num pequeno livro  da autoria da Dr. Adelaide Salvado,  sobre Álvaro Canelas. 
O ALBICASTRENSE

terça-feira, fevereiro 25, 2025

ANTIGA PISCINA DE CASTELO BRANCO

 QUE QUEREM OS ALBICASTRENSES
PARA O LOCAL ONDE ESTÁ A VELHA PISCINA DE CASTELO BRANCO?

Assisti no passado dia 22 no museu Francisco Tavares Proença Júnior, á entrega dos prémios relativos a duas ideias para o antigo espaço da piscina do castelo, concurso promovido pela nossa autarquia.
A ideia que ficou em primeiro lugar, mexeu com os meus velhos neurónios, pois, no meu entender, a ideia seria de considerar para um qualquer outro local, mas nunca, para a encosta da nossa zona histórica. Gostei da que ficou em segundo lugar, pois parece-me muito mais realista e ajustada ao que os albicastrenses podem pretender para o local em causa. Convém perguntar a quem promoveu esta iniciativa, se não deveriam os albicastrenses ser chamados através de uma qualquer iniciativa a pronunciar-se sobre tão importante assunto, ou será que só servimos para dar taxo a quem quer ocupar a cadeira do poder.


A minha pergunta para os meus amigos albicastrenses é a seguinte: Que defendem os albicastrenses que nasceram, cresceram e vivem em Castelo Branco, para um local onde temos tantas memórias e que ocupa a encosta da nossa querida zona histórica?

1-Deixar tudo como está até a dia de S. Nunca.
2-Recuperar a velha piscina.
3-Recuperar o espaço (anulando o que não interessa), e criando condições para o associativismo Albicastrense.
4-Criar um parque temático para homenagear albicastrenses que nasceram, cresceram e se projetaram pelo mundo.
5-Mandar tudo abaixo e construir lá um qualquer projeto inovador (para alguns), e uma autêntica burrice para outros.
Que cada um de nós possa ajuizar o que é melhor para a terra albicastrense, deve ser o nosso dever.
NÃO DEIXEM PARA OS OUTROS AQUILO QUE É DA RESPONSABILIDADE DE TODOS.
O ALBICASTRENSE

sexta-feira, fevereiro 21, 2025

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (Ultimo)

                                                  MEMÓRIAS DO BLOG 
                                             (10 ANOS DEPOIS)

“Para a história do Bispado de Castelo Branco”

 
(Continuação)
Também o acusa de menos patriota, ao congratular-se pela nomeação de Ferry, “por sua prudência e proibidade”, e tão-pouco o absolve da pastoral, em que aconselha facilidades aos intrusos, “vindos não como conquistadores, mas sim como amigos e como aliados para proteger-nos”.
Ipsi verbis, eram os termos de proclamação de Junot ao povo português, divulgada inicialmente em castelo branco. Mais tarde, quando a desgraça d,el-rei Junot se torna evidente, constitui-se então uma Junta de Salvação, sob a presidência do prelado, com o vigário geral, o provisor do bispado e as autoridades judicias, juiz de fora, provedor e corregedor, D. Vicente Ferrer não teria sido, então extemporaneamente, um bispo da resistência depreende-se dos juízos de Roxo, indubitavelmente, excessivos, visto que a tropa de Junot não deparou com resistência alguma digna deste nome, quer à sua chegada quer mesmo na capital. Deve salientar-se o seu meticuloso zelo e porfiado espírito disciplinador, junto do clero diocesano.
Sendo vigário encomendado da Colegiada de Santa Maria do Castelo o padre João Ruiz, na sua visitação de 27-XI-1785, o prelado lamenta encontrar a igreja:
“Em estado que alem de indecente não admite reparo algum; qualquer que se pretenda e execute será innutil, menos que ella se reedifique: não tem sacrystia, o corpo ameassa total ruína, de sorte que em breve nos veremos reduzidos a fazer remover para outro lugar o tabernáculo do Santíssimo Sacramento”.
“Não podemos dessimular o que esta Igreja he pouco, ou quazi nada frequentada, o Monte em que está situada, sendo a situaçaõ da antiga Cidade se vê hoje sem habitantes a povoação pelo sossecaõ dos tempos se tem estendido no Campo e que hoje he sobrranceiro o dito Monte e vindo por esta cauza a ser iancessivel aos moradores da Cidade he tambem hum lugar dezerto. Considerando pois na referida situaçaõ da Igreja, e no estado em que se acha, naõ Nos lembramos de outro provimento mais, senaõ de recomendar ao Reverendo Vigário que requeira a S. Magestade com este Cap. a providencia necessária e que demanda a mesma Igreja; o que lhe ordenamos fassa em breve, aliás estranharemos como Nos parecer qualquer negligencia que acharemos a este respeito”.
“Com grande magoa e perturbação do Nosso Espírito somos informados que os beneficiados naõ rézaõ no coro. Tertia, Sexta e Noa e que naõ assistem á Missa Conventual, que todos os dias se deve dizer á hora de Terdia como lhes ordenado na erecçaõ e instituiçaõ dos Beneficios, feita por ElRey Dom Manuel, e pelo regimento do Coro disposto por El Rey D. Joaõ 3º de saudoza memoria...”
A transcrição tem o mérito de revelar um dos típicos documentos de D. Vicente, com o informe curioso de abandono da população da parte alta da cidade, em torno do castelo, já então verificado. As visitações sucedem-se com inalterável regularidade, a esta e outras igrejas, até à última provisão de 10-VII- 1814, mas não cabe nos limites desta obra a sua análise. Faleceu a 24-VIII desse mesmo ano, e jaz no adro da Sé, junto ao balcão as sacristia (1).
(Final)
(1) Sobre a sepultura de D. Vicente Ferrer publicou o Dr. Luís Pinto Garcia um opúsculo com o titulo: “Lápide Sepulcral Biface”, em que analisa e comenta com erudição o estranho caso de se encontrar no reverso da pesada e comprida pedra granítica que serve de tampa funerária, outra legenda fúnebre, de D. Joana de Meneses, esposa de D. Brás Baltazar da Silveira, governador das armas desta província e provedor da Misericórdia de Castelo Branco em 1721, editado em 1945. (Irei aqui publicar brevemente, este pequeno e interessante livro).
Texto retirado do livro: “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de: Francisco Morais e José Lopes Dias”
O ALBICASTRENSE

terça-feira, fevereiro 18, 2025

MISTÉRIOS DA TERRA ALBICASTRENSE

UM TAPA OLHOS PARA NOS ENGANAR, OU TRATA-SE VERDADEIRAMENTE DE UMA RECUPERAÇAO? 


Em 2009 o prédio desta publicação sofreu uma "linda" operação plástica á sua fachada. Operação que só serviu   para enganar tolos, pois no seu interior tudo ficou como estava.
Constou-se  na altura, que o custo da operação (tintas), foi paga pela nossa autarquia. 

Desaseis anos depois, então não é, que o magano faz nova operação plástica a fachada! No seu interior, mais uma vez, nada de nada vai acontecer.     Ou seja, borra-se a fachada, para que quem por ali passe diga; "finalmente o prédio foi recuperado!" 
TRETAS!! 😝 😟 😠 😡 😢
 Pois o desgraçadinho vai continuar sem moradores, uma vez que o seu interior está em ruínas (como a imagem tirada através da portinhola do porta mostra). 
Será que estamos perante um tapa olhos derivado ás próximas eleições?

O ALBICASTRENSE

sexta-feira, fevereiro 14, 2025

BISPADO DE CASTELO BRANCO – (VIII)

MEMÓRIAS DO BLOG 
(10 ANOS DEPOIS)

“Para a história do Bispado de Castelo Branco”

(Continuação)
O segundo bispo, D. Vicente Ferrer da Rocha, também da Ordem dos Pregadores, nasceu em Lisboa a 5-IV-1736, sendo eleito a 21-VII-1782, confirmado a 16-XII do mesmo ano e sagrado no Convento da Trindade, da capital, a 24-II do ano seguinte.
Demorou em Castelo Branco mais de trinta anos, deixando assegurada a sua actividade em consideráveis melhoramentos. Muito lhe ficou devendo o Paço Episcopal e a Sé, de sorte a tornar-se conhecido pelo Bispo-artista.
Nas obras do prelado anda estreitamente confundida a esfumada lembrança de um humilde, mas notável colaborador, frei Daniel, professor dominicano, imaginário e autor dos alçados de sacristia e da capela-mor da Sé, talvez do chafariz da Mina, digno de merecer as honras de algum investigador, com argucia e lazeres para trazer à homenagem publica um apreciável obreiro das nossas jóias de arte e arquitectura locais.
Pouco sabemos dos dados biográficos, apenas que D. Vicente lhe dava plenos poderes para imaginar e prosseguir as obras do bispado. Faleceu a 8-X-1806, e ficou sepultado no adro da Sé, à porta da sacristia, obra de sua própria concepção e risco, junto do prelado e amigo.
D. Vicente Ferrer, como se disse, foi testemunha e comparsa de alguns episódios da primeira invasão napoleónica, e acolheu Junot no Paço Episcopal.
Perante o general em chefe e o governador militar da cidade, Peyre Ferry, em tal emergência aponta-o Roxo como sendo extremamente sensível à lisonja e brindando Ferry com a quantia, ao tempo, importante, de duzentos mil reis, em resposta a uma carta de requintada amabilidade gaulesa.
Mas conta, do mesmo passo, como as justiças da cidade e as câmaras da comarca ordenavam colectas e fintas – imagine-se com que vontade! - para o mesmo destino...
(Continua)
Texto retirado do livro: “Estudantes da Universidade de Coimbra Naturais de Castelo Branco de:
 Francisco Morais e José Lopes Dias”
O   ALBICASTRENSE

quinta-feira, fevereiro 06, 2025

TRISTEZAS NA MURALAHA DA TERRA ALBICASTRENSE.

 

OBRAS NA MURALHA
 NÃO DEPENDIAM  DE AUTORIZAÇÃO SUPERIOR.

😖 😖 😖 😖 😖 😖

Perante a notícia desta publicação (Jornal Reconquista de hoje), ficamos a saber que durante anos se andou a engonhar sobre a recuperação desta parte da nossa muralha. Ou seja, o Património Cultural (instituto publico responsável por esta área) emburra para os responsáveis da nossa autarquia, a desgraça do que aconteceu! E mais não digo, pois prefiro que sejam os visitantes do bloque a tirar conclusões da desgraça acontecida.

O ALBICASTRENSE

LÁPIDES DO ANTIGO QUARTEL DA DEVESA

LÁPIDES EXISTENTES  NO  ANTIGO QUARTEL DE CAVALARIA 8  No antigo quartel da Devesa existiam várias lápides, entre essas lápides, existiam as...