UMA MULHER DA BEIRA
(1926-2014)
No
dia do seu falecimento, nada melhor que relembrar aqui dois “poust”
sobre ela. 

Oitenta e um anos depois do nascimento desta grande artista, penso ter chegado o momento dos albicastrenses exigirem a si próprios e à sua autarquia, a possibilidade de tal ser possível enquanto a artista está entre nós.
Senhor
presidente da câmara Municipal de Castelo Branco tenho-o por pessoa
interessada, por estas causas, tal iniciativa seria acima de tudo uma
justa homenagem a quem muito divulgou a nossa cidade por esse mundo
fora, pois falar em Eugénia Lima é falar em Castelo Branco e na
Beira Baixa. (Publicado em agosto 2006).
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"MIÚDA DE CASTELO BRANCO"
Dando
continuidade ao prometido, vou hoje apresentar outro grande
albicastrense, neste caso, uma albicastrense. Não
fiz até à presente data, qualquer comentário sobre as
personalidades aqui apresentadas, hoje, gostaria de desejar a esta
grande mulher, muitos e muitos anos de vida.
Aos
quatro anos, o pai deu-lhe um pequeno acordeão, diz Eugénia Lima:
“Comecei a tocar com quatro anos. O meu pai
era afinador de acordeões, e como tinha muitos instrumentos desses
lá em casa comecei a brincar com eles, e mais tarde a tocar, foi
amor à primeira vista”. Hoje,
a acordeonista é uma das melhores intérpretes mundiais. Nasceu em
Castelo Branco, em Abril de 1926. Diplomada com o Curso Superior de
Acordeão na categoria de Professora pelo Conservatório de Acordeão
de Paris. Iniciou-se no Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco, aos
quatro anos de idade. O ciclo de actuações por toda a Beira Baixa
valeu-lhe o epíteto de "Miúda de Castelo Branco"
Estreou-se no Teatro Variedades na revista "Peixe Espada".
Actuou em diversas casas de espectáculo em Portugal e no
estrangeiro.
Fez
digressões pela Europa e África, actuou na Televisão portuguesa e
em diversas televisões estrangeiras. Escreve melodias para vários
artistas consagrados. Tem numerosos discos gravados. Foi fundadora da
"Orquestra Típica Albicastrense".
O
seu nome figura no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis de
Américo Lopes de Oliveira e Mário Gonçalves Viana. É Cooperadora
da SPA desde Maio de 1977. (Publicado em agosto de 2007).
O
Albicastrense
Como os valores da nossa terra são esquecidos ! Nestas ocasiões os comentaristas deste blogue alheiam-se dos albicastrenses notáveis que divulgaram a cidade.
ResponderEliminarJJB
Caro JJB
ResponderEliminarNão podia estar mais de acordo.
Será que estamos perante uma sociedade, onde o valor vigente é o;"não quero saber e o não me diz nada?"
Um grande abraço.
Infelizmente há muitos casos semelhantes. A título de celebrar o "desaparecimento " de Guilhermina Suggia, visitei a casa onde morreu na rua da Alegria 665 no Porto, onde existe agora uma Escola de formação de cabeleireiros. Também na rua da Misericordia em Matosinhos a sua primeira casa, conhecida pela "Casa dos Leões" foi destruída e aí existe um condomínio fechado. Triste, mesmo!
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