Nos
últimos anos os responsáveis pela autarquia albicastrense desenvolveram sem
qualquer dúvida um grande trabalho na defesa e divulgação dos portados
quinhentistas da terra albicastrense, “criando inclusivo, a rota dos portados quinhentistas”.

No
seguimento deste derrube grosseiro, o vereador Paulo Moradia do PSD, acusa os
responsáveis da autarquia albicastrense de “crime cultural”.
O
responsável da autarquia albicastrense pelo respetivo sector, defendeu-se
dizendo entre outras coisas, que a casa estava desde 1992 para ser mandada
abaixo, que os vizinhos se tinham queixado de infiltrações de água, e que a
casa não estava assinalada de qualquer valor histórico.

Em
2013 peguei no trabalho que o Padre Anacleto Martins publicou em 1979 sobre os
portados quinhentistas da terra albicastrense, e resolvi fazer o percurso que
ele fez para saber do estado de saúde dos velhinhos portados que ele contabilizou no seu trabalho.
No final, constatei
que entre a data da publicação do trabalho de Anacleto Martins (1979) e 2013,
tinham sido derrubados 43 portados quinhentista (!!!!)

Vai daí, começaram a pintá-los, rebocá-los e até
substituí-los por portados de mármore. Só nos últimos anos de Joaquim Morão,
foi efetivamente feito o tal grande trabalho que mencionei no início deste
texto.
Perante
o descrito, o mínimo que posso ambicionar é que de futuro, casos como o do
Arrabalde dos Açougues não voltem a acontecer, senão um dia destes como os
pobrezinhos não conseguem defender-se sozinhos, corremos o risco de: “era uma vez um
portado quinhentista que tinha lugar na ….”
O Albicastrense
Olá amigo Bispo. Só há uma hipótese. Quando a casa for reconstruida deve manter-se a traça original, isto é, o portado quinhentista.
ResponderEliminarabraço
Amigo Barradas
ResponderEliminarO pior é que os dois portados que a casa tinha, o camartelo (segundo dizem) terá dado cabo deles. Vamos aguardar para ver.
Abraço
Faz-me lembrar a porta da cinagoga, lá em cima na rua de Santa Maria. Na ombreira do arco em ogiva existia uma cruz de David, localizava-se do lado direito na zona curba do arco. Algum inteligente se lembrou de picar o granito da ombreira e lá se fou um pouco da história. Cerca do ano de 1930, a cruz ainda lá existia.
ResponderEliminarAbraço