No dia dois de Maio de 1844 foi decretado que o regimento de Cavalaria nº 8, ficasse sob o comando do Coronel Joaquim Teixeira Martel. Este oficial em Junho de 1850, foi promovido a General de Brigada e em 1870, foi agraciado pelo Rei D. Luís, com o título de Conde de Castelo Branco.
Foi ao Coronel Teixeira Martel que se ficou a dever a construção do Quartel de Cavalaria, que se erguia na devesa, onde se manteve até 1911.
Em 1939 foi de novo instalado
ùltimo post e 1º coment, bem sei que o Castelo não é Branco, mas chegar 1º ao quartel do que ao castelo, para quem se intutila albicastrense é 1 bocado estranho!...
ResponderEliminarcaro senhor verissimo, eu vivi em castelo branco de 1973 a 1982. Desde entao nunca mais la fui e a cidade deve estar muito mudada.Eu vivo no estranjeiro mas tenho procurado na net saber como vao as coisas por ai, e o seu blog e um dos unicos sites de castelo branco, e com fotos para me fazer recordar o tempo que vivi ai. Continuarei a dar uma espreitadela no seu blog.Keep up the good work
ResponderEliminarA associação outrem de castelo branco quer lançar centenas de garrafas de plástico com mensagens ambientalistas aos rios da região. (é mesmo verdade! - podem confirmar em www.reconquista.pt) isto merece que todos aqueles que defendem o ambiente e a nossa região se manifestem contra este atentado ambiental. podem enviar mails de protesto para reconquista@reconquista.pt e para outrem@rvj.pt
ResponderEliminarCaro anónimo
ResponderEliminarA cidade está realmente muito mudada e para melhor felizmente. Quanto às fotografias de Castelo Branco, fico muito feliz por saber que o fazem recordar tempos passados. Elas iram continuar a sair nesta página, pois é uma forma de dar vida as palavras.
Essa das garafas de plástico é o máximo.
ResponderEliminarO chefe da dita outrem não é vereador da Câmara pelo PS muito dado a 'ambientes' subsidiados?
Caríssimo Autor
ResponderEliminarJoaquim trigueiros Martel, e não Joaquim Teixeira Martel ...
Será possivel enviar-me uma foto do Quartel de Castelo Branco (antigo Convento)que era da arma de Infantaria e onde prestei serviço militar como Aspirante desde Jan.º a Out.1961?
ResponderEliminarMuito grato ficarei.
Antero Leite
E-mai: acer.geral@gmail.com
Bom dia Sr Verissimo,
ResponderEliminarAndo à procura de familiares que tenham frequentado este quartel nos seus inícios. Será que me pode ajudar a aceder às listas (caso existam) das pessoas que por aí passaram? Gostaria de falar consigo em privado, o meu mail é gabriela.tavares1@gmail.com
Obrigada, Gabriela
Olá D. Gabriela. Sou leitor do blog, também. E também eu ando à procura das benditas listas ainda sem sucesso. Caso as encontre, ou outra informação pertinente, eu lhe darei notícia. Agradeço desde já se puder fazer o mesmo por mim. Ao sr. Veríssimo também deixo o mesmo pedido e o meu abraço. palavras.henrique@gmail.com
EliminarJOAQUIM TRIGUEIROS MARTEL (1801-1873), 1.º Visconde de Santiago por decreto de 20-X-1862, 1.º Conde de Castelo Branco por decreto de 24-V-1870 e carta régia de 3-VI-1870, filho de D. Maria Antónia do Rego Trigueiros Martel Rebelo Leite (n. 1770), e de João José Martins Pereira do Rego Goulão (n. 1758), biografados no § ?, n.º 5.1.
ResponderEliminarNasceu a 22-X-1801 em Idanha-a-Nova onde foi baptizado a 29-X-1801, tendo por padrinhos Joaquim José Goulão, capitão-mor de Ordenanças, e D. Leonor Doroteia. Faleceu a 17-VIII-1873 na sua casa da Rua do Poço das Covas em Castelo Branco (que fora dos Pestanas), quando aí estava em uso da licença militar como general comandante da 1.ª Divisão Militar (de Lisboa).
Em 1828 residia no Solar dos Goulões em Alcains, (actual Museu do Canteiro) quando este foi atacado por forças populares mais radicais ligadas ao Vintismo .
Era um dos grandes proprietários rurais do distrito de Castelo Branco, nomeadamente em Sarnadas de Ródão onde tinha uma grande casa, e na freguesia de Alfrívida.
Foi Par do Reino por carta de 28-XII-1871, e pertenceu ao Conselho de D. Pedro V, e de D. Luís I, do qual foi ajudante de campo honorário, tendo por essa altura residindo na Rua de São Bento, em Lisboa.
No início da sua carreira militar foi coronel do Regimento de Melícias de Idanha-a-Nova (1823), tendo terminado na patente de general da Arma de Cavalaria (1866), e em 1872 deixou por doença o comando da 1.ª Divisão Militar.
Forçado pelas suas convicções liberais a emigrar para Inglaterra, através da Galiza, daí embarcou para a Ilha Terceira, nos Açores, aí incorporando-se no exército liberal ao serviço de D. Pedro.
Como militar, foi um dos heróis da causa liberal que desembarcado com o exército libertador a 8-VII-1832 em Pampelino, próximo do Mindelo, a norte do Porto.
Distinguiu-se pela sua bravura em diversos recontros, nomeadamente na batalha de Almoster a 18-II-1833, e na batalha de Asseiceira a 16-V-1833 (16-V-1834), na qual, após uma carga que efectuou sobre três esquadrões de cavalaria inimiga, aprisionou por esse golpe toda a artilharia das forças contrárias; assim como na Batalha de Pernes a 30-I-1834, na qual carregou vitoriosamente com o esquadrão do seu comando sobre o quadrado de infantaria das forças contrárias.
Em 1837, durante a Revolta dos Marechais (12-VIII-1837) – contra o governo saído da Revolução de Setembro que substituiu a Constituição de 1822 pela Carta Constitucional de 1826 (outorgada por D. Pedro IV) –, seguiu o partido destes e foi separado do serviço em virtude da Convenção de Chaves. Com as mudanças subsequentes regressou ao serviço, retomando a carreira militar.
Comandou as divisões militares de Lisboa, Estremoz e Castelo Branco, até que no dia 2-V-1844 foi decretado que o regimento de Cavalaria nº 8 em Castelo Branco ficasse sob o seu comando, sendo então edificado por sua iniciativa o novo Quartel de Cavalaria no Largo da Devesa.
Obteve várias condecorações. Era grã-cruz da Ordem Militar de São Bento de Avis; comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa; oficial da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito; medalha das Campanhas da Liberdade, n.º 9; medalhas de ouro, de Valor Militar, Bons Serviços, Comportamento Exemplar. Tinha ainda as condecorações espanholas de grã-cruz da Ordem de Carlos III, e comendador da Real Ordem de Isabel a Católica.
Casou a 4-VII-1834 com sua prima D. MARIA JOSÉ PESTANA GOULÃO (n. 1803), nascida a 15-XI-1803 em Sarnadas de Ródão, concelho de Vila Velha de Ródão, filha de António Joaquim Pestana (1764-1846), natural de Monte Claro, Nisa, proprietário, sargento-mor de Ordenanças de Vila Velha de Ródão, e de sua mulher D. Joana Bernarda Doroteia de São Paulo do Rego Teles Goulão (1764-1814), nascida a 17-IX-1764 em Alcains, concelho de Castelo Branco, onde veio a falecer em 1814; neta paterna de Manuel Dias Pestana (n. 1739), nascido a 19-X-1739 em Monte Claro, e de D. Maria Dias Cardoso, com quem casou a 27-IX-1762; e neta materna de José Martins Pereira Goulão e de D. Joana Bernarda do Rego Teles Carmona Velez Castelo Branco, natural de Castelo Branco. Descendia dos Pestanas de Nisa que nos séculos XVIII e XIX eram grandes proprietários, nomeadamente na contígua freguesia de Monte Claro, dos quais ficaram conhecidos: Domingos Pestana, sargento-mor de Nisa em 1820; José Dias Pestana, último capitão-mor de Nisa (f. 1846), o qual está sepultado no cemitério da Igreja de São Matias.
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