segunda-feira, março 12, 2007

MEMÓRIAS DO MUSEU - F.T.P.J

O VELHO PIANO

Em Setembro de 2005 escrevia neste sítio um pequeno texto sobre o Museu Francisco Tavares Proença, onde a determinada altura escrevia o seguinte:

Que saudades tenho eu do velho piano...

Dois anos após estas afirmações, posso hoje dizer que o velho Piano regressou a casa. A associação dos amigos do Museu, a Fundação Gulbenkian e a actual direcção do Museu conseguíram por fim o seu regresso ao Museu.
Vinte anos após a sua saída do Museu, o velho Piano regressa com algumas mazelas na “alma e no corpo”, o seu regresso requer cuidados e não abandono de má sorte.
Gostaria de aqui lembrar a algumas mentes menos esclarecidas, que não se trata apenas de um velho piano. O seu regresso é acima de tudo o recordar da história do Museu e da Pró-Arte, nas décadas de setenta e oitenta, assim como o evocar de homens como o Eng. Russinho (Já falecido) e António forte Salvado pelo trabalho desenvolvido por ambos, durante essas duas décadas na área da musica.
Aos responsáveis pelo retorno do velho piano ao museu o meu bem-haja.
À actual direcção do Museu um pedido, para que depois de devidamente restaurado, o velho piano não seja apenas mais uma peça decorativa, mas antes um velho contador de histórias musicais.

O Albicastrense

6 comentários:

  1. Verissimo, não nos podes contar a história do piano depois do mesmo ter saído do Museu? Por onde andou?

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  2. Ops. é claro que também estou contente com o regresso do piano.

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  3. Batista.
    Quando saiu do Museu, foi para a Santa Casa de Misericórdia Castelo Branco, onde ainda se realizaram alguns concertos. Actualmente estava no I.P.J de Castelo Branco.
    Entre a santa casa e o I.P.J não sei se ouve mais algum paradeiro pelo meio, ou se foi de um lado para o outro.

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  4. Foi da Santa Casa da Misericórdia para o IPJ. Eu estava na direcção do Conservcatório quando isso aconteceu e fui um dos promotores dessa alteração. Qual a razão? Na Santa Casa o piano estava a "apodrecer", sem qualquer tipo de utilização. O Conservatório realizava, de vez em quando, actividades no auditório do IPJ. Embora o piano não estivesse em condição muito boa, era aceitável que se realizassem algumas audições com o mesmo, depois de um pequeno trabalho de restauro e com afinações regulares. Foi o que fizemos. Sei que, depois, houve um período no qual o piano não era usado, mesmo estando no IPJ, mas como já não estava na direcção do Conservatório não sei por que razão.
    Para terminar, gostava de referir que o piano é um "velho" Steinway & Sons, uma casa mítica, e é propriedade da Fundação Calouste Gulbenkian.

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  5. Stalker,
    Apenas uma pequena informação o piano foi oferecido pela Fundação Calouste Gulbenkian ao museu em 2006.
    Sendo este o motivo do seu retorno ao museu.

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  6. Obrigado pela informação, pois pensava que a Gulbenkian ainda era o proprietário. Faz muito sentido que tenha sido oferecido ao Museu.

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