quarta-feira, novembro 27, 2013

CRÓNICAS DO QUINTAL DOS MARRECOS – (VII)


O IMPERADOR DOS NEVOEIROS 

O quintal marrécal anda num alvoroço do caraças, o superior marreco economista Imperador dos Nevoeiros, afirmou aos órgãos da comunicação social marrécal, o seguinte:
Aumentar a paga mínima mensal das massarocas aos marrecos é estragar a vida aos pobres”, acrescentando de seguida; está acontecer algo de bom na sociedade portuguesa, mas que isso não é visível”. Para terminar o Imperador declarou ainda; "não há um tipo sindicalizado que receba salário mínimo porque quem recebe não tem dinheiro para pagar as quotas".
Perante tais declarações, o marreco Arménio Piza Calos, (Secretario-Geral da Central Marrecal), afirmou o seguinte: "Há espaço para subir o salário mínimo nacional e a própria OIT defendeu, num relatório recente, que o salário mínimo deve aumentar para melhorar a economia e o rendimento de quem trabalha". Acrescentou ainda o marreco Piza Calos; "há pessoas que falam do que não sabem e é bom que se diga que há muita gente que recebe o salário mínimo e desconta 1% do seu rendimento para os sindicatos".

Alguns marrecos povões, fartos de ouvir finórios que nunca se enganam e que raramente têm dúvidas, não se ficaram e responderam ao Imperador dos Nevoeiros:
O marreco Zé da Pedrada, declarou na barbearia do Zé Troço, que o Imperador ou estava com a maluqueira na tola, ou então andava a fumar charros com defeito.
A marreca Maria dá Musica, afirmou que o infeliz Imperador, deveria meter a viola no saco e ir dar música para outra freguesia, pois no quintal marrécal, ela é a única a poder dar música aos marrecos.
O marreco Tonho dos Repolhos, ofereceu-se para ofertar ao marreco Imperador, umas couves com pesticida.
O marreco Luís Vesgo, disse que o citado marreco deve andar com cataratas nas olheiras, por isso, recomenda-lhe uma visita à “Óptica Boa Vista”. Óptica que tem como frase publicitária; “a óptica que põe um vesgo a ver o que só quer ver”.
O marreco Manel dos Tomates, informou os fregueses do seu estabelecimento (a loja dos tomates), que iria convidar o Imperado para lhe fazer uma vistoria aos tomateiros, uma vez que as declarações feitas pelo Imperador sofrem de substrato tomatal.
A marreca Albertina dos Fretes, disse na mercearia da Rosa, que se não estivesse já fora de rodagem, convidava o marreco Imperador para dar uma cambalhota, e que depois o convidava para almoçar com ela na sopa dos pobres, (local onde ela come a única refeição do dia).
O marreco Zé das Bichas, designado como rei do jetSet do quintal marrécal, comunicou através do seu agente, que o Imperador deve andar com diarreia bichana, pois no seu discurso é notória a falta de convívio com outras bicharocas.
O marreco Alfredo Ferrugento, proprietário de um armazém de ferro, afixou no seu armazém de o Imperador deve andar com uma infecção nos neurónios, infecção provocada pelo muito ferro e magnésio nos locais que anda a frequentar.
PS. O escrivão deste assento, não se responsabiliza pelas declarações dos marrecos citados, declarações que segundo alguns, mostram a inveja instalada no quintal marrécal.
O Escrivão do Quintal Marrécal

3 comentários:

  1. Anónimo23:17

    É!pa!, no meio de tantos marrecos não haverá pro cá um pato bravo??

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  2. Meu amigo.
    O que não falta por cá, são patos bravos.
    Talvez seja esse, o verdadeiro problema do quintal marrécal.
    Abraço.

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  3. Anónimo23:17

    Eu não creio,mais que há há!

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