quarta-feira, novembro 06, 2013

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – LXXIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Agora há um salto de dois meses e meio, nada menos. Em Setembro e Outubro nem uma só sessão se realizou. Os bons dos vereadores só tornaram a reunir-se em sessão no dia 12 de novembro, mas desta vez com assistência da Nobreza e Povo da cidade e seu termo, porque se tratava de coisa de importância como vai ver-se. A carta reza assim:
Sendo juntos na Casa da Camara a Nobreza e Povo desta cidade e seu termo lhes foy proposto pelo Juiz de fora Gervazio Jozé Pacheco Valadares hum requerimento do Reverendo Juiz da Ordem Vigr. de S. Maria do Castelo Fr. António Jozé Geraldes Leite no qual pretende que S. Mag. lhe concedesse o Rial de Agoa do Vinho e carne e os sobejos das sizas desta cidade e seu termo e huma finta pela sua freguesia para reedificação do corpo da Igreja Parochial que se acha em total ruina sem nella se possa selebrar os oficios Devinos: Sobre cujo requerimento Sua Magestade se dignava mandallos ouvir. E logo pela Nobreza e Povo desta cid. foy respondido uniformamente que elles convinhão no indicado requerimento pelas justas rezoens que nelle se allegavão sendo certo que só pellos rendimentos que o Sup. Requeria se podia conseguir a indispensavel reedificação da Igreja para que não herão sifuficientes as poucas posses dos seus fregueses pela mayor parte pobres no que convierão os de Alcains e Monforte”.
Mas, se os representantes da Nobreza e Povo de Alcains e Monforte disseram que sim, apareceram logo os da Lousa a dizer que nos sobejos da sisa do seu povo se não devia tocar, porque tinham lá obras urgentes entre mãos e precisavam de todo o dinheiro, e todo ele seria pouco para as necessidades que por lá havia. Depois de concluídas as obras que tinham entre mãos veriam o que podiam fazer.
Os do Salgueiro. Mata, Cafede e Escalos de Baixo, foram ainda mais completos. Esses declararam pura e simplesmente: “que não convinhão no presente requerimento por terem outro da mesma natureza para obras de indispensável necessidade...
Mas a igreja de Santa Maria do Castelo nem por isso deixou de ser convenientemente reparada.
(Continua)
PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época. 
O Albicastrense


2 comentários:

  1. Vizinho albicastrense , muito interessantes para o conhecimento destas terras a documentação que nos traz.
    Um abraço

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  2. Amiga Idanhense.
    Concordo plenamente. O trabalho de António Rodrigues Cardoso é realmente um belíssimo trabalho.
    Abraço

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