terça-feira, dezembro 22, 2015

NATAL, POEMA DE ANTÓNIO FORTE SALVADO


Nesta época natalícia, aqui fica um poema sobre o natal da autoria de um dos maiores poetas da terra albicastrense de sempre.

Natal
Que nos trazes a não ser
lágrimas cada vez mais,
natal eterno a nascer
de outros natais...
Ligeira esperança que toca
os nossos olhos molhados
e o sangue da nossa boca,
amordaçados...


Ah bruxuleante luz
acenando ao longe em vão
e que a dor nos reproduz
em ilusão...
Ternura dum breve instante
que o próprio instante desterra,
morta no facto constante
de tanta guerra...

António Salvado, in 'A Mar Arte' 


O Albicastrense

2 comentários:

  1. Anónimo11:58

    bruxuleante o que vão destruir METALURGICA.
    O ultimo "exemplar" da nossa historia industrial
    criada com o minério. Tanto betão algum falido.
    Querem mais BETÃO ou a dar a mão...
    Lembrem-se de um pequeno exemplo no Fundão
    A FÁBRICA. A limpeza da memória albicastrense vai-se
    FELIZ NATAL

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  2. Caro anónimo.
    Não conheço o exemplo do Fundão, mas confesso que gostaria de conhecer.
    Porque não deixa aqui alguns pormenores sobre a Fábrica.
    Abraço

    ResponderEliminar

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