terça-feira, dezembro 01, 2015

OS NOSSOS ARTESÃOS

O ULTIMO CALDEIREIRO
 DA 
TERRA ALBICASTRENSE
Carlos Antunes é sem qualquer duvida o últimos dos caldeireiros da terra albicastrense, ao passar um dia destes pelo rua de S. Tiago, não pude deixar de entrar na sua oficina e falar um pouco com ele.
Carlos tem 66 anos, é cadeireiro desde os 12 e corre o risco de ser o último a exercer esta velha arte na terra albicastrense.
Diz ele, que a vontade pela arte de caldeireiro herdou-a de seu pai que abriu a oficina na década de trinta do passado seculo, oficina que depois da morte do pai ele herdou. Numa entrevista dada ao jornal “reconquista” em 2004, Carlos Antunes, afirma que o negócio é “Um negócio de família”, explicando que “a arte foi passando de geração em geração”.
Carlos lamenta que nenhum dos filhos, nem qualquer outra pessoa lhe queiram dar continuidade na profissão. Diz ele, que em tempos formou uma turma de jovens no Centro de Formação Profissional de Castelo Branco, no final, todos os formados mandaram para o caixote do lixo os seus ensinamentos, pois nenhum seguiu a arte que lhes ensinou. Segundo Carlos Antunes, “na sua arte não há segredos” mas é necessário haver “gosto e imaginação por ela”.
Carlos é um verdadeiro artista, pena é, que a sua arte esteja em risco de extinção, pois não havendo jovens para lhe dar continuidade na arte, o mais certo é ele ser mesmo o último dos caldeireiros da terra albicastrense.
Uma pergunta não pode deixar de aqui ser feita a quem esbanja dinheiros em cursos de formação profissional da fava, cursos que na quase totalidade das vezes só servem para dizer que alguém está a fazer alguma coisa:
Com tantos desempregados no nosso país, porque raio não se mete na oficina do Carlos dois ou três jovens e depois lhes fornecem condições para se estabelecerem na arte?”
Responda quem quiser ou souber, pois este albicastrense à muito que deixou de tentar compreender os sábios responsáveis pelo sector da formação profissional no nosso país.
O ALBICASTRENSE

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