domingo, novembro 14, 2010

TIRAS HUMORÍSTICAS - LXX


BIGODES & COMPANHIA
Os responsáveis do P.S.D na nossa cidade, vieram a público através da comunicação social (como não podia deixar de ser), demonstra a sua preocupação pela segurança dos albicastrenses.
Bigodes & Companhia sempre em cima do acontecimento, comentam na galhofa essa preocupação.
Segundo a tira publicada, “parece” que Companhia se mostra disponível para ajudar na caça aos infractores da nossa tranquilidade.
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 11, 2010

BORDADOS DE CASTELO BRANCO

A NOSSA MAIOR RIQUEZA
Os bordados de Castelo Branco, não são só as Colchas e os Painéis. Além das Colchas e dos Painéis, existem outras peças que merecem igualmente ser conhecidas por todos aqueles que admiram os nossos bordados.
Para esses aqui fica a imagem de uma lindíssima almofada, feita na Oficina-Escola do Museu Francisco Tavares Proença Júnior na década de 80 do século passado.
As mãos que bordaram esta almofada ainda perduram, a pessoa a quem ela foi oferecida pela sua passagem à reforma, já partiu! 
Em sua memória (D. Delfina), aqui fica esta pequena homenagem.
O Albicastrense

quarta-feira, novembro 10, 2010

FORTALEZA DE CASTELO BRANCO


Embora se afirme que há testemunhas da presença do homem, desde as mais remotas idades no actual assento de Castelo Branco e nas suas cercanias, parece, contudo, que a fundação castrense situada na colina da cidade deve ser coeva ou mesmo posterior à época romana.
Sabe-se que, quando Júlio César atravessou o Tejo no ano 61 a. C. e subiu à Guarda para ocupar de vez o coração da Lusitânia (os chamados Campos da Idanha), ainda não completamente dissecados, e que por isso mal permitiam o estabelecimento de pequenos núcleos de população nas partes mais elevadas, estavam quase despovoados.
Afastada como ficava a posição de castelo Branco das estradas que cruzavam o vale do Tejo, a montante desses terrenos em dessecaçao, pois que estava situada à beira deles por ocidente, e se estendia para poente uma vasta zona montanhosa delimitada, e sem qualquer espécie de valor politico ou militar, é de presumir que, durante os primeiros tempos da sua ocupação, os romanos se limitassem a manter uma simples atalaia levantada na parte mais alta da colina em que assentou a cidade.
Portante, Castelo Branco só teria começado a ganhar importância política com a retirada dos romanos e o declínio de Idanha-a-Velha, de onde foram sendo transferidos os vario serviços administrativos.
É quase totalmente desconhecida a história desta região até à sua conquista aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em especial a do seu povoado. Em 1165, D. Afonso Henriques fez doação de toda a região da Idanha à Ordem do Templo, confirmada por D. Sancho no ano de 1198, não havendo noticia de haverem feito qualquer obra militar no sítio de Castelo Branco pelos seus donatários.
Só 1 de Novembro de 1214, D. Afonso II faz nova doação de Castelo Branco aos Templários. E impôs como obrigação, repovoar a vila (então chamada Vila Franca da Cardosa (?)), e de levantar na parte mais alta, um poderoso castelo com missão especial de vigiar as entradas internacionais que, passando pelos portos de Fraldona e Malpique, no Tejo, convergiam em Castelo Branco.
Em 1252 o Mestre do Templo, D. Pedro de Alvites concedeu-lhe o primeiro foral, em que é designada por vila de Castelo Branco.
Porém, em 1286 el-rei D. Dinis, (ou porque os Templários não estivessem levantado as fortificações que D. Afonso II lhes impusera na doação ou porque não satisfizessem a uma defesa eficaz), mandou fazer outro castelo, com sua torre de menagem de sete quinas, e cercar a povoação de uma grossa e alta cerca amuralhada. São deste tempo as fortificações desenhadas por Duarte Darmas.

PS. Texto publicado na revista Estudos de Castelo Branco na década de sessenta, do século passado.
O Albicastrense

segunda-feira, novembro 08, 2010

PEQUENAS NOTÍCIAS DE OUTROS TEMPOS


A 24 de Novembro de 1788, o Pré – Medicado do Porto, passou o diploma de parteira a Maria Martins, foi a primeira obstetra a exercer esta actividade clínica (oficialmente), em Castelo Branco.
Treze anos depois, (12-11- 1801), tomou posse do cargo de parteira municipal da cidade de Castelo Branco, Maria do Carmo. O acto de posse, que se revestiu de um certa solenidade, teve lugar nos Paços do Concelho.
Cento e vinte anos depois, (2-11-1926), os responsáveis pela cidade albicastrense, concederam a José Inácio Robalo, licença para abrir uma botica em Castelo Branco. Foi a primeira farmácia a funcionar na nossa cidade.
PS. A recolha dos dados históricos é de, José Dias.
A compilação é de, Gil Reis
e foram publicados no Jornal ”A Reconquista
O Albicastrense

quinta-feira, novembro 04, 2010

VELHAS RUAS DA MINHA CIDADE


A NOSSA VERGONHA
Já aqui abordei por variadas vezes, a desgraçada situação habitacional em que se encontram, muitas das velhas ruas da nossa cidade. Também já aqui disse anteriormente que existem velhas ruas da nossa cidade, onde a única coisa que lá consegue habitar são os ratos.
Podia continuar com este já disse que disse, (pois foram muitas as vezes que aqui já denuncie esta calamidade) porém, mais que aqui denunciar o estado em que muitas das casas, de muitas das nossa ruas se encontram, interessa mostrar imagens dessas ruas, para que todos nós possamos ver com olhos de ver e assim tomar consciência, de que a nossa cidade não é nem pode ser só a pílula dourada que muitos querem fazer crer. O mapa que ilustra este poste, mostra-nos cinco pequenas ruas bem situadas no coração da nossa cidade, cinco ruas que são o espelho de muitas outras, que todos nós conhecemos.
A escolha das ruas para este poste, deve-se ao facto de elas estarem lado a lado, com aquilo a que muitos gostam de chamar a nova cidade.
O mapa mostra-nos ruas onde as pessoas deixaram há muito de habitar, pois elas são hoje apenas recordações habitacionais de outros tempos, tempos em que essas ruas e essas casas, tinham vida, vida que transformava essas ruas em locais de vivência permanente e não em locais de passagem. Sobre estas ruas bem poderíamos dizer: Quando entramos na Figueira sentimos o cheiro do abandono, ao passarmos para a Amoreirinha sentimos o cheiro do desprezo, ao subirmos pela do Pina sentimos o cheiro do desdém, ao chegarmos à do Relógio sentimos o cheiro do desabrigo e quando entramos na Sebastião, sentimos a orfandade de todas estas ruas. Orfandade que levou ao abandono, abandono que levou à inexistência de gente que gerava vida, vida que gerava mais vida.
Quem devemos nós culpar por todo este abandono? Os senhorios por se estarem borrifando para os seus imóveis? As sucessivas vereações da nossa autarquia, por nada terem feito para impedir esta tragédia ? Ou a nossa passividade perante este abandono criminoso? Ou talvez não haja culpados!? Mas apenas saudades... de ver esta velhas ruas florir de vida, uma e outra vez.
O Albicastrense

terça-feira, novembro 02, 2010

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - XXXIX


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Ribeiro Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como publicado em 1937.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.
(Continuação)
Comentário do autor: As sessões da Câmara dão agora um salto de quase mês e meio. De 21 de Março saltam para 5 de Maio. No mês de Abril nem uma só sessão para amostra. A sessão de 5 de Maio, porem, tem que se lhe diga. Os leitores lembram-se dos grandes elogios que, em sessão de 22 de Julho de 1786, se fizeram ao corregedor Gaspar de Sousa Barreto Ramires, de quem se disse que servia com “hum zelo pelo publico como certamente não mostrou outro algum Ministro”.
Pois agora façam favor abrir os olhos e ler o que consta da acta de 5 de Maio de 1790, que fielmente se copia do original, deixando-se apenas de fora o “intróito” que diz quem eram os vereadores presentes:
Acta de 1790: E logo nesta Camara foi acordado pellos Vereadores a sima nomeados e tão bempelo dito Procurador do Conselho que vistas as desordens que nesta Cidade e Comarca tinha produzido a urgulhosa admenistração de Gaspar de Sousa Barrete Ramirez que acaba de servir de Corregedor achandosse intrigado com todos os Povos o que fez que nesta Cidade e toda a sua Comarca tivessem perdido a pás, o sossego, e a mancidão que fazião o destintivo careter do Clero, Nobreza, e Povo, de que bem podem ser as mais qualificadas e veridicas testemunhas todos os Menistros que servirão nesta Cidade e Comarca no tempo em que foy Corregedor Gaspar de Sousa.
E não podendo elles Vereadores ver com indiferença perturbada a paz e sosego publico, e temerozos de que continuassem as mesmas desordens pois tinhão a certeza que o dito Corregedor Gaspar de Sousa fazia as mais eficazes deligencias para ser reconduzido no dito lugar, e elle mesmo publicava tinha a segurança de o conseguir.
Nestas desgraçadas circunstancias conferirão e assentarão entre si em suplicar a Sua Magestade e o Princepe Nosso Senhor quizessem dar a esta Cidade hum novo Corregedor digno do seu Real serviço e que restituísse a tranquillidade aos Povos, e com effeito elles Vereadores fizeram a dita suplica a Sua Magestade e ao Princepe Nosso Senhor, e tiverão a fortuna de ser despachado outro Corregedor cujo beneficio não só elles Vereadores mas toda a Comarca agradecem e prostrados digo elles fazem os mais fervorozos votos ao Ceo para que a dolate a vida e prospere o Reynado da nossa Augusta Seberana que tão senssivel he a felecidade dos seus Povos. Porem como aquellas suplicas não forão lançadas neste livro por quererem guardar o mais inviolável segredo afim de se não exporem aos dezatinos que podia fazer o dito Corregedor com a custumada propotençia com que obrava tudo, e ainda mesmo para que no cazo que ellas não produzissem o fim dezejado de o exluirem da recondução não ficarem mais expostos a serem vitimas do odio com que olhava para elles o dito Corregedor. Porem agora já livres do susto que então os ocupava declarão por este Acordão que elles uniformemente assentarão em fazer e com efeito fizerão e deregirão a suplica a Sua Alteza Real para que fosse servida não reconduzir
o dito Corregedor cuja rezolução tomarão por julgarem que hera huma couza principal e primeiro dever de obrigação delles Vereadores. E tendo felizmente conseguido outro novo Corregedor com o qual esperam ver restituída a paz e felicidade publica. Satisfeitos com estas bem fundadas esperanças não tratão de acuzar ao dito Corregedor que foi Gaspar de Souza, sem que por isso deixem de estar prontos a fazer verificar a verdade das suplicas todas as vezes que Sua Magestade ou os Seus Tribunaes assim o julguem necessário.
E pelo que respeita ao Acordão feito nesta Camara em vinte e dous de Julho de mil setecentos oitenta e seis neste livro na folha 105 e seguintes assignnado pellos Vereadores José Carlos de Souza, e António Ignacio Cardoso Frazão, declarão por nullo não só pela sua ilegalidade e falta de assignaturas de capitão mor José Martins Goulão, que nesse tempo era actual Vereador e Juiz pella ordenação que se achou prezente a factura do dito Acordão e constantemente recuzou assignallo por conter factos contrários à verdade que por si mesmo fabricou o dito Corregedor dando hum papel pelo qual se copiou o referido Acordão.
O Vereador António Ignacio Cardoso Frazão, declara ingenuamente que assignara o dito Acordão não só por compraser com o seu companheyro, mas ainda por se ver instado pello dito Corregedor, e também por se pressuadir que o tal Acordão concorria para por termo à perturbação que já havia na Camara o que assim não suçedeo porque daquele tempo em diante he que o dito Corregedor deu mais a conhecer a sua orgulhoza conduta. E por esta maneira ouverão por revogado e declarado aquelle Acordão de 22 de Julho de 1786 e feitas as mais declarações constantes neste para que em todo o tempo conste da retidão e probidade com que precederão a este respeito em utelidade publica: E por esta maneyra ouverão este Acordão por feito e acabado que todas assignarão.
(Os comentários desta acta, serão publicados no próximo poste das efemérides)
PS – Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é uma transcrição fiel do que saiu em 1937.
O Albicastrense

NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS JUDEUS E CRISTÃOS - NOVOS DE CASTELO BRANCO - (VII)

POR MANUEL DA SILVA CASTELO BRANCO SÉTIMA PUBLICAÇÂO: Embora já tenha publicado o trabalho de Manuel da Silva Castelo Branco, resolvi voltar...