terça-feira, setembro 01, 2009

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - LVIII

MONUMENTOS DE CASTELO BRANCO
CONVENTO DA GRAÇA (III)
(Continuação)
Nada resolveu o Ministério do Reino, pelo que em 17 de Maio de 1886, decidiu a Mesa convidar o Engenheiro de Obras Publicas João Macário dos Santos a elaborara um orçamento das obras de maior necessidade.
As obras de execução inadiável, que consistiam na construção e uma nova cozinha e de duas enfermarias, foram orçadas na quantia de 1500$000 reis. Em 25 de Outubro de 1866 foi posto em praça a execução das obras mas, como ela ficasse deserta, resolveu a Mesa, em 1 de Novembro, efectuar a construção por administração directa e, em 23 do mesmo mês, por proposta do Provedor, decidiu dar maior altura às janelas. O hospital, após a obras de adaptação, ficou com duas enfermarias para cada sexo.
As do sexo foram designadas pelos nomes de Bartolomeu da Costa e de Francisco António Peres. As do sexo feminino foram denominadas de Santa Isabel e de Prior Vasconcelos. Durante os séculos XVII a XIX foram muitos os legados e donativos recebidos pela Santa Casa de Misericórdia. A administração dos seus bens era, porem, quase sempre, desleixada e ruinosa, obstante a que os pobres do concelho usufruíssem os benefícios correspondentes a tão importante receitas. Pelo relatório elaborado pelo Dr. José António Morão em 1834, após um minucioso estudo feito por uma comissão nomeada pela Mesa, verifica-se que o hospital se encontrava num estado deplorável, absolutamente desprovido de condições higiénicas. A Comissão era composta de três membros: Joaquim José Mendes Fevereiro, Filipe Joaquim Enriques de Paiva e José António Morão. A Mesa de 1834 diligenciou por em pratica as medidas preconizadas pela comissão para melhorar as condições sanitárias do hospital e realizar economias na sua administração. Foi todavia, somente depois do ano de 1877 que o hospital deixou de ser asqueroso. Este facto foi devido à notável e desinteressada acção do ilustre Provedor Henriques Caldeira Pedrosa, capitão aposentado que foi procurado á Junta Geral do Distrito e administrador do Concelho de Castelo Branco. Após o desaparecimento deste zeloso administrador da Misericórdia, voltou esta à tradicional incúria que dava azo a inúmeros abusos no aforamento das propriedades, a depredações nos rendimentos, a desfalques nos géneros alimentares, etc.... A comissão Administrativa era composta de Francisco Rebelo de Albuquerque e Castro (2º visconde de Oleiros), Fernando da Costa Cardoso Pacheco e Ornelas, Simão Trigueiros de Rego Martel, Joaquim António da Mata e Silva e Francisco Carvalho.
(Continua)
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal "Beira Baixa" em 1951
Autor. Manuel Tavares dos Santos.
O Albicastrense

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