segunda-feira, junho 15, 2015

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – XCIX

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).
O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade. 
(Continuação)
A sessão seguinte realizou-se no dia 4 de Maio e nela não e fez mais nada do que nomear os almotaceis para os três meses seguintes. Foram nomeados para o exercício do cargo o Dr. João Antunes Pelejão e José da Silva Castelo Branco.
O pior era se os três meses destes eram do tamanho dos três meses dos que serviram antes deles. Nomeados em 18 de Novembro para servir nos “três meses futuros”, só foram substituídos agora, quase passados seis meses!
Só torna a Câmara a dar sinal de si um mês e quatro dias depois, em 8 de Junho, mas desta vez foi para ceder os lugares aos novos vereadores, que eram Francisco da Fonseca Coutinho, Diogo da Fonseca Barreto e Mesquita e Francisco José de Carvalho Freire. Para procurador do conselho vinha nomeado José Vaz da Cunha.
Mas os novos vereadores vinham com um coragem de primeira categoria para fazer entrar tudo na ordem, e tanto que no mesmo dia em que tomaram conta das poltronas senatoriais fizeram… 
Ora façam favor de ler, se querem ver: 
Nesta determinarão que visto constar a confuzam de contas e atrazamento de pagas em que se acha o Depositário do Conselho tanto pelo que respeita a este como ao depozito dos beins de raiz e dinheiros dos Ingeitados não querendo os Actuais Vereadores e Procurador daqui por diante abonalo nem aprovalo em quanto se não liquidarem as suas contas e se mostrar capaz de pagar o atrasado e o for cobrado. Determinarão que seja o dito Manoel António de Carvalho notheficado para de hoje em diante não receber dinheiro algum pertencente a qual quer dos referidos depozitos emquanto se lhe não tomarem contas e se tomar arrezulçam conveniente nesta Camara”.
Chama-se a isto entrar com fúrias de leão. Veremos se tinham razão para desconfiar do tesoureiro ou se tudo aquilo não foi mais que o resultado de más vontades ou de intrigas de soalheiro.

PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais”: O que acabaram de ler, é uma transcrição fiel do que foi publicado na época. 
O  Albicastrense

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