domingo, fevereiro 04, 2018

CASTELO DOS TEMPLÁRIOS – (VII - último)

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE
(Continuação)
O terreno do parque do castelo foi cedido á Câmara pelo Governo, por portaria de 19 de Novembro de 1852, para nele se fazer um cemitério: tendo prevalecido o bom senso, não chegou a efectivar-se esse absurdo projeto.
No mesmo local foi construído em 1867, um edifício que se destinava a liceu mas que veio a ser utilizado para escola do magistério primário, e em 1919 foi ali instalado um posto radiotelegráfico do Exercito.
Foi no seculo XIX, portanto, que o vandalismo dos albicastrenses, acoberto pela complacência e pela indiferença das entidades oficiais promoveu a destruição inexorável das suas relíquias históricas que, se hoje existissem, constituiriam uma valiosa e interessante curiosidade para os forasteiros numa cidade em que não abundam as preciosidades artísticas nem as edificações monumentais.
Os agentes atmosféricos também contribuíram para a ruína do velho castelo dos Templários.
Uma violente tempestade que se desencadeou na noite de 15 de Novembro de 1852 fez desabar algumas paredes da alcáçova e desmoronar a Porta da Vila.
No princípio do ano de 1936 as chuvas torrenciais causaram a derrocada da última torre que restava do castelo no ângulo Nascente-Norte.
Foi feita, pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em 1940, a reconstrução dessa torre. 
Não se fez, todavia, como era mister, um estudo prévio da reconstrução e a cidade assistiu indiferente a mais uma mutilação da sua velha fortaleza: impensadamente considerada uma excrescência, não obstante ser coeva da fundação do castelo, foi totalmente demolida a antiga alcáçova, da qual ainda se podiam ver, em 1939, umas casas de silharia ostentando na fachada principal duas janelas góticas geminadas e uma porta do mesmo estilo.
E assim foi implacavelmente restringida e umas pungentes ruínas, pelos impios iconoclastas indigentes com a cooperação das entidades oficiais e dos agentes meteórico, uma das veneradas fortalezas que os Templários erigiram, para defesa da Fé e da independência da Pátria. 
FIM. 
Recolha de dados:CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE – (1956)”. Autoria de Manuel Tavares dos Santos
                                                 O Albicastrense

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