terça-feira, agosto 21, 2007

COLECTIVIDADES DA MINHA TERRA


O PARQUE DESPORTIVO

(1921-1940)

Criado em 1921, esta colectividade foi uma das mais simbólicas da nossa cidade no século XX.
Esta colectividade irá ficar instalada durante 20 anos no espaço que hoje conhecemos como parque da cidade, este espaço é alugado pela Câmara Municipal à associação Parque Desportivo em 1921.
Esta associação foi constituída por membros da alta sociedade albicastrense e tinha por objectivos proporcionar aos sócios jogos desportivos, divertimentos ao ar livre e promover festas públicas e outros divertimentos compatíveis com o carácter do clube.
Segundo os estatutos do clube os lucros conseguidos com as suas actividades revertiam a favor de associações de beneficência.
O parque desp
ortivo em 1935 possuía cerca de 400 sócios e ocupava apenas o espaço do bosque (Parque dos Loureiros).
Durante o espaço de tempo (aproximadamente 20 anos) em que ali esteve instalado, muitas foram as iniciativas ali realizadas, procedeu-se à construção de um ringue de patinagem, à construção de uma carreira de tiro, foi aberto um bar e animatógrafo. O cinema funcionou no Parque Desportivo a partir de 1921 e durante alguns anos ali passou regularmente, a colectividade leva a efeito pela primeira vez em Castelo Branco a realização de touradas (no pátio do Paço Episcopal, hoje Museu) assim como a realização de um jogo de futebol no campo de Montalvão, as “festas de Junho” começam a realizar-se no parque.
Em 1932 o Parque Desportivo organiza no seu recinto um concurso de Ténis e de Tiro e em 1943 o recinto é electrificado.
Além das infra-estruturas criadas o Parque Desportivo possuía entre outras coisas, aparelhos de ginástica, baloiços para crianças, uma barraca de chá, uma esplanada com telefonia (um luxo na época). Com o passar dos anos o Parque Desportivo entra em decadência, sendo cada vez menor o número de sócios a frequentar as suas instalações.
Em 1940 um grupo de cidadãos pede à Câmara Municipal a restituição desse espaço á cidade (o aceso ao local era exclusivo para sócios desta associação). A Câmara Municipal concorda com as razões apresentados, e decide em 1940 não renovar o contrato de arrendamento, tomando posse do local, com esta decisão estava dado o passo de morte para a sua extinção, o que acontece em Assembleia-geral realizada em Outubro de 1940.
Os seus bens foram adquiridos pela Câmara Municipal e o saldo foi distribuído por varias instituições de solidariedade da cidade.

O albicastrense

Ps. Dados recolhidos na revista semestral de investigação “istopía”, editada pela Câmara Municipal de Castelo Branco.


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