terça-feira, abril 19, 2011

CRÓNICAS DO QUINTAL DOS MARRECOS - II


No quintal dos Marrecos resolveu o Marreco-mor marcar um plebiscito aos Marrecos povão. O motivo deste plebiscito deve-se ao facto do Marreco primeiro, (apelidado por alguns, como: Marreco “Corajoso”), ter desistido de reger os destinos do quintal e ter apresentado ao Marreco-mor, a renuncia ao respetivo poleiro. Os argumentos apresentados para esta renuncia, foram a não aprovação pelo grémio “Marrécal” de um tal “PEC” 1000 (Plano Especial Catita).
Os Marrecos povão, vão entretanto ouvindo pelo quintal (e arredores), os argumentos da renúncia do Marreco “corajoso”, assim como as acusações feitas pelos chefes dos outros grupos “Marrecaís”, sobre a triste situação em que o Marreco primeiro e seus auxiliares deixaram o quintal Marrécal. A corrida à ocupação do poleiro-mor está a decorrer com o chefe dos Marrecos laranja, (conhecido por Coelho falador) a tirar da cartola: não um coelho, mas um Nobre!... (que parece ter deixado de o ser), esqueletos de armários e a engolir um tal: “Plano Especial Catita” que tinha provocado a demissão do Marreco primeiro. O Marreco “filósofo” (chefe dos rosas) independentemente de ter apresentado a sua demissão ao lugar de Marreco primeiro, e de ser o principal indiciado pelo lamaçal em que o quintal se encontra, resolveu candidatar-se de novo ao poleiro do quintal. Em tertúlia realizada pelos rosa no café da esquina, ele acaba designado para nova corrida ao cargo de Marreco primeiro.
No entanto a disputa pelo poleiro no quintal Marrécal, não se fica pelos rosas e laranjas, existem outros grupos de marrecos que em virtude da sua escassez Marrécal, não têm conseguido impor-se. Estes grupos de Marrecos minoritários, parecem sofrer de (S.P.M.) “Síndroma Politique Menor” , que os impede de crescer e de se multiplicarem, de forma a poderem ter voz activa nas discussões do quintal Marrécal.
A luta ao poder no quintal Marrécal está à aquecer, espera-se a todo o instante novos episódios, episódios que este cronista da fava, (com bom enchido e de preferência da minha Beira Baixa), irá aqui relatar de forma muito aérea e sem os devidos cuidados "politiqueiros". Quem não gostar destas analises muito rascas, pode sempre manifestar-se na secção dos comentários, comentários esses que serão sempre respeitados, (mesmo aqueles que digam mal do cronista da fava).
Até há próxima crónica Marrecal.

“Quarenta Albicastrenses presentes na praça do Município, pelos quarenta cedros abatidos na Sra. de Mércules”.

É a acção proposta por este albicastrense, aos homens e mulheres da minha terra, para o dia feriado da nossa cidade. Quarenta albicastrenses silenciosamente durante uma hora, na praça do Município, em lembrança dos velhos cedros, para recordar a quem mandou fazer esta barbárie, que o espaço da Sra de Mércules não é a quinta do (Ti Manel das Bolotas) onde ele pode por e dispor a seu belo prazer, mas antes, um local muito querido dos albicastrenses.
Das 10.00 às 11.00 da manhã no dia feriado da minha terra, eu irei estar silenciosamente na praça do Município, a dizer a quem por ali passa, que de futuro não mais poderá ser possível este tipo de acontecimentos.

Eu serei um dos quarenta!... E você ?

O Albicastrense

2 comentários:

  1. Hmmm... Essa estória parece-me parcialmente baseada em factos verídicos, ou estou enganado? :)

    De qualquer forma estou ansioso pelos próximos capítulos e espero que os "Marrecos Povão" se vão safando, mas parece-me cada vez mais complicado, com o anúncio das medidas do FMI...

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  2. Parece-me que o meu muito amigo João Bispo, anda a ver filmes de ficção a mais.
    Estas crónicas são relatos das desgraças que se passam com os marrecos do meu quintal.
    Tudo o resto é pura especulação, ou imaginação que quem quer ver nesta pobres crónicas, aquilo que cá não está.
    Um grande abraço.

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AO PRESIDENTE DA AUTARQUIA ALBICASTRENSE - (II)

Hoje ao passear pela rua Mousinho Magro, dei comigo a olhar para os dois portados que se podem ver na imagem aqui postada e a perguntar ...