sábado, novembro 03, 2012

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS - LXVII


A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940. A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

O texto está escrito, tal como foi publicado.
Os comentários do autor estão aqui na sua totalidade.

(Continuação)
Aparece-nos agora a Câmara reunida em sessão no dia 5 de Outubro. Pois, senhores, depois de um intervalo de mais de cinco meses, a Câmara nomeou Francisco António Peres de Loureiro “Thesoureiro dos rendimentos dos Povos e conselho das Terras do termo desta Cidade” e por ai se ficou, “por não haver mais nada que despachar”.

E no ano 1793 não houve mais nenhuma sessão. A Câmara só tornou a reunir-se em 1 de Janeiro de 1794.
Convêm aqui observar que no livro de que extraímos estas notas, que abrange o período decorrido de 1793 a 1802, se encontram de vez em quando duas, três e mais folhas seguidas em branco.
Seriam folhas destinadas a actas de sessões que se realizaram, actas que, por desleixo do escrivão Aranha, velho doente, se não lavraram? Não sabemos. Ninguém o pode saber hoje. Registamos o facto e passamos adiante.

Entramos agora no ano de 1794. No dia 1º temos a sessão da praxe: “eleição das Justiças das terras do termo desta Cidade, que foram apregoadas da Caza da Camara para baixo e mandados avisar para logo vierem tomar juramento, cartas e Regimentos para servir”.
Logo no dia 4 de Janeiro há nova sessão. Mas nesta houve pouco que fazer. Os vereadores nomearam “para cobrador e Depositário do Subsidio Literário a Vicente Marques Feijão” e foram logo para suas casas tratar da vida.
O subsidio literário, criada no reinado de D. José, servia para pagar “professores régios”, isto é, aos professores das escolas oficiais que naquele reinado foram criadas.
Logo no dia seguinte tornaram os vereadores a reunir-se em sessão para acudir às necessidades dos expostos. O tesoureiro já não tinha vintém “para fazer o pagamento às Amas que são muitas e pobres no fim de cada hum mez” e por isso vá de lançar uma finta por toda a população da cidade e seu termo.
A finta foi de 600:000 réis, e Monforte lá apareceu com a maior verba, nada menos de 160.000 réis, ao passo que à cidade só coube a quantia de 120:000 réis.
(Continua)

PS. Mais uma vez informe os leitores dos postes “Efemérides Municipais”, que o que acabou de ler é, uma transcrição fiel do que foi publicado na época.
O Albicastrense

2 comentários:

  1. José Barradas14:20

    Sem dúvida que o autor deste trabalho de investigação, terá ficado a dever algumas horas a si próprio, isto é, deixou a usufruir do seu tempo de lazer para trazer ao nosso conhecimento que Castelo Branco tem vida, sempre teve vida e história.

    Obrigado
    sites.google.com/site/josezezerebarradas/

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  2. Amigo Barradas.
    António Rodrigues Cardoso, merece todo o nosso respeito pelo excelente
    trabalho que nos deixou.
    Um abraço para si.

    ResponderEliminar

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