Se
existia algo de que a velha urbe albicastrense se podia orgulhar no
passado, era da sua muralha. Contudo, essa vanglória de pouco ou
nada lhe serviu, pois durante o século XVIII
e princípios do seguinte, uns tais “senhores”
que ocuparam as rédeas do poder na terra albicastrense, resolveram
pura e simplesmente dar cabo dela, destruindo-a como se de uma praga
se tratasse.

maletas causadas pelos albicastrenses do passado, tornando-se numa das maiores preciosidades da terra albicastrense. Vem a lábia anterior, a propósito dos trabalhos que a autarquia albicastrense está a realizar nas ruas Vaz Preto, Ferreiros e antiga rua do Saco. Ruas onde estão a decorrer trabalhos para colocar à vista dos albicastrenses, parte da velha muralha que escapou à chacina dos senhores do passado.

UM
POUCO DE HISTÓRIA
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O
adarve, com os seus parapeitos e palanques apoiados em consolas e
cachorros, formava uma dupla fila de ameias em toda a extensão da
muralha. O vistoso e formoso castelo, com as cinco torras das quais
sobressaía a de menagem e da muralha poligonal com as onze torres
provisórias de vigias e seteiras, eram construídas de silhares de
granito e constituam um fortíssimo propugnáculo medieval de espeto
imponente, majestoso.
A
torre situada no ângulo nascente norte do castelo, da qual se vêem
ainda umas paredes com janelas góticas germinadas, fazia parte da
alcáçova, que foi residência dos alcaides e Comendadores das
Ordens do Tempo e de Cristo. As janelas da parte desaparecida da
alcáçova eram também trabalhadas no estilo gótico característico
da época da fundação do castelo.

A
muralha tinha sete portas; a de Santiago,
ao Norte, ao cimo da Calçada da Alegria; a da Vila,
também ao Norte, dando acesso à Rua dos Ferreiros; a do
Espírito Santo,
ao Sul, dando entrada para a Rua de Santa Maria: a do Ouro,
ao Sudoeste,
junto da torre da Igreja de Santa Maria,
que esteve próxima do local onde, no século XVI, foi edificada a
Capela de S. Brás; a de Santarém,
ao Poente, em frente da Igreja de Santa Maria; a da Traição,
em frente do sitio onde esteve a Capela de S. Gens e a do Esteval,
entre a Porta da Traição e a de
Santiago.
Para
facilitar a entrada e a saída da população, sempre crescente,
foram mais tarde abertas, na muralha, mais três portas; a do
Relógio,
dando entrada, para a rua do mesmo
nome; o Postigo,
dando acesso à Rua do Poço das Covas; e o Postiguinho
de Valadares, cuja designação
se mantém numa travessa que liga o Largo da Sé com a rua dos
Peleteiros.
No
primeiro quartel do século XIX foi praticada, na muralha, ao Norte
da Igreja da Misericórdia Velha que é actualmente da Invocação de
Santo António, mais uma abertura para dar acesso à quelha
denominada Barbacã do Norte.
Manuel
Tavares dos Santos
(Castelo
Branco na História e na Arte)
O
Albicastrense
agora tem duas portas de santarém. suponho que a primeira deve ser a de santiago
ResponderEliminarCaro anónimo.
ResponderEliminarQue poderei eu dizer destas minhas distraçôes?
Que talvez tenha o direito de ser distraído...
Abraço
Isto é uma resposta aos arqueólogos de meia tigela,que tanto criticaram, a autarquia e os seus técnicos.
ResponderEliminarO anónima das 15: 54 pm especifique lá, se conseguir, as críticas dos arqueólogos de meia tigela? A sua consideração mete nojo.é paga para controlar blogues? Tem medo do quê? Aprenda e estude.Ah e trabalhe,
ResponderEliminartem todo o direito a ser distraído, longe de mim dizer o contrário, ainda para mais na "sua casa".
ResponderEliminarabraço ;)
p.s. realmente também gostava de perceber essa coisa da meia tigela dos arqueólogos...
Amigo anónimo.
ResponderEliminarA minha distração é fruto da idade, por isso, não entenda esta minha afirmação como uma critica às suas palavras.
Quanto aos "arqueólogos de meia tigela": só pode ser "raspanete" para quem aqui tem criticado o atual presidente da autarquia albicastrense.
Enfim! Vale o que vale...
entre os que "defendem" e os que "atacam" o presidente, todos tem razão, em função do seu ponto de vista, que em nenhum dos casos deve ser ignorado.
ResponderEliminarse é facto meritório o "redescobrir" da muralha e a sua preservação, não deve deixar de ser criticada a forma como essa tarefa tem sido feita.
"redescobrir" a muralha não é simplesmente "limpá-la" das construções que lhe foram feitas por cima, por dentro, anexadas, etc, e que entretanto a esconderam. esses "obstáculos" também fazem parte da História e da evolução do monumento e não devem ser ignorados ou menosprezados.
estudar o monumento e ignorar ou apagar o que constituí o seu enquadramento histórico e espacial tem sido um problema recorrente na reabilitação e estudo de património edificado nas últimas décadas, um pouco por todo o país.
Faço das sua palavras as minhas palavras.
ResponderEliminarContudo, o problema é que muito boa gente, acha que dizer bem do presidente é um dever, porém se ousarmos critica-lo, cai o Carmo e a Trindade em cima de quem o faz.
Esquecendo este "pequeno" pormenor, não poso deixar "como já disse" de estar de acordo com o que você diz.
Abraço e feliz ano novo.