terça-feira, março 14, 2017

EFEMÉRIDES MUNICIPAIS – CXVI

A rubrica Efemérides Municipais foi publicada entre Janeiro de 1936 e Março de 1937, no jornal “A Era Nova”. Transitou para o Jornal “A Beira Baixa” em Abril de 1937, e ali foi publicada até Dezembro de 1940.
A mudança de um para outro jornal deu-se derivada à extinção do primeiro. António Rodrigues Cardoso, “ARC” foi o autor desde belíssimo trabalho de investigação, (Trabalho que lhe deve ter tirado o sono, muitas e muitas vezes).

(Continuação)
Agora as sessões da Câmara dão um salto de perto de dois meses e meio, porque á sessão de 25 de Março se segue a de 6 de Junho.
Nesta à sessão deliberou a Câmara: haver por coutada a folha dos alqueves; nomear “Inspetor das Amoreiras do lugar de Malpica a António Miz Ruivo por demissão que lhe fez o capitão Manuel Lopes Siborro”; que não se passassem licenças “para cortar-se erva na folha do pão… enquanto o mesmo pão não fosse ceifado, e que depois as que se passassem só seriam aquelas que tivessem terras semeadas na mesma folha ou aquelas pessoas que eles demitissem o seu direito”; que se lançassem pregoes para que todos os moradores da cidade dentro do prazo de quinze dias entregassem na Câmara cinco cabeças de pardais, sob pena de serem condenados na multa de cinco tostões, podendo, as cabeças de pardais ser substituídas de cotovias, por serem muito danosas às searas”.
E mais nada.

Sessão de 6 de Julho de 1806.
Presidida pelo juiz de fora António José da Silva Peixoto. Começou a sessão pela nomeação doa avaliadores das ervagens, que recaiu em Diogo Beato e Manuel Cabarrão.
A seguir foi autorizado o juiz de fora a conceder licença “para carrejar o pão da folha às pessoas que tivessem necessidade, e circunstâncias de se lhe facultar ainda antes da licença geral”.

Segue-se a sessão de 13 de Julho de 1806.
Apareceram primeiro os avaliadores das ervagens com o serviço já completo. As ervagens do concelho, em número de 24, foram avaliadas em 1.214.000 réis, quantia que, para o tempo, era alguma coisa. As ervagens do povo, que eram apenas duas, foram avaliadas em 120.000 réis.
De todas as ervagens, que foi avaliada em maior quantia foi a da Manga de Pero Velho, a que se deu o valor de 100.000 réis.
A título de curiosidade, damos a seguir os nomes das ervagens.
Eram as de Voltas da Líria, Val de Mouro, Lameiras da Capata, Fonte do Taleigo, Barregoa, Cabeço de Figueiredo, Rouxinol, Manga de Pero Velho, Olival do Soeiro, Fonte Feiteira, São Bartolomeu, Agoas de Álvaro Gil, Barrocal do Caliço, Cabeço de Atalaya, Poço de Pero Vicente, Val de Botelho, Val Longo, Penedo Gordo, Fonte do Sapo, Pedra da Lagoa, Penedo do Tortulho, Fonte das Pias, Sorte e Meia, carvalhinho, Corga das Azenhas, Lombas.
 Ainda nesta sessão foi dada a licença geral “para os lavradores poderem tirar livremente o seu pão da folha de quarta-feira que se contão desaseis do corrente em diante”.
(Continua)
PS. Aos leitores dos postes “Efemérides Municipais: O que acabaram de ler é uma transcrição fiel do que foi publicado na época.  
O Albicastrense

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