sexta-feira, março 24, 2017

OS MEUS DESABAFOS…..


BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CASTELO BRANCO

Como já aqui disse variadas vezes, sou frequentador habitual da Biblioteca Municipal da terra albicastrense, local pelo qual ganhei um carinho do tamanho do mundo. Um dos motivos desse afecto é sem qualquer dúvida, a forma como sou acolhido por todos os que ali trabalham, pessoas que já trato como amigos de longa data.
Ao entrar ontem na biblioteca, confesso que fiquei baralhado e bastante intrigado com o vestuário que os trabalhadores da biblioteca vestiam, ou seja, a partir de ontem os mesmos são obrigados a vestirem farda.

Pulôver cinza, (que mais parece um polar), calças num tom de azul-escuro (que mais parecem ser as calças de um fato de treino).

Contudo o que mais me impressionou foi a tristeza que contemplei no rosto das senhoras que traziam este “fardamento”, até parecia que alguma tragedia tinha ou estava para acontecer por ali.
Não contesto a decisão de obrigar os trabalhadores a usarem farda, pois não conheço a legislação em vigor sobre essa matéria, mas confesso, que fiquei boquiaberto com a pobreza franciscana das mesmas.
A impressão com que fiquei quando vi as trabalhadoras com as referidas fardas, é que me tinha enganado no edifício, ou seja, em vez de entrar na “nossa” biblioteca, tinha entrado numa qualquer prisão, pois na minha modesta opinião (que vale o que vale), os fardamentos escolhidos talvez estivessem mais adequados para guardas prisionais.
Os responsáveis pela escolha dos referidos fardamentos que me desculpem, mas não posso deixar de aqui escarranchar o meu desabafo. 
Obrigar ou sensibilizar trabalhadores a usarem uma farda pela primeira vez, depois de terem andado anos e anos a usar as suas próprias roupas, obriga a que quem tomou essa decisão, escolha alguém competente e com muito bom gosto para escolher os respectivos trajes.

- Um último desabafo: Será que quem escolheu o vestuário para as trabalhadores usarem, o escolheu numa loja dos chineses?
O Albicastrense

6 comentários:

  1. Realmente, já frequentei várias bibliotecas, na sua grande maioria na área de Lisboa e nunca vi nenhum funcionário a ser obrigado a usar farda. Será que somos tão "limitados" na beira interior, que não conseguimos evoluir como fazem os demais?

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  2. Anónimo18:30

    Caro António Veríssimo, para ajudar os teus leitores a compreenderem o que ali se passou aqui deixo o meu contributo.
    Como é que se chega a chefe de divisão sem conhecer a legislação pela qual se rege essa divisão. Eu acredito que deve ser por ter muita arrogãncia, demasiada prepotência e excesso de autoritarismo, aliás, atitudes que se reconhecem a esta chefe de divisão.
    Num qualquer organismo público para se "impor" fardamentos em democracia, primeiro deve-se criar um regulamento que depois de aprovado pela Câmara Municipal deverá ser ratificado pela Assembleia Municipal e publicado em Diário da Republica para se poder implementar. Mas assim de que serve, o eu quero, posso e mando?
    Nestes "meios tempos" devem ser ouvidos os trabalhadores e os seus representantes sindicais, para que se possa regulamentar de acordo com as necessidades quer do serviço quer dos trabalhadores. Mas como com as atitudes acima descritas e por mim reconhecidas?
    Concordo com a tua opinião sobre se o vestuário terá sido escolhido numa loja dos chineses, mas questiono a autoridade para se fazer essa compra à revelia do responsável em matérias como a Segurança e Saúde no Trabalho, ou efectuar esse gasto ao erário público antes mesmo da elaboração do citado regulamento de fardamentos. É fundamental que o dinheiro gasto seja devolvido aos cofres do Município, chega de mal-gastar dinheiro dos contribuintes.
    Até porque esse dinheiro fará falta para a necessária desinfestação da Biblioteca Municipal e para o pagamento a pessoal que faça a limpeza diária á mesma. "Obrigar", para não dizer humilhar, os trabalhadores daquele nobre espaço, a que nos "tempos mortos", em vez de fazerem o atendimento a leitores como o amigo Veríssimo, terem de fazer a limpeza daquele espaço, é apenas isso mesmo HUMILHAR os seres humanos, como aliás é da praxe de uma chefe de divisão.
    Veja-se ainda o que aqueles seres humanos sofrem quando violando o Acordo Colectivo de Trabalho em vigor na Autarquia e para todos os trabalhadores, se nega o auxilio em idas a consultas ou tratamentos aos trabalhadores a acompanhar os seus progenitores, ou ainda quando unilateralmente se mudam os horários de trabalho e se obriga a quem tenha filhos menores de 12 anos a trabalhar aos fins de semana ou a fazer horas extraordinárias horas essas que deveriam ser pagas em dinheiro e não em tempo, como ali se faz.
    Deixo um conselho a quem o quiser, a humildade para se demitir do cargo só lhe fica bem, melhor mesmo que aquela farda.

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  3. Amigo DavidSilva.
    Estivo no ano passado na Torre do Tombo e confesso-lhe que não vi por lá ninguém fardado. Contudo até admite que possa a ver, porém serão com certeza bem mais bonitos que os descritos por mim.
    Abraço

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  4. Caro anónimo.
    A ser verdade o que diz, confesso-lhe que fiquei com os capelos em pé, mas como é costume dizer-se, só sabe o que vai no convento, o quem está lá dentro.
    Não tenho conhecimento nem informações sobre o que o meu amigo diz, apenas lhe posso dizer que fico bem triste com o panorama descrito, pois ele é bem medonho, "se for verdadeiro".
    Espero muito sinceramente, que quem manda no nossa autarquia analise tudo aquilo que aqui descreveu, pois algo tem que ser feito.
    PS. Apenas um reparo: O seu anonimato, (confesso no entanto, que talvez compreenda o porquê).
    Abraço

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    1. Anónimo13:07

      Caro amigo Veríssimo, ainda não é o tempo de me identificar, mas quando esse dia chegar fá-lo-ei, agora é o tempo de identificar aqueles que não tendo sido eleitos, têm ainda assim, o poder de eleger para chefe de divisão esta pessoa. Terá sido uma recompensa pelos serviços prestados á frente do museu Cargaleiro? Ainda assim a prestação criou "clivagens" tais que os funcionários aquando da saída desta pessoa fizeram uma festa inesquecível. Provando desta forma aquilo que acima descrevo.
      Espero sinceramente que nenhum responsável autárquico assuma aquilo que lhe impuseramcomo um acto consumado, e que a Assembleia Municipal possa ser esclarecida e com base nessés esclarecimentos possa livremente decidir, pois só assim se consolidará a necessária LIBERDADE, que Abril nos trouxe.

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  5. Caro anónimo.
    Bem-haja pelo seu esclarecimento, vamos aguardar para ver se algo acontece.
    Abraço e nunca desista da defesa de quem muitas vezes não se pode defender.

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