segunda-feira, outubro 15, 2007

A NOSSA CIDADE


CONTRADIÇÕES DA MINHA CIDADE


Castelo Branco é hoje uma cidade diferente, daquela que todos nós conhecíamos há alguns anos atrás.
As obras realizadas nos últimos anos deram à nossa cidade uma nova imagem, a abertura de novas ruas na cidade possibilitaram um novo crescimento da cidade, assim como a resolução de velhos problemas existentes, relativos ao trânsito automóvel na cidade.
Negar esta realidade é fazer como a avestruz, (ou
seja enterrar a cabeça na terra esquecendo-se que o rabo fica á disposição de quem passa), como não me encontro entre estes, prefiro reconhecer o trabalho feito nos últimos anos, e apontar o que em meu entender continua por fazer. Estou a referir-me às muitas zonas da cidade onde a degradação urbanística é uma autêntica calamidade, (desta vez não estou a referir-me à zona do castelo). A zona de que aqui quero falar fica bem no centro da cidade, conforme se pode ver nesta fotografia aérea. A área em questão é um autentico rectângulo rodeado de casas por todos os lados, (tipo ilha), sendo circundada por quatro ruas, rua São João de Deus, rua Tavares Proença júnior, rua Santo António e Alameda da Liberdade. Esta área mede cerca de 5500 (+/-) metros quadrados, e tem um total de 138 portas de entrada nas quatro ruas. Actualmente existem neste espaço uma farmácia (farmácia Grave), um cabeleireiro, uma loja de calçado, três cafés, um armazém de ferro e duas casas habitadas, ou seja sete estabelecimentos em toda esta zona, o resto está tudo abandonado e a cair de podre. Esta zona é apenas uma entre as muitas que existem na nossa cidade, a questão a colocar aos responsáveis pela nossa autarquia só podem ser as seguintes:


Qual o plano da nossa autarquia para este grave problema urbanístico?

Estará a Autarquia Albicastrense, apenas no papel de observador a ver quem passa?

Será que está à espera de um terramoto, para depois limpar esta e outras zonas da cidade e então obrigar os legítimos proprietários a fazer obras?

Senhores autarcas, não estará na altura de se tomarem decisões drásticas, em relação a toda esta calamidade urbanística?
As mudanças na nossa cidade não podem limitar-se á recuperação de locais emblemáticos, agora devem recuperar-se as zonas habitacionais como a que aqui apresentei, pois se assim não for, de que vale ter-se uma cidade nova quando as pessoas moram e vivem nos bairros limítrofes da cidade !!!

O Albicastrense

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