domingo, janeiro 21, 2018

CASTELO DOS TEMPLÁRIOS – (III)

CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE
 (Continuação)
Compulsando o Livro das Fortalezas do Reino, elaborado por Duarte de Armas no século XVI e arquivado na Torre do Tombo, pode fazer-se uma e reconstituição aproximada das fortificações medievais de Castelo Branco, hoje quase totalmente desaparecidas.
Perlustrando as desenhos que lhe dizem respeito e cotejando-os com as atuais ruínas, verifica-se que a cidadela ocupava todo o planalto que domina a povoação e era formada por sete torres coroadas de ameias, ligadas por espessos muros também ameiados, estando no recinto a alcáçova de elegante construção.
A torre de menagem, de seis faces, estava localizada no angulo Poente-Norte, sobrepujando as outras seis torres quadrangulares.
A muralha da qual restam uns pequenos troços, partindo do angulo Sul-Poente do castelo, descia a colina pela parte ocidental da Rua dos Chões até ao largo do Espirito Santo: daqui infletia para a Torre do Relógio, seguindo a direção da atual Vaz Preto, com pequenas variantes: daquela torre (primitivamente equilibrada com uma cúpula piramidal e não com a moderna cónica destoante) continuava até ao quintal da casa da família Tavares Proença, situado no Largo da Sé, onde formava um angulo e, passando nas traseiras das casas da Rua das Olarias, infletia novamente, subindo a encosta, para fechar o perímetro no planalto onde avultava a cidadela.
A muralha tinha sete portas: a de Santiago, ao Norte, ao cimo da calçada da Alegria; a da Vila, também ao Norte, dando acesso á Rua dos Ferreiros; a do Espirito Santo, ao Sul, dando entrada para a Rua de Santa Maria; a do Ouro, ao Sudoeste, junto da torre da Igreja de Santa Maria, que esteve próxima do local onde no seculo XVI, foi edificada a Capela de S. Brás; a de Santarém, ao Poente, em frente da Igreja de Santa Maria; a da Traição, em frente do sítio onde esteve a Capela de S. Gens e a do Esteval, entre a Porta da Traição e a de S. Tiago.
(continua) 
Recolha de dados: “CASTELO BRANCO NA HISTÓRIA E NA ARTE - (1958)”.
 Da autoria de, Manuel Tavares dos Santos  
O Albicastrense

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