Fotografias de Castelo Branco
O Albicastrense
Bem-Vindo a um Blog livre de opiniões sobre Castelo Branco, sejam elas boas ou más. O Blog é de todos e para todos os Albicastrenses...
A muralha, partindo do ângulo sul poente do castelo, descia a colina pela parte ocidental da actual rua dos Chões até ao largo do Espírito Santo; daqui inflectia para a torre do Relógio, seguindo a direcção da actual rua Vaz Preto, com pequenas variantes; da Torre do Relógio, (então arquitectónica mente equilibrada com uma cúpula piramidal e não com a moderna cúpula cónica destoante da torre), continuava até ao quintal da casa Tavares Proença, situada no actual largo da Sé, onde inflectia novamente, passando nas traseiras das actuais casas da rua das Olarias, subia a encosta para fechar o parâmetro na planalto onde avultava a cidadela.
O adarve, com os seus parapeitos e palanques apoiados em consolas e cachorros, formava uma dupla fila de ameias em toda a extensão da muralha. O vistoso e formoso castelo, com as cinco torras das quais sobressaía a de menagem e da muralha poligonal com as onze torres provisórias de vigias e seteiras, eram construídas de silhares de granito e constituam um fortíssimo propugnáculo medieval de espeto imponente, majestoso.
A torre situada no ângulo nascente norte do castelo, da qual se vêem ainda umas paredes com janelas góticas germinadas, fazia parte da alcáçova, que foi residência dos alcaides e Comendadores das Ordens do Tempo e de Cristo. As janelas da parte desaparecida da alcáçova eram também trabalhadas no estilo gótico característico da época da fundação do castelo.
No livro do Tombo da Comenda figura auto de mediação e descrição da antiga alcáçova, lavrado em 16 de Outubro de 1753, data em que foi feito um inventario dos bens da extinta Casa do Infantado pelo juiz do Tombo Doutor Manuel Tavares Falcão.
A Casa do Infantado foi fundada pelo rei D. João IV, por alvará de 11 de Agosto de 1644, para ser desfrutada pelo filho segundo dos reis de Portugal e nela ingressaram os bens confiscados aos fidalgos que se bandearam com a Espanha durante as guerras da restauração.
O palácio do castelo foi também incorporado nesses bens. Em
PS. O texto é apresentado nesta página, tal qual foi escrito na época.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. M. Tavares dos Santos
O Albicastrense
O Beco dos Caios
Este Beco, é certamente um lugar desconhecido para a grande maioria dos albicastrenses. Se perguntássemos a um qualquer morador da nossa cidade onde fica, a resposta seria na sua grande maioria, não sei!
Neste beco, residiram os meus avós em finais do século XIX e durante muito tempo do século XX, por esta viela passei muitas vezes a caminho do antigo Café Lusitânia, para ali poder ver televisão nos anos sessenta e setenta.
Por este beco, entravam ou saíam os clientes desse “Mítico” café que vinham da parte nova da nossa cidade, com o eclipse do Café Lusitânia, também o beco, se tornou num lugar deserto onde a vida mais não é que uma ilusão do passado.
O nosso Beco, está hoje transformado em traseira de estabelecimentos comerciais, que ali colocam o seu lixo e o transformaram em lixeira pública.
O nome deste Beco, (Caios) terá surgido em virtude de uma família que ali terá vivido durante o séc. XIX (?), e tinha esse apelido; (Segundo conversas que tive com meu pai, à muitos anos).
O Beco dos Caios e a Travessa do Relógio, são hoje locais desamparados e desprezados pelos albicastrenses, no entanto a historia da nossa cidade também passou por ali...
Não mereceriam estes e outros lugares escondidos da nossa cidade, outro tipo de terapia urbanística?
O Albicastrense
PS – Não seria melhor substituir o mestre relojoeiro, em vez de andar no faz de conta que as horas passam por ali?
O Albicastrense
entanto penso que pouco saberão sobre este santo homem.
Esta rua com pouco mais de
Na rua S. Sebastião é possível ver-se dois bonitos painéis de azulejos, dedicados a esta figura.
São Sebastião?
Originário de Narbonês e cidadão de Milão, foi um mártir e santo cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade s
uprema e da glória altíssima). De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que se teria alistado no exército romano cerca de 283 DC, com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos que via enfraquecer diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão, designaram-no capitão da sua guarda pessoal – a Guarda Pretoriana. Cerca de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram o seu símbolo e uma constante na sua iconografia). Porém, Sebastião não faleceu, foi atirado no rio, pois achavam que ele estava morto, encontrado muito longe de onde foi atirado, foi socorrido por Irene (Santa Irene). Mas depois, tendo sido levado de novo diante de Diocleciano, quem ordenou então que Sebastião fosse espancado até a morte... Mas que mesmo assim, ele não teria morrido, propriamente dito... Acabou sendo morto trespassado por uma lança.Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: Historicamente o édito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em 303 DC, pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece um pouco precoce. Lembrando que mitos religiosos não são história propriamente dito. Em outras palavras, o simbolismo na história de Jonas ou de Noé não é vista como histórica pelas lideranças cristão actuais, mas sim como alegorias, estoiras de inspiração bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval – surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas; de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico. Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, e tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa. Embora os seus martírios possam provocar algum cepticismo junto dos estudiosos actuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos
O Albicastrense
CASA DO INFANTADOA Casa do Infantado foi fundada pelo rei D. João IV, por alvará de 11 de Agosto de 1644, para ser desfrutada pelo filho segundo dos reis de Portugal e nela ingressaram os bens confiscados aos fidalgos que se bandearam com a Espanha durante as guerras da restauração.
O palácio, do Castelo de Castelo Branco foi também incorporado nesses bens.
Em
OBRAS NO MIRADOURO
DE
SÃO GENS
O albicastrense não quer agoirar tais obras… porém como diz S. Tomé, ver para crer.
Aos responsáveis da nossa autarquia, só posso deixar aqui uma mensagem. Anunciar estas obras, uma e outra vez na imprensa, e depois continuar tudo na mesma, é prestar um mau serviço à nossa cidade e aos albicastrenses.
Faço votos para que desta vez as obras não sejam apenas uma miragem… mas antes um começar verdadeiro de obras, que os albicastrenses e a cidade bem merecem.
“Uma Colectividade Centenária”
1908-2008
Se é sócio e quer participar, ainda está a tempo de se inscrever neste acto centenário.
Desta
O Grémio dos Artistas; terá sido fundado, na segunda metade do século XIX.
Os seus serões dançantes e outras actividades poéticas e culturais eram, um acontecimento bastante importante na cidade de Castelo Branco nessa época.
No entanto já muito próximo do fim desse século, os sócios dos Grémio dos Artistas, entraram em discussões constantes entre si, e foram de tal modo, que a associação acabou por se extinguir. Dessa extinção, (segundo relatos) resultou o aparecimento de duas novas associações na nossa cidade: “O Centro Artístico Albicast
rense e O Clube da Castelo Branco”.
Centro Artístico Albicastrense, foi fundado a 23 de Fevereiro de 1908, por artistas, (operário, aquele que exerce uma arte), sob a ideia do artista Manuel de Oliveira Leitão. A sua fundação deve-se a albicastrenses de classe baixa, em contraste com outras associações existentes nessa época na nossa cidade.
Nos seus estatutos era possível ler-se em determinado artigo o seguinte: Definem como fins da associação a instrução dos associados desenvolvimento e progresso das artes e indústrias da localidade e recreio dos sócios através de jogos e outras diversões, tal artigo constara ainda nos seus estatutos?
O Centro Artístico Albicastrense instalou-se após a sua fundação em 1908 numa casa arrendada no Largo de S. João.
Na década seguinte por volta 1912 instalou-se na rua de Santa Maria, onde ainda hoje tem sede própria, (comprada nessa mesma década).
Nas décadas de trinta a sessenta o Centro Artístico Albicastrense, juntamente com a Assembleia de Castelo Branco e o Clube de Castelo Branco, eram as três grandes associações albicastrenses e tinham inclusive prioridades sociais.
A partir da década de setenta, esta colectividade perdeu grande parte da sua mística enquanto instituição de artistas (!) pois passou a aceitar qualquer indivíduo para sócio da colectividade.
Como é hoje o dia a dia desta colectividade, da qual sou sócio acerca de quarenta anos, mas sobre a qual sei muito pouco. Quais as suas actividades actualmente?
Em 1928, o Centro Artístico Albicastrense tinha uma Banda que era dirigida, pelo mestre Jóia, esta banda ressurgiria nos anos sessenta sob a batuta de Serafim Chamusca e desapareceria pouco tempo depois.
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Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. M. Tavares dos Santos

Aos trabalhadores deste jornal, “o albicastrense” deseja no mínimo mais mil edições, garantido que comprarei sempre "ou quase sempre" um exemplar todas as semanas.
Grupo Típico
“O Cancioneiro de Castelo Branco”
Das muitas colectividades, que existem
Com sede no largo de S. João, desde alguns dias (no entanto ainda não inaugurada), a inauguração da nova sede deste Grupo Típico, será no dia 23 deste mês, pelas 15,00 horas, e terá a presença de algumas entidades oficiais da nossa cidade.
O Grupo Típico “ O Cancioneiro de Castelo Branco” pode e deveria ser um exemplo para as muitas associações da nossa cidade, (pois a grande maioria das nossas agremiações têm unicamente um pensamento, futebol e mais futebol).
A este Grupo, o meu Bem-Haja pelo trabalho realizado até hoje, e continuação de bom trabalho para bem da nossa cidade.
Os habitantes suportaram, como todo o pais durante esses catorze anos, os malefícios resultantes das constantes lutas que se travaram entre as duas facções antagónicas em que se dividiram os portugueses.
O embate das novas ideias liberais, disseminadas pelos exércitos franceses, com as do sistema político tradicional, originou turvos ódios e ignominiosas retaliações. Em 13 de Maio de 1834 o major Madureira entrou
Em 18 de Setembro de
No dia 26 de Agosto de 1840 deu-se
Após uma calamitosa crise alimentícia nos anos de 1856 e
No dia 14 de Julho de 1889 (Domingo) às 18 horas entrou pela primeira vez na estação de Castelo Branco uma locomotiva a vapor (a nº 135), facto que motivou vibrantes e calorosas manifestações de regozijo da população da cidade.
Publicado no antigo jornal Beira Baixa em 1951
Autor. M. Tavares dos Santos
O Albicastrense
Aníbal Jorge
Nora do Cine – Teatro Avenida está patente ao público, uma exposição de Aníbal Jorge, que gostaria de aqui dar a conhecer aos albicastrenses. Levante o seu rabo da cadeira, e vá até lá… pois o autor merece bem a sua visita.
O Albicastrense
A rua que aqui trago desta vez, situa-se na zona histórica da nossa cidade.
Esta rua, é uma transversal entre as ruas João Carlos Abrunhosa e Santa Maria, e tem o seu início ou fim consoante se suba ou desça, nas traseiras do tribunal de Castelo Branco.
O pavimento desta rua, foi recentemente mudado pela nossa autarquia, pena é que as casas ali existentes não tenham tido a mesma sorte.
A placa toponímica, diz apenas: “Rua Mousinho Magro” muito pouco para que os albicastrenses possam saber quem foi este homem, de quem se sabe aliás muito pouco.
Anteriormente, esta rua teve vários nomes, entre os quais destaco um que ainda hoje é recordado pelos mais velhos, ” Rua dos Jasmins”.
Desempenhou
Casou com Catarina Vilela Leitão, deste casamento não houve filhos.
Talvez por isso e também por ser homem possuidor de avultados bens, institui "uma capela na igreja Santa Maria cuja administração confiou, por disposição testamentária, à confraria de Nossa Senhora do Rosário, para que, com o seu rendimento, se distribuíssem dotes às raparigas "pobres, casadoiras, de boa vida e costumes".
Gaspar Mouzinho Magro faleceu
Está sepultado no convento de Santo António.
Fez testamento e instituiu capela na igreja de Santa Maria, com missa quotidiana.
Gaspar Mouzinho Magro nomeia por herdeira e testamenteira a mulher, D. Catarina Vilela Leitão, a quem deixa o usufruto dos seus bens,” ficando viúva ou casando com um homem seu igual na qualidade”. Porém, “esquecendo-se ela de quem é e de que foi minha mulher e casar com um homem que tenha parte da nação, cristão-novo por muito pouco que seja, a hei logo por dês herdada e não quero que goze nem possua cousa alguma minha um só instante”, passando então tudo a ser administrado pelos mordomos de Nª Sª do Rosário. Aqui se manifesta o espírito intolerante deste ilustre benemérito, mas D. Catarina conservou-se viúva até à data do seu falecimento, em 21.9.1688.
MEDICINA NA BEIRA INTERIOR DA PRÉ-HISTÓRIA AO SÉCULO XX
Alma das Gentes
Atelier
De
Conservação de Têxteis antigos
1º andar loja nº 8
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