terça-feira, janeiro 18, 2011

ALBICASTRENSES ILUSTRES - XIX

RODRIGO REBELO
Nasceu em Castelo Branco na segunda metade do século XV, sendo filho de Rodrigo Rebelo, fidalgo da casa real e cavaleiro da Ordem de Cristo, que instituiu em 1494 a capela de Jesus na igreja de Santa Maria do Castelo e de sua mulher D. Eiria Lopes.
Passou à Índia em 1505 com o vice-rei D. Francisco de Almeida e, ali se distingui como cavaleiro muito esforçado. Governava a fortaleza de Santo Ângelo de Cananor, quando D. Afonso de Albuquerque lhe deu a capitania de Goa, em cuja defesa morreu em Março de 1511 às mãos dos inimigos que o lançaram às lançadas, havendo-lhe primeiramente morto o cavalo em que montava, com um zarguncho pelos peitos.
Nomeou por testamento sua irmão D. Maria Rebelo, mandando que dos seus bens se fizesse um Convento de S. Francisco , em Mércoles, meia légua distante de Castelo Branco, com acomodações para seis religiosas de missa e com os rendimentos suficientes para a sua sustentação. Porem, a irmã não fez caso deste dispositivo e dotou as filhas com estes bens mas, passado algum tempo, acusando-a a sua consciência e obrigando-a os confessores, quis de algum modo descarregar-se de culpa. E, assim com alguns dos bens legados se construiu a Igreja do Convento de Santo Agostinho ou da Graça, na entrada norte de Castelo Branco, cujo padroado pertenceu aos descendentes da sobrinha D. Maria Rebelo.
Junto à porta desta Igreja encontra-se uma inscrição referente aos seus
fundadores.

PS. A nossa cidade existe nos dias de hoje, uma rua com o nome deste ilustre albicastrense.
Recolha de dados: “Figuras Ilustres de Castelo Branco” de Manuel da Silva Castelo Branco.
O Albicastrense

2 comentários:

  1. Anónimo12:02

    Bom dia
    Pode verificar se existe algum engano no nome do pai de Rodrigo Rebelo?
    Obrigado

    ResponderEliminar
  2. Caro anónimo
    O pai chamava-se também Rodrigo Rebelo, e não como eu tinha.
    Abraço

    ResponderEliminar

DESCOBRINDO CASTELO BRANCO ANTIGO – (VI)

  Esta é uma imagem que irá deixar muita gente a coçar a cabeça e a interrogar-se, sobre o local onde este edifício tinha poiso na terra...