ACHEGAS PARA UMA MONOGRAFIA REGIONAL
“CASTELO BRANCO E O SEU ALFOZ”
(J. RIBEIRO CARDOSO)
(Continuação)
E
segundo a lição de Rui de Pina, em terras da beira nada mais fez o nosso Dom
Dinis, e vamos lá que já não fez pouco.

“Em 1286 El-Rei Dom Dinis, ou porque os Templários não
tivessem levantado as fortificações que Dom Afonso II lhes impusera na doação,
ou porque não satisfizessem a uma defesa eficaz, mandou fazer outro Castelo,
com sua torre de menagem de sete quinas e cercou a povoação de uma grossa e
alta muralha”.

Seja
lá como for, o que não está certo com certeza, é que Dom Afonso II, na doação
da Herdade de Cardosa, houvesse imposto aos templários a obrigação de
fortificarem Castelo Branco do Moncarchino, como o leitor pode verificar no
texto da doação que publicamos integralmente.
Os
desenhos de Duarte Damas são preciosos para se aquilatar da grandeza do
Castelo.
Em 1753 fez-se o Tombo da Comenda e o castelo e as muralhas ainda se erguiam imponentemente na elegância das suas linhas castrenses.
Em 1753 fez-se o Tombo da Comenda e o castelo e as muralhas ainda se erguiam imponentemente na elegância das suas linhas castrenses.

Em
1821 um capitão da tropa, secretário das armas da província, pediu licença para
utilizar as pedras da muralha na construção de uma casa.
Ouvida
a Câmara, achou bem o pedido, contando que a pedra não fosse tirada dos lanços
da muralha em poder dos particulares. Foi o início da derrocada.
Em
1835 a Camara representou ao Governo a conveniência de serem apeados os Arcos
das Portas da muralha.
Achou
bem o Perfeito da Província e do Ministério da Guerra baixou a portaria de 17
de Julho de 1835, autorizando o apeamento dos arcos das muralhas, utilizando-se
a pedra em obras de manifesta utilidade pública.
Em 9
de Março de 1839 outra portaria autorizava a almoeda de parte de pedra do
castelo, e em 20 do mesmo mês e ano ainda, outra portaria mandava continuar a
almoeda de venda da telha e madeiras do castelo!
(Continua)
O Albicastrense
Sem comentários:
Enviar um comentário