Sexta-feira, Julho 18, 2008

Memórias

Morreu a “Ti Olívia”

É hoje muito comum fazer-se o elogio dos responsáveis de uma qualquer instituição, esquecendo quase sempre que o êxito de um projecto não é nem nunca será de uma qualquer unidade, mas sempre e sempre, fruto do trabalho de uma equipa.
Nos anos oitenta, o museu Francisco Tavares Proença era dirigido pelo Dr. António Forte Salvado, e um dos princípios que orientavam esta instituição eram preciosamente esses; “nós temos uma equipa”.
Equipa que ia desde o técnico de museologia, ao operário, ao administrativo e que terminava na senhora da limpeza, mas onde todos eram importantes e se sentia que a falta de um emperrava a engrenagem desta bela equipa.
Vem esta conversa a propósito do desaparecimento da “Ti Olívia”, a Senhora da limpeza morreu…
Com ela vai um pouco de todos aqueles que a conheceram, não a esqueceremos, pois a nossa memória não o permitirá.
Os momentos de trabalho, os passeios da casa do pessoal, os convívios e até a tristeza da sua reforma, estarão sempre nas nossas memórias.

Até sempre “Ti Olívia”.

O Albicastrense

4 comentários:

Joaquim Baptista disse...

já há muitos anos que não via a Ti Olivia. Parece que nunca mais a vou ver. Sempre foi uma pessoa simpática e colaboradora nos anos em que eu aí assentei arraiais no "nosso" Museu, daquele de que verdadeiramente tenho saudades, muitas saudades.
Quanto à Ti Olivia desejo que encontre o eterno descanso, onde quer que o seu espirito esteja.
das pessoas que estão na foto, creio que já não estão neste mundo outras duas, não é? A outra senhora da limpeza e o ti João jardineiro. Engano-me?
Se vires a filha dá os meus pesames

Abraço do
Joaquim Baptista

António Veríssimo disse...

Batista.
Tens razão são três as pessoas desta fotografia, que já não fazem parte do mundo dos vivos.
A D. Delfina foi a primeira, segui-se o ti João e agora a D. Olivia.
Que dizer? Que temos muitas saudades deles.
Um abraço

14:15

João Bispo disse...

Boa tarde,

Embora seja um rapaz novo e não tenha trabalhado no referido museu, lembro-me bastante bem da "Ti Olivia". É com muita pena que leio esta notícia, pois embora não a visse à já algum tempo, lembro-me que era uma pessoa sempre alegre e sempre com uma palavra amiga sobre toda a gente.

Um abraço para si, onde quer que esteja.

António Veríssimo disse...

Ao meu amigo Joaquim Salgueiro.

Com que então nos conheces a julia?
Muda de lentes, senão ainda te perdes.
Um abraço