ARMAS DE CASTELO BRANCO

Em papel timbrado com um castelo de prata em escudo vermelho encimado
por uma coroa de Duque, recebeu a Associação dos Arqueólogos o seguinte ofício:
Ex.ma Associação dos Arqueólogos Portugueses.
"Desejando a Câmara da minha presidência mandar fazer um vitral
com um escudo de Armas da cidade de Castelo Branco, venho pedir a V. Ex.
a fineza de me informarem quais as cores e outras indicações que a
abalizada opinião de V. Ex. entender
dar. Castelo Banco 21 de Fevereiro de 1927.O Presidente. José Severino”.

O campo deve ser vermelho e o
castelo de prata e julgamos isto porque, naturalmente, se a cidade se chama
Castelo Branco ninguém pensaria num castelo amarelo. A prata é substituível por
branco e o ouro por amarelo.
Depois o vermelho é cor de primeira ordem e indica guerras, ardis e
vitorias; e o azul é cor de segunda ordem e indica caridade e
lealdade. Castelo Branco deve grande parte da sua história à Ordem do
Templo e depois à de Cristo que não consta que tivesse ali qualquer
estabelecimento da caridade.
A entrega daquelas paragens a estas Ordens
Militares foi com o intuito de se fortalecerem e de defenderem a região
anexa às respectivas fortificações. Se na Heráldica não houvesse um
esmalte para indicar os fins guerreiros, como é o vermelho, então iríamos
buscar o azul como representativo de lealdade.
Vejamos, portanto como aconselhamos a cidade de Castelo Branco a
esmaltar as suas antigas Armas: De vermelho com um castelo de prata aberto e
iluminado de negro. Coroa mural de cinco torres de prata por ser cidade e, pelo
mesmo motivo, bandeira quarteada de branco e de negro por serem assim os
esmaltes da peça principal das Armas. Por debaixo do escudo, uma fita branca
com letras pretas.
A coroa de Duque, que têm usado as Armas de Castelo Branco, é um grande
erro, pois que as cidades e as vilas têm a sua coroa mural privada, que tem
cinco ou quatro torres, conforme se trata do primeiro ou do segundo caso. Esta
coroa mural, composta de torres e panos de muralhas, representa a fortificação
que defendia na antiguidade as cidades e as vilas.
O número de torres que foi adoptada é destinado a diferençar se é
cidade ou vila. Afonso Dornelas.
Recolha de dados:
Manuel Tavares dos Santos,
"Castelo Branco na História e
na Arte”, Porto, 1958.
O Albicastrense
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